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Nos contos da Ilha do Poderá sempre existirão os inícios, mais raramente os meios, mas nunca os fins; sejam eles tristes ou felizes.

Inserida por leovcastro

Que todos os seus sonhos sejam sonhos encantados, tomados por uma realidade de fazer inveja a qualquer conto de fadas.

Inserida por GilBuena

- Sorria mesmo que os problemas acabem com seu dia. Sorria mesmo que o seu coração esteja quebrado. Se você apenas sorrir, todos os seus problemas podem desaparecer.
- Mas não é possível sorrir.
- Mostre seu sorriso para mim
- Meu sorriso se esconde…
- Seu sorriso é o mais belo.
- Meu sorriso pode ser belo, mas o que me corrói por dentro faz com que tudo que há em mim, se torne feio.
- Nada em você é feio, olhe-se no espelho.
- Se eu me olhar no espelho, vou querer morrer.
- Morte é uma palavra forte…
- Morte é do que eu preciso.
- Você precisa de amor.
- Amor é para quem não tem o que fazer.
- Amor é para quem sabe viver.
- Você precisa de amigos de verdade.
- Nesse ponto eu concordo com você, eu preciso de amigos de verdade.
- Você precisa de quem te faça sorrir, de quem te faça mostrar esse teu sorriso lindo.
- Eu preciso ficar só.
- Tem certeza que é disso que você precisa?
- Tenho absoluta certeza que não preciso de você.
- Se eu não fosse eu, você iria precisar?
- Não, você poderia ser quem fosse que eu não precisaria.
- Você precisa de um abraço
- Me largue!
- Acalmasse, feche seus olhos…
- Eu não preciso de você.
- Você precisa de mim mais do que pensa.
- Eu quero você… Longe de mim.
- Você quer meus braços te envolvendo levemente
- Eu quero você…
- Eu sei, eu quero você mais do que você pensa.
- Você não quer…
- Eu quero você.
- Pra que você iria me querer?
- Para te ensinar a amar.
- Eu preciso aprender a amar?
- Todos precisam
- Então me abraça e me ensina a amar.
- Quer mesmo que eu ensine você a amar?
- Quero.
- Feche seus olhos.
- Estão fechados.
- Agora, só os abra quando você sentir o amor entrar em você.
- Mas como eu vou…
Ela aprendeu a amar, com um único beijo e finalmente conseguiu abrir seus olhos e sorrir."

Inserida por cibelesantoss

Ninguém tem o poder de mudar seu destino, mas pode evitar que muita aconteça.

Inserida por jacielsantospensador

Para uma história realmente chamar a atenção do leitor, é necessário entreter e desperta sua curiosidade. O enredo deve possuir uma estrutura muito linear e cativante: exposição da situação inicial, apresentação do protagonista, construção da tensão, mais apelo na construção da tensão, um personagem contrapondo uma tensão absurdamente crescente, um antagonista que não seja uma alternativa barata à resolução da trama e o arremate.
Os personagens de contos de fadas não são ambivalentes; eles são ambos bons ou maus, como todos nós não somos na realidade. Cada personagem é completamente bom ou ruim. O homem quer um mundo onde o bem e o mal está claramente discernível como é seu desejo, inato e indomável.
Escolher animais como protagonistas atende uma gama de aspectos e invalida outros. Julgamentos antes da compreensão podem ser obtido com a utilização de animais. Lobos são maus, ovelhas obedecem, formigas são trabalhadoras e burros são petistas. Humanos são mais animais; o que força algo que chamamos – e quando digo, “chamamos”, acabo de chamar – de paradoxo-da-decisão-do-que-fazer.

Inserida por Gazineu

Meu Ernesto Azul...


Voltava eu daquelas paragens de Pirapora, dirigindo meu possante Gordini Delfini, carinhosamente tratado por Ernesto, já de cor não muito definida, trazia uns leves amassados em ambas as portas, umas ferrugens no piso, faltava-lhe o retrovisor esquerdo e o para-choque traseiro... nada demais!




Mas aquele Gordini era meu xodó, até carreto o “bravo Ernesto” fazia: meio metro de brita ou de areia pra ele não era nada. Só não se dava bem com subidas, em compensação, nas descidas, ninguém e nem nada o segurava. Um detalhe que não podia de esquecer, no momento de passar a marcha, tinha de ir da primeira pra terceira... em algum momento ou lugar, ele perdeu a segunda marcha, porém, uma certeza eu tinha: um dia, mesmo que não parecesse, sua já havia sido cor foi azul, mas, não um azul qualquer, um de respeito, admirável e solenemente azul. Bem, mas isso se deu em tempos que eu ainda não havia vindo ao mundo.




Dona Orsina, mãe de “Zé Goiaba”, me encomendou um carreto: levar 14 frangos até o sítio de João da Grelha. Em troca de “dois dedos” de pinga, Juvenal aceitou a incumbência de me ajudar nessa empreitada, mas, não deu muito certo, numa curva de chão batido, entre a porteira da Fazenda Craviola e a ponte do Manguezal, meu amigo Ernesto foi, literalmente, atropelado por um boi. Mas, não um boi qualquer! Foi um desses de grande porte, de passos firmes, grandes orelhas caídas, negro focinho, peitoral extenso, parecia ter sido “construído” de concreto e músculos, coberto por uma pele negra, com algumas manchas brancas e outras, em leves tons marrons, reluzentes. Estava selado o destino de Ernesto: faleceu ali, naquela curva e o boi, seguiu em frente... sequer olhou pra trás. Seguiu seu caminho, me deixando apenas com o que sobrou de meu companheiro, dores pelo corpo e vendo os frangos entrando no manguezal.




Pensei até em fazer o velório e o enterro de Ernesto, mas o Padre Policarpo me aconselhou a não fazer, segundo palavras dele, “seria uma sandice”, na hora, entendi sanduiche, e rebati: “Não sô padre, vô fazê é o enterramento do Ernesto, num é um lanche não”, e o Padre nem respondeu, virou as costas e saiu resmungando: “é cada uma que parecem duas...”.




Voltando àquela curva, onde jazia Ernesto, me deparei com Bento Carroceiro e, entre uma prosa e outra, contei a ele de meu luto e que não ia conseguir enterrar Ernesto. Foi quando Bento me disse: “mas ocê é bobo demais, sô! Hoje, ninguém enterra mais ninguém não, só toca fogo e pronto. Depois, pega as cinzas e joga no rio. Isso é que é coisa chique”.




Pensei, matutei e decidi seguir o conselho de Bento. Toquei fogo em Ernesto ali mesmo e fiquei olhando ele queimar. Chorei muito, doeu fazer aquilo, mas o que mais me intrigou foi o caminhão de feno de Tião Matadô passar ali exatamente na hora que Ernesto queimava. Senti cheiro de mato queimando e, logo que olhei pro fim da curva, vi que o feno que o caminhão de Tião Matadô levava, queimava e a chama já subia pra mais de 10 metros...

Inserida por mucio_bruck

✿⊱╮Hoje não conto mais os anos que vivi.
Conto apenas os momentos, e com quem quiser me acompanhar para termos o que contar quando o corpo não mais suportar e a velhice chegar.
Valorizo quem ama mimha companhia no hoje. Carrego comigo apenas sentimentos bons e pratico o aqui e o agora, pois, a ausência do teu perdido, não há o que recuperar. Só a saudade existe e doi... doi muito!

Inserida por anasoares_

"Os jardins foram construídos dentro de seu templo. Não para ostentar belezas e poderes. Mas para materializar um pedacinho do Absoluto dentro do limites de sua existência, aonde sua vista avista." (Razão dos Jardins - Victor Bhering Drummond)

Inserida por victordrummond

"O álcool leva ao lugar-comum, à vulgaridade dos tipos rasos."

Inserida por jffescritor

Você chegou do nada .. toda sorridente;
Parecia um conto de fadas... algo inexistente;
E é o que me fascina..seu jeito de menina;
Mas muito experiente.. com seu corpo adolescente!

Inserida por MaikSosa

entre o sim e o não, caminha-se...
Idas e vindas, às vezes, atalhos sem bússola...

...chegadas, muita vez, trôpegos, mas chegadas.

Tantas outras partidas... divididas, compartilhadas.
Um porto por vez; uma vez, um porto...
Mais um conto, sem um talvez!

Inserida por Liciaazeredo

O Nosso Amor é Nosso!

O nosso amor...
Não é de novela
e nem de
contos de fadas.
O nosso amor
é nosso!
Carregado de
sentimentos
bem reais.
Verdadeiros.
E de entregas!
É assim...
Que vamos nos
querendo!

Inserida por daysesene

O tempo e o espeço nunca estão separados, pois não podem viver sem a companhia do outro. Mas você sabe o porquê? É sobre isso que esta estoria vai contar.
Era uma vez dois grandes irmãos um era chamado de Tempo, o outro era o Espaço. O Espaço era um garoto alegre, sempre radiante e cheio de energia. Já o tempo, bem, era sempre mal humorado nunca era uma boa hora para ele.
Um dia, um humano conseguiu se aproximar dos irmãos e conversou com o Tempo.
"Tempo, por que é sempre mal humorado?"
"Não sou mal humorado, sou apenas uma pessoa entediada."
"entediada por quê? Você é incrível, sabe tudo que já ocorreu e tudo que ocorrerá. Como pode se entediar dessa forma?"
"O Espaço diz a mesma coisa, mas e daí que sei de tudo? Conheço o passado, mas não posso muda-lo, vejo o futuro, mas não posso evita-lo. O tempo é algo magnifico, mas o único que podemos viver é o presente. Eu sou o único ser de todos os seres que não foi abençoado com o tempo, não vejo passado, presente, ou futuro, eu não sei o que eu vejo! Nem sei se essa conversa já aconteceu, vai acontecer, ou está acontecendo! Eu só queria ter tempo."
Suas lágrimas ecoaram pelo seu irmão, Espaço. Ele mandou o humano embora e consolou seu irmão.
"Por que nunca me disse isso antes?
"pra que!? Eu sou amaldiçoado, nunca vou poder... ", Tempo não conseguia terminar suas frases, de tantas lágrimas que soltava.
"Então vamos nos unir."
"mas..."
"Assim você conseguirá sorrir"
"Mas assim você perderá sua liberdade, não poderá sair na hora que quiser, ficará preso."
"Qual é o problema? Não é justo que apenas eu sorria."

Inserida por Thatsu

⁠⁠Em sã consciência e diante de Deus, que me vê, eu vos declaro que desprezo a liberdade, a vida, a saúde, e tudo aquilo que nos seus livros é chamado de bens da vida.
Durante quinze anos, estudei atentamente a vida terrena...
Os vossos livros deram-me sabedoria. Tudo é mesquinho, perecível, espectral e ilusório, como a miragem.
Podeis ser orgulhosos, sábios e belos, mas a morte vos apagará da face da terra...
Vós enlouquecestes e tomastes o caminho errado. Tomais a mentira pela verdade, e a deformidade pela beleza... vós trocastes o céu pela terra...
E desprezo os vossos livros, desprezo todos os bens e a sabedoria deste mundo.
Para vos demonstrar o meu desprezo por tudo aquilo que constitui a razão de vossa vida, recuso os dois milhões com os quais sonhei em tempos como se fossem o paraíso, mas que agora desdenho.

Inserida por 2K

⁠Se o amor morre? Claro que morre, mas não ressuscita com um beijo como nos contos de fadas! 

Inserida por ednafrigato

⁠Nosso interior deve estar no lugar certo, refletido positivamente em nosso exterior.

Inserida por RobsonMariano

⁠Microconto
..
O elemental água se apaixonou pelo elemental terra.
Foi um relacionamento solidificado. 

Inserida por PaduaDias

⁠Microconto
..
Eram tantas as rusgas que as rugas não se faziam perceber. 

Inserida por PaduaDias

⁠Microconto
..
O índio subiu a rampa.
O Brasil voltou a ser do brasileiro. 

Inserida por PaduaDias

⁠Microconto
..
Saltitante subia a montanha.
Senti o cume repuxar.
Parei de saltitar.

Inserida por PaduaDias

⁠Microconto
..
Dizia que sua luz própria incomodava os invejosos. 
Sua arrogância afastou seu único amigo; o fósforo. 

Inserida por PaduaDias

Microconto
..
⁠A fiar, a fatigada fiandeira fazia farto o fosco fogão da família.

Inserida por PaduaDias

⁠“Ela pensou que o amor era mútuo, mas foi apenas iludida em um conto de falsas promessas para atrair a atenção de outra pessoa.”

Inserida por rayramalho

⁠“A parte ruim do conto de fadas é quando voltamos a realidade, mas pior que isso, é quando vemos pessoas ainda presas a ele.”

Inserida por LucasMorgado

O Homem e o Abismo


    Um homem tinha sua casa à beira de um abismo. E, por temer o abismo, um dia pensou em se atirar nele. O homem saiu de sua casa e caminhou serenamente até a beira do abismo, e olhou para dentro do abismo, pretendendo se atirar no abismo, o que ele julgava ser a solução para os seus problemas. E os seus problemas eram, em sua totalidade, o medo do abismo. Após um longo tempo à beira do abismo, olhando para dentro do abismo, pretendendo se atirar no abismo, o homem decidiu não se atirar no abismo, e voltou para sua casa.

    A casa, bem construída em terreno firme, tinha uma horta e um cercado para as galinhas, tinha água para a plantação e pasto para o gado; o tipo de lugar onde nada de ruim tinha como acontecer. Mas tinha o abismo. E tinha o medo do abismo. E, desde então, inúmeras vezes, o homem caminhou até a beira do abismo, e olhou para dentro do abismo, pretendendo se atirar no abismo. Todas as vezes, porém, o homem decidiu não se atirar no abismo, e voltou para sua casa. Todas as vezes, ele decidiu, sabiamente, viver. Todas as vezes, menos uma. Uma única vez, o homem se atirou no abismo.

Inserida por CarlosAlbertoSilva