Tag poeta

3676 - 3700 do total de 9916 com a tag poeta

“Se é isso, não é aquilo, é isto!”

Inserida por georgegoldberg

“Fotografar tornou-se um dos melhores exercícios de criatividade para minha escrita”

Inserida por georgegoldberg

"Desde de criança ser apenas um herói não bastava, eu queria ser vários.
Creio que foi por isso que me tornei escritor."

Inserida por georgegoldberg

Choro de amor

E passamos junto muita coisa
dos nossos olhares muito perdeu
fui teu no amor, a saudade poisa
hoje, no tudo se foi, tudo morreu

Sei que é outra a sua jornada agora
que a nossa paixão no tempo ficou
que o coração está em diversa hora
e que o teu sorriso por mim gorou

Assim, o destino se fez em realidade
sem piedade de nosso amor zombou
deixando na poesia muita saudade
louca, e o rastro de não mais voltou

E nesta ressequida saudade dorida
ainda no peito o silêncio do seu olhar
que insiste em não dar a sua partida
restando a solidão na alma a chorar

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
02/06/2016, 12'00" – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CERRADO (soneto 2)

O cerrado é como um soneto
arbustivo, tortuoso, melódico
chora a sua aridez, é talódico
diversos como verso irrequieto

Fala do diferente, do exótico
contrastante e muito concreto
vai além de apenas indiscreto
exuberante e também retórico

É prosa narrada é céu sem teto
o cerrado é um insano imódico
e a sua melancolia vira adjeto

É tão sequioso no teu periódico
ádvenas flores, frutos, de ti objeto
d'amor que te quero, és rapsódico

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 de julho, 2016 – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DA ALMA GÊMEA

Nós num só eu, na presença dividida
Por duas existências, as duas numa
Que do plural ao singular, se resuma
Numa só pessoa, conjugando a vida

Eu e tu, tu e eu, somos nós, em suma
Dois num, juntos, numa quimera repartida
Somando essência, na afeição nascida
Evolucionando, e que o amor assuma

Num duplo coração, em uma una batida
De fidelidade ímpar, sem ilusão alguma
Acendendo chama diversa e desmedida

E neste amor onipotente, não haja bruma
E se houver, que a batalha seja vencida
Num amor de alma gêmea, ao amor ruma

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Junho de 2016 – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Considerando que somos apenas passageiros da vida e como toda viagem ela tem começo e fim, se tiver que escolher entre ser importante e ser feliz, seja feliz! Uma vez que importa já somos, pois Deus nos escolheu para está aqui e ser o que somos"Léo Poeta

Inserida por LeoPoeta

cadência

no pêndulo
do relógio
fique e vai
vai e fique
na hora o tempo atrai
pra brincar de pique...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/11/2015, 19'58" - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO AMORÁVEL

Eu disse a mim mesmo que viveria sem você
Ledo engano, o meu coração não me obedece
Não sou forte o bastante, como se quisesse
Ser. Repito a cada instante, mereço? Por quê?

Às vezes o tempo fica sem o dia, ali vazio
E a obscuridão da noite me traz a solidão
Nada digo, nada tenho, eterna imensidão
Sem você, o querer escorre pelo beiral frio

Não sei mais ser forte, no horizonte a alma
E eu aqui perdido num labirinto de trauma
Quanto mais tento sair, mais a desarmonia

Eu menti para mim mesmo, até machucar
Que eu saberia poetar sem poder te amar
Aqui eu, ainda, lhe poetando amor na poesia...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 de novembro de 2019 – Cerrado goiano

copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Inserida por LucianoSpagnol

QUADRAGÉSIMO QUINTO HEXÁSTICO

Toda imanência recrudesce
ao sentir a vida em potência
caos sagrado e profano nasce
no Sujeito-poema acontece
faz-se desejo de existência
no eterno retorno da mente

Inserida por joao_batista_do_lago

SONETO DO FAZ DE CONTA

Agora vou fazer de conta que sou poeta
Hoje a melancolia, não terá a rima certa
O céu alvoreceu poético e com harmonia
E em meu dia tudo será somente poesia

A minha existência não é mais só o eu
Cada verso trará o laço, o meu e o seu
O que outrora era somente ociosidade
Agora, o som da vida, é pura realidade

O silêncio deixei na solidão, no canto
Não sabia onde estava, para onde ia
Eu só queria um sentido, algum valor

E na busca de um pouco de acalanto
Parecia que o fado, gargalhava e ria
Até tu chegar, com o generoso amor...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 de novembro de 2019 – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

"Faça dos seus dias um palco para contracenar experiências que te tragam alegria, prazer e simplicidade, saiba que o único limite que existe entre nós e o que nos faz bem é dado pra nós mesmos"(L.P)

Inserida por LeoPoeta

Para que serve o Poeta
Quando a Musa vive na Terra?

Inserida por JPRSANTOS

em pranto...

[…] é na viscosidade do suspiro
que a lágrima escorre pela face
redemolindo a alma num só giro
a ferro e fogo, a dor num enlace
agregando o sofrer em um retiro
de silêncio, de um usurário repace
que sonoriza o aperto em um coro
no peito e, amargor em trespasse
vazando o tormento num turvo choro...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12 de novembro de 2019 – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Artista é uma disgrama
Desconhecido ou com fama
Sendo poeta, nem se fala
Nenhuma vivência se escapa

Sente tudo intensamente
Cada viagem uma inspiração
E até quando não se vive
Há fantasia pro coração

Passado, presente ou futuro
Quase um Deus onipresente
Transita feito um louco
Nos delírios da sua mente

Conhece a ordem
Mas não dispensa um caos
Até a dor vira arte
Entre o bem versus o mal

(12/11/2019)

Inserida por SamaraSantanaCamara

"A única forma de termos qualidade de vida é respeitando a nós mesmos e nos permitindo ser exatamente o que somos, fazendo o que gostamos só assim nos tornamos completos e uma pessoa completa é uma pessoa feliz, e quem é feliz faz o bem sempre"(L.P)

Inserida por LeoPoeta

QUADRAGÉSIMO SEXTO HEXÁSTICO

Representar-se poema é:
saber-se duplo na imanência
observador e objeto em essência
sujeito na extensão do poema
criador e criatura em si mesmo
único sujeito em potência

Inserida por joao_batista_do_lago

QUADRAGÉSIMO SÉTIMO HEXÁSTICO

Deixa-te voejar sobre o caos
há nele visível beleza
toda representação há
seja sagrada ou profana
não o olhes com tua indiferença:
caos requer visibilidade

Inserida por joao_batista_do_lago

QUADRAGÉSIMO OITAVO HEXÁSTICO

Olhar-se profano no caos
saber-se da vida princípio
sugere ao poeta o universal:
ser agora transvalorado
senhor do totem sagrado
livre do veneno moral

Inserida por joao_batista_do_lago

Saudade

Toda saudade é bonita;
Inexiste saudade feia;
Em nossos corações ela habita,
faz passagem na mente que vagueia;
Acompanhada de um longo suspiro;
São meus castelos de areia.

Inserida por wesleygiovanny

NATAL, amor

- Para todos os que coabitam
os fartos, os que necessitam
- Pelas mãos que dão asilo
a aquele que está intranquilo
- Pela dor que é compartilhada
na dificuldade vivenciada
- Pela velhice respeitada
é sabedoria, tem de ser assimilada
- Pela mágoa que abriu ferida
indulgência deve ser oferecida
- Pelas guerras iniciadas
as armas devem ser arriadas
- Pelo tempo, em sua moderna corrida
abrace mais, sorria mais, mais vida
- Pela inconsciência desatinada
a natureza deve ser preservada
- Pelo amor, a diversidade em harmonia
vamos comemorar união, força, hegemonia
- Pois a nossa fé não pode ser fatal
oremos ao Menino Deus, é Seu Natal!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
cerrado goiano - Natal.

Inserida por LucianoSpagnol

NÃO DIZ NADA!

Não diz nada!
Nem a poesia vã
A ventura está selada
Suave está a manhã
Em nada se dizer
Se tem o amanhã
Há tanto prazer
No sossego
De sentir e ver
Nenhum apego
Deixa acontecer
Sinta o aconchego

Talvez em outra trova
Há tudo para puder
Sem reprova
Ou somente crer
No tudo vale a pena
Se forte é a fé no viver
Então, fique em cena
Só tenha a agradecer
O ato de ser aprendiz...
Estamos nesta estrada
Para ser... - sou feliz!
Não diz nada!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
17 de novembro de 2019 – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Cheirinho de barro

no vento das folhas secas —

Respiro tranquilo

Inserida por georgegoldberg

Ando tranquilo

na rua dos Ipês-rosa —

Bom voltar pra casa

Inserida por georgegoldberg

Inverno no Rio

Copacabana deserta —

Poeta sozinho

Inserida por georgegoldberg