Tag seca
O homem sem amor, que é conduzido por ódio, assemelha-se a uma folha seca carregada pelo vento sem ter direção.
A folha pode até ir longe, mas sempre no fim ela ficará no chão, e ali permanecerá.
Água e verde!
É bonito ver nosso chão
com as árvores frondosas
como é linda a plantação
sem as secas maliciosas
e com água no sertão
a vida ganha um milhão
de coisas maravilhosas.
Nunca diga "dessa água não mais beberei" porque nem todo dia chove e em dias de seca qualquer gota d'água chega a valer mais que ouro.
Léguas!
É pouca água que tem
mas é ela quem sustenta
são léguas de terra além
pra buscar água barrenta
e é assim num vai e vem
que a gente se mantém
nessa seca violenta.
Agreste...
leito seco,
em passo lento,
tormento...
ausência...
cicatriz...
violento...
clemência...
minha demência...
margeia,
a pequena veia,
enfeia...
areia
seca,
o vento,
o cisco,
o olho,
a lágrima...
culpa do vento...
Se for pra morrer só! Que seja! Não vou poluir o sentimento puro que tenho por pessoas que não são capazes de compreender. Sou antiquado, sou retrógrado, sou inconformado, mas a certeza de ser quem sou me mantem vivo. Declaro ao vento o meu sofrimento e fingir com o tempo desaparecer, ao meu entendimento fica o lamento de frustração, sei que ainda existe pessoas de bom coração porém com meus olhas não as enxerguei.
Queria ser diferente, falar de superfícies e ser normal. Queria entender as matérias do colegial, de certo este eu não existiria padronizado numa via artificial.
Talvez querendo não ser manipulado, nem tão pouco iludido nesse sistema falido que todos parecem não ver.
Sem amor a vida é seca, como uma nascente desmatada, sem existência de nada, apenas um punhado de terra improdutiva.
Se a minha alma estiver certa, serei eu mais um solitário que ama não sabendo nem a quem recorrer, pois o amor terá sido assassinado, por uma tendencia imposta a tolos, sem muitas chances de reverter.
S E C A
Um vento fraco e morno
Balança o limoeiro do quintal.
Da terra árida sobe um bafo infernal.
Os raios do sol parecem fios de óleo quente
Escorrendo testa abaixo.
As folhas de couve, murchas;
O espinafre, seco.
Sob esta ínfima sombra que resta, leio.
E as palavras derretem de calor.
Terra de ninguém
Os que moram lá no sul,
tem água pra dana!
Enquanto aqui no nordeste,
só vejo açudes a secar.
Uns falam de Francisco,
outros de João...
Enquanto aqui na minha terra,
Não vejo uma plantação.
Eles prometem melhorias,
nós finge acreditar.
Mais com o passar dos anos,
não vejo nada se concretizar.
Esperança eu tenho, de tudo melhorar..
Por isso, olho pro céu todo dia,
e rezo ave-Maria.
Ela hei de me salvar.
Terra Seca
Tristeza minha companheira
Caminha comigo neste chão de poeira
Muito difícil se acostumar
Com sua companhia ao caminhar...
Meus filhos e eu neste lugar
Sem terra fértil para plantar
Comemos e bebemos o que conseguimos arranjar
Nesta terra que nos castiga
Sem esperança a dar
Sou escrava desta situação
Prisioneira desta região...
Meus filhos precisam de mim
Nesta terra seca sem fim
Sair daqui não dá
Tenho filhos pequenos para criar
Não aguentariam a viagem
Que seria sofrida e selvagem
Não sou feliz aqui, é verdade
Mas meus filhos me confortam
Nesta dura realidade
Temos nome.
Eles esquecem que temos nome
essas terras não tem mais dono
a seca que nos consome
vai da primavera ao outono
bem maior que a nossa fome
é o desprezo e o abandono.
Nada fez.
A seca a tempo afronta
vem mais forte desta vez
o sertanejo junta a conta
empilhada a cada mês
a solução não está pronta
quem faria... nada fez.
"Chega a chuva,
Tudo lava, tudo leva,
Chuva venha, chuva molha,
To cansado dessa seca
Só eu quero é a tua frescura"
Lamento Sertanejo...
Uma canção
Para se ouvir silente
Sem entender o que sente
Essa gente sofrida e vivente
Sobre o solo rachado... seco
Hora, entre a sede e a fome
Outra, entre a fome e a sede
Sertanejo de bravo coração
Aguerrido na lida do roçado
Que fiel e crente, suplica em cantiga
Que a chuva lave a caatinga
Para que e/ou quem escrevemos?
Dizem que...
É escrita reprimida, intrínseca e seca.
É catarse restrita e amoral.
Lágrimas vertem, para
regar raízes e sementes, de um jardim de dor, que sofre com a seca, por estar longe do seu amor.
A jurema é forte resiste ao fogo e a seca, más o vaqueiro é birrento vai e enfrenta mete a cara encarando ambas.
Mesmo que a gente se olhe de repente
e o amor grite no peito.
Mesmo que as nossas almas sintam
a junção e a correspondência.
Nem assim eu hei de expressar.
Decidi esfriar minhas emoções,
pelo prazer de lhe ver confrontar suas verdades.
Se eu pago todos os dias o meu preço,
é pra você arcar com as suas decisões.
O amor que continue dentro de nós,
talvez morra ou não resista ao tempo.
Mas quem sabe essa seja a sua didática,
um amor que não entra em curso,
mas estagna, seca, e morre por não ter desenvolvimento.
Me sinto triste
Como uma flor à secar
Não me regam à dias
Estou secando,
Estou morrendo
O sol cada vez mais quente
E mais obcecado por mim
Quer descobrir meu segredo
De desabrochar tão rápido assim
A lua que as vezes piscava pra mim
Agora me deixa solitária
E não me ilumina mais
Nas noites de breu
A terra
Minha única fiel companheira
Tenta fortalecer minhas raízes
Mas está sendo oprimida
Por esse pequeno vaso de porcelana
Da natureza procuro ser guardiã,
até à uma folhinha seca dou valor,
a natureza é nossa mãe, nosso amanhã,
precisa ser preservada com amor
