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Tudo o que você falar ou escrever, ou melhor: dizer de qualquer forma, irão usar contra você. Até mesmo o que não dizer. Sendo assim, em vista desta última, significa que só não irão te criticar se nada fizer, ou seja: se você não existir. (07/11/2017)
Escrever é como injetar uma dose cavalar de tranquilizante nas veias da minha furiosa ansiedade e vê-la se acalmar.
Escrever é rasgar o peito, soltar amarras, quebrar os grilhões que aprisionam as emoções. É permitir que os sentimentos voem para além da masmorra de nós mesmos, ganhem significados distintos e façam ninho na singularidade de outros olhos.
Não escrevo para ser lido ou aplaudido, escrevo para sentir que existo e que estou fazendo alguma coisa útil para a humanidade.
Quando escrevo sinto-me o ser humano mais feliz do mundo, mesmo que ninguém venha ler o que escrevo.
Mas quando eu morrer
Eu gostaria de voltar
Eu gostaria
Para escutar tudo o que você tinha a me dizer e não teve coragem
É tão difícil enquanto estamos vivos
Mas quando eu morrer
Eu gostaria de voltar
Para escutar todas as canções que você vai cantar
Faz tanta vergonha enquanto estamos vivos
Por que a morte é tão difícil
Mas solta as amarras dos que ficam vivos?
A morte não é poesia.
A vida de quem fica.
Mas quando eu morrer
Como eu gostaria de voltar
Para receber sua visita
Descobrir como você conseguiu
É tão complicado tempo enquanto estamos vivos
Quando eu morrer
Eu gostaria de verdade de voltar
Para escutar as suas recordações
É tão difícil lembrar enquanto estamos vivos
Mas quando eu morrer
Eu não vou poder voltar
Então escrevo isso
Para que quando eu morrer
Você saiba que de alguma forma eu sei
Se amar é sobre gostar, porque tenho tantas palavras odiar? Se sorrir é expressar o que eu sinto, porque sento em um canto e choro mais que rio? Se você estivesse aqui, talvez eu pudesse respirar. Aquilo que profiro, quase nunca é o que quero falar. Quem sabe você seja o meu lar?
A diferença entre ler uma crônica esportiva e um paper sobre quantificações do efeito Helmholtz–Kohlrausch?
O texto técnico é maçante. Não porque o assunto não seja interessante, mas porque o pesquisador não possui uma linguagem acessível para comunicar suas ideias. Ou porque o trabalho está ininteligível, indecifrável, impenetrável. Quem melhor do que o Kant para explicar suas ideias? Qualquer professor de filosofia do ensino médio ou escritor de "filosofia-no-bolso". Talvez não TODO PROFESSOR DE ENSINO MÉDIO.
Difícil é escrever fluido e cirúrgico, empático e simples sem deixar a exatidão. Difícil é ser um Darwin. Sua escrita é quase inigualável para despertar ideias em pessoas que estão envolvidas com a ciência e que exercem o esforço adequado para envolvê-las. Embora um texto intrincado não seja sinônimo de complexo. Sempre há uma tentação de justificar a própria incapacidade de entender algo afirmando que não é possível entender.
Fernando
Ando pensando em ti
Fernando
A vontade sempre bate aqui
Fernando
Mando te buscar, ou vc vem aqui?
Experimentei um pouco de Fernando e fiquei assim =)))
Insta: @li.fer.nanda
O apoio que qualquer pessoa pode te dar é limitado. Quando se tratam de sonhos, é você por você. Luta diária. Ou escreve, ou escreve.
“Sabe-se que o texto não fica pronto na primeira vez que é escrito, o que o torna melhor são as REVISÕES feita pelo autor, junto ao professor, para isso é necessário apontamentos do Coordenador num ir e vir numa ajuda mútua, na qual os objetivos se complementam.”
Alguns vão fazer você querer escrever as palavras, outros vão fazer você querer acreditar nelas.
As pessoas mais incríveis provarão que você pode fazer as duas coisas.
Isto funciona como uma espécie de diário.
A escrever pausadamente. A pensar furiosamente.
Parece importante. Como se as palavras se fossem perder para sempre.
Ninguém mais faz isso: escrever cartas. Ou ao menos ninguém ao olhar grosso, porque talvez, a maioria não escreva cartas mas os que escrevem são de levar no fundo do peito.
Uma mensagem é uma coisa boa de se receber.
Mas uma carta? Essa é uma benção.
Esses dias vieram me dizer: que antiquados esses livros de folhas amarelas e esses cadernos lotados de papéis soltos, com caligrafia as vezes apressada demais para alcançar a perfeição. Digo que não. Antiquado coisa nenhuma, apenas atemporal.
Surpreendi essa mesma pessoa com uma carta.
E ela veio me dizer que havia amado.
Perguntei se ainda achava meus gostos antiquados.
Disse que na verdade, aprendera a gostar de minhas estranhices.
Pediu-me mais cartas e assim encontrei, um porque para escrever, todas semanas a alguém da minha cidade.
Claro que permanecem outros meios, mas sabem as cartas?
Elas dominam meu coração.
Guardo todas e amo escreve-las.
