Tag poeta

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DESENCONTROS (soneto)

Saudades nas vontades que se esfumam
No tempo visto com os olhos lacrimejados
Vou-me, assim, nos sonhos debruçados
Dos devaneios findos, antes que sumam

Dores e fantasmas na alma sepultados
São sombras que na frustração abulam
Com vozes que na emoção deambulam
Numa espera tensa de prazeres alados

Nas solidões frias... As carências bulam
Arreliam e se desfazem em enevoados
De refrigério que as futilidades simulam

Então, tento resgatar dos inesperados
Fados, versos que sobram e, engulam
Os desencontros no coração atarracados

Luciano Spagnol
27 de novembro, 2016
03'10", Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

NÓS E LAÇOS

quantos nós
entre encontros
e desencontros?

tentando dar laços
abraços
no desconhecido

o amor
é substantivo
definitivo

que ata
e nos arreata

Luciano Spagnol
Rio, 15 de julho, 2008

Inserida por LucianoSpagnol

NÁUFRAGO (soneto)

Devastado pelos medos, a tudo, temo!
E nesta imensidão de negrura sem fim
Os assombros me aterram no extremo.
Donde cheguei e, pra onde irei assim?

Os sonhos se tornaram nau sem remo
O olhar se prostrou no horizonte carmim
Joelhos e mãos postas, de um blasfemo
No caos, o favorável estoirou em festim

Na sorte, o suspiro se fez de supremo
Choro, lágrimas e desespero em mim
É embarcação medonha, e eu tremo!

Oh! Náufrago, de alma sem lanternim
Miserando por um único ato sopremo.
Rogo aos anjos, ter-me ao som de clarim...

Luciano Spagnol
Novembro de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Não tente convencer ninguém. Quando a pessoa está amarga até o açúcar lhe é azedo.

Inserida por taekwonmaster

O defeito do poeta é achar que é causa e esquecer que é efeito.

Inserida por WebsterFreires

" Amar a si mesmo, é o único amor que resiste a tudo, e é para sempre "

Inserida por escritoragilepifania

" Para a dor da alma, não há analgésico que cure; só mesmo o soro do tempo "

Inserida por escritoragilepifania

Dinheiro nunca me presenteou amigo, mas a poesia sempre tem me levado para o encontro de seres iluminados, detentores de coração e alma que transcendem a paz. Só quem é do mato, que traz consigo as dores da lida do campo e ao mesmo tempo a feliz liberdade da vida mansa de um balançar de rede, consegue rabiscar e projetar para o mundo os encantos poéticos da travessia desse tempo chamado vida.

Inserida por onaldoqueiroga

O MEU CALAR (soneto)

Solidão arde tal qual fogueira acesa
É como em um brasido caminhar
Perder-se no procurar sem se achar
Estar no silêncio do vão da incerteza

O que pesa, é submergir na tristeza
Dum incompleto, que nos faz cegar
Perfeito no imperfeito, n'alma crepitar
Medos, saudades... Oh estranheza!

Tudo é negridão e dor, é um debicar
Rosa numa solitária posposta na mesa
É chorar sem singulto e sem lacrimejar

E se hoje o ontem eu tivesse a clareza
Não a sentia como sinto aqui a prantear
Teria a perfeita companhia como presa!

Luciano Spagnol
Final de novembro, 2016
17'00", cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

VERÃO NO CERRADO

Um vento seco, no sertão ressequido
Mas, o céu está úmido, está aquoso
As nuvens cavalgando no azul vívido
As aves (andorinhas) num voo gostoso...
Pontilhando o céu com o seu colorido lívido
Ao som das cigarras num canto preguiçoso
É o verão dando as caras no cerrado árido...

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A vida vivencia-nos recitando

Inserida por AlbaAtroz

Toda arte invade o outro, trazendo e fazendo parte, de si.

Inserida por taekwonmaster

A Verdade é que isso está me paressendo o jardim de um poeta dramático que enquanto cita belos e dolorosos versos corta suas flores afim de impactar o público, seus poemas faz com que pessoas chorem e ao mesmo tempo tenha diversas reflexões, porém o verso por mais belo e bem escrito que possa ser, está cheio de dor.

Inserida por neehgoroots

CATA DUM AMOR (soneto)

Na cata dum amor, amor busquei
Em cada olhar, um olhar de rogo
E na sorte de tê-lo, em ter afago
Se tudo preciso novamente farei

Então constatei, que não é jogo
Ele acontece, é destino, eu sei
E em cada dia sempre acreditei
Na chama, que na paixão é fogo

No ser um amor sem fim, estarei
Sempre de prontidão, no epílogo
No destinado. Pois por ele ideei

Na conquista o que vale é diálogo
O amor é mago, gesto, nele saudei
A vida, pois é essência no âmago...

Luciano Spagnol
03 de dezembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Na cabeça do poeta, um mar de sonhos !

Inserida por LeoniaTeixeira

SONETO ENDEREÇADO

Este é um soneto endereçado ao amor
Que redige na flor o doado nascimento
E nas estrelas segredos em sentimento
No imenso palco, a vida, ventura maior

Se a imperfeição influência detrimento
Sob o mesmo céu, sob o mesmo clamor
Nela também, brota um olhar acolhedor
O que se faz perfeito e um complemento

Quando penso que tudo nele é só primor
Há bravatas, desculpas apenas, momento
Também tem dor, que cessa o sonhador

Porém, amor que é amor, é sacramento
Não é vaidade, e sim, um transformador
Se de ti roubar, tente o mesmo fomento

Luciano Spagnol
2016, dezembro
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

DE VOLTA, O MEU OLHAR

Aqui vai o meu olhar de volta, que brade
pois pra mim o céu aquietou, emudeceu
depois que o seu silêncio me escreveu
só distâncias e, pouca reciprocidade

Se me deu o melhor, em mim só doeu
ao deixar teu gosto na minha vontade
ao sentir que foi um amor na finidade
e que no teu amor, não tem mais o meu

Olha pra mim, só restou a imensidade
dum coração vazio, onde, eu sou réu
num dia de sol que virou tempestade

Se ainda ouve de mim uma canção, eu
ouço o teu suspirar na minha saudade...
Que grita, uiva, na poesia dum plebeu.

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Dezembro, 2016

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DE NATAL

Se fez homem, é noite de reflexão
Fé cristã, Menino Deus, Nazareno
Enfeitam o memorial de pequeno:
Família reunida, cantiga e afeição

É berço de amor, doce e ameno
Exaltado em versos do coração
Nesta noite cristã, de intenção
Aniversaria, Jesus, o Nazareno

É vida na vida em comemoração
Gesto de afago, de carinho pleno
Noite feliz, noite de total gratidão

É Natal, é sal do indulto terreno
Confraternização, e compaixão
Do pobrezinho que manou no feno...

Luciano Spagnol
Dezembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Poeta mundano

À cadeira que range,
à carne que sangra,
ao céu que me abrange,
à água da angra.

Canto minha palavra
com vil esforço:
de Deus sou a lavra
e do diabo faço corço.

E o ouro de meus dedos,
como o belo couro de javali,
é pedra para os outros ali.
nele residem meus medos.

Mas se da agua se faz vinho,
pode-se fazer feliz o vizinho.
E com essas palavras,
traço meu caminho.

Inserida por GustavoOrtale

O SILÊNCIO QUE INCOMODA

O silêncio meu
está em erupção
e escorreu
pela ilusão

Matou os sonhos
matou a quimera
jorrou dias tristonhos
e vida, em espera

Hoje, um vazio
solidão
tácito e frio

Num silêncio
que incomoda
a mansidão...

Luciano Spagnol
Dezembro, 10 de 2016
Cerrado goiano
Poeta simplista do cerrado

Inserida por LucianoSpagnol

Quando o primeiro homem disse "eu te amo" a uma mulher, nascia aí o primeiro poeta.

Inserida por BarrigadasTranquilas

De uma margem à outra tenho caminhado. Às vezes corro ansiosamente, em busca de novos oportunos parágrafos. Pausando aqui e ali, entre vírgulas que aparecem pelo percurso. Prossigo tentando dizer sempre algo relevante a cada dois pontos e travessões que me dão uma vez ou outra por aí. Suspiro e reflito muito em reticências que me surgem na cabeça de momento em momento. Vou seguindo. Vou indo. Resistindo até que eu aviste um ponto final no fim de uma linha sem saída me cobrando parar.

Inserida por AlbaAtroz

Queria poder pôr minha cabeça no travesseiro e conseguir dormir friamente como os insensíveis e indiferentes, mas não consigo porque tenho a sofrível e perturbadora insônia dos preocupados e compassíveis que nunca conseguirão aceitar as injustiças impostas...

Inserida por AlbaAtroz

Em vida, somos divididos por classes sociais - mas o verme necrófilo não faz distinção de cadáveres

Inserida por AlbaAtroz

SONETO ORANTE

Em teu louvor, Senhor, estes meus versos
Aqui a teus pés, minha fé, para cantar-te
Neste soneto em rogo, orante... Destarte
Aqui as falhas mortais, na prece imersos

Humildemente o meu olhar a adorar-te
Ó Sacrossanto que reina os universos
E põe a margem os corações perversos
Os meus erros para ao Teu perdão parte

Diz-me o necessário dos maus anversos
Pra que possa me redimir em descarte
E ter comunhão, caridade n'alma emersos

No merecimento do Céu inteiro, fartes
Meu coração de paz e bem, dispersos
Nas boas ações, e na fé como baluartes (Amém!)

Luciano Spagnol
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
Poeta simplista do cerrado

Inserida por LucianoSpagnol