Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Remexendo a gaveta...
Somos um mistério! E, na maioria das vezes, não conseguimos desvendá-lo!... Falar e escrever é fácil...assumir nossas "imperfeições" é muito difícil mas é assim que podemos trabalhar e superar essas imperfeições, é assim que criamos a oportunidade de melhorar!... (Remexendo em uma gaveta que durante muito tempo mantive fechada!...)
Não há meio termo. Ou somos cristãos subversivos, ou somos subvertidos. Ou sabotamos o sistema ou nos tornamos engrenagem dele.
"-O problema é a sociedade saber que nós somos conscientes, e inteligente.. .Isso é bastante perigoso para nós mais bastante raro e incomum para ela.. .
A relevância do destino mostra que somos imperfeitos. Porém, no patamar do céu, a perfeição é completa.
Nós dois somos tão parecidos que não nos completamos, somos metades iguais tentando não entrar em conflito, e para dar certo nosso mundo tem que bastar, procurar o novo é o mesmo que terminar. É nessas horas que o amor tem que bastar.
De que somos feito?
Desde os primeiros anos de vida somos bombardeados por pequenos exemplos bons e nem tão bons que admiramos e acatamos durante nossa vida. Noutros tempos nossos exemplos eram pais, mães, avós, professores, atletas ou seja, eram pessoas de carne e osso, derrepente passaram a personagens imaginados por autores de filmes, livros e desenhos…hoje crianças tem como exemplo a violência dos desenhos de lutas marciais, arrogância de personagens que roubam e se dogram nas sessões da tarde ou a noite de TV, heróis e vilões de filmes fazem do fruto da aventura, uma salada de fruta de personalidades…na cabecinha de nossos pequeninos…Já que não podemos e não iremos bloquear ou proibir as mídias…Onde ficou o humor do Perna Longa, né velinho? A poesia dos desenhos de walt Disney? A aventura do pequeno príncipe ou as histórias lidas e contadas pelas mamães ao lado da cama antes de dormir…as aventuras e desventuras contadas pelos vovôs…Vamos inventar histórias de princesas que não estreiam na telinha, mas na imaginação, vamos retratar como era nossa infância se tirávamos leite da vaquinha ou ele vinha em saquinho e garrafas, se o leiteiro trazia de carroça puxada pelo alazão…vamos reviver para que nossos filhos possam viver…
Somos conhecidos de verdade na hora que falamos e nos momentos que ficamos calados e não pela roupa que vestimos.
As quedas são mais importantes que os saltos. Nos saltos podemos deleitar-nos com o quão alto somos capazes de subir. Ao cair, deparamo-nos com o fracasso e a obrigatoriedade, por mais que dolorosa, de ter que tentar novamente.
Cristãos necessitam do evangelho porque nossos corações estão sempre propensos a se desviarem; somos sempre tentados a fugir de Deus. É preciso o poder do evangelho para nos direcional de volta ao primeiro amor. Caminhar conscientemente em direção ao evangelho deve ser uma realidade e uma experiência diária para todos nós. Isso significa, como Jerry Bridges nos lembra, “pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias”. Devemos permitir que Deus nos lembre todos os dias, através de sua Palavra, sobre a obra completa de Cristo em favor dos pecadores para continuarmos convencidos de que o evangelho é relevante.
Somos seres naturais e culturais —
nem determinismo biológico que aprisiona, nem ideológico que condiciona; mas interacionismo que impulsiona.
Há vezes. Ora somos caminho, ora pedra. Um momento porta, noutro pedágio. Ser fronteira aberta não implica em ser visitado.
O Peso do Instante
O que é o tempo, senão um espelho
Que nunca reflete o que somos agora?
Um fio invisível, sutura e conselho,
Que une o nunca ao que já foi embora.
Caminhamos sobre um chão de incerteza,
Embora firme como vento.
Somos fragmentos, poeira e beleza,
Ecoando o silêncio do pensamento.
Perguntas nascem antes da fala,
Respostas se perdem depois do porquê.
A vida não grita, apenas sussurra:
"Ser é o risco de não entender."
Nós pisamos em um abismo,
Com olhos famintos de eternidade
Pois mesmo o nada, quando olhado de frente,
É matéria crua da realidade.
"Não somos tão evoluídos a ponto de amarmos e termos empatia por todas as pessoas, mas nos respeitar é obrigação. E, sem contar que, apesar das muitas diferenças, somos semelhantes e constituídos da mesma matéria perecível."
Criar espectadores em nossa mente para provar o que somos é o mesmo que jogar-mos em um abismo sem fim, provavelmente não seremos nada além de meros fantasmas em um mundo vazio e sombrio .
Reconhecer quem se é não é chegar a um destino: é percorrer um labirinto de nuances. Somos feitos de claros e escuros, mas, sobretudo, de tons de cinza: essa cor que carrega a sabedoria dos opostos. O cinza não é ausência de cor: é o encontro delas. Ele é o lugar onde o preto e o branco deixam de brigar e começam a coexistir.
Assim é o processo de se reconhecer: um equilíbrio frágil entre extremos. Há dias em que somos luz intensa, outros em que nos sentimos pura sombra. Mas é no meio-termo, no espaço do cinza, que o eu verdadeiro repousa: não o eu que o mundo espera, nem o que criamos para agradar, mas aquele que respira quando cessamos a necessidade de ser algo definitivo.
E então percebemos que cada gesto, por menor que pareça, ecoa além de nós. Como no efeito borboleta: um simples bater de asas, uma escolha íntima, um pensamento cultivado, uma palavra dita ou calada, pode alterar a corrente do tempo. Nada é tão pequeno a ponto de não transformar.
Reconhecer-se é aceitar esse poder sutil: entender que cada fragmento de nós, cada tom que carregamos, influencia o mundo ao redor. Somos cinza, mas somos também vento que move. Um suspiro interno pode gerar uma tempestade de mudança lá fora.
Por isso, quando finalmente nos olhamos com honestidade, vemos que não somos apenas indivíduos isolados, mas parte de um grande tecido que vibra com cada batida do nosso ser. E ao aceitar o cinza em nós, ao acolher a complexidade de quem somos, libertamos o bater de asas que pode mudar tudo.
Porque autoconhecimento não é apenas sobre encontrar respostas: é sobre perceber que somos, nós mesmos, uma pergunta.
