GERSON AUGUSTO GASTALDI

1 - 25 do total de 92 pensamentos de GERSON AUGUSTO GASTALDI

A magnitude de um circo encanta os olhos e transcende os sonhos na imaginação.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Quando o circo acabar, os olhos da alegria converter-se-ão em lágrimas.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Dentro de um palhaço há sempre um riso querendo sair para a plateia.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

No equilíbrio do trapézio somente uma emoção balança.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

A vida é uma graça que faz rir a plateia e chorar os seus palhaços.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Enquanto uns armam o circo, outros batem palmas.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Para se domar um leão é necessário encará-lo nos olhos e muita coragem.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Quando o palhaço é aplaudido a plateia ri melhor.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Felizes os que sonham alto, ainda que não possam estar nas alturas.

GERSON AUGUSTO GASTALDI

Quem anda de rastros como um verme acaba sendo esmagado.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Não existe maior façanha na vida do que a morte, porque só ela é insubjugável.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Em lagoa que tem jacaré até sapo-rei coaxa baixinho.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

ALÔ, ALÔ, SEU CHACRINHA!

O famoso palhaço do povo, o velho guerreiro,
deixou saudades das suas alegres palhaçadas,
já nos palcos da tevê acionava suas buzinadas,
balançando a pança dava as ordens no terreiro.

Desde os bons tempos no seu Rancho Alegre,
em programas de sucesso, eis que Chacrinha
brandia no ar seus brados Alô, Alô, Terezinha!
e cheguei, baixei, saravei!: fizeram-no célebre.

Hoje não temos a Discoteca e nem o Cassino,
pois esses quadros alegres ficaram no passado
e sua célebre buzina, agora vibra na memória.

O velho guerreiro traçou no palco seu destino,
pois o Chacrinha não se cria, apenas se copia,
e por nós será sempre o palhaço relembrado.

(do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

GARGALHADAS DE LÁGRIMAS

No circo, eis um pássaro engalanado:
faz piruetas no tablado um Tico-tico,
cômico d’alta classe, estilo magnífico,
é exímio palhaço e artista consagrado.

Entre cabriolas, pilhérias e estripulias,
no palco vai desvendando toda graça
para o riso excitante da vultosa massa
que se apraz com suas exóticas folias.

Mas eis que na arena e num instante,
levando à plateia magnífica comoção,
ali ecoa uma escandalosa gargalhada.

Nos olhos do amado palhaço radiante
brotaram lágrimas em densa revoada:
era o sorriso de pássaro no seu coração.

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

PIOLIM, O MITO DA GRAVATA BORBOLETA

Ai que saudades eu carrego daqueles circos de outrora,
pois o espetáculo roubava as cenas nos alegres cenários,
onde tudo virava arte, brincadeiras, risos e imaginação,
havia sorvete, algodão-doce, bijus e pipocas nessa hora,
mas o mito da gravata borboleta não me sai do coração,
foi Abelardo Pinto, o big Piolim, palhaço dos operários.

Piolim, o truão da gravata borboleta, foi a cara do circo,
para ele, qualquer coisa de sentido era motivo de graça.
Imitava e articulava seus truques sem qualquer fantasia,
fazendo algazarras com escambotes de suricate arisco;
levava a plateia ao delírio com a sua comédia e picardia,
pois o grande artista manuseava seus papeis na chalaça.

Apreciado por suas tiradas com relevantes travessuras,
o fabuloso cômico flertava com a gargalhada da plateia,
dizia que o circo era liberal para fazer rir a vizinhança,
seja o pobre, seja o rico, de qualquer idade ou estatura,
abria os braços para o velho e o coração para a criança,
assim se apresentava o jogral com a arena sempre cheia.

Fino como barbante e macarrão, Piolim, se consagrou
no palhaço comestível, eleito no Festim Antropofágico;
no Largo do Paissandu exibiu-se por mais de vinte anos,
e até o presidente Washington Luiz foi seu fã e apoiou
com venerável entusiasmo a causa desse calor humano
que nos transmitiu Piolim, mito do riso super mágico.

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789
1 compartilhamento

ARRELIA, O FILHO DO PINGA-PULHA

“Como vai, como vai, como vai, vai, vai!”
É o bordão elástico do fantástico Arrelia,
ícone do riso, no circo e na TV; nunca sai
da memória, seu charme, graça e pilhéria,
ficou na história para enaltecer o surreal
cômico Waldemar Seyssel que mergulha
na imaginação da plateia o seu alto astral:
são as peripécias do filho do Pinga-Pulha.

Arrelia provou que a arte circense é bela,
não morreu para o público e nem cessou.
O bom artista não perece nessa passarela
ingrata, onde o vil metal até se apropriou
dos seus ídolos para fazê-los de escravos,
impondo a eles pobres cachês e misérias,
a fim de levá-los aos escusos desagravos,
e relegar aos palhaços escassas alegorias.

Muito bem, muito bem, muito bem, bem,
bem, Arrelia e Pimentinha se brindavam,
crianças e adultos gargalhavam também
com as estripulias da dupla que amavam.
Mas um dia Arrelia parou com sua graça,
o circo ficou órfão desse magistral bufão,
a plateia não mais pode assistir a chalaça
do filho do Pinga-Pulha: amável histrião.

Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789
1 compartilhamento

PATATI E PATATÁ

Patati e Patatá, dupla fantástica
de charmosos patapalhaços,
aprontam a algazarra magnífica
com suas caras de chalaços,
para delírio da ruidosa petizada,
nos inúmeros estardalhaços,
bancam a macaquice de virada.

E quem são eles, Patati e Patatá?
Serão jovens, com os traços
de pigmaleão ou serão boitatás?
Serão velhos, sem fracassos
ou o casal disfarçado de piratas?
Se souberes: Aquele abraço!

Tal segredo eu não posso revelar,
com certeza, não são fracos,
isso eu posso a todos comprovar.
Pois essa dupla de amigaços,
são artistas pra valer: é só bispar
como atuam em seu espaço.

Mas Patati e Patatá são palhaços,
nasceram para patatipatatar,
nesse verbo tão gozado e escasso,
vasculhei o circo para achar
a patatipatatação sem esculacho:
isso é rir até se esborrachar.

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

PALHAÇOS DE MALDADES

Vejo sequazes fantasiados de maldades,
com as suas gargalhadas querem varrer
os ideais do circo, da arte e da liberdade.
Mas os mágicos audazes, filhos do bem,
irão lhes expor toda a força que provem
do picadeiro de luz e na cartola do lazer
farão sumir suas pilhérias de atrocidade.

Tais loquazes das fatalidades irão saber
que existe lei perante a torpe iniquidade;
suas folias nos palcos são de ignorância,
entenderão que o circo não pode morrer
diante do mal em cartazes de insolência.

Por enquanto, travestem-se de máscaras;
horrentes carrancas vedam-lhes as faces;
os bicos hiantes, olhos de inveja e garras
curvas os fazem contumazes aves rapinas;
extorquem as plateias e buscam propinas
com tenazes ferinas; são abutres rapaces,
gaviões dos camarins viciados em farras.

Mas chegará o dia desses infiéis, voraces
palhaços, exibirem as carrancas bizarras;
tropeçarão nos tablados e ficarão vaiados,
não farão mais chalaças e nem algazarras,
bozos cruéis rolarão na lama chafurdados.

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789
1 compartilhamento

MULHERES D’AÇO

São elas, belas e possantes, vibrantes,
aeronaves sem asas, voantes heroínas,
lindas mulheres d’aço com brilhantes
têmperas, suntuosas musas femininas.

São elas que detêm a força e a genética
da vida, através das dores e vitupérios
voam seus corpos no talento d’estética,
suave magia na dinâmica dos trapézios.

São elas, as fabulosas mulheres d’aço,
maçãs d’amores, volúpias e conquistas,
que aprisionam os homens no paraíso.

São elas que preenchem o nosso espaço
com a dança das bailarinas e o sorriso
na face do palhaço, cenários d’artistas.

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

AS CALÇADAS DO DRAMA

Grandes astros do cinema, teatro, música, rádio e TV,
possuem seus nomes gravados nas calçadas da fama
de Hollywood. Em estrelas de mármore rosa, à mercê
dos olhos no passeio público, são como monogramas
pisoteados e idolatrados por admiradores num ateliê:
embora os contemplem, não sabem do seu amálgama.

As badaladas celebridades artísticas, no seu epigrama
crítico são julgadas e avaliadas dentro do seu clichê
carismático, mais pela promoção do que pela chama
inspiradora do talento, recebem o laurel dum comitê
que os propagam ao galardão deste trivial panorama,
assim ufanam-se pelo nome na calçada, o seu guichê.

Mas os astros do circo estão pelas calçadas do drama,
são estrelas anônimas, irreconhecíveis neste Panteão
de Glória, coexistem obscuras à memória, sem flama,
apagadas ao glamour da história, vagam na escuridão.
Porém, no meio dessa constelação que o piso aclama,
os astros elevados estão no céu e não fixados ao chão.

Desse modo, uma estrela ofusca-se em sua trajetória,
e o artista circense vive e subsiste mais pela vocação,
não deixa seu nome cravado pelas calçadas da glória,
nem se preocupa com o raro brilho visto na escuridão;
sabe que é melhor ser uma ínfima estrela na história,
do que um grande astro que não cintila na imensidão.

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789
1 compartilhamento

NÃO DEIXE O CIRCO MORRER

Passando pela Fonte dos Desejos lá em Roma,
ali, na bela Fontana de Trevi eu fiz um pedido:
Óh! Hípio, deus do Circo, não o deixe morrer
no abandono da cruel decadência e no axioma
da paixão; possa ele reviver no amplo sentido
da razão com a beleza, alegria e muito prazer.

Que venha o circo sempre nos divertir na vida,
que haja muito espetáculos, a magia, o sorriso
na face de uma bailarina e um engraçado anão;
que se apresentem os malabares e a comitiva;
o mágico com cartola, acrobatas de improviso;
e um palhaço caricato que nos cative o coração.

Que perdure o circo eternamente na memória,
possa ele se elevar como um marco de cultura
a consagrar artistas na sua máxima expressão;
que divirta a toda gente e perpetue na história
dos povos a autêntica beleza igual sua pintura:
esteja exposto a todos para grande apreciação.

Não deixe o circo morrer e tudo ficar perdido
à sombra das futuras gerações; que ele floresça
para encher de fascinação as nossas crianças;
se o circo morrer o mundo ficará sem sentido;
não haverá mais emoção à plateia que mereça
um espetáculo que traga alegrias e esperanças.

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789
1 compartilhamento

CIRCO CICLONE

SE AS TEMPESTADES DA IRA CESSASSEM UM DIA;
SE AS DROGAS E VIOLÊNCIA SAÍSSEM DE CENA,
E SE TODAS AS VARIEDADES DE AGRESSÃO
FOSSEM EXINTAS, ATÉ MESMO PODERIA
A HUMANIDADE USUFRUIR DA PLENA
VERDADE, SABEDORIA E RAZÃO.
SE GRANJEASSEM HARMONIA
SOBRE A ESFERA TERRENA,
ATAVIASSEM O CORAÇÃO
COM AMOR E ALEGRIA,
SERIA BEM BACANA
O CICLONE UNIÃO.
É MUITA IRONIA,
TAÍ A ARENA,
TAÍ O LEÃO,
É POESIA,
É PENA,
NÃO!

(Do seu livro: Sua Majestade, o Circo Lírico)

GERSON AUGUSTO GASTALDI

A riqueza da existência está em nossos olhos. Com eles descortinamos a beleza da vida na consciência de existir.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

Uma rosa não chora, mas os espinhos da roseira nos tiram lágrimas.

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789

A CEBOLA ARDENTE

Das hortaliças codimentares,
sem dúvida alguma, a cebola,
é a mais clássica. Bulbo bola,
a dar seu sabor aos paladares.

Nas mais refinadas culinárias,
ela é a venerável allium cepa,
liliácea elogiável até na xepa,
dando tempero às freguesias.

Mas que dirá quem a ingerir
plenamente crua para exaltar
os seus méritos tão ardentes?

Ainda que não sinta lacrimar
os olhos pela ardência a fluir
seu dote, já os terão dolentes!

Do seu livro: "Poemética Ambulante"

GERSON AUGUSTO GASTALDI
Inserida por Garfield789