Soneto da Saudade
Saudade...
Ela ataca lentamente...
O silêncio se instala.
Lágrimas caindo
E eu nada posso fazer, a não ser sentir.
Dói tudo.
Maldita saudade!
Meus pensamentos choram calados.
A saudade faz parte do Amor,
Assim como eu faço parte de você em mim,
A distância é inevitável agora, eu bem sei,
Ôoo se sei,
Então, que seja,
Em tua ausência a companhia da saudade,
Misturada com a imagem de uma história,
Utópica,
Platônica,
Que com muito Amor,
Se desenvolve à Neruda,
Um enlaço,
Um abraço,
Teia.
Saudade
Acordei com saudades do seu abraço
Com vontade de ter você em meus braços
Acordei com saudades do seu sorriso, da sua risada
Saudades da pele nua que brilha quando se encontra com a lua
Ao seu lado me sinto mulher, me sinto viva, me sinto fada
Me sinto encantada
Monique
Meu coração corcoveia
No peito me dando pataços
Saudade me leva por diante
Aos trancos e manotaços. 6
Se de saudade vivesse, teria suprimento para a eternidade.
Se amor fosse vestimenta, os mais luxuosos vestidos eu possuiria.
Se palavras significassem algo, eu teria o sentido da vida em mãos.
De textos em textos, faço sentimentos evacuarem-se de mim... para que a sua excruciante falta não seja tudo o que me restou.
QUE SAUDADE DE VOCÊ!
Que saudade de você!
De sua atenção, dos seus cuidados, dos seus prévios afagos!
Que saudade de você!
Que contornava o tempo, que driblava os horários, que criava intinerários!
Que saudade de você!
Do homem que foi, do homem que soube, do homem que fez!
Que saudade de você!
Que não via problemas, que não via barreiras, que não pensava em dilemas!
Que saudade de você!
Sim! Muita saudade!
Do homem presente,
Do poeta irreverente,
Do amante exigente!
Por que me deixou?!
Por que se apagou?!
Por que adiou
O encontro engraçado,
O papo descolado
E o não ver o tempo esgotado?
Será que ainda volta?!
Será que ainda se importa?!
Ou será que encontrou outra porta?!
Dizem que tudo o que vai volta.
Volta?!
Fazer o quê?
Matéria morta.
Nara Minervino
Do que adianta dizer que sente saudade mais nao procura .
Dizer que gosta mais nao demostrar
Sumir sem explicaçao
Quer receber msg pra quê , pra nao responder !
Aprenda que um dia as pessoas mudam , é que tudo o que você faz um dia você receber em dobro , ninguem quer ser tratado como um objeto que fica no lugar esperando você movê-lo .
E quando a saudade bate, Acabamos nos confortando, com as boas lembranças que guardamos na memória!
(LM.L.C )
LUME
O amanhã ainda tarda, talvez demore demais,
Para acalmar a saudade, que sua ausência me traz.
Os sentimentos confusos causam maior nostalgia,
Nas águas das minhas lembranças, soçobram as alegrias.
Velejo no barco do tempo, sopram ventos da esperança,
No seu abraço o meu porto, que a visão não alcança.
Não há calmaria em meu peito: lágrimas correm revoltas!
Nuvens se movem no céu, todas esperam sua volta.
Busco no olhar um sinal, assim como a luz dos faróis,
Que orientam as naus nos caminhos dos atóis.
Espero que a brisa do mar devolva a mim seu perfume,
Quando em meu coração, o sol renascer com seu lume.
Hoje eu acordei
querendo você,
saudade do toque, do beijo,
do cheiro,
do brilho no olhar.
Saudade do abraço, da voz,
saudade de nós.
ÔNUS
Tantas vezes, chorei, no infinito da emoção
Solto no silêncio áspero da pesada saudade
E em soluços os sonhos caíram na solidão
Tonto, vazio, e o pensamento pela metade
Sem ti, a alma voa num espaço de ilusão
A noite... atordoa sem a menor afinidade
E os dias me parecem não mais ter chão
A imensidão dobra para uma eternidade
Para cada verso da inspiração parda, dor
O meu universo cheio de pesar e de breu
E o coração já não mais trova com ardor
Tudo é rumor no ávido afeto que foi seu
Confesso... - que não mais está ao dispor!
Deste amor... - levo somente o que é meu...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Depois da tempestade vem a bonança!
Depois da partida vem a saudade...
Depois da miséria virá a esperança...
Depois de passar esta quarentena... Virá a felicidade!
Tem uma esperança, eu nao sei de onde ela vem
Tem uma tristeza, eu nao sei de onde vem
Uma saudade, sua luz vem dum mistério
Uma luz num quarto escuro, com a janela de tras aberta
O incenso ligado memória da alma
Tem uma dor intensa que nunca para
Um mar que nunca transborda,
suas margens sensatas e claras
Tem um desespero que toca na porta fechada,
que controla o vento pelo qual os papeis voam
À tarde o café acorda,
À noite o café desorda
A noiva o café desova
noiva das sete manhãs que viram o sol nascer
Ainda tem uma felicidade, eu sei de onde ela vem
Dum desespero nato,
dentro de um pote inchado do cansaço,
do outro dia desperdiçado,
pelo nada do insensato,
que controla a cor do sapato,
nato,
humano falho ato
O mar que transborda
As folhas que voam ao vento rebelde
da porta escancarada
Minha cara cuspida em farpas
Um incenso que apaga
Uma dor, que para
caiu uma poesia...
saiu para passear e de repente ...
o passeio se esqueceu de voltar.
Saudade se perdeu.
O que agora não existe
ficou no pensamento
"O que era mesmo ?"
Hoje, a saudade de ti. Veio. Donde viera?
Dum vazio? Ou do silêncio que profetisa
Rima de dor. Ou do amor, quem me dera
Tua lembrança me veio como acre brisa
Vi-te primeiro o sorriso tal a primavera
Em flor. Depois me veio o que divisa
Tua alma da tua tão especial quimera
E de novo me encantei a graça concisa
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/03/2020 – Cerrado goiano
