Tag papel
Humilde é aquele que, mesmo na mais simples condição, não se curva à inveja e cumpre firme seu papel diante da vida e, se porventura, vem a tornar-se o maioral, não se orgulha disso, mas se alegra do êxito de cada papel neste mundo.
Papel e Tinta
Laivei o meu pincel
no cinza do cascalhado
no entardecer fogueado
no chão ressecado
no desbotado areado...
Laivei o meu pincel
na luz do horizonte
na sombra atrás do monte
no suor da fronte...
E no branco do papel
vão aparecendo inquinações:
de folhas secas, chão árido
amarelados ipês, buritis, ar cálido
pequis, céu divino e estrelado
num desenho do cerrado...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2016
Cerrado goiano
A mente de cada um é um pedaço de papel
Deixe as pessoas saberem a partir de agora
As coisas realmente mudaram
Quanto mais somos polos opostos, mais rápido nos atraímos um pelo outro
Sempre escrevi. Esse é meu exercício de compreensão do mundo em que vivo. Penso melhor o mundo e os conflitos quando os coloco no papel.
Eu queria escrever um livro, mas não posso mencionar você!
Pois papel no mundo não haveria, para que eu pudesse te descrever.
PAPEL AMIGO MEU, ouvidos das minhas dores alivio das minhas lágrimas
PAPEL AMIGO MEU, descrevo em ti os meus sentimentos com as cores que as escrevo, PAPEL MEU nunca reclama, nunca julga apenas ouve, sem falar me diz muito, é la que as chuvas de guerra acalmam é la que as mascaras caem nenhum sorriso é tristeza e nenhuma tristeza é alegria.
PAPEL AMIGO MEU, morro em ti pra que eu possa viver aqui refugio quando a raiva e o ódio vem, minha sombra do sol aqui
PAPEL AMIGO MEU, NUNCA RECLAMA, NUNCA JULGA, APENAS OUVE
Às vezes fico imaginando como seria a preocupação das pessoas de tempos antigos quando justamente o papel de escrever estava para acabar, não havendo reposição imediata, como seria para aquelas pessoas a sensação mediante a esse fato?
- Acredito ser desesperadora, no mínimo. Mas hoje, em 2019, temos folhas infinitas e digitais.
Cantar Gago
A poesia do homem
incapaz de ser sucinto
flui da tinta da caneta
para o branco do papel,
como da boca de um gago
flui o cantar mais afinado
que o de uma flauta de bisel.
Pois é!... Na vida somos constantemente deparados com imperfeições e com defeitos que só existem mesmo na nossa concessão da realidade. Como mo filme a Bela e o Monstro onde no seu âmago residia o mais belo dos seres. Também o monstro precisou de uma bela para quebrar o feitiço a que tinha sido sujeito. No fundo a Bela veio como o despertar da consciência daqueles que não se sentem perfeitos ou completos, daqueles que acham que não se encaixam neste mundo de um forma ou de outra, por algo que eles consideram ser um defeito com base em estereótipos a que a sociedade nos impõem constantemente, quando na verdade existe uma real magia por detrás desses muros que levantamos só para nós mesmo. Quando conseguimos derrubar esses muros, que na verdade não são mais que casas de palha, é que podemos então revelar o que de mais verdadeiro e mais belo há em nós. Portanto nada disso importa. Na verdade não ha defeitos, há sim um caminho a percorrer sem preconceitos e uma continua construção do ser, que por si já é belo, para um ser que não teme revelar ao mundo ser um ser Humano cada vez mais belo e mostrar assim, o seu talento, do que é capaz e mostrar também que o mundo é que precisa de readaptar para o receber de braços abertos e em paz.
O papel do professor vai além de ensinar. Consiste em ajudar seus alunos a pensar, a pensar por si mesmos, se questionar, desenvolvendo um senso crítico.
Alguns transformam em textos publicados no Facebook, aquilo que deveriam deixar no papel higiênico que usaram para se limpar, após uma profunda diarreia.
Tá atuando bem... Bem mal!
Só acredita quem não te conhece
E na peça de quem já superou
Seu papel é da ex que não esquece
A intimidade da caneta com o papel simula a intimidade das palavras com o coração. Percorrer e encurtar essa distância é um desafio.
Que delícia poder sonhar nas linhas de uma folha de papel e na ponta de uma caneta, que me convidam para dançar ao som do meu pensar!
06/01/2018
CANETA E PAPEL
Quando nascemos ganhamos uma caneta e folhas de papel em branco para que formemos nosso livro da vida. As primeiras escritas imprecisas e por linhas tortas sem significados e destino. Elas começarão a ganhar segurança, com o passar dos anos, com escritas mais bem elaboradas sob a orientação de nossos pais, daqueles que nos amam, dos amigos e com a Fé Divina. Ao longo dos anos a caneta poderá falhar... ganharemos bônus: folhas adicionais e tinta para recarga, para iniciarmos um romance, um trabalho, um desafio ou tudo novo, o novo, novo. Sigamos firmes na escrita de sonhos, aventuras, decepções, desavenças, felicidades, tristezas, provações, choros, sorrisos e tudo mais que a força de nossas mãos conseguir escrever e desenhar. Quando menos esperarmos, num piscar de olhos, perceberemos a tinta fraca, as letras trêmulas, mas escreveremos a nossa história até o final da carga tinteiro e ao fechar do livro; e, na capa, com os dizeres que você quiser ser lembrado... #thisisourlife #wewriteit
Ritual de purificação feminina
Certo dia cansada estava, chamei minha amiga que tanto sofria para beber. Peguei o papel e o isqueiro que a muito já anda na bolsa. De copo cheio então brindei:
O álcool a gente bebe
Papel a gente escreve
e depois queima
Se o ritual funcionou eu não sei, mas fiquei muito mais leve com a vodka. Minha amiga ria e eu tinha menos um caminhão de palavras entaladas na garganta. Que noite feliz meus amigos, que noite feliz.
Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios.
A folha de papel cortante
Não acreditaram quando falei que me cortei com uma folha de papel.
O disse me disse fez ela dizer que era frescura.
Mesmo depois de descrever em detalhes, me ridicularizaram.
Poucos foram aqueles que demonstraram solidariedade.
Apesar da empatia sei que somente aqueles que se cortaram com a folha de papel cortante sabem exatamente o que senti.
@psi.otaviomacedo
O Papel Aceita
O mal do papel é aceitar tudo que pinto sobre ele sendo assim como deixarei de escrever se ele não se nega a ser mantenedor de meus pensamentos.
Conveniente como juntar a fome com a vontade de comer. Fome de tinta e vontade de expressar.
Hodiernamente exige-se mais do enfermeiro uma alta performance, que significa atingir todo o seu potencial e poder desfrutar de tudo que suas habilidades possam proporcionar. Performance significa atuação, desempenho, mas também é um espetáculo em que o artista atua com inteira liberdade e por conta própria, interpretando papel ou criações de sua própria autoria ou interpretação de outrem. Pode o enfermeiro ser performático? Quando este entra em cena, o seu papel deve conter um script científico e cultural bem definido, um figurino com indumentária impecável, com texto e gestos bem ensaiados. No cenário da saúde é ele o protagonista, não pode ser coadjuvante ou figurante. A alta performance, no entanto, é uma decisão pessoal e intransferível. Dra Marislei Brasileiro.
Guardar-te-ei em poucas linhas,
Em traços de uma mera tinta,
Escusa pela incapacidade da escrita em dizer
Sobre o amor que tenho por você.
E nos versos não exibidos,
Oculta o seu sorriso, sua voz insistente que,
Por vezes, tira-me o ar.
Através da brancura do papel,
Afastam-se as letras quando a saudade
Invade a vontade de te amar.
Guardar-te-ei sem pressa,
Como quem carrega um cristal,
Uma flor, uma canção de amor
Feita pra te agasalhar,
Arrancando o frio das noites sem luar.
E sem esforço, ouço o seu chamado.
Esqueço a poesia e me atenho em você,
Pois é no falar do seu calar em mim,
Que a minha maior eloquência se faz no sentir.
O quê você esta fazendo no mundo?
"Colorindo o mundo!
Com Alegria, Esperança, Coragem, Curiosidade...
Sinceridade, Espontaneidade, Altruísmo, Solidariedade, Resiliência, etc
Qualidades podem ser cores!!!"
Leticia Gil Siqueira Santos
21/06/2016)
Aqui
Aqui, nesse papel em branco
Escrevo algumas linhas
Falo da vida minha
Que levo a trancos e barrancos
Onde, às vezes, me espanto
Com a lida que se avizinha.
Olho longe, para o futuro
Onde plantei uma semente
Sempre cuidando, exigente
Alheio aos meus, não recuo
Ainda por vezes, em cima do muro
Apazíguo as idéias e sigo em frente.
As vezes quero entender o porquê
De chegar até aqui
Mas se até agora consegui
Nem vou tentar responder
Vou fazer acontecer
E viver como sempre vivi.
Tédio
Muito pior que a fome
É o tédio que me consome
A vontade de sair do lugar
É tão forte quanto a de ficar.
Na espera que o tempo passe
Para que algo vá acontecendo
A vida passa entre os dias
E nós, morrendo.
Perdido... em devaneios de palavras vazias.
Onde o sentido pouco importa
Só preciso ocupar a mente, literalmente.
Essa manhã de melancolia
Trouxe algumas linhas ao meu dia.
