Tag solidão
Versão da Música Streets of Philadelphia.
Composição: Bruce Springsteen – Interpretação: Bruce Springsteen.
Ruas da Vida
As surras que levei me deixaram muito machucado,
Mas não havia nada que podia falar.
Sobrou muito pouco da minha verdadeira personalidade,
Vi meus olhos no espelho, não reconheci minha própria alma.
Ai então, vocês, me deixaram definhando nas ruas da vida.
Eu caminhava até minhas pernas pesarem,
Ouvia as vozes de “amigos” desaparecidos, ou mortos.
A noite podia ouvir o som do sereno cair,
Tão assustador e gritante como a tempestade.
Nenhum anjo veio me amparar,
Éramos apenas meus amigos e eu.
Minha realidade não existia mais.
Tentei correr atrás, sim, sim eu tentei,
Para só para vela cada vez mais longe.
Não reconheço mais as noites, estou sempre caído, mas sempre acordado.
Então, meus “amigos”, me dispensem com seus beijos infiéis.
Ou então ficaremos assim para sempre, não há volta.
Vamos sempre vagar pelas ruas da Vida.
OBS: Sei que essa música foi composta para o filme do mesmo nome (1993), e que fala das dificuldade de um homossexual soro positivo para HIV (AIDS). Aconselho quem ainda não assistiu ao filme, assistir. Porém hoje, apesar de ainda não haver cura, as pessoas soro positivo conseguem levar uma vida quase que normal. Fiz essa versão pensando nas pessoas que sofre com a depressão e outras doenças mentais, que pode destruir suas vidas como a AIDS.
Há Momentos
Há momentos em que nos sentimos sozinhos.
Estamos tristes, zangados, amargos e solitários.
Sentimos a dor da perda e da rejeição.
Então nos perguntamos porquê? Muitas vezes não obtivemos uma resposta.
Não conseguimos encontrar uma saída e nos sentimos presos em um labirinto. Más vamos com calma, quando iniciei este texto eu dizia: são apenas momentos.
Eu quero cantar uma música, que seja apenas nossa
Mas eu cantei todas elas pra outro coração
Eu quero chorar, eu quero apaixonar-me
Mas todas as minhas lágrimas tem sido produzidas
Em outro amor, outro... amor.
Às vezes,
nada digo.
Aposso-me de alguma solidão
para acompanhar a minha.
Perco-me
em labirintos.
Sinto.
Gosto de absinto.
E espalho versos,
pintados de ilusão.
Respeitar a solidão do outro é crucial em qualquer tipo
de relacionamento, pois envolve compreender a individualidade
e a necessidade de privacidade que o outro precisa para se
conectar consigo mesmo.
Às vezes, estamos tão mentalmente exaustos que tudo
que precisamos é de tempo para recarregar as energias e
reflectir profundamente sobre a nossa existência.
Não estou a desconsiderar a importância de desfrutar
uma boa companhia em um dia ensolarado com boa música,
mas é essencial reconhecer que nem sempre se trata dos outros.
Às vezes, é sobre nós mesmos recusarmos convites para uma
roda de conversa num sábado à tarde.
Há dias em que, mesmo sendo uma pessoa muito
comunicativa, não tenho vontade de falar com ninguém, e
entender isto foi importante para o desenvolvimento das minhas
relações com outras pessoas.
Já aconteceu de eu sair sozinha porque precisava de um
tempo para mim mesma, como alguém que está sempre rodeada de pessoas, às vezes sinto-me sobrecarregada com o excesso de
informações que recebo e acabo me perdendo.
Por isto, reconheço a importância de afastar-me dos
círculos sociais quando necessário, para não perder a minha
própria identidade e fazer uma reflexão de tudo que acontece ao
meu redor.
Não menti quando disse que eras tudo o que eu tinha. Neste momento, já me habituei a viver sem nada.
A angústia que me rodeia.
A angústia me assela, me domina e me fascina.
Me cativa assim como a solidão.
Tão reconfortante quanto se sentar em um banco solitário, em meio ao caos do cotidiano.
Sem questionamentos tolos, sem um real interesse.
Sem a sufocante alusão a meritocracia, que é imposta a nós de uma maneira tão singela e amargosa.
E em meio a isso, chegamos no fim do dia.
Desolados e sem rumo.
Em busca de respostas a qual caminho seguir.
Mas afinal, qual o motivo disso?
Para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve.
"Eu não sou a sua calmaria,
Não sou a sua distração,
Não sou a voz que procura,
quando quer relaxar a mente.
Eu não sou aquela que te faz bem como diz"
Só queria agradecer, agradecer todos esses tempos que esteve comigo, que nunca se desfazer de mim, sempre que precisei você estava lá mesmo quando fui um babaca, só queria agradecer, obrigado travesseiro
Se esta se sentindo "solitário", então alegre-se, pois é o preço que você paga quando melhora a si mesmo. Fica na paz, pois vai colher frutos desta semente.
Mais ardente que beber café quente,
É engolir essas lágrimas secas que rasgam minha garganta,
Quando nossas memórias vem me assombrar.
E de assombração em assombração, estes vagos fantasmas
Me aterrorizam constantemente
Ao me lembrar que você não se importa com o estrago que fez,
Com suas vagas promessas e doce voz,
Que continuam a causar devassidão em m'alma.
Meu luminoso anjo, aos tropeços segui em frente da melhor forma que pude,
E por meses já não guardo seu número com medo de te falar,
Dessa saudade a que sou submetido, quiça escravizado.
Em segredo me reencontro contigo nas mais impossíveis horas,
Ansiando respostas para tudo,
Desistindo de certas perguntas, por migalhas de paz.
Compreendi no meio deste grande conflito e com grande tristeza,
Que nascemos para ficarmos juntos,
Mas...não fomos feitos para ser um só.
O caixão da alma
Presa em uma casca de dor,
Aprisionada em uma pele d’onde se transita flor.
Releio Augusto dos Anjos,
poeta preso em fantástico caixão alheio,
Sinto similaridade com a dor dele, hoje.
Dor, coração e um triste sossego.
Presa em teu sonho selvagem,
curto metáforas de Clarice Lispector,
repenso Antônio Nóbrega,
todos poetas que profetizaram a dor,
a morte, o caixão em badalado, triste e feio.
Presa. E estar em cárcere machuca.
É um acordo feito consigo mesma.
É um contrato social a qual a gente olha e diz:
-Por que você está destruída?
-Se sou eu a única pessoa que precisa ser salva?
Ora, por que me fazes chorar?
Suas cicatrizes são minhas, sabia?
Presa na obra de um carpinteiro,
meu corpo lança um: “não te amo, mais”,
A alma na pele que habito,
tal como Almodóvar e seu percevejo.
Presa em uma cama fria,
Em um hospital onde a morte olha, vazia.
Aprisionada entre o sim e o não,
Entre a vida e o não.
Presa em um corpo de morte,
tal como preconiza Paulo,
presa, simplesmente aprisionada,
Rousseau já dizia que por todos lados
sigo acorrentada.
Presa. Simplesmente aprisionada.
À minha alma que segue inerte,
desejando que a dor galope e não me veja.
Mas, Clarice só me apontou a hora,
e “dos Anjos” me avisou da mão que apedreja.
Presa em muros poéticos,
onde o sonho e a morte dançam e combinam,
juntas, o seu mais próspero desejo.
Presa em um caixão d’alma,
aprisionada pelo karma, ancestralidade,
herança genética, por traumas e desejos.
Morta em um vivo caixão de peles,
de feles e méis. Simplesmente, presa.
(instagram: @claudia.valeria.kakal)
Amizade Remanescente
O início de uma amizade é como estrelas,
Sempre brilhantes, até que uma explosão aconteça.
O fim, infelizmente é inevitável,
Com você, ele sempre foi as caravelas
Destruídas pelo mar
De nossos pensamentos,
Que não podíamos evitar de pensar.
E no fim do dia fracassado,
Quando o Sol não é mais quente
Você se pergunta “O que aconteceria,
Se os egoísmos do passado
Não tivessem afetado o nosso presente?”
Que se tornou algo amassado,
Pelos erros da nossa amizade poluente.
A epifania que foi a nossa amizade,
Era algo incrível, como o Sol ardente.
É triste pensar que aquele sentimento
É apenas algo remanescente.
Em pedaços, o que restou foi nojento
E eu sinto culpa, por ter insistido tanto,
Em algo, que não tinha conhecimento.
Eu pretendia ser para sempre o Sol,
Mas agora permaneço
Em um inverno escuro onde enlouqueço.
Sem nem um mísero cachecol
Para aquecer a minha alma,
Que permanecerá solitária,
Até o fim das galáxias e dias, além de noites arredias.
Agora, na beira do precipício, eu te imploro por um motivo
Para continuar lutando por essa amizade
Que mais parece um exílio.
Se esse for o tipo de amizade que você deseja,
Eu vou apenas correr, e me libertar
Antes que eu vire algo
Que ninguém almeja conquistar.
Solidão, vazio e carência são meras ilusões criadas pelo afastamento da plenitude e perfeição que habitam dentro de nós. Reconheça a conexão.
Mantenha o foco nos seus objetivos, valorize a autoestima, não demonstre sentimentos, nem seja intenso. Vamos cultivar a estafa, a rispidez, o orgulho e a solidão.
