Sutil
A singeleza, meiga, gentil.
Imponente em sua torre.
Veemente e íngreme, caule e espinho.
Dilacerados os que tentam alcançá-la.
Poderosa em si. Única.
Doce néctar, serrado em sorriso.
Perfume, vício, torpor.
"A simplicidade de apenas SER".
Existem pessoas que não precisam dizer nada, basta as observar;
Pessoas que iluminam onde quer que vão, não para serem notadas, mas pq suas Almas refletem o seu interior, pouco importa a idade que têm;
Existem pessoas que quando decidem falar, tocam nossos corações, sem precisar se esforçar;
São Almas singelas, sutis, que de tempos em tempos temos o privilégio de encontrar;
Risos fáceis, voz tranquila, paz e brilho no olhar;
Ah se todo mundo tivesse o merecimento de achar;
Queria eu sempre as encontrar, mas não é tão simples assim, a maioria se esconde onde nem sonhamos em buscar;
Almas que conseguiram se libertar, e estão fazendo sua jornada de volta, se uniram com suas crianças interiores, que pouco se recordam das injustiças que viveram e que foram capazes de proporcionar, aproveitaram suas oportunidades para resgatar;
Já transcenderam, mas ainda caminham entre nós, nos mostrando que é possível sim viver na simplicidade do SER, na inocência de só querer e fazer o bem;
São como tapas em nossas caras, mas um tapa doce, que nos mostra que também somos capazes de alcançar, de retomarmos nosso caminho de volta pra casa;
Ah se eu tivesse o merecimento de sempre as encontrar!
O pensamento “nós-contra-eles” sempre existiu, mas o que há de novo é uma espécie de indiferença pelo que é diferente. Não há mais o medo de violência entre "tribos", o que acontece é mais sutil, é um recuo em relação ao outro, como se o outro simplesmente não existisse.
"Sempre que possível seja claro(a), por favor!
Até o misterioso necessita de um respiro de clareza para não perder a graça.
É a possibilidade de clareza que aviva o interesse, que nos estimula a ir além, a manter um elo mínimo de confiabilidade no intento, relacionamento ou direção.
Recalibrar parâmetros e (pré) conceitos é salutar, muitas vezes, essencial.
Não tem que ser satisfação ou violação de intimidade. Pode ser leveza e sutileza que não subtrai a delicadeza de ser claro(a), sempre que possível.
Ao menos indique, deixe claro esta intenção. Demonstre de alguma forma. Encontre seu meio. Respeite o outro. Ninguém é obrigado a ser paranormal de ocasião. O sutil e divino é de ordem sagrada e já tem lá as suas prioridades.
Bora aterrissar as nossas [prioridades], doando de nós tanto quanto pretendemos receber. A lógica desta razão é uma positiva reciprocidade."
Já percebeu que, às vezes, quando você se importa menos com alguma coisa, acaba se saindo melhor? Já notou que geralmente é a pessoa menos empenhada que acaba se dando bem? Já reparou que às vezes, quando você para de se importar tanto, tudo começa a entrar nos eixos?
Muitas pessoas vivem em busca do prazer, mas há muitas coisas belas no mundo que acabam sendo ignoradas.
A pobreza é uma doença que contagia pobres e, principalmente, ricos, porque ela é um estado de desconexão com a abundância verdadeira. Dizer 'eu sou rico' já é um ato sutil de desconexão com a abundância, pois quem realmente é não precisa declarar.
Assim como um sismógrafo pode prever terremotos, a aura dos nossos sentidos nos oferece uma antecipação sutil, dando sentido à impressão de que estamos prestes a sentir algo significativo.
Viver muitas vezes para mim é o desafio diário de passar a perceber, outros maiores e melhores ensinamentos das coisas bem simples que passam por nós o tempo todo mas quase insignificantemente. As entre linhas que espelham a face nítida da alma.
A verdadeira arte nos cobra diuturnamente posicionamentos, cores e palavras muito mais que a necessidade financeira para pagarmos as contas de nossa cultura.
Aquele que sabe fazer conta não é um verdadeiro artista, talvez no minimo um economista criativo ou um inventivo matemático.
Viver a vida com fé no amanhã que vai ser diferente pois é ela que nos oferece por sua livre vontade os atalhos, os resultados e os caminhos.
A Arte Social é bem mais que uma idéia crativa abrange e contempla toda uma sociedade que por mesmice e indiferença, agoniza.
A contemporaneidade na arte percorre novos rumos em total respeito e liberdade, afasta se das formalidades das antigas escolas, das usualidades das técnicas e das plataformas tradicionais, em si rompe a barreira da visualidade impactante em uma só direção, convida nos a novos sentidos da mesma forma que eleva se a tridimensionalidade.
As melhores respostas para nossa vida encontramos geralmente nas verdadeiras amizades. O isolamento dificulta tudo.
Apreciar e gostar de arte são para muitos, fazer arte e inovar são para alguns eleitos mas para conhecer, entender, colecionar e trabalhar com arte de verdade são para poucos. Nunca esqueçam disto.
Permanecemos caminhando nesta dimensão quando constatamos que ainda temos, a boa capacidade de ouvir novas historias e fazer novos amigos.
A arte e a anti-arte em confronto nos caminhos oblíquos da chamada arte contemporânea. A matéria criativa e a anti-matéria destrutiva, evolução e involução perante as novas técnicas, plataformas, olhares e modalidades digitais tecnológicas. O artista como modus operandi propulsor da inquietação e o espectador como um isolado condutor do que quer ver e foi por ele intimamente criado. Artista e espectador em dialogo constante sobre a insólita realidade e a arte como instrumento de comunicação sensorial inventiva geradora de múltiplas perguntas e respostas, por infinitas possibilidades.
