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Poema do nosso amor…
(Nilo Ribeiro)
O poema do nosso amor,
nasceu dentro do peito,
é delicado como pétala de flor,
por isso ele foi feito
é um poema eterno,
nunca será esquecido,
no coração eu preservo,
pois ele é definitivo
o poema do nosso amor,
agora será desfeito,
pois ficou somente a dor,
ela machuca dentro do peito
não vou mais escrever,
pois, mais nada importa,
depois que perdi o prazer,
nada mais me conforta
um poema perfeito,
outro não vou compor,
escrito com todo respeito,
o poema do nosso amor…
Ela só queria procurar o que escrever e para quem escrever. Gostava de cartas e do cheiro do papel a se misturar com o cheiro da tinta de uma caneta qualquer, talvez de cor preta. Não tinha ausência de motivos, mas de motivação. Enquanto sentada na cadeira de sua escrivaninha e sim, ela tinha uma bem encaixada no canto de seu quarto, ela pensava em coisas perturbadoras, como a possível morte de seu gato ou de algum menino que ela gostara. Nada de tão significativo e importante agora, lhe passava pela cabeça e lhe inspirava. Mas mantendo a caneta em mão, de forma alguma, nem por um chamado de sua mãe, queria deixá-la cair sobre o papel sem que nada nele estivesse escrito. Percebendo, tardiamente, todo o seu desespero e vontade, ela escreve seu nome e em cima do mesmo, começa a distribuir rabiscos, tentando encontrar para os mesmos, um espaço em branco onde pudessem manchar com toda sua rebeldia expremida na mão de uma garota que tinha histórias para contar, mas que preferiu usar o papel e a caneta, para destilar sua raiva.
Fala, escreve, grita e, ainda assim, é possível não ser ouvido. Não há melhor jeito quando não há mínimo interesse.
Escrever é uma construção de pensamentos.
É escrever e reescrever a mesma coisa uma e outra vez até que faça sentido. É pensar e repensar até você mesmo(a) se entender.
É colocar no papel cada pequeno pensamento, não importa o quão louco ou ingênuo possa parecer, e de repente você percebe que escreveu uma página inteira, e que todas aquelas palavras nasceram em você, de um lugar que você nem sabia que existia.
"A ARTE DE ESCREVER É....
A arte de descobrir,
A arte de despertar,
A arte de apaixonar,
A arte de cativar,
A arte de acarinhar,
E a arte de cuidar
Porque quem amará sempre cuida.
Quando escrevo transmito todo o meu amor puro,
simples e singelo através da minha pena molhada
com tinta a escorrer no papel imaculado da vida.
Por vezes escondo todo o meu verdadeiro Ser,
a minha fragilidade, o meu medo
e os meus anseios mais frágeis no meio da escrita,
invadida por soltos papiros, compilações e livros.
Enquanto Você,
meu querido leitor
lê com todo o seu carinho, dedicação e bravura,
os meus escritos sobre minhas experiências de vida,
se entusiasmará, se intrigará e se apaixonará,
libertando assim o meu SER,
me ama tão intensamente,
não sabe se é paixão,
não sabe se é vício,
talvez é engano certamente,
mas apenas saberá que vem à descoberta
do meu SER."
É fácil escrever difícil.
Sou viciado em escrever e como qualquer vício isso não pode ser coisa boa.
Pensar que posso parar quando quiser faz parte da mentira.
Meu problema deve ser a leitura. Basta que eu leia qualquer coisa e isso inclui notícia ruim, o que mais tem, me dá uma vontade louca de escrever.
Pode ser em relação ao fato, pode ser uma palavra qualquer do texto, ou até da ligação do fato com uma lembrança que só eu consigo a tal da ligação.
Pá! Aqui estou eu catando as letras no meio de tantas teclas.
E se as palavras vãos e juntando com facilidade nem sempre o resultado final é coerente ou o que eu desejaria.
Mas da escrita para a leitura, não consigo ler mais que algumas linhas quando quem escreve usa palavras rebuscadas, daquelas que você até sabe que existem mas não tem certeza do se trata e assim como eu não gosto imagino que a maioria prefere ler um texto leve, com palavras fáceis, poucas e boas ideias, nada de querer explicar muito um monte de coisas.
É fácil escrever difícil, difícil é escrever fácil.
E essa mania de escrever quando nada está bem? Será que isso contribui em algo para minha melhora? Será que faço isso pois quero expor minhas ideias, pensamentos, sentimentos e emoções e não consigo fazer isso de outra forma a não ser pela verbalização da minha dor? Será que tudo que sinto pode ser explicado e corrigido? Será que corrigir é a palavra certa nesse universo de incertezas? Será que o questionamento a perguntas sem respostas me fará evoluir? Será que voltarei a encontrar o caminho?
Tanto questionamento para uma pessoa só, já sei, prefiro ser uma formiga.
Livros são investimentos, são companheiros, são tantas coisas que não dá para resumir em poucas palavras. São mais do que simples produtos.
Outro dia, ouvi dizerem que eu andava sumida! - mas onde será que eu estava, já que ninguém me via por aí?
Recebi mensagens de conhecidos, correntes dos familiares, mas acredito que ninguém sabe exatamente por onde eu ando...ou sabe?
Eu não sei se você está bem de verdade ou se a sua vida caminha torta. Não sei se você anda feliz ou se isso importa, mas uma coisa é certa "Você anda sumido!".
De mim, tirei algumas lições, não sou como peixe, como pensava, pois ele morre pela boca. Talvez, eu morresse de silêncio se não pudesse escrever. As palavras são mais barulhentas nas minhas curvas pensantes do que na língua clamante.
Quando meu peito não aguenta, a mente escreve e chora. Depois...depois eu sumo de novo para reorganizar a minha própria vida.
E é nas ausências que eu descubro as melhores presenças. Muitos dos presentes conseguem me tocar a milhas de distância.
"Você anda sumido!"
Quero ficar relembrado com frases e pensamentos e um dia mudar a Terra , desculpem o meu fraco vocabulário mas sou pequeno e isso me enerva.
Planeje-se! Você tem uma nova oportunidade de escrever sua história e fazer as coisas importantes, necessárias e as que gosta. Seja sua melhor versão de tempo!
Nos dias atuais, sou levado por aquilo que posso escrever e definitivamente não por aquilo que gostaria.
Voei, voei para me afastar... Andei,
fui à milhas daqui...
Eu me agarrei às asas dos meus pensamentos intrépidos,
aqueles que acompanham o vento na velocidade das rajadas,
ou da luz!
Busquei, busquei à milhas daqui,
o que somente aqui havia...
O que só daqui, queria!
É onde está a minha cruz,
Aquela, que carrego e com ela
peregrino pelos tempos, desde então!
Aquela, que me fere, às vezes, ombro e coração...
Mas é parte de mim, e, me importa carregá-la,
e entregá-la,
no lugar de onde a peguei;
Ao lugar para onde voltarei,
após, cumprida a missão...
Ao invés de humanizarmos os animais não humanos, poderíamos pensar em domesticar o ser humano. Talvez, assim, diminuísse a selvageria que nos faz algozes, às vezes de nós próprios...
