Sutil
"A beleza sutil
Desta vida é
Saber que não existe
A certeza de nada
Mas até
Que se prove o contrário
Eu, na dúvida ...
Mantenho minha fé"
Edson Ricardo Paiva
Poesia Sutil.
Eu penso ser muito bom
O fato de a flor não saber
Pois, se a flor dedicasse atenção
À tamanha admiração
daquele que a fita
Pode ser que aconteceria
de a flor então desejar
Querer ficar mais bonita
A estranha rareza a que se busca
Alçada no ver da vaidade
é beleza irreconhecível
Pois o olhar da cobiça a ofusca
Conduzindo almas perdidas
Nos caminhos da ilusão
Felicidade ... rara; querida!
Pobre plágio de alegria
A transforma num fácil jogo
E vem a falsa impressão
de estar dando as cartas
Farta-se em vê-las perdidas
Difícil esse jogo da vida
Perceba a felicidade
em andrajos vestida
Fingindo desenxabida
Morando na casa ao lado
Simplicidade é ter um valor
Invisível aos olhos de ver
Que nem ao menos pára para iludir
Infinita ... reluzente
Milhões de vezes mais cara
Real essência da vida
Modesta, invisível
Contrasta ao que não se basta
Do desejo em possuir
Àquilo que a alma enleva
Palavra jamais aludida
Uma entrave obsessiva
Insistente em mentir pra verdade
Suave arremedo, perdida
Enquanto a beleza mais bonita
É o fato de a flor
Ser bela sem o saber
A beleza mais bela da vida
É aquela que a gente não vê.
Edson Ricardo Paiva.
Tão sutil e simplório é o amor que seria capaz de passar despercebido até pelos corações mais amáveis.
Acredito
que nem toda desilusão deveria
sujeitar-se à cura; por efeito de um
digamos sutil percentual de incentivos
que carrega... Uma vez que somente
nelaso capaz de nos proteger
de desilusões
maiores!
Havia uma conexão sutil, mas poderosa, entre dois corações distantes, unidos pela vastidão das telas. Ele, um sonhador perdido nos matizes de seu sorriso cativante. Ela, uma musa envolta na doçura dos seus olhos cor de mel, que pareciam capturar a luz do sol em cada foto.
No mundo digital, suas conversas eram pinceladas delicadas em uma tela em branco, criando um retrato vívido de suas almas. Cada mensagem trocada revelava um pedaço de si, um suspiro compartilhado na imensidão virtual.
À medida que os dias avançavam, seus laços afetivos se fortaleciam, desafiando a distância física que os separava. Juntos, criaram um refúgio de amor e carinho, onde as palavras se transformavam em abraços e os emojis, em beijos virtuais.
Nas noites solitárias, ele fechava os olhos e sentia sua presença através das palavras digitadas, como se ela estivesse ali, ao seu lado, sussurrando segredos de amor. E ela, do outro lado da tela, sorria ao ler suas mensagens, sentindo-se aquecida pelo calor do afeto compartilhado.
Com o passar do tempo, a coragem de se encontrarem pessoalmente começou a crescer dentro deles, apesar da distância física que os mantinha separados. Mesmo assim, alimentavam a esperança de um dia poderem se abraçar, sentir o calor um do outro e compartilhar cada momento juntos... Continuaram a tecer sua história de amor, nutrindo o sonho de que o mundo virtual se tornaria real, onde poderiam finalmente se perder nos olhos um do outro, sem filtros ou telas a separá-los.
Um bom vinho
Não é conhecido por seu rótulo
É preciso vir de boa casta...
Ter aroma sutil...
Ofertar sua alma delicadamente
Ser encorpado, embora suave...
De atraente paladar...
E oferecer prazer sem par...
Assim deveriam ser as pessoas...
Pois se o Céu celebra o arrependido,
Quem é você pra ficar ofendido?
Há um espírito sutil e perigoso,
Com aparência de santo e piedoso,
Mas por dentro é trono falso, é vaidade:
Rejeita o caído, nega a verdade.
Se esquece do Filho Pródigo voltando,
Enquanto o irmão mais velho vai murmurando.
Reclama da festa, recusa o perdão,
Mas o Pai diz: “Esse é meu filho do coração.”
A VIAJANTE PERSPICAZMENTE SUTIL
"Já não ando tendo mais tanta pressa. Comecei a ser mais gentil com cada passo que dou. E se tenho que trilhar outros horizontes será pouco a pouco, passo a passo até alcançar a sutileza em mim. Afinal, não há lugar algum para chegar se na chegada eu não me vence a mim mesma nesta engenhosa perspicácia de vida que tenho sendo uma viajante.”
—By Coelhinha
Na dança sutil entre sombras e luz,
A fuga se ergue como um véu fugaz,
Mas seu encanto é efêmero, ilusório,
Pois ao fugir, a alma se dispersa.
Quem parte carrega mais que seu fardo,
Leva consigo um eco de despedida,
Um eco que ressoa nos corações deixados,
Marcando-os com a tinta da ausência.
A fuga é uma coreografia de solidão,
Uma dança onde o vazio é o par,
E quem foge dança ao som do silêncio,
Deixando para trás um palco vazio.
No fim, as fugas são como poemas tristes,
Que desumanizam os versos da vida,
E quem parte, por mais que busque se esconder,
Deixa um rastro indelével de suas pegadas.
Então fique até ter coragem para permanecer e dividir as levezas, preencher os espaços para que o eco não dissipe ímpar as coisas não compreendidas. Deixe a tinta daquelas ausências insistentes escorrem sob os pés enquanto bailamos.
Todos os dias
como tua devota
em cerimônia
íntima acendendo
a sutil lamparina
nos seus caminhos
para que a paixão
e toda a poesia
existente no mundo
façam por ti o quê
a distância não
tenho como fazer;
E cada romântica
linha por ti seja lida
sem pressa porque
cada uma confessa
a História de Amor
que o Universo
começou a escrever.
Aprecio o seu jeito sutil,
discreto e determinado,
Percebi que as nossas
mentes se combinam,
Sei ler os teus apelos
porque para mim não
existem teus segredos,
Sob a sombra desta
Aroeira-Pimenteira
eis o invencível poema
sobre o amor inevitável.
As minhas raízes são
da Mata Atlântica
tal qual a esperança,
O meu corpo, o coração
e a sutileza do espírito
se encontram infinitos
neste inevitável destino.
Gentilmente cercada
pela tão gigante beleza
do Médio Vale do Itajaí,
floresce o Orabutã sutil
do meu destino aqui
na cidade de Rodeio
que me fez lembrar
da primeira vez que te vi
e nunca mais parei de amar.
Tenho nas flores do Pau-Brasil
e do Ipê-Amarelo a minha
inspiração profunda e sutil,
Se existe reencarnação pediria
a Deus para voltar sempre
como brasileira todas
as vezes que me for permitido
porque é esta a minha terra
de alma, corpo, coração
e do meu mais inevitável destino,
Como mulher assumidamente
de poesia e cosmos latino-americano,
e de amor infinito sul-americano,
amar o meu Brasil Brasileiro
sempre estará em primeiro plano.
Recordar a sua palavra
provoca um ardor sutil,
O coração fica a palpitar,
me dê a sua mão e sinta
como fica por você assim
quando está perto de mim.
Madrugada altaneira
e eu pensando
na sutil maneira
de seguir te alcançando,
Você é meu como
o Pequiá-amarelo
está para a flor e os meus
Versos Intimistas
estão para o seu amor..
Floração poética,
Mais amor do que emoção,
Rosa imortal em esplendor,
Assim sutil me apresento,
Cubro-te com o meu amor,
- o maior sentimento
Pinto a nossa constelação,
- íntima e luminosa
Descoberta e estrelada,
- autêntica
Floração em movimento,
Uma contemplação mútua,
- ao extremo
Do pico do amor tremendo.
Floração extremada,
- externada
Consentida, indiscreta
E assanhada...
Floração perfumada,
- e apaixonada
Por causa dessa paixão
Secreta que tenho por você.
Faço da minha rebeldia, um desafio sutil. É uma forma colorida para fazer-te diligente e que me tomes por tua, e me faça obediente.
