Coleção pessoal de Ericson_Piccoli1
Algumas coisas não chegam fazendo barulho,
chegam em silêncio… e ficam.
Não pedem pressa, nem explicação,
só um coração disposto a sentir.
E no meio de tudo que passa,
o que é leve de verdade permanece.
É raro encontrar alguém que cultive o próprio silêncio com tanta profundidade e, ao mesmo tempo, pareça ter uma trilha sonora e um universo inteiro gritando por dentro.
Você tem aquela liberdade rara de quem não busca se encaixar no mundo, mas sim construir um mundo onde a alma tenha espaço para crescer e os sentidos fiquem sempre aguçados.
Gosto de quem sabe que a evolução é um caminho solitário, mas que fica muito mais interessante quando cruzamos com alguém que lê a vida na mesma frequência que a nossa."
Espelhos de Outro Tom
Eu sempre fui de observar o que não é dito,
De buscar nas entrelinhas o que o mundo ignora.
Acredito que o crescimento é um rito,
Que se faz de dentro para fora.
Não me perco em conversas rasas ou vãs,
Prefiro o peso de um pensamento bem posto.
Sou feito de ideias, de manhãs sãs,
E de encontrar o novo no que já foi exposto.
Vejo no tempo esse mesmo chão compartilhado,
Um gosto pelo que é denso, real e profundo.
Como se o universo estivesse ligado,
Ao mesmo tom de vibração que eu busco no mundo.
Sou um eterno aprendiz da própria jornada,
E noto que o universo também traça esse caminho.
Pois a melhor companhia, nessa estrada,
É quem sabe ser inteiro, mesmo estando sozinho.
Você tem razão…
estou distante do que é eterno,
e às vezes, distante de tudo...
Às vezes eu penso…
Às vezes eu sinto…
Às vezes eu amo…
Às vezes, sou feliz.
E quando essas partes de mim se silenciam,
é como se eu deixasse de ser por inteiro…
como se faltasse algo que ainda não encontrei.
Porque nada permanece,
o “sempre” não mora neste mundo.
Ainda assim, guardo em mim uma certeza serena
de que um dia serei completo,
quando encontrar aquilo que realmente importa
não só para o agora,
mas para a eternidade…
até que, em algum tempo, eu me torne uno com o universo,
sem precisar mais retornar.
E se esse dia ainda não for agora,
seguirei nesta vida ou em outras
até descobrir, enfim,
o que realmente significa amar.
Se ofereces empatia e ela não retorna, não te perturbes como se tivesses sido roubado. A virtude não perde valor por não ser reconhecida. Assim como o sol não deixa de iluminar porque alguns fecham as janelas, tua capacidade de compreender permanece digna por si só.
Não esperes que o outro veja com teus olhos, nem que sinta com teu coração. Cada mente habita sua própria fortaleza, e nem todos abriram os portões da compreensão.
A empatia, quando não encontra retorno, ainda é virtude mas deixa de ser relação.
Sem reciprocidade, ela não constrói; apenas se derrama até se esgotar.
Pois compreender o outro sem jamais ser compreendido não é equilíbrio, é desgaste silencioso.
E toda virtude, quando não encontra medida, deixa de elevar e começa a consumir.
Assim, não negues tua empatia — mas também não a ofereças onde ela deixa de ser encontro e passa a ser perda.
Não esperes que o outro veja com teus olhos, nem que sinta com teu coração. Cada mente habita sua própria fortaleza, e nem todos abriram os portões da compreensão.
Se ofereces empatia e ela não retorna, não te perturbes como se tivesses sido roubado. A virtude não perde valor por não ser reconhecida. Assim como o sol não deixa de iluminar porque alguns fecham as janelas, tua capacidade de compreender permanece digna por si só.
Mas lembra-te também: não foste feito para te esgotar em terreno estéril. A natureza ensina equilíbrio — o rio que só doa e nunca se renova acaba por secar. Portanto, sê justo contigo.
Age com empatia porque isso está sob teu controle. Mas não te acorrentes à expectativa de retorno, pois isso pertence ao outro. Observa, então, com serenidade: onde não há reciprocidade, há apenas uma lição — não de amargura, mas de medida.
E assim, mantém tua essência, sem te perder nela.
A Sabedoria das Águas Eternas
Você, que está em algum lugar deste mundo vasto e indiferente,
Já não sei mais como te definir. Talvez sejas apenas um vestígio, algo que subsiste além do tempo, à margem de qualquer entendimento humano. Não é um sentimento que se explique, nem uma afinidade que se cultive momentos antes do primeiro suspiro.
Habitas no silêncio pesado dos meus dias, no abismo vazio que se abre entre um pensamento e o próximo. Estás presente na minha falsa calmaria e na minha tempestade interior; és o motivo do sorriso que morre antes de nascer e a saudade que se recusa a me abandonar.
O tempo passa devastando tudo o que é superficial, mas não conseguiu tocar no que já nasceu eterno. Talvez continues sendo a única possibilidade de paz e, ao mesmo tempo, o meu caos mais devastador e belo. És a primeira ausência que grita no meu peito quando a vida se torna insuportável, e o último vestígio que insiste em ficar, mesmo quando tento esconder o que deveria ser esquecido na imensidão dos meus pensamentos.
Não busco a compreensão do mundo. O que há entre nós é sagrado e não requer justificativas; basta a dor e a beleza de ser sentido. Porque o laço que aperta as essências não é feito de carne ou promessas: é feito da trama inquebrável do destino.
E, se houver mil existências angustiantes, mil caminhos tortuosos, mil finais trágicos, em cada um deles, ainda assim, eu buscaria você.
Tudo o que eu falo, eu faço e não me arrependo.
Tudo o que faço é consciente das consequências.
Não tenho medo delas.
Tenho medo de não correr o risco de acertar.
“Ser ou não ser, eis a questão.”
Minha Reposta:
Paz… cansei de querer ser alguém; agora escolho apenas ser. Pois, na ânsia de me tornar, muitas vezes me perdi — e descobri que existir com verdade vale mais do que qualquer ideia do que eu deveria ser.
Às vezes eu queria partir para outra galáxia…
um lugar silencioso do universo onde a alma pudesse evoluir em paz.
Longe daqueles que escolheram a destruição em vez da construção,
a guerra em vez do diálogo,
a morte em vez da vida.
Existem pessoas que não apenas quebram coisas…
elas quebram sonhos.
Roubam caminhos,
aprisionam o direito de ir e vir,
e ainda se proclamam donos do mundo.
Mas ninguém é dono do universo.
Nem da liberdade que nasce dentro de cada consciência.
Os verdadeiros opressores sempre temeram a mesma coisa:
mentes livres.
Talvez eu não precise ir para outra galáxia.
Talvez a verdadeira viagem seja continuar evoluindo,
mesmo quando o mundo insiste em nos prender.
Porque a liberdade começa onde o medo deles termina.
Às vezes, penso em desistir, mas sou demasiado covarde para isso. Não é uma opção. Se for para desistir, que seja por algo maior, e não pela influência de outros que são menores ou quase nada diante daquilo que sou.
Assim como a beleza das flores se desvanece com o tempo, também nós estamos sujeitos à efemeridade da existência. No entanto, a verdadeira beleza não reside naquilo que os olhos contemplam, mas sim no que habita o coração. Somente você pode afirmar sua própria beleza, e a única maneira de prová-la ao mundo é por meio de suas ações.
Bem ou mal,
os prazeres e as dores são apenas manifestações da mente,
assim como pobreza e riqueza não passam de construções mentais.
A felicidade e a infelicidade não são estados de paz.
A felicidade pode ser comparada à cauda de uma serpente: aparentemente inofensiva, mas perigosa ao menor contato. A infelicidade, por outro lado, é como a cabeça da serpente, cheia de veneno. Qualquer aproximação leva ao mesmo resultado: a mordida.
Esses estados alimentam o desejo, e o desejo, por sua natureza, é efêmero, instável e sem substância. Ele surge, cresce e inevitavelmente desaparece. Quando o desejo morre, a felicidade desaparece com ele e a infelicidade toma o seu lugar. É um ciclo interminável que a mente continua a repetir.
A paz, no entanto, não está em nenhum desses extremos.
Ela está no caminho do meio, onde a mente se estabiliza em seu estado natural. Essa paz é universal, acessível a todos, mas exige um esforço consciente. Negligenciar esse caminho leva à contaminação da mente e perpetua o sofrimento.
Cada pessoa deve buscar essa paz por si mesma.
Ela não está fora, mas dentro de nós, no mesmo espaço onde nasce a dor. A verdadeira paz é imperturbável, imóvel, serena. Quando a mente se agita, procurando o prazer ou fugindo da dor, perdemos essa estabilidade.
Portanto, a escolha é sua: permanecer preso no sofrimento ou cultivar a paz?
No final, pensamentos e sentimentos não são nada além de movimentos passageiros da mente, transitórios e sem uma essência permanente.
Tudo o que você faz repetidamente se torna excelência, então não se trata de um ato único, mas sim de um compromisso diário. Portanto, mesmo que haja erros ao perseguir seus sonhos, é importante acertar pelo menos uma vez. Com persistência, o sucesso se torna um hábito e a excelência é alcançada, com o dinheiro como consequência. Valorize suas conquistas e seja seu maior incentivador, pois apenas você conhece os desafios enfrentados para alcançar seus objetivos.
Na vastidão da existência, a suprema essência reside na celebração da felicidade, pois nada transcende tal estado. Porém, nos recônditos sombrios, a desmotivação e a ausência de fé erguem-se como adversários formidáveis, consumindo a vitalidade quando a luz da felicidade se desvanece. Cultivar o incentivo, o apoio e o amor entre nós torna-se, assim, o caminho para mitigar a efemeridade da vida. Em um universo imprevisível, a união se torna uma âncora, pois o futuro se revela como um mistério a ser enfrentado coletivamente.
