Taça
Delírios
Te bebi na taça do desejo.
Encontrei contigo na taça do amor.
Degustar teu beijo prolongado de desejo.
Delírios meus a vagar.
Meire Perola Santos
21/04/2015
Hora 16:18
É preferível tomar uma taça de veneno por dia, do que deixar-se tomar pela mágoa... Com o veneno somente você se fere.
Quem sabe eu encontre o que eu preciso, no fundo de uma taça de vinho.
Porém, se eu não encontrar, espero amortecer meus pensamentos profundos e sentimentos incertos da complexidade da vida.
ATROPELOS
Meus Deus, meu Deus!
No cálice de traçada vida
taça, que desalinha os seus
futuro goles sem linha
inebriado os fariseus.
Derramam-se pelos ventos
acima do terra e dos céus...
Sibila fresta dos sentimentos
felicidade é momentos...
Rasgando a pele do véu.
E esses filhos seus...
Essas margens essas retas,
traçadas por reles ateus
vivem tremendo o alerta
dos trilhos da mão de Deus.
D'agora avante...
nas sombras os elefantes
compactuando atropelos
vivem o ontem o desmazelos
amanhã fora de moda
no mundo duro de telos.
Antonio Montes
Canta o homem,
a sua passagem
que o tempo não muda,
e saudando a vida,
vai bebendo de sua taça de sonhos
PERFAZER
Do vinho eu trago um cheio trago...
Uma taça e meia telha outra cheia
saudades me permeia... E nesse
cabo, eu me afago... E me acabo.
Do milho um sopro, gosto verde...
Quando assado, cozido cural
pamonha, paixão em meu varal...
Uma vontade, me enche a sede.
Uma sede na cede que me cerca
em seu emaranhado arredondado
nos seus lados e bicos, eu me acabo.
Dou- me, com essa dança de lado
bailarino em notas, passos errado
eu me acabo, no passado desse fado.
Antonio Montes
A primeira taça de vinho é por sede. A segunda, por alegria.
A terceira, por prazer. A quarta, por loucura.
A felicidade começa na solidão: uma taça que se deixa encher com a alegria que transborda do sol. Mas vem o tempo quando a taça se enche. Ela não mais pode conter aquilo que recebe. Deseja transbordar. Acontece assim com a abelha que não mais consegue segurar em si o mel que ajuntou; acontece com o seio, turgido de leite, que precisa da boca da criança que o esvazie. A felicidade solitária é dolorosa.
Bebendo longos tragos da taça da ciência, da poesia, com elas se inebriando para esquecer as desventuras da vida da província.
Desejo um amor que seja doce......
Doce como uma taça de vinho....
Que ao prová-lo....
Eu possa sentir a sua a magia....
A sua doçura genuína....
Desnudá-lo e provar da sua essência…
Aroma que desperta na minha boca...
Degustando o seu sabor.....
Sentido o calor desta invasão.
Lenta e profundamente....
Para sentir cada gole... de uma nova safra....
Sentindo-me embriagada....quis voltar à lucidez....
A saudade deixou lágrimas nos meus olhos....
De um amor doce...
Doce como uma taça de vinho..!!!
se a taça falasse:..ela diria, estou feliz por ser erguida pela Alemanha, e triste porque a Holanda nunca me levantou!!!
Que meio ano!
mineira, tatuada e sem taça
o ano virou, do sul para uai e já acabou
que venha os ventos norte e o calor
tchau para quem ficou!
Uma parede em branco.
Tinta, pincel...
Uma taça de mel...com amor desenho o céu, que vai tomando forma singular, espetacular de uma inspiração.
Traços, raros....
traços raros...
coloridos e espinhados
Marcados pelo cactos da Preta.
Sertão...de Cacto seco.
Pássaro pousa no dedo do sertanejo, que puxa o gado com medo de que...
a vida lhes vai levar...
água não se vê por lá.
Apenas arame amurados, farpado e gado caídos do chão...que a vida levou pra longe, deixando a ossada.
Urubus voam no céu crepuscular... e a chuva quando vai chegar?
quando vai chegar?
Minha terra tem fome de água.
Sou o personagem invisível, mergulhado em uma taça cheia de romance, que pateticamente narra a sua própria história.
Sabemos que a vida nos consome em sustos, mas não habituamos a tomá-los, nem mesmo se fossem em taça de vinho!
