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"Da Urca eu assisto em dimensões infinitas o Rio que está ao redor da Baía de Guanabara. É o meu cinema vip de domingo."
PEQUENAS COISAS FAZEM
EXPRESSIVA DIFERENÇA:
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VI UMA MULTIDÃO DE SERES, GRANDES E PEQUENOS...TODOS ELES, DE EXTREMA SIMPLICIDADE...
CADA COMPONENTE DESSE CONTINGENTE, DESENVOLVIA PEQUENAS HABILIDADES,
EM LUGARES TIDOS COMO DESPREZÍVEIS,
AOS OLHOS DA NOBREZA;
MAS, CUJOS RESULTADOS FINAIS DE TAIS ATIVIDADES,ENCHERAM O OLHOS DOS DEUSES.
TAL FOI, A MAGNITUDE DO GESTO DE CADA UM.
A máfia de táxi que acontece no Aeroporto SDU é das coisas mais desrespeitosas dessa cidade. Isso tem que parar, temos que poder reclamar.
O RJ pretende ser uma cidade ícone, sediar eventos internacionais e esse tipo de pequena corrupção não apenas mancha o nome da cidade, mas deixa uma revolta naqueles que são cidadãos cariocas. Atenção, autoridades, parem de olhar para fora, porque há muita gente querendo respeito bem aqui do lado. A gente tem que fazer a nossa parte. Entrar na fila, reclamar dos que não fazem. Dizer por aí que o Brasil não tem jeito,
definitivamente não ajuda. Eu não desisto. O certo começa dentro da gente.
PRIMAVERA
Não há como não se render
Aos encantos da primavera;
O coração desacelera
A felicidade aflora,
Excitada,
Pela beleza das flores
Que ela nos trás.
POMBA - TROCAL
Não mais arredias...
Pombas na praça pousam;
A implacável fome amacia,
Ariscas aves que não voam.
Ruídos e ameaças
Não mais as incomodam.
Viver é a maior vontade...
E ao enganar a fome na cidade!
Vão-se, em bandos,
Enganadas...
Perseguidas,
Desejadas,
Caçadas,
Comidas.
Subtraem de fétidos recipientes
Energias provenientes
Do ambiente natural,
Dos transeuntes.
E em leves voos,não tão ditosos,
Rompem a força gravitacional,
No caminho inverso
Ao repouso;
Para refazer no dia seguinte...
No espaço marginal,
Entre pedintes,
Um novo recomeço;
Pois também no mundo real,
Da pomba-trocal,
A vida têm um preço...
Nemilson Vieira de Moraes - 16.01.16
TENHO MEDO DE VOAR
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Como pode?!...
Não entendo,como as pessoas se animam tanto a voar, e até trabalhar
A milhares de pés,de altura,
Numa aeronave.
Vendo aviões nos ares,
Fico a pensar sobre as criaturas
Viajando neles,expondo suas vidas,
A um grau de risco,quê a mim, é preocupante!
Já busquei autoajuda
Em tantas Literaturas,específicas,
Para ver se me "encorajo a voar"
Em asas tão inflexíveis e duras,
Mas ainda não fui convencido
Quanto a isso.
Como pode?!...
Teria que ser um brasileiro,
Mineiro,homem simples do interior,
Autodidata...
O "pai" de tamanho invento?!
É incrível alguém
Ter tanta ousadia e intento,
Para desafiar as alturas,a gravidade,
As intempéries,a morte,
A força dos ventos!...
Como pode?!...
O avião me fazer tremer de medo
Aqui do chão,
Só de vê-lo pairando no ar,
Como um Beija-flor,
Ou em movimento,como
As nuvens!
Como pode?!...
Eu ter vivido tanto tempo,
Sem coragem de cruzar o infinito
Nas asas desse trem bonito?!...
Santos Dumont
Achou sua "obra prima" um "trem bom demais da conta!"...
Mas,vou continuar dizendo o que sempre tenho dito:
- Prefiro viajar a pé,
Até meu destino final;
Ou ainda em lombos de animais,...
A deixar os filhos e a viúva,
Em tristes ais!
4° Postagem
- 06.01.16
INÍCIO
Da venérea doença
que apodrece a alma,
às verdades ao ano prometida.
Na luz daquela vela que iluminava a noite
na escuridão que minha alma perfazia...
Ergui um brinde a vida:
Gotas de champanhe
banharam a morte da (mal) dita flor
que por dentro me consumia.
Morreu a flor
e nasceu um novo dia.
Por mais que hoje em dia seja difícil, não podemos desacreditar das coisas que sempre acreditamos querer um dia para a nossa vida.
A terra seca
O vento que não sopra
os pássaros que não cantam
o sol que estremece as árvores;
Secas.
Maria na janela.
o sol queimando o vento
o vento que não sopra
o sol queimando Maria na janela
o bem-te-vi que não canta
Soalheira e silencio
Ar morto e viscoso
o céu sem nuvens
janela sem Maria
Um fim de janeiro, nos confins do sertão.
Depois de Quatro meses, finalmente consegui me reerguer. Finalmente! Quando chegamos ao fracasso em diversas situações a gente olha a montanha de uma forma diferente. Escalamos de uma forma unica e ao chegar no topo, só fica a lembrança de como parecia alto lá de baixo, e como ficaram lindas as lembranças de cada passo e dificuldade que enfrentamos.
Janeiro de férias
Férias de alegrias
Alegrias na praia
Praia quase deserta
Deserta pela violência
Violência, te peço, tire férias.
Amor à primeira vista, amor antes do contato,
Quem disse que isso é amor errado?!
Para o amor não existem barreira, laço, nem prisão,
Quando se ama, estende-se a mão.
Ame de Janeiro à Janeiro, de inverno à verão,
Não ame passageiro, não deixe amar em vão.
O JANE-IRO-
Teus dedos
dedos de figo, topázio y malagueña
verão,
carnaval em jardins
O Corcovado em teu dorso
o arqueiro cavalga na Lapa
- arcos de íris -
circunflexos, vossos gemidos são preces
Epa babá! quara (o sol) em tuas asas
voltei outro,
toquei harpa em teus fios
tenho fiapos das mangas
da tua flora-blusa de chita
só Guanabara já sabia
meu nado contigo: sincroniza o sismo
podem mar y rio
ser simbióticos
quando dançam
com
liberdades
de
rimar
Sou carioca da gema,
aqui se fala mermo,
o resto é tema, Adoro o Rio de Janeiro
lugar de pessoas acolhedoras,
são amigos de verdade
e não bajuladoras,
Aqui no rio é assim,
puxamos o s,
falamos cantado,
Mas o que não pode faltar na gente,
é o nosso rebolado,
todo canto tem diversidade,
pra todo lado tem uma prosa,
Mas o povo debochado,
diz que nossa cidade é a mais perigosa,
perigo tem em lugares
onde tem gente ruim,
mas o debochado insiste,
em falar mal mesmo assim,
Pra toda diversidade cultural ,
com certeza tem um jeito,
Ja na pessoa debochada,
não falta cultura falta respeito.
Sou carioca repito
estou muito orgulhosa,
não é atoa que a minha cidade é dada como maravilhosa,
No Rio de Janeiro cresci,
o Rio me viu nascer,
quer saber se é verdade o que digo?
Vem a minha cidade conhecer!!
Trio elétrico não teve
Nem baile nem Pierrô
As cinzas antecipadas
Mestre-sala não sambou
Não lançou a serpentina
A pobre da colombina
Fevereiro sem calor
O QUE CEROL DE NÓS?
Eu, menino, mirinzinho ainda, voinha me levou para conhecer o Rio de Janeiro.
A gente ficou no bairro de Duque de Caxias, na casa de uma amiga dela, D. Arcanja, que aliás fazia jus ao nome (e sobre quem no futuro contarei algo).
Ocorre que fiquei na frente da casa vendo os meninos empinarem arraias naquela rua de barro.
De repente, um monte de carioquinha veio correndo em minha direção, e - súbito - uma pipa caiu no meu colo.
Tentaram tomar de mim. Aí segurei a arraia com cara de medo e gritei:
- Oxe, oxe, oxe, oxe! Nada! É minha!!!
Aí um deles falou:
- Vc é baiano?
- Sou!
- Oi! Eu sou Arimam!
- Luís.
- A gente vai te liberar, baiano, mas vc vai ter que empinar essa arraia!
Nos dias seguintes, fiquei vendo os meninos temperando a linha - o cerol - para a batalha aérea que aconteceria no dia outro.
Era fascinante ver a algazarra mitológica que a gurizada empolgada fazia. E, quando uma linha era cortada, pequenos troianos fluminenses corriam para ver quem pegava o prêmio. Uma espécie de alegre agressividade coloria o evento... Rsrsrs
Eu não tinha linha nem aprendi a receita do tal cerol. Mal sabia empinar, a não ser o meu nariz, como blefe de valentia (rsrsrs). Então, numa atitude criativa e desesperada (às vezes o desespero é um start para a criatividade...), fui catando um monte de resto de linha velha que via pelo caminho, fui remendando uma na outra e fiz o meu carretel "frankenstein".
Na véspera do retorno à minha Bahia, fiz a arraia ganhar o espaço com as linhas de bagaço.
Arimam já era o meu melhor amigo e me orientava no combate espacial.
- Vai, baiano! Vai, baiano! Puxa! Solta! Vai!!!
Os outros davam risada, pois entendiam que linha remendada, velha, usada, desgastada não garante nada.
Eles entenderam errado...
Consegui cortar a arraia dos meninos da outra rua!
Fui carregado como herói da meninada!
No dia seguinte, a despedida... Ia chover, mas Arimam desenhou um sol no meio da rua de barro... As nuvens respeitaram a majestade solar...
Todos fizeram uma vaquinha e compraram geladinho com broa de milho. Foi uma das melhores festas da minha vida.
Voltei à minha Bahia com a minha voinha.
Isso aconteceu há 39 anos...
Hj não mais menino, lembro essa história e percebo que minha vida é um carretel de linhas remendadas cuja arraia ainda está no céu...
Ainda está no céu...
Sobre o que virá depois?
Não sei mais nada.
A única certeza é que, embora forte e imprevisível, chegará a hora em que a linha será cortada...
E eu correrei em alguma rua do infinito da memória com a meninada.
Obrigado, Arimam!
Nasci em Araguari, nas Gerais
Criei-me no Rio de Janeiro
Quase outra terra Natal
Afinal, sou carioca e mineiro
Um mineiroca do litoral...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/08/2023 - Araguari, MG
O Trem
Veja o trem,veja o trilho! Lá vai ele lotado de passageiros,corre
ligeiro faz parada de Janeiro a Janeiro. O trem faz parada na estação,uns sobem,outros descem e a viagem continua,hora de apreciar com emoção.Da janela dá para ver as árvores,as montanhas e a fumaça do trem que vai ficando no ar. Logo ele vai chegar na última estação!! Depois ele regressa,e muitos estão a espera com as malas na mão,outra viagem,porém,o trem para nas mesmas estações......
Me digo sempre: hoje é um bom dia para recomeçar!... mas... ainda é 06 de Janeiro... então, o jeito é recomeçar rápido antes que seja tarde demais!
Te esperei, de janeiro a janeiro, mas nunca te procurei! Aprendi que não devemos correr atrás de ninguém! Se é pra ser meu, o Universo entrelaça os caminhos, encurta a distância, facilita o complicado e possibilita o improvável! Eu confiei na providência divina! Acreditei na promessa do meu intuito, segui a voz da razão e foi assim que você me encontrou, me encantou e ganhou meu coração!
@JaneFernandaN
