Coleção pessoal de Garfield789

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A CORTE DO AMOR

No reino dos sentimentos aristocráticos,
os leais súditos do real, soberano amor,
fazem reverência à graça dos estáticos,
apaixonados pela áurea estirpe e valor.

Sedutores e incitados apostam no jogo
das paixões e querem somente ganhar;
na arena do destino brincar com o fogo
é arriscar e para vencer é preciso jogar.

A inveja é capciosa e a cobiça cortesã,
o orgulho é forte, mas o ciúmes vassalo
do reino, aposta ser o audaz vencedor.

O ódio, por ter sido um mau perdedor,
prefere ser o bobo da corte e de malsã
consciência, difama seu próprio cavalo.

Do seu livro: "Poemética Ambulante"

Gerson Augusto Gastaldi
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AMOR CICLONE

O amor é a essência da alma num ciclone;
corisco sentimental nos olhares; emoções
levadas por redemoinhos; êxtase no cone
dos desejos; abismo de carícias e afeições.

O amor é o eflúvio irreprimível num vórtice
de prazeres; vagalhão voraz em turbilhões
de amplexos; acalanto indócil num ápice
de aventuras; oceano convulso de paixões.

O amor é o furacão selvagem que balança
os corações nos devaneios de namorados;
raio de luz na borrasca de um beijo frêmito.

O amor é a procela sagrada de esperança,
caravela à deriva num sonho real e infinito,
enlevo de volúpias no mar de apaixonados.

Do seu Livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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Quando a carniça exala pelos ares, os corvos ficam alvoroçados para devorá-la.

Gerson Augusto Gastaldi
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Nem todos os romances assemelham-se a um mar de rosas. Muitos acabam num oceano de espinhos.

Gerson Augusto Gastaldi
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Felizes os que sonham alto, ainda que não possam estar nas alturas.

Gerson Augusto Gastaldi
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Mais vale um cego que não enxerga a luz do dia, do que aqueles que possuem olhos e permanecem na escuridão.

Gerson Augusto Gastaldi
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Até uma bela flor pode nascer entre as pedras.

Gerson Augusto Gastaldi
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CATARATAS DO IGUAÇU
(O MIRANTE DE DEUS)

Ao eclodir do dilúculo nas cataratas do Iguaçu
uma névoa sutil flutua das quedas, lentamente;
no céu anil volitam andorinhões e alegremente
refluem o véu de espumas nas encostas do ipu.

O rosicler espelha sua coroa implexa às águas,
fachos de sol arrojam sobre o relval orvalhado,
aves ribeirinhas e muriquis à orla do banhado
espraiam-se ao fulgor do astro-rei sem tréguas.

A vida flui, reluz nas flores, cores e paisagens,
o arco-íris verga no horizonte, pássaros ao léu
rejubilam louvores à natureza, eflúvios do céu.
A invídia, então, objurga Tupã-açu às imagens:

Ó Pai! Criaste tal visão aos muriquis e aviários
folgarem ao sol, à sombra virgem da estiagem,
enquanto as cachoeiras se lançam na voragem
da correnteza sem fim na jusante dos cenários?

O Possante reprime a invídia por sua impostura:
“eis que tal natureza traz vida e singelo encanto
à terra ressequida; seria um selvagem espanto
o pélago não tragar todo seu fluxo nesta altura;...

...no lugar das águas estariam rudes penhascos
a padecer de sede; muriquis e aves ribeirinhas
não nidificariam à orla dos rios e das prainhas;
tudo estaria ermo: basaltos sem relva e riachos;...

...mas para deleite do homem e muita criatura,
gerei esse manto de catadupas como a grinalda
sobre o diamante; e desde o penedo até a fralda
cobre as madeixas da sua noiva, véu de alvura;...

...será sempre viva, radiosa, de águas cristalinas;
reluzirá a sua auréola para o mundo contemplar
sua vasta cabeleira, e, do mágico arrojo no altar,
despontarão suas cortinas, tropicais turmalinas!”.

Do zênite, o astro-rei fulgura cálido nas quedas,
o venturoso rio estruge e se arroja na paisagem,
a vazante eclipsa com espumas à sua passagem
e jorra em cores as águas do chafariz de pedras.

No mirante celeste o arrebol formoseia Iguaçu,
no céu prateado, andorinhões adejam o cenário
flertando as cataratas sobre o véu do santuário
sagrado, vigiado pelo olhar ígneo de Tupã-açu.

Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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Tags: poemética ambulante

DELÍRIOS DE UM
POETA SINISTRO

É no lado esquerdo do peito
que carrego o triste lamento,
emoção furtiva do soberano
tempo, um quê de mal afeito,
pesadelos de atroz tormento
perdidos no teu corpo ébano.

É na desventura de um sonho
que naufrago em teu orgulho,
devaneios de um rude artista,
palhaço sem palco e bisonho,
trapezista do fatal mergulho
no vácuo da paixão fatalista.

É na saudade mais matreira
que sufoco todas as mágoas
passadas, mas a ilusão viva
arroja meu coração à beira
do abismo e afoga em águas
turvas a minha mísera vida.

Que me apunhalem as musas
deste meu poema indefinível,
porém não revogarei o estro
em versos com rimas difusas,
inspiradas na arte iniludível,
delírios de um poeta sinistro.

Gerson Augusto Gastaldi - do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013
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Tags: livro poemética

ADOTEM UM PALHAÇO

Num mundo sombrio e sem alegria
onde vive muita gente, há que se procurar uma saída
e tornar a vida melhor e mais sadia,
que haja contentamento, risos e a paz sendo revivida.

Que se esqueçam do ódio e guerras,
abracem o amor e o trabalho com a elevada gratidão,
respeitem a natureza em suas terras,
protejam a arte e o circo com a garra e consideração.

É preciso que se deem gargalhadas,
façam dramas e comédias sem a Dama das Camélias,
vejam shows e também palhaçadas
de espetaculosos Piolins, Bozos, Torresmos e Arrelias.

Imitem o Carlitos como vagabundo,
e o Cantinflas sendo o Padrezito, além de Mazzaropi
com o estilo caipira do outro mundo,
mas não se esqueçam do Croquete e do Torresmo top.

Talvez não exista no palco um anão
engraçado para brincar e nos dar um caloroso abraço.
Não faz mal, façam abrir no coração
a porta de um circo iluminado e adotem um palhaço.

Do seu livro: "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2012

Gerson Augusto Gastaldi
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A ROSA NA LAPELA DO PALHAÇO

No meio do palco rola uma comédia engraçada
e toda plateia se derrama num riso desvairado,
não por menos, Tico-tico, o palhaço mascarado,
carrega na lapela do jaleco uma rosa apetalada.

O faceto cômico atira xepas para toda garotada,
admirou-se ali a notar uma sedutora colombina,
que grácil pedia para beijar a sua rosa cristalina,
apresilhada levemente na lapela sem ser tocada.

Nisso, a delicada flor fluiu ao chão a desfolhar
sua corola naquele álgido piso todo assoalhado;
Tico-tico plange a alma por vê-la desmanchada.

Uma das pétalas dispersas no soalho do tablado
rolou aos pés da colombina alegre a contemplar;
não se conteve: beijou-a com a boca perfumada.

Do seu livro: "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2012

Gerson Augusto Gastaldi
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A MÁGICA DO MÁGICO

Com sua fiel varinha hipnótica,
o ilusionista, de fraque, gravata
borboleta e cartola magitrônica,
polariza a bel plateia, estupefata.

Com sua habilidade supersônica,
ele faz seus truques sem bravata,
com lances virtuais da dinâmica
teatral num só toque o nó desata.

E a mais sutil, impensável lógica
ocorre. Eis que dele se desenlaça
do pescoço a gentil gravata preta.

Serpeando-a com a vara mágica,
ela vai criando asas de borboleta
e se transmuta a voar com graça.

Do seu livro: "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2012

Gerson Augusto Gastaldi
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Tags: mágica mágico

O BELO CIRCO

O belo circo está armado na esplanada,
explanando suas lonas no costado do banhado,
banha de ventura os convidados, eternos namorados,
namoram eles seus espetáculos da arquibancada iluminada.

Iluminando as luzes da ribalta colorida,
colorem o show da vida os artistas magníficos:
magnos palhaços, equilibristas, acrobatas e mágicos,
magicamente dinamizam os sonhos da plateia embevecida.

Embevecem de risos, aplausos e alegria,
alegrando a plateia que recheia o picadeiro vivo.
Vivendo o pierrô apaixonado, um anão sem motivo,
motivado por ciúmes ataca o arlequim com muita valentia.

Valentino, o mágico, transforma o vilão,
vileza que fez o anão virar um grande cômico.
Comicamente, o tal anãozinho conquistou o público:
publicou o lindo amor à anãzinha com seu enorme coração.

Do seu livro: "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2012

Gerson Augusto Gastaldi
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HOJE FELIZ ESPEREI ESSA FELICIDADE DENTRO DE MIM

HOJE,
Ao abrolhar de um novo dia,
despertei com ótimas notícias:
avisaram-me que o amor surgiria
repentino, com acalantos e carícias
para se ofertar.
Fiquei bem

FELIZ,
Preparei-me para o receber,
com grande capricho e poesia
enfeitei a casa; tive imenso prazer
em sorrir, dançar e cantar de alegria
para o abrigar.
Convicto

ESPEREI,
Que o tal hóspede batesse
à porta do meu ermo coração,
trouxesse a felicidade e cantasse
em minha alma a sua lírica canção
para me extasiar.
De que

ESSA FELICIDADE,
Se perdesse nessa estrada
e fosse procurar outra pessoa
para brindar e fazer a sua morada,
eu então cairia imerso numa mágoa
para se lamentar.
O Amor floriu

DENTRO DE MIM,
Me fez bem ditoso e risonho,
seja no palco, na apresentação
dum show ou cultivado em sonho,
abriu-se à realidade da imaginação
para desabrochar
Num ESPETÁCULO SEM FIM.

Do seu Livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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Tags: espetáculo

O BELO CRISTO

EI-LO!
Como um arranha-céu. No magnífico mirante,
contemplando a orla, guarda-sóis e calçadões;
flecha-nos com beleza, harmonia, inspirações;
gaivotas e asas-deltas flertam-lhe o semblante.

EI-LO!
Como um totem sagrado. No esplêndido altar,
nas alturas e de braços hiantes, jaz inflexível;
seda-nos sua magia e a placidez inexprimível;
venera-o a Guanabara e reverencia-lhe o mar.

EI-LO!
Como um lábaro hasteado. No verde pináculo,
toda beleza translúcida a paisagem emoldura;
arrebata-nos sua nobreza na magistral figura;
no morro o profeta articulou seu sustentáculo.

EI-LO!
Como um clérigo iniciado. No seu ministério,
celebra a sagrada ceia na Gávea da esperança;
oferta-nos o Santo Graal no ágape da herança;
reparte ali o seu Pão de Açúcar sem mistério.

EI-LO!
Como um poeta admirado. No visual robusto,
legou à Copacabana a sua magia e majestade;
inspirou-nos músicas, a poesia e a identidade;
o Corcovado prostra-se ao seu glorioso busto.

EI-LO!
Como um astro radiante. No píncaro inaudito
o seu espectro reflete no cosmo, divino e belo;
excita-nos sua candura e o olhar sem paralelo;
nos céus os estrelares irradiam-lhe do infinito.

EI-LO!
Como titã no Leblon e Ipanema. No Arpoador,
entre cavalos, carro de fogo e séquito de anjos
arrebatou-se aos céus. Estruge a voz do arcanjo:
“já ressuscitou no Rio, o Belo Cristo Redentor!”

Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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Tags: belo cristo

QUEM, SENÃO ELE?

Quem, senão ELE?
o supremo Engenheiro,
poderia arquitetar o magno
encanto do tempo na magistral
criação do Universo, esse pioneiro
relógio a palpitar vibrante no benigno
relicário do Seu trono, etéreo espaço sideral
a fulgurar no zênite, constelações e os luzeiros?

Quem, senão ELE?
o grandioso Jardineiro,
poderia agricultar a dádiva
da natureza, de paz e simetria
a iluminar como sol o prazenteiro
vergel da Terra, florir o templo da vida
nos corações humanos e o néctar da alegria
a regar almas com o seu puro olhar, verdadeiro?

Quem, senão ELE?
o Rei dos reis, Senhor
dos céus e seus luminares,
poderia imantar com a verdade
imortal os corações de luz e calor
infinitos, a irrigar a hera, rios e mares
com a chuva fértil, abundância e felicidade,
perfeitos dons gerados por sua turbina de lavor?

Quem, senão ELE?
a Matriz da concepção,
poderia dar a inteligência
cognitiva às criaturas na vital
ordem biológica; impor a rotação
dos astros e planetas na obediência
às leis da gravidade, dentro da celestial
harmonia de corpos em sublime irradiação?

Quem, senão ELE?,
o Senhor dos Exércitos,
Deus dos astros e criaturas
celestiais, de entes intelectuais,
poderia esquadrinhar nos espíritos
a sabedoria e a razão, ícones e figuras
em cada estirpe, formosura dos racionais
na ostentação da consciência e seus conflitos?

Quem, senão ELE,
o prodigioso Escultor
de almas, o saber reflexivo
a nos expor a impossibilidade
de provar a inexistência do Criador,
poderia negar a Sua existência no ativo
Universo? Louve-O, então, a humanidade,
à Sua imagem e semelhança, ao ELE: o AMOR!

Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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Tags: quem senão

GUERRA E PAZ

Guerra, a convulsão de armas
faz a dissidência, ideias sangrentas
na explosão de tumultos e violência,
zunem por sangue alabardas
e fuzis irados, balas sedentas
de corpos a perfurar sem clemência.

Casamatas de palhas expelem
projéteis disparados por lançadores
sem alma; faces sujas de estilhaços
jogam granadas que explodem
nos ares e obuses destruidores
reduzem os cadáveres aos pedaços.

Camuflando a trégua de ódios
em tratados bilaterais, tais generais,
genocidas, bombardeiam humanos,
aeroplanos e vidas; em bródios
de jovens párias ou nos rituais
de danos, editam preceitos insanos.

E nas convenções militaristas
constrõem as casamatas mortíferas,
fazendo vítimas fatais de explosões.
Projetam bombas por balistas,
mísseis com ogivas pestíferas
teleguiadas por radares e/ou aviões.

Paz, a euforia de sentimentos
altruístas, circundada pelos zumbis
da existência, reputa aos afamados
em benevolência argumentos
laureados por honrarias, sutis
palmas da ira com obus disparados.

Declamam a veemente vitória
sobre os míseros, impotentes rivais,
mas, os pífios duelos e conquistas
pelo banal rouba-lhes a glória,
e na infâmia rolam seus ideais
para expô-los em capas de revistas.

Por resistência, vis medalhas
e pérfidas vitórias não fazem heróis
os valentes paladinos de batalhões.
São destemidos nas batalhas,
Incorruptíveis, bravos caubóis;
na paz são lobos e na guerra,leões.

Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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A PAZ

A paz é a essência da divina criação,
estrela cintilante que emana de Deus
a banhar nossas almas de inspiração
na amplitude que nos eleva aos céus.

Radiosa paz, ditosa ventura, riqueza
admirável a imperar toda sua calma,
ilumina o nosso espírito e a natureza
eterna no santuário sublime da alma.

Dos brilhantes astros no firmamento,
em nenhum há a suntuosa perfeição
que resplenda sua chama no infinito.

Ao ser irradiada essa luz ao coração,
seu brilho atrai um formidável alento
à humanidade: a paz de Jesus Cristo.

Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi

ESSA ARTIMANHA APOCÓPICA

Hoje, no clarão da sematologia vou conclarimando
versos no reverso da interlocução deste ortográfico
contexto diagológico e polissílabo, poemetrificando
ambíguas frases no porvirtual amaranhado rústico.

A internave pátria, tripulada na verve interrogação
da artimanha apocópica, explora sua versatilidade
nesta eloquente disposição gráfica: a especulação
sintática da língua talhada por sua vocabularidade.

Não são apenas nomes e descritivos a barlavento,
mas a interatividade que compõe cada desinência;
são elas um misto de prosódia a esnobar o talento
natural da linguagem na expressão da eloquência.

Essa dinâmica da bela linguística, supratudomina,
é interagente de uma semântica global e futurista;
na sua conectividade, ela explana e predetermina
a elisão de letras nos vocábulos do seu metricista.

Não se escandalizem os doutos e líterogramáticos,
hão de ser eruditos, poliglotas e linguomultiformes,
estilistas, elitistas, fonéticos e tupis-guaranis ricos,
dialéticos-ecléticos, escribas de citações enormes.

Todavia, não menosprezem nossos monossílabos,
estão adredes e inseridos na ortografia idiomática;
seja na elipse e na conjunção d’escrita, os aliados
do vocabulário genuíno não revogaram a retórica.

Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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Tags: artimanha apocópica

QUATRO PATAS DE EMOÇÕES

No tempo em que se andava a cavalos,
sem máquinas velozes, trens ou aviões,
somente cavaleiro, vergalhos e estalos
imperavam a quatro patas de emoções.

Não havia trânsito, semáforo, confusão,
nem era cogente o asfalto e autoestrada
para se alcançar uma cidade ou torrão;
tudo era sereno, aprazível e sem cilada.

Hoje temos motos, caminhões e carros,
cidades cheias de latas, pedágio, radar,
estradas repletas de perigos e poluição.

Não há mais látegos nem estalos a dar;
hoje os cavalos são de haras, bizarros,
e os cavaleiros são ébrios, sem direção.

Do seu livro: "Poemética Ambulante" - 2013

Gerson Augusto Gastaldi
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