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De tudo se morre, viver é um risco absoluto! Cada decisão, pode provocar uma avalanche, levar um escorregão, de indecisão também morre ao atravessar um sinal por exemplo, será que dá tempo... Se ficar parado, não fizer nada, também uma bala perdida lhe alcança, um vento, um tombo de mal jeito, a cabeça encontrando o chão, morresse por não se movimentar. Levanta-se murro, cercas eletrificadas, pra se proteger, como se fosse só isso, vivessem invadindo casas, fôssemos algum Silvio Santos, pra sequestrar. São inúmeras possibilidades. Então vamos aproveitar... Na volta da festa acontece algo, o carro bate, ou uma inocente taça lhe corta a jugular num encontrão inocente, assim não vale, estávamos tentando aproveitar. Então é bom nem falar... Como evitando de falar não acontecesse essa sucessão de eventos sinistros e trágicos. Acho que a vida é mais uma aposta, e nos os jogadores e o homem nasceu pra ser eterno, mais vida tiver, mais vida quererá, não importando as condições em que viva, enquanto houver vida há esperança. Ou como diria o poeta: "Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." - Fernando Pessoa.
Sermos pequenos em um Universo tão vasto não nos faz insignificantes, mas raros e valiosos. Somos uma amostra inexplicável de vida, guardada em um pequeno grão de areia, entre tantos outros grãos de areia, num infinito desconhecido.
Razões pra não desejar a vida e coragem pra não querer morrer; eis a definição do sofrimento que dilacera a existência humana.
A morte em si não existe, pois até mesmo nossos átomos continuam o ciclo da vida e, enquanto Alma, tudo que fizemos e nos tornamos, continuará vivo para sempre, seja na memória doutras pessoas, seja na contínua criação do Universo.
Todos morrerão um dia, isso é um fato real. O que importa é o que estamos fazendo, nesse período, entre a vida e a morte. Estamos construindo ou destruindo.
Não existe anestesia sem dor, ela é o ponto máximo daquilo que te fere, e o limite da anestesia é a permanente falha de sinais vitais, é o fim de tudo.
"Quem é escravo dum vício
é como uma flor fenecendo,
perde a beleza, seu brilho,
e vai aos poucos morrendo."
"Não me digas que a tua hora chegou,
Tu tens ainda muito a viver.
Não vais já! Ninguém te chamou!
Ainda nada terminou.
Não me faças sofrer!
A vida não está acabada!
Ainda que não esteja a cem porcento
Não chegou a abalada,
Não estás na chamada.
O teu nome não vai com o vento!
O barqueiro sombrio
De ti nada vai levar.
Apesar deste grande frio,
Vive a vida com brio.
Tudo vais ultrapassar!
Cantigas leva-as o vento,
Também leva as palavras más.
Ainda haverá muito tempo
Onde irá passar este tormento.
Esperemos pelo bom que a vida traz!
Já que a morte nos levará de qualquer forma, por que viver a vida com medo? Por que não morrer em nossos hábitos antigos e ser livre para viver?
Não temos que esperar até estarmos em nosso leito de morte para perceber que desperdício de nossas vidas preciosas é acreditar que algo está errado conosco.
Quando um dia eu desaparecer
Por entre a sombra da madrugada
É sinal que não irei saber viver
O resto da vida que tinha guardada
Se um dia tudo acabar
É porque a minha vida não faz mais sentido
Quando deixar de cantar
É porque estou perdido
Ajudai-me nesta aflição
Esta dor não era merecida
Está a parar o meu coração
Já tenho a vida mais que vivida
A minha estadia por aqui está acabada
Apesar de tudo, tenho tido muita sorte
Uma grande sorte destroçada
Já não consigo mais ser forte
Quando eu morrer
Por mim vós não chorais
Todos devem saber
Que fiz tudo até já não poder mais
“Viver uma vida apenas seria minha fortuna, viver apenas normalmente seria minha fortuna, mas eu nasci no sofrimento, traição e ódio.
Eu sou fruto do tóxico então porque eu não seria amaldiçoado.”
E eu passo, tão calado como a Morte,
Nesta velha cidade tão sombria
Chorando aflitamente a minha sorte
Ao evitar a inanição do corpo, não percebi que havia adquirido uma espécie de anorexia da alma, o vazio dos sentimentos.
Eu tinha tudo o que precisava para começar. O destino era cheio de ironias. Aprendíamos sobre a vida quando enfrentávamos a morte; revivíamos o amor quando o enterrávamos; e reconstruíamos sonhos quando eles já estavam despedaçados. Foi preciso perder o medo de machucar os outros para que eu encontrasse minha coragem em algum lugar escondida dentro de mim.
Talvez você ainda esteja por aí,
Flutuando por onde sempre quis.
Talvez um dia eu te veja novamente,
Com sua calça jeans e um sorriso sacana.
Talvez tenha se perdido em si mesmo,
E esteja correndo com o vento.
Ou talvez tenha parado no espaço,
Esperando que as estrelas venham-lhe buscar.
Quando me for,
Traja-me de seda ou cetim.
Mas, de uma coisa faço questão:
– Que vocês rezem por mim.
