Tag loucos
Admira-me os loucos viver entre os sãs. Como conseguem andar em meio a hipocrisia? Isso não combina com as suas loucuras!
“A forma sábia da fé é da ênfase a loucura, porque o mundo é louco, e Deus usa as coisas loucas para confundir as sábias.”
Giovane Silva Santos
Dizem por aí que os loucos são os mais felizes. Preciso de um caderno e uma caneta, para ser um pouco mais louca.
Será que somos loucos ou não....
alguém sabe dizer-me que eu não sei....
qual será o grau da loucura....
da prisão em que nos encontramos
que prisão é esta?
sem correntes,sem grades,
sem portas, sem muros,sem guardas,
fechados estamos num corpo....
numa mente que talvez não seja a nossa,
que loucura é essa?
que desconhece o caminho para onde vai....
seremos loucos ou são.?
CADA UM COM A SUA LOUCURA
"E virá o dia em que só restarão os loucos, os poetas e os eleitores, então concluirão os loucos... Somos todos iguais!"
Normais acham ser o correto ser normais.
Normais acham que um louco é uma pessoa alienada, doida, maluca, insensata, furiosa, violenta, absurda, descontrolada, imprudente...
Elas tem razão. Elas são normais!
os loucos estão sempre sozinhos, pensando, sem ninguém, sem afeto e carinhos, transbordando-se de prazer, sem ninguém para que ao menos um tipo de amor possa viver...
Os tolos, os lunáticos, os hebetados, os obliterados, os hebefrenicos, os catatonicos, os disassociados...
Vêem o Mundo em pedaços soltos e desconexos e aparentam estarem distraídos...
Na realidade estão apenas ajudando a construir o Mundo inteiro em uma melhor versão.
GÊNIOS OU LOUCOS?
Por não entenderem que eles estavam além e a frente de suas épocas, para a sociedade eram considerados loucos.
Suas idéias aparentemente mirabolantes não cabiam naquele momento, em uma sociedade ignorante para aceitar o novo, o inusitado.
Preferia permanecer no comodismo de uma receita pronta para ser consumida.
Os aparentemente "loucos", iam em busca dos recursos para a construção de suas próprias idéias e assim poderem entender o Mundo sobre uma nova perspectiva.
A nossa história está cheia deles, depois dos "loucos" o Mundo nunca mais foi o mesmo.
o castelo
Construí um castelo
Nem ventania nem tempestade podem derrubar
Suas paredes são de rocha
E o sol sobre suas janelas resplandece!
Quando vem a noite
E o mar se aproxima
Sinto o cheiro da brisa
Um castelo que mãos humanas não fizeram
Mas o melhor arquiteto o desenhou
Foi o soberano Deus
O arquiteto do amor!
Quando eu ainda repousava
Incrédula já não mais te esperava
O sol nasceu mais uma vez
Pude ver raios de luz envoltos em nuvens de algodão!
Não sabia se alcançava o céu
Ou se pisava o chão!
Então veio com sua maestria
Nem sentia as suas pisadas
Mas o seu cheiro inconfundível
Eu sabia que era humano como eu
Chamava-o de anjo
Mas não tinha asas
Achava-o perfeito!
Belo e indefectível
Nada mais me importava!
Mesmo insipiente eu sei
Não eram os meus olhos que viam
Era falta de lucidez
Amor é para os loucos
Nunca para os normais
Qualquer margem de razão destruiria
O idlilico poder do amor!
Foi nessa insanidade que pude notar
Que o amor é sorrateiro e chega sem avisar
É preciso ser mesmo louco
Correr riscos e ser corajoso
Para desfrutar da indisivel arte de amar!
Alimentamos tanto nossos sentimentos
com desejos insanos;
Que por loucas razões, queremos sentir
grandemente o real sentimento.
Homens
Meu pai, loucos são os homens.
Os do mundo, pois então...
Se não fossem, eram da razão.
Mas são das do mundo ordens.
São criadores de vasos, partidos.
Que não tem nenhum valor...
São das obras dos sentidos,
Que aos mansos, causa dor.
Meu filho, os homens, enganosos,
São do mundo e temporais.
Mas os mansos são racionais.
Dos mansos é a vida.
E a alegria ainda.
Pois são do bem temerosos!
Os "loucos" são as flechas que percorrem antes os caminhos ditos impossíveis e que os "normais" irão passar para ter paz.
No panorama atual da existência humana, é intrigante observar como algumas mentes ousadas são rotuladas como insanas simplesmente por sua capacidade de conceber grandiosos ideais. Neste contexto, surge a perspicaz reflexão de que, para muitos, a normatividade é equiparada à mediocridade intelectual.
Aqueles que ousam abraçar horizontes mais vastos e desafios mais profundos são frequentemente mal compreendidos e, pior ainda, desqualificados como "loucos". No entanto, essa associação precipitada entre genialidade e insanidade remonta a tempos imemoriais na história da humanidade. Uma sociedade que estigmatiza a audácia de pensar além das convenções estabelecidas é uma sociedade que, de certa forma, aprisiona a própria evolução de seu potencial.
A busca incessante pela "normalidade" tem sido muitas vezes um obstáculo à inovação, ao progresso e à expansão do conhecimento. A sabedoria reside, talvez, na compreensão de que a loucura, muitas vezes, não é mais do que uma perspectiva radical e não convencional sobre a realidade. Ser "normal", nesse contexto, pode ser interpretado como uma aceitação taciturna da estagnação, uma submissão à inércia do pensamento.
Portanto, a questão central que emerge é: quem são os verdadeiramente insanos? Aqueles que desafiam as barreiras impostas pelas normas sociais, que se aventuram no território desconhecido do pensamento criativo e da visão ambiciosa, ou aqueles que, por medo ou conformidade, se contentam em permanecer dentro dos limites estreitos do status quo?
Neste dilema, somos convidados a reconsiderar nossas próprias noções de sanidade e loucura, reconhecendo que a verdadeira riqueza da experiência humana muitas vezes reside na capacidade de transcender o "normal" em busca do extraordinário. No fim das contas, talvez seja mais sábio pensar grande e correr o risco de ser rotulado como "louco" do que se acomodar na apatia da mediocridade.
***
...✍️
"São POUCOS
que enxergam o que os poetas vêem,
e por isto dizem,
"são LOUCOS..."
***
(FLS)
