Tag poeta
O amor é como as asas da liberdade
Que nos deixa voar e sonhar
Que nos tira o céu e nos dá um chão novo.
AZARADO
Como um azarado, nascido para o luto
e a tristura, na má sorte, estou marcado
por um peso colossal em meu duro fado
o do amor no acaso, de um ardor bruto
Como o do apreço, fica diminuto
todo o meu sentimento desanimado
e, do desejo ainda, sim, enamorado
eu, como um azarado, ao querer reluto
Avulto, tal um teimoso, ante o castigo
na sensação, na alma, na dor estacada
tentando e tentando a sorte ao dispor
Como um incessante, ao amor persigo
deixando a minha direção desfolhada
e eu, solitário, agonizo, de ser amador!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/maio/2021, 08’27” – Araguari, MG
GUIÃO DO AMOR
Fado! Leva essa sorte, outra que venha
maior, que dessa dita o destino exceda
leve-a, e traze outra já, seja uma vereda
de sonho, e que toda sensação contenha
Acaso o coração a sofrência desgrenha
no pranto e lamento a poesia enreda...
Anda! Venha e me colhe dessa queda
se é desejo, deixe então que se tenha!
Deixe que devaneie, cada verso afora
deixe, então, criar meu próprio alinho
ao coração. E, que eu seja feliz agora!
E que com o amor seja tal, o caminho
eu quero carinho, dá-mo sem demora
pois, não há guião só de azar e espinho.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27/maio/2021, 19’27” – Araguari, MG
Olhar de Poeta.
Olhar de Poeta.
Inatacável e insaciável inspiração,
Vai germinando na imaginação e abrilhantando meu olhar.
O poeta vê e delira no seu escrever.
Musa!
Pele de veludo que me deixa mudo.
Oh ! Paixão por ocasião,
Brasa viva que jorra da alma vulcânica de um escritor que sofre sem querer.
Oh ! Flores esbeltas.
Fino trato e uma ousadia que causa odores e êxtase do prazer....
Lábios adociados.
Tão doce que me apavora só em pensar em perder....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Concordo em parte. Mas se o Brasil não tem salvação por ser um país de cachaceiros, imagina que será de um país que aprova lei que mata as criancinhas? Só mesmo por misericórdia divina.
O abraço é o cobertor do coração, quando se tem a álgida solidão...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29, maios, 2015
QUESITO
Ao ver-te, saudade, na dor em glória
Altiva, tristonha, dando à vida pesar
Eu lacrimejei todo o meu festo olhar
... também sou parte nesta memória
Engasgada e atada toda essa estória
Tão frios breus, guardado a me sugar
Quem sabe donde saltar desse lugar
Se já ido cada tom, cada dedicatória
Agora sós, e a vaguear por lembrança
Ao léu, somos passados sem o porvir
Trovados na ilusão sem ter esperança
Então, fico detido sempre a refulgir
O olhar, a nossa promessa, a aliança
Por que então tivemos que partir?
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/maio/2021, 13’34” – Araguari, MG
SONETO AO INVERNO
Inverno, do cerrado, mirradas manhãs
Em brumas, frias, enfadas e maçantes
Sentimento turvo tal o som de tantãs
Oposição certa ao ardor dos amantes
És com melancolia, arriadas em divãs
Da prostração. Os dias dessemelhantes
Desbotadas as florescências temporãs
Poética fria, suspiros e duros instantes
E rufla o chuvisco pelo chão imaculado
Tremulando a terra, sensação solitária
Faz-te fundar, ó invernada do cerrado!
E no horizonte, a imaginação tão vária
E, no pensamento a saudade cortante
Sussurrando ao vento, o amor distante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/maio/2021, 09’58” – Araguari, MG
LIVRAI-NOS...
Oh paixão fumeante, no sentimento imerso
Dai suspiros ao coração e conceitos serenos
Mostra de ti sensações e o benigno anverso
Da afeição. Aos amadores que creem menos
Aquele que só conta com o que é previsível
Sem importar com o olhar que já é indefeso
O abraço carente, e a fúria do beijo incrível
Disfarçados de monotonia, dando desprezo
Piores dores é o desdém da ardilosa dolência
Sem perdão, sem expiração e, nos atrai nus
Na alma, na emoção sem qualquer essência
Molda o querer, ó ilusão, olhai a nós, Jesus!
Que apenas deseja o afeto, sem aparência
Pra só então, amar e ser amado. Livrai-nos!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02, junho, 2021, 10”29” – Araguari, MG
Morrer,
Não é só ausentar da vida
Tornar-se lembrança na despedia.
Morrer,
É ir além (literalmente)
Ser e não ser um alguém.
É também, nascer recorrente
para um espírito do bem
aos Céus, se foi benevolente.
Amém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03, junho, 2016 - Cerrado goiano
Naquelas manhãs no calor da manhã minhota em que ia vagueando e desfrutando do cheiro da neblina das planícies minhotas com o seu esplendor nascer do sol eu adorava desfrutar do meu adocicado café bem quente e escrever poemas à beira rio no meio da natureza em Braga, e lia o inigualável romance na sombra da escuridão de uma escritora minhota e celta guerreira que fascinava todos os dias com as suas palavras e com o seu olhar cintilante belo como o universo e as charmosas planícies de Braga.
As grandes planícies minhotas e as suas sombras na escuridão e as suas aventuras e foi sem querer que te quis Braga com todo o teu esplendor.
Naquelas manhãs no calor da manhã minhota em que ia vagueando e desfrutando do cheiro da neblina das planícies minhotas com o seu esplendor nascer do sol eu adorava desfrutar do meu adocicado café bem quente e escrever poemas à beira rio no meio da natureza em Braga, e lia o inigualável romance na sombra da escuridão de uma escritora minhota e celta guerreira que fascinava todos os dias com as suas palavras e com o seu olhar cintilante belo como o universo e as charmosas planícies de Braga.
As grandes planícies minhotas.
E todos os natais que eu desfrutava em Braga à beira da lareira com os meus eggnogs natalícios em volta da minha escrita poética e dizia assim com o meu humor comediante e poetico, Natal, é nascer todo dia e toda a noite e dizes de forma simpática e todos os verões e natais dizias Mata-os com o teu sorriso e com a tua felicidade e pureza..
No Natal é doares-te em gestos de amor e sinceridade,
é ser o sol que aquece e ama, à tua família que adormece e se encanta,
Com teto e com cobertores em volto da lareira e árvore de natal.
Natal, é ser o acalento,
da criancinha faminta,
que te estende a mão com amor.
O Natal, é todo dia e noite,
quando se dá alegria e amor.
Quando tu és uma luz pura
iluminando os caminhos,
de todos os teus sonhos.
Natal, é viver plenamente,
em comunhão com Jesus,
Natal, é ajudar sua família,
à carregar sua cruz,
esse é o Natal verdadeiro,
é esse, o Natal de Jesus e o meu também.
E nós vamos caminhando e cantando até aos confins do universo e do mundo e dizemos Mata-os com o teu sorriso e com a tua felicidade e pureza.
Porquê que as terras minhotas e nortenhas me fascinam, só de acordar pela neblina minhota às 6h da manhã e poder desfrutar do indescritível cheiro com aquela neve cristalina e os famosos cânticos da celta guerreira e escritora e da gastronomia e história que Braga nos tem para nos oferecer, é que nem pensava duas vezes e dizia, Braga és bela, maravilhosa e extraordinária cidade que até os mouros e os celtas se apaixonaram e largaram as suas espadas e agarraram-se ao vinho pelas manhãs e pelas noites a dentro, a lenda dizia, se es mouro e celta e se largares a espada e beberes vinho bracarense de manhã e à noite irás simplesmente ter grandes aventuras lendárias, porque os Deuses te indicam o caminho poético e filósofo que deves seguir. Na filosofia eu dizia sempre à beira da lareira com o meu vinho, não deixes para amanhã o que podes fazer hoje e dizer hoje porque amanhã poderás ficar arrependido. A vida é só uma por isso vive e o resto que se lixe.
À VIDA É MELANCÓLICA ALEGRIA
Me sinto como um ser que não sabe nada da vida, porquanto mais vivo, menos sei viver. A vida é dor, dores em todos os cômodos, pois sei quanto me dói cada tempo fora daqui.
Serei sempre um solitário, uma criança perdida na existência, nada faz sentido, tudo dividido; choro, abro sorriso e nada me trás respostas, tudo propostas que não se firmam ou se suatentam, um mundo vazio de verdade.
Poeta Nilo Deyson Monteiro
FUI SEM SER SEM TER
Sou poeta, minha vida é me entristecer, me alegrar, me enlouquecer por tudo que vivi, por não tudo poder viver.
Talvez quem sabe um dia possa me realizar em não ser, não ter vivido, morrer sem viver um pouco de tudo que sonhei um dia ter sentido, vivido em ver.
CHEIROS DE TI
Cheiros de ti ficaram na sensação
Que pegado à saudade, padece!
Enquanto percorro na escuridão
Do vazio, os suspiros são a prece
A recordação é tanta, e o agror
Da sua solidão em nossos lençóis
Arde na memória viva ao dispor
Tal como a valia que tu destróis...
Surge o raiar e me dou comigo
Em lágrimas a desafogar o sono
Mas, passar-te eu não consigo
Porque de ti tenho o abandono
E se nesta poética estou perdido
No amor sou amador sem dono!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06, junho, 2021, 07’47” – Araguari, MG
MEU AMOR NÃO TEM AMARRAS
Meu amor não é só nem solidão nenhuma
É olhar sem sujeição, sem leito de abrigo
Um navegante eterno, talvez um castigo
Não sei, só sei que é leve tal uma pluma
Por isso amador constante, sem um leme
No desejo, são gemidos e delírios d’amor
Vasto na liberdade, e tão cheio de ardor
Da saudade, o que o coração mais teme
Assim vou, assim, por aí me encontrarás
Entre carinhos, os beijos, então me verás
solto, e tão farto de propósitos e garras
Tristezas não trago, trago o afeto pra dar
Deixando sensação, que me dou ao chegar
Pois, sou, e o meu amor não tem amarras
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10, junho, 2021, 18’18” – Araguari, MG
BONS TEMPOS
Tempos de olhares e de paixão
De poética e de sonetos puros
De sonho, alegria e doce ilusão
Clarão nos momentos escuros
Como é bom amor para amar
Ardor, poder a quem dar flor
Deixar o afeto no peito tocar
Voar nas asas de um amador
Dei espaço ao falto coração
Que tinha dor. O gládio tirei
Aliviando a penosa sensação
E, agora vejo tudo diferente
Presente, sede com emoção
A ventura no âmago da gente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11, junho, 2021, 08’14” – Araguari, MG
Estar enamorado faz o coração pulsar, dar flores e poetar os amores...
É dividir com o outro o afeto de sensações besuntado...
Feliz dia dos namorados!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
cerrado goiano, junho.
SUSPIROS DE AMOR
(dia dos namorados)
Quando à saudade amorável no poetar
A sensação é sempre aquele palavroso
Carinhoso, que a recordação vai buscar
No rastro daquele suspiro tão gostoso
Da paixão, do coração, ó emoção rara
Do ardor que n’alma então aconteceu
E que rompeu cada sentido, e amara
Cada momento que o afeto anoiteceu
Posso então exaltar o nada esquecido
O tudo a palpitar e cheio das histórias
Do desejo, da quimera, jamais perdido
Tornando ao destino doces memórias
Prazer, glória e nostálgico pensamento
Vai o dia e fica o consorte sentimento!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12, junho, 2021, 12’26” – Araguari, MG
INOCÊNCIA
Não perdemos a inocência
cada vez que experimentamos
a maldade do mundo.
Perdemos a inocência
quando deixamos de confiar
no amor
do próximo ser humano.
"Você é passarinho,
Eu sou poeta,
Vai, voa ligeiro,
alcança sua meta,
Mas nunca se esqueça:
Sou sua metade."
