Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Muitos dizem, "não faltara oportunidade", sei lá, eu lá sou o dono do futuro, "A gente tira um dia" (se tirar um dia faltara no calendário, o tempo já passa rápido e tirando mais do pouco que tem...). Um dia de sábado cismei e queria ir rever uma cachoeira num município vizinho de Primavera, só fui uma vez e era muito criança, e ainda lembrava, menino guarda essas coisas diferentes, era no meio do mato, e se andava um bom tempo. Propus a uns parentes que se mostraram entusiasmados com a ideia, e combinaram de ir um dia... Um dia quando... Dia 26 do próximo mês, daqui a duas semanas, daqui a pouco... Fosse eu esperar... Até hoje. No outro dia, domingo, fui só, sai as 7, 8 horas, de buzão mesmo, mas, queria ir e pronto, cheguei, finalmente, quase 12. Surpreendi-me ao chegar, tinha carro pra levar e trazer, onibus de escursão indo e voltando, tinha uma muralha parecendo a de Fazenda Nova, algo imitando um castelo medieval e estavam cobrando pra entrar, paguei, tinha restaurantes, dancing, e no dia se apresentaria a banda Labaredas, pra quem gosta de dançar, toda uma estrutura. E a cachoeira lá, bonita! Tirei fotos e voltei no final do dia. Fui outra vez depois do inverno, onde ela tava mais cheia, selvagem, raivosa, tensa, rugindo, derramando seu véu espumoso e exagerado que havia carregado até a ponte. Carpien Dien!
Sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida, que afirma, que ignora muitas, que ama, que odeia, que quer e não quer, que também imagina e que sente.
"Sou homem do mar
Quando sinto a brisa
Não tenho hora para voltar
Esqueço-me das horas
Vivo!"
(Homem do mar, p. 11)
Vou parar de dizer que sou antissocial, porque eu gosto das pessoas (a maioria delas). Eu sou anti o sistema social.
Minha raça é humana, minha cor não define quem sou e sim minhas atitudes define que tipo de ser sou eu.
Sou responsável por mim, pelas minhas escolhas e pelas minhas atitudes. Mas não sou responsável pelo que você idealiza sobre mim, com base na opinião dos outros.
Caipirinha da cidade
Caipirinha da cidade não sou eu
Caipirinha da cidade já morreu
Fui cabloca lá do morro
Da minha origem eu não corro
Da colheita fiz fartura
Trabalhei com compostura
E pra cidade me mudei!
Sei que de caipirinha me chamou
Do meu jeito até zombou
Mas, o tempo passou e aqui estou
Cidadã do mundo é o que eu sou
A caipirinha da roça a vida transformou...
Bati o limão e a pinga e tu o açúcar colocou!
Fiquei doce, doce, e todos gostam assim
Sou caipirinha da roça, sou sim!
Não sou a caipirinha da cidade,
mas em qualquer tristeza boto fim!
Maria Lu T S Nishimura
Escute aqui, não sou uma mercadoria que você pode transportar sem permissão. Se acha que se apaixonar é assim, você está errado.
Ah, as recordações! Sou capaz de ficar horas e horas olhando cada coisinha que está no backup, dando risadas do que já se passou e vendo quantos acontecimentos que pareciam impossíveis de superar, eu superei. Sou incrivelmente grata pelas fotos que tirei e pelos vídeos que gravei, pois eles fazem-me lembrar do quão bom foram momentos que minha memória já não recordava mais. Ser o que sou hoje só é possível graças aos momentos que vivi. O que é ruim não esquecerei, mas também não ficarei torturando-me.
Tudo o que eu disse até agora faz com que me lembre da frase de Bruno Razzec que li alguns meses atrás: "quando a gente começa a se amar, vai dando uma preguiça de sofrer pelos outros". Eu a tenho como uma verdade. Tudo que já vivi deixa explícito que meu sofrimento não merece vir a toma por "qualquer coisa", mesmo, às vezes, ele fazendo totalmente o contrário. Para alguns, pode parecer egoísmo, para outros como eu, soa como uma conquista. O amor próprio é uma conquista, assim como dizer "não" com a mesma naturalidade que se diz "sim".
Fiquei muito feliz ao perceber que sinto essa preguiça. Ela é libertadora. Ela faz com eu encare o fim sem culpa. Ela deixa-me usar pontos finais, quando as vírgulas já estão cansadas. Sofrer pelo outro faz-me vulnerável. E o meu eu vulnerável se prende à migalhas, cuja minha fome não matam, pois tenho certa gula quando o assunto é felicidade. Deveríamos sentir por nós o mesmo desvelo que sentimos pelos que insistem em fazer as malas, e desfazem após nossas súplicas. Na verdade, deveríamos sentir um desvelo superior por nós. Não digo que não deva insistir, porém só o faça se não for um ato contra o seu próprio ser.
IRMÃS DO MESMO SANGUE
Sou o mais vivo dos mortais
E engano a Morte quando ela vem.
Ou serei dos vivos o mais morto
E a Morte é que me engana tão bem?
++
Ah! Viver ou morrer, não me importo!
Vida e Morte, pra mim tanto faz.
Esta noite sonhei que os mortos
Continuam vivos onde a Vida jaz.
Partes de mim
Sou feita de
Choros sem motivos,
Muitos amigos,
E amores escondidos.
Me arrependo do que
Eu não vivi,
Do que eu nunca senti,
Por medo de nunca mais poder ficar ali.
Como todos,tenho meus picos de
Explosões,
Pedaços de corações,
E doces emoções.
Penso
Em viver,
Aprender,
Plantar e colher.
Quero viver a vida
Sem ser eivado,
Açodado,segregado.
E me deixar ser mitigado.
Eu sou
Amor e carinho constante,
Distraída até o bastante,
Não paro nem por um instante.
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar,
Pensei em fugir,para não enfrentar,
Sorri para perto de você não chorar.
Sinto pelas
Coisas que eu não mudei,
Pelas coisas boas que eu não cultivei,
E coisas que eu não falei.
Sinto falta de
Amigos que eu perdi,
Pessoas que eu conheci,
E coisas que eu vivi.
Mas apesar de tudo
Eu estou crescendo,
Amadurecendo,
E continuo vivendo e aprendendo.
NÃO MEREÇO A FELICIDADE
Sabe as vezes temo a felicidade, pois como sou pecador não me sinto um merecedor dessa vitalidade que é gerada em mim e que eu não sei como agir, pois sei da minha falta de lealdade com Deus e com sua vontade.
Mas mesmo assim todo dia agradeço, mesmo sabendo que não mereço, sei que é dom de Deus, então eu recebo, mas confesso que dá aquele medo, afinal, uma queda dói mais de uma grande altura, mas esse pensamento não mais me tortura, pois essa felicidade é diferente, é simplesmente pura.
Depois de agradecer a Deus, quero te agradecer, até agora só aumenta minha vontade de viver, pois sinceramente eu não sabia o que fazer, meu coração já não batia como deveria bater e meus sonhos pareciam nenhum sentido fazer, pois com quem eu dividiria a alegria que eu fosse obter?
Olha, só te peço que não se sinta pressionada, pois a poesia as vezes super dimensiona as palavras, mas eu compreendo os riscos dos caminhos dessa longa estrada e o que acontecer, saiba que eu vou entender e a Deus agradecer por ter te colocado na minha jornada.
10/06/20
Nada devo ao amor, pois sou inteira, entrega. Nada devo ao amor, pois sempre presente, fui leal, sincera. Nada devo nada a ti amor, pois saio ilesa dos teus testes e provas. Realmente sei o seu valor, amor, sou tua mensageira, embaixadora e devota. Apenas queixo-me da falta de ti, que causas em mim.
O bem e o mal
Sou o bem e o mal,
Sou cheio e vazio,
Sou rude e às vezes legal,
Sou áspero e macio.
Sou guerreiro e pacifista,
Sou subida e descida,
Anarquista e altruísta,
Sou morte e a própria vida.
Imperfeição e perfeição,
Estrada reta e curva,
A frieza e o calor de uma paixão,
Águas limpas e turvas.
Eu sou o ódio e o amor,
A doença e a cura,
Os espinhos de uma dor,
Doçura,outrora ternura.
Sou a volta e a ida,
O começo e o fim,
As feridas de uma vida,
O cheiro de um jasmim.
Sou quente e frio,
Montanhas e precipícios,
Um lago e também rio,
Sou um lúcido no hospício.
Sou a neve e o deserto,
Sou o sol e a chuva de vento,
Sou o longe e o perto,
Sou alegria e também sofrimento.
Lourival Alves
