Tag morte
Guarde as minhas palavras: o dragão vai morrer pelas minhas mãos. Esse é o meu primeiro e único propósito agora.
Garotos cometem erros. Mas nós somos adultos, encarregados de uma grande responsabilidade. Uma criança foi morta. Não destruam a vida de outra criança tentando compensar. Isso não é justiça. É apenas outra tragédia.
Entre quatro mil estrelas
Aqui o lugar é lindo
Tudo é leve e mais fácil
Não significa que não da saudade
Porque quando o peito dói
E o coração aperta
Tudo fica difícil novamente.
Sei que ai tambem não está fácil
E as vezes essa dor que te consome
É a mesma que também me faz chorar
Mas como sempre dizíamos
A vida não é fácil
E quem disse que seria?
Faz um tempo que andei distante
Tentando não me prender aqui
Mas não consegui.
Há pessoas na vida que um simples adeus não basta
Nunca bastará
E por isso todas as noites quando voce se deita fazendo perguntas para a lua
Ali estou eu, entre quatro mil estrelas
Brilhando de saudades sua.
Por favor, devolva minha fala
Minha boca não diz nada
Quando a mente
Tem tanto a pensar
O ar preso no pulmão
Não me deixa falar
Por favor, devolva minha fala
Eu quero lhe dizer
Que sinto uma angústia
E talvez queira padecer
Minha mente não responde
Quando sei que morrerá
Como posso eu sobreviver
Sem tuas mãos na minha pele,
Sem teu olhar sobre os meus,
Simplesmente, sem você?
Apenas poderei acolher, portanto,
O destino da própria morte,
Que me libertará da vida,
Como uma amiga querida.
Filosofia
A morte é tão familiar,
mas não existe antes do nascer.
A morte é tão peculiar,
só nasce depois de morrer.
Enquanto não percebe a vida,
a morte não temerá.
O sábio não teme a morte,
o tolo perceberá.
Quando você mais precisou, eu não estava lá,
mas vi sua partida e senti sua despedida.
Viajei a noite toda nas suas asas e o firmamento era o meu chão,
não queria voltar sem você, não queria largar sua mão.
Impossível não sofrer em cada lembrança,
isso acontece mesmo, todas às vezes que o sonho volta.
Aquela noite nunca passou, ela jamais passará.
O olhar na porta do quarto, na boca o som da angustia
Sem querer eu disse adeus
E a vida segue....
A Morte
Gavetas mortuária cheias.
Uma geração que daqui se foi.
Junta-se os ossos do passado,
coloca-os em sacos plásticos,
o nossos ancestrais, esquecidos.
Abrindo jazigo para os próximos,
que chegam o fim da vida.
É somente um buraco,
oque precisamos ao partir.
Nessa hora as novas gerações se olham,
se questionam, ficam assustados.
Por que enquanto o tempo passa,
a fila da vida segue, e a morte chega.
Sem avisar e sem pedir licença,
e sem ordem etária, sem motivo algum.
Sim a senhora morte e desorganizada, e ansiosa.
E anda faminta nesses últimos dias.
O cavalo descorado cavalga solto,
anunciando o apocalipse.
As pessoas seguem descrentes,
Quiçá cansadas e desanimadas.
Simplesmente seguem a trilha,
O rasto o caminho largo o mais fácil
Que leva ao mesmo lugar vazio
O nada, o fim!
Ciclos
ciclos, ciclos e mais ciclos,
entre eles a morte,
(e o renascimento).
A escolha entre parar ou seguir,
padecer ou aprender,
acelerar ou voar.
Ciclos, ciclos e mais ciclos,
rotulados por setênios,
por 16 anos,
por fases, fases e mais fases,
titulados onde oscilamos,
a vida flui...
E podemos bailar, onde estamos,
tentando entender quem somos...
Sentir nosso coração transbordar em cada caminhar.
A VIDA E A MORTE
A morte é o destino e mais...
A vida é viagem e passagem.
Queria da morte uma miragem,
Apenas uma quimera na paisagem.
É uma passagem com bilhete caro,
Com regras, rituais e receituários.
Não é uma peça com mostruário,
É uma luta ferrenha, sem conhecer o adversário.
Esta passagem dá direitos, obrigações, e seus efeitos.
O homem se prepara por seus feitos.
A nota é dada por virtudes e defeitos.
A morte ainda assusta, causa dor e temor.
Por que será que ainda existe guerra e terror?
Como o destino é certo, a passagem é o amor.
Élcio José Martins
A centelha que nos mantém vivos é tão tênue quanto a fagulha que nos leva a morte. Efêmeros somos, simples poeira cósmica, lapso orbital, existência acidental.
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo)
No gozo libertamos a alma.
O corpo perde os sentidos.
Por segundos, morremos.
Será a morte um gozo eterno?
"Heróis." Será possível que eles existam? Com certeza existe e conhecemos alguns usando seu disfarce humano. Vocês sabem, heróis estão sempre disfarçados!
Não importa o risco a correr, esses heróis estão ali... Agora imaginem todos esforços, cansaço, quebras de protocolos, exaustão, para resgatar um braço, o que serão capazes de fazer para salvar uma vida, quais serão os limites? Será que existe um limite? (........) Existe sim: A própria vida!.. (Arabiades Duarte, colaborador na 5a CIBM/Chapadinha)
Vou fazer questão de matar aquele que em meus pensamentos vaga, todos os dias me atormentando...vou dar um fim a essa batalha.
Preta não é parda,
Lugar de mulher é onde ela quiser,
Gay pode usar saia,
Respeite o nosso candomblé.
O machismo mata,
O feminicidio só aumenta,
A bala perdida dízima,
Só derrama sangue vermelho.
Amar ao próximo pelo visto jamais,
Homofobia mata em praça pública,
A xenofobia parece ser eficaz,
Pra jogar milhões e milhões nas ruas.
Já escolheu quem deve morrer ?
Já decidiu quem vai viver?
Você tem o que comer ?
E quem mora na rua como vão sobreviver?
O silêncio grita,
Criança abusada veste rosa?
É melhor abortada ou abandonada?
De um jeito ou de outro ela está morta,
Se você não fizer nada,
Por dentro e por fora.
Quando eu morrer queime meu corpo e deixe minhas cinzas voarem ao vento para onde quer que ele sopre!
Carta de Despedida
Se vou,
Peço-lhe que deixes.
Não sinto dor,
Nem alegria.
Muito menos, amor.
Se vou,
Peço-lhe que deixes.
Há de existir,
No meu interior,
Um profundo vazio.
Se vou,
Peço-lhe que deixes.
Mas fico,
Se há alguém
Que me salve da vida.
"O melhor velório para mim é aquele em que ninguém espernea, se não chora em silêncio, entrojada em reflexões fica a gente que não tem tempo para negar a morte do morto, denunciá-lo a farsa por estar dormindo ao invés de morto; que não mexerica dizendo o morto está com os anjos; que não revela: o morto está num lugar melhor que toda a gente a volta do caixão. Que não o confere fadiga: o morto descansa agora no seio de Abraão.
Pergunto: quer gozar das prerrogativas do morto?
Só troca de olhares; ninguém responde.
Máscaras caem."
"Na minha morte, pelo amor da coerência, não quero a meio mastro hipocrisia tampouco silêncio de risos infames em favor de minha memória; quero amor e ódio presentes."
"Há momentos que a vontade é trancar a porta, perder a chave n'algum lugar não sei, apagar a luz, abrir o gás, então acender a única vela para a expiação."
