Sono
Vorrei vivere in un luogo su questa terra e poter gridare : "Sono fiero di questo paese".
Queria viver em um lugar dessa terra e poder gritar : "Sou orgulhoso desse país".
Dormi pouco de ontem para hoje. Consegui pegar no sono por volta das 09h da manhã e acordei às 15h, assustado. Passei a noite me perguntando em que momento deixei de ser o que eu era ou o que eu julgava ser. À beira dos 23, não me pego tendo sonhos e nem planos como a grande maioria. Nada acontece. Nenhuma faísca de esperança se acende diante dos meus olhos que ainda latejam de uma noite insone. Tomei três taças de vinho e uma dose de conhaque e continuei a escrever algumas coisas enquanto escutava uma coletânea de poemas do Vinícius de Moraes recitados por ele mesmo. Me entreguei completamente ao momento. Não sentia meu corpo, meus lábios. Nada. Dei início a uma série de indagações ao meu Eu e me perguntava: 'em que momento deixei perder-se a vontade de visitar Portugal? E aquele sonho de me formar, casar, ter filhos?'. Mais uma vez senti como se metade de mim tivesse partido junto com todos esses sonhos melancólicos e tão previsíveis. Às vezes surge uma vontade desconhecida de visitar um parque, um amigo ou de conhecer alguém, mas de alguma maneira, sinto-me completamente inútil para isso. Nada surge. Nenhuma estrela no céu cinzento, nenhuma brisa de outono. Nada. E é isso que tem me deixado assim. Essa falta de acontecimento junto à minha comodidade.
TRAMBIQUE
Nessa rede eu me enredo
... Em madorna sobre o ar...
Em sono com minha parede
para assim melhor sonhar.
Durmo... E em sono me pego
sonhando com seu amar
e no tráfico desse meu ego
sou impedido de te amar.
Nessa rede eu balanço
para não vê o mundo rodar
em meu balançar, avanço
nem vejo o tempo passar.
Nessa rede eu me lanço
como peixe em desespero
avanço de molho e gancho...
Nas malhas dos trambiqueiros.
Antonio Montes
Perturba o meu sono
todo esse silêncio das ruas
todo esse momento vazio
toda essa burrice acadêmica
que chega e me assalta
alta madrugada...”
Enquanto espero o sono chegar...
Nesta semana fui convidada a assistir a uma palestra... meu tempo está reduzidíssimo, na minha vida só o que é realmente importante, intransferível...
O tema era bom... o título da palestra era interessante, digamos que até importante em dias em que cada um está a olhar o seu próprio umbigo, esquecendo-se de que o mundo é cheiinho de gente com dores, desamores, dissabores...
La fui eu... sentei-me na poltrona e comecei a ouvir...
Meio de praxe o palestrante começar a sua fala apresentando-se.... até aí tudo bem um desvio do tema.
Só que era mesmo sua história de vida que ele tinha pra contar... uma história de superações meio sem sentido, a meu ver... mas talvez não seja eu especialista no assunto pra criticar suas mágoas embutidas em palavras e piadinhas de extremo mau gosto contra seres que nem sempre sabem as regrinhas de convivência...
Paciência....
Acho que no afã de narrar sua história de vida, o palestrante esqueceu quase todos os plurais em casa... e as concordâncias verbais!? Nem me fale... um verdadeiro caos, nada concordava com nada.
Mas tudo bem.... isso é só coisa chata de professor de português....
Todo mundo sabe que a linguagem de um palestrante deve ser adequada ao seu público-alvo....
Talvez ele tenha feito isso.... nivelando bem, mas bem por baixo... confesso que algumas pessoas presentes eu conheço... e usam bem mais de meia-dúzia de palavras em seus altos papos. Então o vocabulário poderia ter sido melhorado 😉
Mas... Tudo bem, nem todo mundo tem um vocabulário variado... e se se comunica bem com meia dúzia de palavras 👏🏻👏🏻👏🏻
Agora, independentemente do público-alvo, por favor, nada de palavrões... respeito é bom, e eu gosto...
Mas talvez eu só seja uma senhorinha chata, que não fala palavrão, que tem filhos e netos que não falam palavrões, que convive a maior parte do tempo com pessoas que não falam palavrões.
Em uma palestra, a não ser que o tema seja uma explicação minuciosa de cada um dos palavrões que existem, please... respeitem meus ouvidos.
Daí veio um exemplo tirado da Wikipedia... bom, pelo nível da palestra não era possível esperar que exemplos comprovados cientificamente fossem usados...
Tudo bem. Só deve ser a professora de metodologia científica em mim a se sentir incomodada.
Mas não resisti! Ele citou Wikipedia e eu imediatamente fui checar: referência errada, my friend... nem a Wikipedia concordava com o que ele falava...
Como saí da palestra? Bem, você pode imaginar...
Dica importantíssima: você tem uma história triste pra contar? Nada contra que você se vista de palestrante e conte-a aos quatro ventos... conte como alcançou o sucesso com luta, humildade, estudo, como superou os revezes da vida, as pedras no caminho... mas nada de apontar colegas e professores como vilões da história - não é de bom tom (mas talvez aqui seja só a profissional professora não querendo ouvir falar mal da classe dos profes....)
mas pelo amor de Deus... não venda sua fala mascarada com um tema que está em voga e o mundo inteiro está querendo ouvir...
Não subestime a inteligência do seu próximo.... não deboche de quem um dia debochou de você... não engane ninguém: se sua palestra é a história de sua vida: Uma história de superação.... não outro título não, isso só vai gerar confusão! Conselho de amiga 😉
O mundo é redondinho, ele dá voltas... action/reaction...
Ontem a noite
Sabe, foi muito bom passar a noite com vc!!
Eu fiquei ali lutando contra o sono, não queria dormir. Só queria aproveitar ao maximo aquele momento, olhando pra vc, sentindo o seu corpo e seu cheiro. Ha como eu sonhei com isso; te-la nos meus braços.
Meu coração estava acelerado, pois durante anos eu só pude te ver de longe. Mas agora, vc estava ali, bem pertinho e nos meus braços.
Meus olhos se encheram de lagrimas e eu pensei comigo; eu poderia ficar aqui com ela para sempre! Eu poderia passar a vida toda desse jeito
A vida anda difícil há algum tempo, insônia me acompanha de noite em noite, e durante o dia é o sono. Família aqui em casa ta desmoronando, ta tudo despencando. Dos poucos amigos, alguns eu perdi na estrada, outros tão dando Adeus agora, poucos me restam. Nada mais faz sentido. Eu vivo em busca de algo, mas nem sei bem o que, acho que é algo que me dê motivos pra viver. Solidão me acompanha a todo lugar, e em cada olhar eu vejo meu reflexo ruim, de uma alma que pede socorro. A vontade de morrer vive em mim constantemente. Já não sei o que sou. Ás vezes penso que sou louca, e isso me deixa ainda mais louca e mais doente. Eu nem sei mais o que pensar de mim.
Conta a Lenda que meu sono chega rápido e que eu durmo sereno e lindo feito anjo. Lenda é a governanta que todas as noites conta coisas lindas para eu relaxar e sorrir (e vice-versa)! | 00411
Pois quando não está em mim, sem estar me rasgando de saudades ou sem tirar o meu sono ou sem estar destruindo meus planos ou não me tornando sua, é a mesma coisa que me deixar desaparecer.
Meu Sonho!
Sonho. Sonho que invade meu sono,
que me faz viver num Paradise.
Sonho meu, sonho que traz do longínquo
coisas boas e belas passagens.
Vai sonho, Vai mais longe,
e traga o que eu sem pensar
deixei desgarrar de mim.
ou que por ignorância e falta de cuidados
não preservei comigo.
Vai sonho busque aquilo
que também me fazia feliz,
e me libertava dos momentos tristes.
Vai, vai depressa e diga para a dona Felicidade
que eu à espero, e sempre estarei à espera-la.
