Sombras
O mundo magico, simbólico e conflitante do amigo Farnese de Andrade Neto era da noite, das sombras, das sobras, das novas imagens que se movimentavam e se misturavam lentamente pelas paredes a luz de velas. Dentro de sua própria atmosfera nova e velha, reflexiva e auto-flagelante familiar e moral, enquanto transpunha se entre o ser pintor, escultor, desenhista, gravador e ilustrador que se fundia de forma genial dentro de sua própria linguagem. Um dos grandes artistas brasileiros que ainda não teve sua arte reconhecida como um todo. O mundo magico de Farnese de Andrade, ainda tem diversos capítulos a serem escritos distante das falsa criticas e finita leituras de pedaços. O simbolismo metafórico em linguagem na obra do amigo atordoado Farnese era e é por si só indivisível mas creio eu, como o vi e conheci ainda não foi devidamente alcançado.
Entre as luzes e as sombras, nossos corpos em movimento levitam e se alongam como se fossemos personagens exatos de uma coreografia mágica em fantasia.No próximo passo ainda dentro do compasso silenciamos os espaços enquanto encenamos a dúvida, parte esta mais arrogante da própria vida, disforme, imponderável e cada vez mais imprevisível.
Nestes tempos de sombras, movimentar se com a cabeça erguida, um breve sorriso somando se a luz, já faz toda a diferença.
Enfim cremos em um novo amanhecer.
Em atenção constante, nas sombras do falar alheio, ao partir, torna-se o protagonista, das falácias do tolo sem freios.
O diabo não foge da cruz
O diabo se esconde nas sombras dos santos. Como se as margens das sombras dos santos fosse-o esconder dos olhos de Deus.
Será que aquele que fez o escuro e a luz não verá?
As sombras do passado e o medo do futuro estarão sempre no teu caminho te perseguindo se não levantares a cabeça e olhares para a luz.
Enquanto olhares para cima, verás a luz e deixarás as sombras do teu passado para traz. Do contrário, a sombra te perseguirá e o teu passado será sempre um fardo.
No labirinto do tempo, passos deixei,
Sombras de um elo que um dia busquei.
Em vão minhas mãos tocavam o nada,
Nas trilhas que tracei, fui alma calada.
Corri pelos ventos, em busca de paz,
Senti a indiferença, um frio mordaz.
Agora me rendo ao sutil desencontro,
Que o tempo, sereno, desvele o contorno.
Se o eco do nada foi meu companheiro,
Que o silêncio guie meu passo primeiro.
Sigo, sem nome, sem rumo a trilhar,
Nas mãos do acaso, deixo o encontrar.
Tribulações
não poucas vezes, são luzes
que se disfarçam de sombras
e oportunidades oferecidas
ao teu espírito como guias vitais
no destrinchar dos teus
mais nobres
talentos!
Entre sombras e luz, cresci a dançar,
Na melodia do tempo, oscilando entre dor e paz,
Levando comigo o eco de uma infância difícil de narrar.
Agora entendo, com o olhar de quem sabe,
Que os espinhos e as flores coexistem na vida,
E em cada cicatriz, há uma alma que brilha,
Fortalecida pela jornada que nada é capaz de apagar.
Na dança sutil entre sombras e luz,
A fuga se ergue como um véu fugaz,
Mas seu encanto é efêmero, ilusório,
Pois ao fugir, a alma se dispersa.
Quem parte carrega mais que seu fardo,
Leva consigo um eco de despedida,
Um eco que ressoa nos corações deixados,
Marcando-os com a tinta da ausência.
A fuga é uma coreografia de solidão,
Uma dança onde o vazio é o par,
E quem foge dança ao som do silêncio,
Deixando para trás um palco vazio.
No fim, as fugas são como poemas tristes,
Que desumanizam os versos da vida,
E quem parte, por mais que busque se esconder,
Deixa um rastro indelével de suas pegadas.
Então fique até ter coragem para permanecer e dividir as levezas, preencher os espaços para que o eco não dissipe ímpar as coisas não compreendidas. Deixe a tinta daquelas ausências insistentes escorrem sob os pés enquanto bailamos.
Os segredos mais poderosos não se ocultam nas sombras, mas resplandecem à luz, visíveis apenas aos olhos preparados para vê-los.
Pois quando a verdade é conhecida, nem o tempo, nem o medo, nem as sombras podem enterrá-la novamente.
Somente quando a luz ousa atravessar as sombras, o verdadeiro equilíbrio se revela, dissolvendo ilusões e revelando a essência do universo.
Na jornada do autoconhecimento, encontramos luz e sombras, e apenas quem encara ambos pode realmente compreender Deus ou Lúcifer.
