Enterrar o Passado

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Aprenda a deixar o passado onde ele esta.Deixa os morto enterrarem seus mortos.Aprenda a perdoar e ser grato, viva o hoje, aprenda para poder ensinar, seja do bem e tenha o selo de Deus. Demonstre alegria no viver, quando fizer algo, faça-o com amor, seja a imagem e semelhança de Deus, seja fiel e verdadeiro com os demais. Ame, lute, quebre a cara... Mas viva!
Nunca minta e nem queira ter vantagens, não deixe a vaidade e o orgulho serem mais fortes, seja manso, seja amigo, seja a mão que ajuda, seja alguém que possamos identificar o Senhor.

Não te enterres no passado, não vivas o futuro, vive o presente. Não tenhas medo, arrisca. Chegastes ao final do túnel? Não há saída? Grita! Ninguém ouve? Volta para trás. Tens medo? Agarra-te a alguém que amas. Não tens ninguém contigo? Agarra-te as boas memorias e volta. Porque há sempre alguém que precisa de ti.

O passado não está morto e enterrado. Na verdade, ele nem mesmo é passado.

✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.

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Tempos idos

Não enterres, coveiro, o meu Passado,
Tem pena dessas cinzas que ficaram;
Eu vivo dessas crenças que passaram,
e quero sempre tê-las ao meu lado!

Não, não quero o meu sonho sepultado
No cemitério da Desilusão,
Que não se enterra assim sem compaixão
Os escombros benditos de um Passado!

Ai! Não me arranques d’alma este conforto!
- Quero abraçar o meu passado morto,
- Dizer adeus aos sonhos meus perdidos!

Deixa ao menos que eu suba à Eternidade
Velado pelo círio da Saudade,
Ao dobre funeral dos tempos idos!

Três lágrimas caíram de meus olhos;uma foi para o passado que eu devia enterrar,outra para minha dor do momento presente e finalmente a terceira foi para o futuro que jamais teríamos,o futuro que planejei em vão,o futuro que terminou antes mesmo de ter começado.

O passado, mesmo que deplorável, não deve ser enterrado.
Às vezes, são as tristes lembranças que nos impedem de cair em precipícios repetidos.

Às vezes precisamos aceitar, superar e seguir em frente. O que não vem pra nos trazer paz a gente dispensa, desapega, deixa ir e enterra.
Há um momento em que precisamos libertar o coração de certas coisas pra ele florir. De novo e de novo. Sem lamúrias, sem erros e sem enganos.. Somente com a certeza de que o melhor chegará.

Nós somos a sombra da vida, a luz da razão.Nós somos o passado enterrado no desencanto da dor e da ilusão desta vida sem sentido ser vivida na existencia de ser servido

Gosto do meu presente salpicado de passado e não tenho a menor vontade de deixar morto e enterrado o que só me fez bem.

Tenho um passado tão profundo que nem você poderia enterrar.

"Devemos enterrar o passado, esquecer o futuro e viver intensamente o presente"

Às vezes coisas que estavam mortas e enterradas no passado, insistem em ressuscitar no presente. Trazem memórias e reabrem feridas que já estavam cicatrizadas e a dor fica ainda maior do que quando elas foram causadas.
Algumas pessoas tem esse dom de assombrar, de ferir e de sentir um orgulho mórbido, até doentio, enquanto observam o sofrimento alheio mesmo que esse "alheio" seja alguém muito próximo. Aprendizado doloroso mas entendi que porcos mesmo depois de lavados, assim como ensina a Biblia, sempre voltam a rolar na lama. Não posso esperar nada de quem nada tem a oferecer. Agradeço Deus, por me abrir os olhos mais uma vez.

O tempo passa, te molda e você nem nota.
Então, enterre o passado, entregue o futuro e aproveite o agora!⁠

Ao longo da vida,
somos magoados, magoamos,
enterramos e desenterramos coisas do passado.
Perguntamos e respondemos,
crescemos e regredimos,
nos apaixonamos... mas nem sempre somos correspondidos.

São coisas da vida que, infelizmente, ocorrem com todos, não com um, com outro ou com você...
São coisas da vida que, infelizmente, todos fazemos. Todos fazem para nós... será que não vê!?

Continue sua vida. Cresça, observe, entenda.
Deixe sua missão cumprida. Apareça, ouça, compreenda.

O grande problema é que você carrega um passado que já deveria estar enterrado há muito tempo.

"Nunca se importe com o seu passado, mas, todos os dias, tente enterrá-los."

Não vale a pena desenterrar defuntos do passado para sofrer. Deixe os mortos enterrarem seus mortos, vá ser feliz!

Você só consegue amar novamente se você deixar o passado enterrado que tanto te impediu de seguir em frente;

Para o futuro nascer, é preciso enterrar o passado e viver o presente!

A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.