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Descobri meu real tamanho, quando senti a lágrima escorrer no rosto. Gente grande chora. Por Rica Almada

Inserida por RICAALMADA

Quem se encanta mais em um encontro? O leitor com o autor ou o autor com o leitor? Um só existe pelo outro.

Inserida por panza

Algumas vidas são levadas por seu autor, outras são interrompidas pela violência humana.

Inserida por carlos_baia

Eu gosto mesmo é dos excluídos.
Interessantíssimo descobrir quem não se mostra.
Conquistar a confiança dos desconfiados...
Enxergar além da máscara de seriedade.
Intrigante.
Gosto mesmo é das minorias,
Dos envergonhados,
Gosto daqueles que ficam sozinhos,
Escondem dentro de si imaginações surpreendentes,
Entendo aqueles que não se acham,
E aos perdidos, sofridos,
Que eu possa ajudar encontrar o caminho,
Ser abrigo.
Por isso que eu vivo.
Na fé daquEle que me achou assim,
Cansada,
Caída,
Desiludida da vida,
Mas que hoje respira e vê,
Crê,
Não se abala,
Mas ama.
E dentro de mim uma chama,
De salvar a quem sozinho clama,
A encontrar a paz que encontrei,
Se eu sei?
Conheço toda dor do mundo,
Pra me livrar fiz de tudo,
E como saí?
O Cristo eu atendi.

Inserida por LeticiaDelRio1987

Há uma coisa que aprendi da vida em relação ao temor, ao que se tem medo é que quando criamos uma crença sobre algo ela se torna nossa verdade. Seja boa ou ruim.
Isso ocorre por que acreditamos que aquele medo é real. Não existe um mostro debaixo da cama, mas, de tanto acreditar, ainda olhamos embaixo dela pra ter certeza que não há. Nossa crença nos afeta diretamente.

Inserida por alexandrechagas

Por que o que eu não quero acontece e o que quero não acontece? Pelo mesmo motivo que acreditamos que a verdade absoluta está em temer o que não quer e reverenciar o medo, quando acredito que isso me afetará.
Então, minha crença está mais em temer o que não quero, do que acreditar que o que quero possa acontecer. As energias gastas estão focadas no ponto negativo. Não querer que algo aconteça por que tenho medo, tenho temor delas.

Inserida por alexandrechagas

Se você procura uma leitura prazenteira, leve e serena, que faça o tempo passar ligeiro, e despercebido como uma brisa suave de fim de tarde, recomendo qualquer outro autor mais comedido, ameno e formoso. Eu não escrevo para leitores delimitados pelas letras, nem para olhos subordinados às palavras. Aos sem imaginação – que enxergam somente aquilo que as vistas revelam – creio que cartões postais, fotografias e revistas coloridas, valerão muito mais do que a minha busca visceral para tentar suscitar em palavras tudo àquilo que verdadeiramente sinto.

Inserida por marcusdeminco

Restrição

A repressão sendo ela qual for é a má-fé evidente, pois, desarma os oprimidos, entrega-os aos opressores.

Inserida por AlineLizzi

Solitude

Você já caminhou nesta noite escura,
Deixou-me aqui, escondido por timidez,
Levou-se meu sorriso que ilumina,
O caminho para o extasio do amor.

Só de saudade nesta vida, quase ausente,
Sem teus beijos, sem ternura, sem seu amor...
Frente a este amor pareço-me a chama do fogo,
Mas que não brilhará.

Inserida por AlineLizzi

Bisou Hibiscos


Este beijo de amor estouvado,
Unindo os delírios de seus lábios com a minha boca.
Tal qual como ligação,
Este beijo apaixonado,
Que morde você os lábios,
Que acesso sua boca pintada com vermelho sangue
Este beijo mitigado,
Que induz, de sugestão e por vezes tirano.

Inserida por AlineLizzi

Só descobri a sombria magia das palavras quando ela me feriu o coração.

Inserida por AlineLizzi

Para dar frutos, teve que ser árvore; para ser árvore, teve que ser tronco e folhas; para ser tronco e folhas, teve que germinar; e para germinar, teve que ser semente... Se não deu frutos, se não foi árvore, se não foi tronco e folhas, se não germinou... Houve, o mais importante, a intenção.

Inserida por EuFabi

Não culpe os outros, pois você e o autor da sua historia!

Inserida por MarceloFreire

Na internet, celeiro de idiotas, os que roubam ideias: copiam e colam sem as devidas credenciais do autor. No outro lado, imbecis resistindo as afrontas e pedindo por receitas prontas e acabadas, sem saber o que é pesquisar!

Inserida por Kllawdessy

IRONIA CRIATIVA

Hoje a Paulinha amanheceu “louca varrida” e implorou para eu falar dela aqui.

Paulinha é o nome de batismo para uma voz que fala com certa freqüência no meu ouvido direito, desde a minha infância. Ela é extremamente inconveniente. A sua voz esganiçada aparece como se estivesse lendo um texto escrito, chego a perceber as pausas das vírgulas e as ênfases nas partes mais importantes. A dita cuja não existe, mas, do nada, começa a “ler os textos” enquanto eu estou no chuveiro, dirigindo, tentando dormir, assistindo alguma série... No meio de reuniões importantes do trabalho ou quando, na sala de aula, dou um tempo para os alunos fazerem alguma atividade. Na verdade, a maluca lê textos AINDA NÃO ESCRITOS, e aí está a questão. ELA LÊ PARA QUE EU ESCREVA! O meu processo criativo é assim descrito.

A Paulinha tem um apetite fora do comum e gosto bem peculiar. Vive faminta! A mocinha é alimentada por cores de flores, cheiro de chão molhado pela chuva, pelo abrir dos olhos depois de um saboroso beijo de amor... Pelo sorriso da minha filha, por um momento de chateação, um longo gole de um bom vinho, uma nova paisagem durante uma viagem, pelo gosto forte de um café, pela minha TPM... E por tudo o que gere alguma forte emoção.

Mesmo bem alimentada, a moleca às vezes some por dias, semanas... E ela é bem desobediente, nunca vem quando eu preciso ou chamo (ou quando estou participando de algum concurso de contos ou tenho algum texto encomendado, por exemplo).

Minha memória é terrível, fato, então para transcrever o que ela dita, tenho sempre à mão o gravador do celular, um papel para anotação, um bloco de notas... Já documentei as leituras dela em guardanapos no meio de uma DR ou já interrompi conversas importantes para registrá-las, pois a garota já tinha “me feito o favor” de me desconectar dali, depois de tanta tagarelice. Posso recordar que, na adolescência, eu escrevia ditados da monstra usando batom em espelhos de banheiros alheios, e poemas inteiros nas camisas dos colegas, em final de período letivo.

Essa fantasma surge frequentemente no meio da madrugada, entre um pestanejo e outro (a diaba é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes motivos das minhas noites de insônia). O problema é que, escrava dessas leituras da garota, se eu não anotar... A “coisa toda” some em um piscar de olhos, evaporando no ar... Para nunca mais. São leituras textuais individuais, únicas, exclusivas e que não permitem replay.

Será um dom? Um cárcere? Um delírio? Insanidade? Um mistério ou feitiço? Acho que se resume na verdade em uma grande ironia criativa.

Obs.: A Paulinha nesse momento está aqui se revirando em gargalhadas. Ela já estava cansada de só observar eu levando o mérito e recebendo elogios, sendo que a grande artista na verdade é ela.

Inserida por nivea_almeida

“Se você não for o autor, inovador e empreendedor e não faze valer a pena os seus dias, não espere por dias bons e melhores.”

Inserida por EliabeSerafim

Hoje choveu.
O cheiro de terra veio tomando conta. Senti-me inebriado com as lembranças de infância.
Pés descalços, pulando nas possas e escurregando no barro.
Hoje choveu!
Delicia de molecagem que molhou o corpo franzino de criança.
Hoje sentido a chuva, senti a inocência e a criança que não morreu dentro de mim.
Cresci!
Hoje sinto a chuva que molha meu rosto, vem com mesmo cheiro de terra, e não molha o corpo do menino.
Hoje choveu!
Ela é linda! Tem frescor e molha o meu corpo.
Hoje choveu!
Senti à leveza; à alegria; e às lembranças do homem com alma de criança que a observou e não a esqueceu.
Hoje choveu.

Por Rica Almada

Inserida por RICAALMADA

Autor Desconhecido...
Muitas vezes esse autor é muito conhecido até,
mas por artes de gente arteira, vira desconhecido,
ou então, L'Inconnu, em pequenas citações...
Vamos respeitar a arte alheia, seja de escritores
ou de formatadores.
Todos merecem respeito.
Osculos e amplexos,Marcial
Vamos relembrar este texto, publicado em 14/03/2003.
E a coisa continua acontecendo...

CONHECENDO O AUTOR DESCONHECIDO
Marcial Salaverry

Algo que infelizmente continua sendo um dos maus hábitos de usuários da Internet, é a sobrevida que vem sendo dada a nosso já famoso Autor Desconhecido, que começa quando um certo alguem, sabe-se lá por quais razões, simplesmente retira o nome do autor de algum texto que gosta e quer repassar.
A coisa é assim, um mau costume, que vem sendo praticado desde que começou a Internet, ou mesmo antes...

Autor Desconhecido:. Penso que todo e qualquer texto escrito tem um autor, cujo nome deve ser respeitado, e mantido em seus textos, não devendo ser retirado em hipótese alguma.
Um argumento usado, que faz um certo sentido, é que muitas vezes o nome é cortado inadvertidamente, por culpa do próprio autor, que o coloca no fim do texto, e, no repasse, alguém seleciona o texto todo, sem reparar no nome que está mais abaixo.
Sugestão aos autores: Colocar o nome sempre junto ao título. Nesse caso, quem retirar o nome, o fará propositadamente, cabendo uma reclamação. E igualmente colocar o nome no fim do texto.
Havendo colaboração dos autores e dos repassadores, diminuirá bastante o problema.

Formatação: Não existe respeito também aqui. Para criar certas imagens, as e os webdesigners gastam tempo e trabalho para criar os lindos desenhos que vemos circulando, seja nos PPS, seja nas formatações. O que acontece aqui é trágico. Ao invés de se limitar a efetuar o repasse, respeitando, além do nome do autor, o nome do webdesigner que está assinando a obra, cortam tudo que possa identificar os autores, cometendo autênticos atentados ao talento de ambos os artistas. Com que finalidade? Sabe-se lá porque fazer isso. Seria muito mais simples, escrever uma dedicatória, e repassar como está, respeitando o trabalho de quem o fez. Por que essa amputação desnecessária, e porque não dizer, criminosa? Sim, criminosa, por ser um crime de lesa-arte.

Do repasse: Aqui vem a parte mais interessante. Na teoria, quem recebe um texto sem a identificação do autor, tanto poderá ter algum trabalho numa pesquisa junto aos sites de busca, como poderá devolver o texto a quem o enviou, solicitando o nome do autor, como poderá simplesmente repassá-lo. Todas as atitudes são corretas e válidas, dependendo de sua vontade. Afinal, ele recebeu assim, gostou do texto, e quer repassa-lo a seus amigos. Perfeitamente válida e correta sua atitude. Gostaríamos que fosse diferente, mas não podemos comandar a vontade das pessoas.
Quem teve a atitude condenável não é quem simplesmente repassa um texto, mas sim quem fez o aleijão. E é à consciência do iniciador da coisa que estou apelando, para que repense em suas atitudes. Afinal, não existe nenhum ganho com isso... Por que então “podar” o nome do autor? Por que retirar o nome do webdesigner? Por que alterar o trabalho de arte lá executado? Se não gostou, ou não está de acordo com a imagem que acompanha o texto, que crie uma imagem sua, colocando o texto nela e agora sim, poderá repassa-la com orgulho, desde que mantenha o nome do autor.

O que incomoda aos autores é ver seus trabalhos circulando como Autor Desconhecido. Vamos respeitar o nome dos escritores e dos artistas da formatação.

O que incomoda aos webdesigners é ver seu trabalho violentado, e seus créditos retirados. Vamos, pois, respeitar o trabalho desses artistas, que tem o mesmo valor dos escritores.

O que incomoda às pessoas que gostam de repassar, é ter sua atenção chamada por estar repassando texto com autor desconhecido. Vamos respeitar seu desejo de dividir com os amigos os belos textos que lhes caem às mãos. É um direito que tem. E não tem culpa da coisa ter começado.

Só não se incomoda é quem começou a coisa toda, e é esse que deveria sentir-se incomodado, e é justamente a quem eu faço o apelo.

VAMOS, POR FAVOR, RESPEITAR OS TRABALHOS ORIGINAIS.

E, se quiser modificar algo que está na Internet, que tenha a ética de pedir autorização aos pais da criança para faze-lo. Não custa nada. Fica muito mais elegante. E são pouquíssimos os autores ou webdesigners que recusariam autorização para tanto.

Acreditando agora ter dirimido quaisquer dúvidas anteriormente surgidas, renovo meu apelo de PAZ NA INTERNET. Havendo boa vontade e bom senso, ficará muito melhor e mais gostoso navegar pela Internet.

Esperando por esse espírito de colaboração, desejo a todos UM LINDO DIA...

Inserida por Marcial1Salaverry

Caminhos
(Victor Bhering Drummond)

Chegaram na encruzilhada
E escolheram o caminho do amor
A trilha da paz
O caminho da liberdade
Do sol, das cores
E nessa vereda
Tudo se refaz
Como diria Drummond
Vá ser gauche na vida
Desbravar o novo é tão bom
A estrada nascente
A partir de seus passos
Será desenvolvida

Inserida por victordrummond

Jamais deixe de mencionar a fonte, o autor de uma frase, de uma criação, ainda que saibamos que a Fonte de todas as fontes é Deus, o Criador Primordial.

Inserida por SebastianStriquer

Faço versos sem sentido para livrar-me da significação.
Gosto da vida desalinhada, sem sentido. Fujo da organização.
Tenho pés de nuvem e cabeça de céu: gosto do inverso.
Enquanto todos dançam no ritmo, eu vou na contramão: faço versos.

Inserida por DouglasRosa

Não vivo de escrever. Vivo quase que para escrever.

Inserida por autran1956

Se há para mim alguma aventura, é a aventura da escrita. A escrita é o sustentáculo da minha solidão.

Autran Dourado
DOURADO, A., Os Sinos da Agonia, 1974
Inserida por autran1956

Escrevo para entender a loucura humana em geral e a loucura particular que é Minas Gerais.

Autran Dourado

Nota: depoimento prestado na Faculdade de Letras da UFMG, em 1992.

Inserida por autran1956

Nosso idioma é um manancial inesgotável.

Inserida por autran1956