Sombras
O Crepúsculo do Desejo
Nas sombras do meu coração, onde murmúrios ecoam,
Habita um amor sepultado, sob véus de luto e segredo.
Uma paixão fantasma, que nas trevas me assedia,
Um amor não correspondido, que como sombra, comigo vadia.
Nas tumbas de sentimentos, onde repousam os mortos,
Meu amor solitário vagueia, entre os esquecidos.
No jardim das almas perdidas, ele sussurra para a noite,
Promessas não cumpridas, num lamento sem açoite.
Como um vampiro, ele suga a essência de meu ser,
Deixando apenas a casca, um vazio a padecer.
Nas veias desse amor, corre não sangue, mas veneno,
Um elixir doloroso, doce e pleno de pequeno.
O céu de minha mente, outrora claro e vasto,
Agora coberto por nuvens negras, um tormento nefasto.
Cada estrela apagada, um sonho de reciprocidade,
Cada trovão distante, o eco de minha saudade.
Em noites de lua nova, quando a escuridão é completa,
A tua ausência é um espectro, na penumbra discreta.
Rondando os corredores de minha alma enclausurada,
Um amor zombeteiro, na escuridão encarnada.
Oh, como desejo libertar-me deste cárcere sentimental,
Quebrar as correntes desse amor brutal.
Mas como arrancar o próprio coração, motor de meu tormento,
Sem o qual a vida cessa, e com ele, só sofrimento?
Assim, na catedral do desespero, ao altar me prosto,
Ofereço meu coração, um sacrifício ao gosto
De um amor cruel, deus de minha devoção,
Que rege minha vida com mãos de perdição.
Esse é o crepúsculo do desejo, o ocaso do meu querer,
Onde amar é um inferno, um eterno padecer.
Entre sombras que dançam, e o frio que tudo consome,
Meu amor não correspondido, em trevas, encontra seu nome.
No Espelho da Reciprocidade
Entre as sombras do desejo,
o coração encontra abrigo,
mas é na luz do companheirismo
que o amor faz seu verdadeiro ninho.
Não é a promessa de um sentimento
que sustenta a ponte entre dois mundos,
mas o reflexo de duas almas
em dança harmônica, no tempo e espaço.
Por que amar alguém
pelo que sentimos,
quando o sentir do outro
é o que nos mantém?
No silêncio da noite,
a ausência de reciprocidade
canta sua melodia triste,
desfazendo os laços de um sonho.
Quando a presença não aquece,
quando o olhar não conforta,
é aí que o amor descansa,
na falta de resposta.
A verdadeira união,
não é só sentimento,
mas o ato contínuo
de dois corações em movimento.
Que possamos amar, então,
não apenas pelo que sentimos,
mas pelo que o outro nos faz sentir,
na dança da reciprocidade,
onde o amor verdadeiramente floresce.
Alma que resoa nas sombras da minha vida.
Adiqueri experiência num apse do meu apogeu...
Apocalipse de outras auroras.
Me torno entorpecido por claras lembranças.
Calida floresta no resquícios dos devaneios...
Exalto que a superfície é calma clara até ser obscura por suas atitudes.
Vejo que mundo está mais obtuso...
Pois tudo que acha se tornou assombroso...
Num ambiente onde tudo é muito atroz...
Aonde está sua opinião e apenas um fluxo de um pesadelo.
Aonde nada mais será feito ou importante.
Senhor,
lança Tua luz sobre as sombras do mundo.
Que todo plano de maldade se desfaça diante da Tua presença.
Purifica os corações endurecidos,
derrama compaixão onde há frieza,
e amor onde há indiferença.
Faz de nós portadores da Tua paz.
Amém.
Em meio às sombras que dançam ao redor, o amor e o ódio travam uma batalha épica, como dois titãs colidindo em um campo de guerra. O amor, com sua aura radiante e gentil, tenta erguer-se acima das trevas, enquanto o ódio, com suas garras afiadas e olhos flamejantes, busca consumir tudo em seu caminho.
É uma luta que ecoa pelos recantos mais profundos da alma humana, onde as linhas entre o bem e o mal se tornam borradas e distorcidas. O amor clama por compaixão, perdão e redenção, enquanto o ódio sussurra palavras de vingança, crueldade e destruição.
Em cada coração humano, essas forças opostas se entrelaçam em uma dança perigosa, onde a linha que separa a paixão do desespero é tênue e frágil. Às vezes, o amor prevalece, iluminando o caminho com sua luz radiante e calor reconfortante. Mas outras vezes, é o ódio que triunfa, deixando para trás um rastro de ruína e desespero.
É uma batalha que se desenrola em silêncio, nas profundezas da mente e do coração, mas cujas consequências são profundamente sentidas em cada fibra do ser. Pois, onde há amor, também há ódio, e onde há ódio, também há amor, entrelaçados em uma dança eterna de dualidade e contraste.
E assim, a humanidade continua sua jornada através dos séculos, em busca do equilíbrio delicado entre o amor e o ódio, entre a luz e as trevas, sabendo que, no final, é a escolha entre essas forças que moldará o destino de todos.
“Não se assuste com as sombras que surgirem à sua frente. Olhe para o céu: as nuvens só conseguem esconder o sol por alguns instantes, pois quem nasceu para espalhar luz usa as sombras e as nuvens apenas como descanso antes de voltar a brilhar intensamente.”
"Não existe um limite para aqueles que caminham todos o dias entre a luz e as sombras, você é o seu limite"
"Somos de fato emissores de luz e de justiça ou somos marqueteiros das sombras, divulgadores de mentiras, que iludem mais a alma humana, a procurar razão e sentido nos abismos imponderáveis da hipocrisia?"
SOMBRAS DO AMANHÃ
Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas
Em todo pensamento
Sobre o amanhã...
Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.
Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.
Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.
Nas sombras dos morros, histórias cruas,
De uma cidade que dança entre luzes e breus,
Violência oculta nas vielas, ruas,
Rio de Janeiro, onde o sonho perdeu.
No alto, palácios de zinco e saudade,
Onde a vida resiste, à margem do olhar,
Em becos estreitos, o grito da cidade,
Ecoa silencioso, difícil de calar.
As crianças brincam, sem medo do perigo,
Num mundo que esconde, um caos desmedido,
Entre balas perdidas e o amor bendito,
Semeiam esperança, num terreno erguido.
Nos olhos dos jovens, a revolta brota,
Uma guerra invisível, sem fim, sem derrota,
Onde cada esquina, guarda uma história rota,
De um futuro incerto, que a fé não adota.
O caos social, um monstro adormecido,
Desperta a cada aurora, faminto, destemido,
Na luta diária, um povo esquecido,
Busca na poesia, um refúgio perdido.
O Rio de Janeiro, ferido, encantado,
Contrastes que brilham, num cenário desenhado,
Onde o belo e o feio, num quadro mesclado,
Retratam a cidade, num verso apagado.
Os morros que cercam, são guardiões da verdade,
Espelhos de um Rio, que clama liberdade,
Entre becos e tiros, mora a realidade,
De uma cidade partida, em eterna dualidade.
Sombras da existência
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, já sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vãos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que já não clama,
Na noite que se alonga, só o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restará? Só a voz que chama.
As sombras da Lei de Moisés, ordenando sacerdotes e levitas e outros rituais, criam divisões entre os cristãos e a sã doutrina de Cristo.
Renascença
Nas sombras fundas do meu próprio ser,
encontrei dores que evitei viver.
Calei segredos, chorei sem som,
buscando abrigo em mim, onde não há tom.
O peito pesado, o passo arrastado,
coração em ruínas, quase calado.
Mas entre os cacos, brilhou uma luz —
não era o fim, era a própria cruz.
Aprendi que cair não é fraqueza,
é parte crua da natureza.
E que cada lágrima que escorreu,
foi chuva fértil que me renasceu.
Hoje ergo os olhos, vejo o clarão,
não sou o mesmo da escuridão.
Sou mais inteiro, mesmo ferido,
pois cada dor me fez sentido.
Aquela Noite
Era tarde, mas o mundo parecia calmo,
a rua deserta, só nossas sombras no asfalto.
Andávamos devagar, como quem não quer chegar,
e as palavras vinham soltas, sem pressa pra acabar.
Eu fumava, como sempre,
ele não — já tinha deixado.
Mas por uma noite, por mim,
ele pegou um cigarro calado.
Entre tragos e risos baixos,
falávamos de tudo e de nada.
O tempo parecia suspenso,
como a fumaça entre nós espalhada.
O cigarro tremia em seus dedos,
mas o olhar... ah, o olhar era firme.
Não era sobre nicotina ou vício,
era sobre estar, por inteiro, comigo naquele crime.
Talvez tenha sido um gesto bobo,
mas ali, eu entendi tanta coisa.
Tem amor em cada renúncia breve,
em cada entrega silenciosa e corajosa.
A brisa levava a fumaça,
mas a lembrança ficou no peito.
Naquela rua, naquela noite,
foi quando tudo pareceu perfeito.
"O povo que andava nas trevas , viu uma grande luz ! e aos que andavam detidos nas sombras da morte , a luz resplandeceu !"( Is 9,2)
E nasceu Jesus , o salvador !
Um Menino nos foi dado ! Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade !
Que o Natal não seja apenas um dia, mas que permaneça no coração de todos concretizado em gestos e ações que gerem transformação . Que não cessem os gestos de solidariedade e projetos de partilha com os menos necessitados . Mas, sim , que estas ações sejam o fio condutor de próximos gestos de fraternidade , amor, paz e justiça.
Que continuemos a espalhar bondade e esperança sempre , apesar das notícias desanimadoras de tanta maldade e violências espalhados pelo mundo
Que apesar de sempre escutar notícias sobre tragédias anunciadas e não prevenidas , sobre corrupção sem solução ,doentes mal atendidos , e tantas outras injustiças praticadas pelo ser humano sedento de poder . Que apesar de ter conhecimento de tudo isso eu nunca deixe acreditar que o mundo pode ser transformado por nós mesmos , seres humanos que anseiam pela paz e sonhamos com um mundo mais humano e menos individualista.
Que nosso olhar consiga ir além de nossa vidinha cômoda , mas que consigamos olhar mais além e divisar necessidades que podem ser minimizadas se todos se unirem para o bem comum.
Assim seja! Abençoe , Menino Deus nossas famílias e que no dia de hoje nosso coração ainda esteja pleno de Ti e assim para sempre !
Um domingo abençoado a todos !
Sombras da tarde
Devagar, as primeiras sombras da tarde anunciam o dia a se despedir!
Ao longe, no horizonte tons mesclados sugerem pinceladas aleatórias
Raios de sol que traduzem energia e fogo que acalenta o coração, paz que silencia a alma.
Mais um dia que se vai! Mais um capítulo de nossa história!
No Alto do Mirante a padroeira a nos guardar...
"Mãe de Deus, Senhora nossa! Guardai as portas de nossa cidade!
Que povo esteja em paz sob a sua guarda e proteção! " Amém!
Edite , Janeiro/2016
Negras linhas,
Corredores da memória
Teimando em revelar ...
Tão minhas
As sombras dessa estória
De uma noite de luar,
Que começou por adivinhas
De forma tão simplória
Para assim, me desenhar!
(Negras Linhas)
As simples sombras sujas...De uma história contada por uma ou outra, cheia de ruído e de pudor nada significa entre o certo de verdade que e fácil dizer que o esgoto do outro lado do muro é sempre pior do que o debaixo dos próprios pés.
