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Janela da imensidão
Configurando um portal
Entrada do meu coração
Sonho realizado afinal
A porta do coração
É Deus quem manda no mundo
Ensinando bondade,compaixão
Um segredo profundo
Preste muita atenção
No que se seguirá
Guarde com muita afeição
A palavra que vou falar
Vamos seguir
Vamos seguir com a luz
Abandonar a escuridão e decidir
Para sempre amém Jesus!
Qual é o meu sonho?
"Bom meu sonho é um pouco grande, talvez até impossível. Meu sonho talvez seja de várias pessoas também, meu sonho era poder ajudar ás pessoas do mundo inteiro, acabar com a miséria de uma vez.
Quando vejo ás pessoas jogadas de lado, aquelas pessoas que não tem uma boa posição social, aquelas esquecidas...
Queria ser um Deus sabe?
Para realizar e tranformar a vida das pessoas. Se eu fosse um Deus, criaria um mundo, um "novo" mundo onde ás pessoas pudessem serem livres, livres do ódio, livres do preconceito, livre da pobreza e miséria. Onde ás pessoas subessem amar uns aos outros.
Criaria em meu sonho, pessoas melhores, nele estaria pessoas que ao verem a pobreza e a miséria, sentiriam a dor e a solidão dos outros.
Não como nos dias de hoje que as pessoas simplesmemte se acostumaram a ver isso e ficam de braços cruzados. O que falta nas pessoas nos dias de hoje, é sentirem o que o outro sente. Isso talvez seja um verdadeiro "câncer" incuravél na nossa humanidade.
Nesse meu sonho, nesse meu novo mundo, deixaria também o que Jesus Cristo ensinou. " Amarás o próximo como a ti mesmo". Nesse mundo novo, teríamos Jesus como nosso MAIOR EXEMPLO.
Bom esse é o meu sonho..."
Acho um desperdício colocar o peito na zona mortífera do conforto, vejo como fatídico o cotidiano da monotonia. Me aprofundo no horizonte das possibilidades. Gosto do recesso e da ressaca, sou intensa. Uso o crachá da liberdade, visto a camisa do emocional, levanto a plaquinha do viver, coleciono fotos e interpreto olhares. Vejo o mundo da minha janela particular
Chuva na janela
Há quanto tempo esperava por você.
Chegou hoje, de repente.
Bateu na minha janela bem devagar...
Notei sua presença pelo seu aroma.
Bem característico, é difícil não notar.
Você me trouxe bons ares...
Senti um frescor no ar.
Que saudade de você minha querida ...
Vem minha noite refrescar.
Rega as plantas no jardim,
Lava a rua, limpe as calçadas...
Encha os rios e desça até o mar
Chove chuva, chove sem parar!
Sentir o que sempre quis sentir, paz
Entrar onde jamais pode esperar
Sentar na janela e ver o sol brilhar
Sussurrar para o grande infinito ouvir
Enquanto o olhos puderem ver
Ter o prazer de poder colher
Amizade como uma flor, florescer
Enquanto ver um sorriso escapar
Um sopro de esperança vivenciar
Muitos dias serão de compensar
À DERIVA
Desbravei todos os mares
na minha grande embarcação,
minha amada era o meu guia,
dona do meu coração.
Uma longa tempestade
levou meu barco ao fundo.
Poseidon tirou-me a metade:
zarpei perdido no mundo.
Hoje,
quando alvorece o dia,
ancorado na janela,
no mar de gente que passa
em vão procuro por ela...
tão bela..
E quando avança a tarde,
fundeado na janela,
o meu peito ainda arde
no vazio que há dela.
A noite já distancia...
Aportado na janela,
navego a vida vazia
no meu barquinho sem vela.
Tenha fé! Mantenha sua esperança!
Sempre haverá um novo dia, uma nova oportunidade, um novo sorriso...olhe ao redor, procure uma saída, se não encontrar portas, tente janelas.
É muito provável que façamos uma leitura muito errada uns dos outros. Isso, porque geralmente, nos engessamos no sentido de olharmos através da janela que nos possibilite entender melhor os conflitos internos. Que aliais, TODOS TEMOS...
Doze balas
Todos os tiros disparados a queima roupa.
Doze disparos a esmo,
antes mesmo de o dia amanhecer.
Enquanto o sol ensaiava uma entrada triunfal,
o brilho do metal criava os contornos da silhueta das mãos,
mãos que tremiam mais que as pernas de uma criança no primeiro dia de aula.
Os raios de sol atravessavam as perfurações
e acenavam seu brilho aconchegante em nossos rostos
completamente embriagados de sono.
Dava pra ver as luzes das casas se acendendo
e as pessoas acordando do outro lado.
Toda aquela confusão formada
e os esquivos malfeitores saindo da cena de fininho,
se esquivando e camuflando-se nas sombras do fim de noite.
Dava pra ver... Se alguém olhasse veria! Mas ninguém se arriscou.
E antes mesmo de o dia clarear e a noite chegar ao fim...
As janelas e cortinas se fecharam
e ninguém sabe dizer o que aconteceu daí em diante.
A janela aguarda o vento , a madeira que não acaba , mas enverga e faz barulho e bate, o vento vai embora e a janela fica.
É duro admitir mas as paredes somos nós mesmos que construímos. Decidi que vou fazer um buraquinho para espiar a depois uma janela... daqui a pouco estarei pronta para ver o horizonte. As vezes a felicidade de uma vez assusta, portanto temos que nos achar merecedores para ver além da nossas paredes.
Infância
Foi mágica da infância, da janela do meu quarto
não sabia assim tão bem , como era do outro lado.
Debruçada na janela, sempre sonhava um bocado
mas não sabia de nada, da vida do outro lado.
Tudo parecia tranquilo,
naquele meu imaginar,
pessoas boas felizes,
sempre vivia a sonhar.
A vida era dosada, luxo nem podia pensar
vestidos de seda, mamãe não podia me dar.
Sabia que existia, no meu inocente sonhar
só não podia tocar, muito menos usar.
Mas a vida era feliz,
eu conseguia sonhar,
os beijinhos da mamãe,
tudo podia amenizar.
Nada lá me faltava, tinha onde brincar
rua branca e macia, com areia para pisar.
Campinho de futebol, em frente meu lar
um lugar interessante, pra poder brincar.
Era linda,
minha terra,
meu cantinho,
meu lugar.
Um rio maravilhoso, onde eu podia nadar
com árvores frondosas, uma beleza de lugar.
Com margens enfeitadas, o rio sorria pra mim
eu com os pés na chão, ficava mais um "poquim".
Mas um “poquim” mamãe!
Eu sempre falava assim,
e acabava mergulhando,
banhando mais um "poquim".
A noite era alegria, a vizinhança à conversar
a meninada reunida, pular, brincar, gritar!
De repente aquela música, era do cinema
indicava que era hora, do filme começar.
As horas iam passando,
o povo ali conversando,
a meninada brincando,
e minha vida mudando.
Era menina morena, com pés no chão eu corria
simples assim era feliz, desse jeito eu crescia.
Cabelos negros ao vento, minha infância vivia
crescendo ficando mocinha, eu nem percebia.
Da vida da janela
à rua que eu conhecia,
brincando e sonhando,
eu mudava como a lua.
Saudades da terrinha, onde pude sonhar
de pessoas amigas, com quem pude partilhar.
Dos amigos de infância, das pessoas do lugar
do cheiro de terra molhada, era marca do lugar.
"Atravesso a janela alguém vai me ouvir chamar , no submundo o apanhador de sonhos lançar , desperta-me agora"
``Eu, um dia olhando o céu,uma nuvem me sorriu,logo eu, que de sorrir nunca entendi,não dei muita atenção, por manter meus pés no chão,caminhei timidamente, com meus passos apressados,mas a nuvem já zangada, com grandes gotas me acertava,em uma marquise qualquer,me protegendo de ti,olhei pra cima acanhado,e vi você sorrindo, lá do alto,disse baixinho pra mim,que brincadeira é essa, que essa chuva me faz? com tantos rios pra encher,tanta fome pra matar,vem sorrir logo pra mim,que não me permito, com suas águas me molhar.´´
ELAS POR ELAS
Das mulheres que se perdem
Em teus lençóis,
Eis, em teu colo,
A única que lhe faz
Cama, chão e torpor
A mulher em teu colo,
Pede com sede,
Cada janela dos teus olhos,
Elas são elos,
Mas, só uma,
Geme sem dor
A mulher em teu colo
Cruza ventos e suspiros
Para ter os teus ósculos;
Ela sabe a rua do ir e do voltar
É sujeito de seu próprio verbo,
Sujeitando-se ao delírio e
à doidice
De comprar horas
Pra te amar
QUARTO
Quarto simples.
Uma cama, um espelho, penteadeira
com as gavetas abertas perfumes
sobre ela.
Na cama, um lençol branco de seda.
Janela aberta, brisa do dia por ela
entrando.
Deitada estás, com o lençol tentas
cobrir teu corpo, mas não o consegues,
sorris te espreguiçando.
Como és linda,com o teus braços abertos
a mim chamas,teu corpo agora fora do lençol,
mostra o encanto que és.
Durante horas esse quarto, do amor é a residência.
De minha parte, dele sair vontade não tenho,
e de ti , para que eu fique maior é a insistência.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Pelo vidro da janela
Um olhar perdido
Um pensamento compreendido
Um som repreendido
Um coração bandido.
Logo que eu te conheci, eu te amei. Senti uma conexão inexplicável e inesperada.
Ficar distante é triste. Queria poder te abraçar toda manhã e entardecer. Queria te olhar todos os dias pela janela. Você é o meu abrigo quando as coisas apertam e meu pensamento quando algo dá certo. Queria poder correr e te abraçar para sempre.
A janela
Foi por essa janela
O desejo
Ensejo
O aroma da cafeína
O corpo sem camisa
Tudo se acabava ao fechar da cortina
E quando a abria
Lá estava em mais um dia
Ou noite
Por vezes madrugada, silenciada
Apenas o som da porta me indicava
Ah, essa janela
Se falasse, contaria
Que deste lado da cortina eu pedia
Para me banhar na mesma água que em ti escorria
Sim, daqui eu ouvia
Não levou muito
Também não pouco, para a janela fechar
A porta se abrir e a mesma lua nos iluminar
Tomada em meu romantismo que te faz graça
Ouvi o sino tocar
O mundo parar
Uma vontade de nunca te deixar
Hoje não mais espectadora
Posso sair da janela
Fechar a cortina
E ser tua a vida toda.
