Mensagens sobre solidão e silêncio que tocam a alma

"Todas as noites são de silêncio quando tu não estás. Nas saudades que chegam há lembranças da tua ternura... Aquieto-me com a solidão, enquanto na quietude de algum lugar jaz um cofre esquecido onde guardas meu sonho e minha paz"

Inserida por Benevides_Garcia

Silêncio perturbador...
(Nilo Ribeiro)

O silêncio é imenso,
gritante de tão calado,
eu não me convenço,
que de você estou separado

nada me vale,
nada eu suporto,
nada que equipare,
ao meu desmedido remorso

fui o dono da ação,
minha responsabilidade inteira,
hoje vivo com a solidão,
ela é minha companheira

vivo a minha mudez,
calo o meu amor,
até poesia se desfez,
diante do silêncio perturbador

o silêncio aninha em meu verso,
minha poesia emudece,
somente uma coisa eu peço,
“Deus, escute a minha prece”...!!!

se o silêncio insiste,
é porque vida já não existe...

Inserida por NILOCRIBEIRO

No escuro, choro em silêncio.
Em silêncio também está o meu coração.
Meus sentidos estão inebriados pela dor e pela dúvida. O que será de nós?
Meus olhos turvos pelas lágrimas que correm e molham meu rosto.
No rádio toca uma canção que me faz lembrar você..
Você está aqui mas não está comigo.
Não sinto você. Não sinto seu amor. Não sinto seu calor.
É só um vazio e frio. Solidão.
O que aconteceu com a gente?
Onde foi que nos perdemos?
Um ano se passou e o que era amor agora é só vazio...

Inserida por deassouza

O silêncio é aquele quem vai lhe escutar quando não restar ninguém

Inserida por douglas_gallagher

Qual a sua ruína?
Essa ruína que lhe rói.

Ruína que lhe rumina,
Que caos você guarda?

Essa ruína que silencia,
Qual [quem] é a sua ruína?

Inserida por inquietacoes

A música parou antes do fim da festa. Ela ficou estática no meio do salão vazio, perdida no compasso do silêncio, sem ponto de partida nem de chegada, sem armas no meio da guerra. Restava-lhe escutar os passos da solidão que avinagrava as lembranças boas com a acidez da separação. Sabia que só poderia ser daquele jeito e mergulhava num abismo irreversível de descrença naquilo que um dia acreditou. Não havia remédio; nada mais remendaria aquela taça quebrada, então precisava não ser, não sentir, até que a vida a tirasse pra dançar outra vez.

Inserida por AilaSampaio

...o silêncio brinca comigo...me alucina...solta meus medos num grito vazio sem eco...sem nexo... na solidão dos meus dias sem você..

Inserida por ania1

Existia uma casa — como muitas outras — que tinha uma cerca que de nada defendia, um portão que rangia, e árvores que davam frutos que ninguém comia.
Dentro, uma sala modesta; sob um tapete estilo persa antigo, a cozinha pouco usada, disfarçada por um cesto com frutas de plástico, e uma geladeira cheia de vidros vazios.
Adentrando o corredor; um modesto banheiro; bem limpo, com uma pia de louça, que só pingava a noite.
Logo no final; um amplo quarto, com uma cama de ferro bem estendida de lençóis brancos. Acima desta; um relógio que marcava 07:46 a algum tempo. Estava também uma janela alta, do lado direito. O aposento era tão tranquilo, que nem sequer uma brisa balançava as cortinas cor azul pálido. O cheiro de linho e óleo de peroba preenchiam o ambiente.
Era presente um homem sentado em frente a uma mesinha de mogno reluzente — era magro e alto, com ombros acentuados, pouco mais de 35 anos, cabelo recém cortado, usando uma camisa alinhada, talvez a melhor que possuía. — Seu olhar fixo no nada, seus braços derramados, em sua mão esquerda, entre os ásperos dedos, o que parecia ser uma carta escrita às pressas e manchada de suor. Havia a face turva e o corpo abandonado de qualquer vida. Um raio de sol timidamente ameaçava tocar-lhe a face, mas antes, uma nuvem encobri-o — deixando o ambiente mais sombrio.
Algum animal pisoteava sobre as folhas secas do jardim, e de repente, tudo ficou no mais sepulcral silencio, então, ouviu-se um grito — o qual inflamou inteiramente o homem — foi tão potente que rasgou o silêncio e ergueu-se aos céus. Tal exclamação se fez entender tão bem, que todos que próximo estavam provaram o gosto das lembranças, do calor de abraços que não viriam mais, e, a partir do vibrar das cordas vocais e da explosão daqueles pulmões, todos tiveram a impressão de ver um sorriso que espelhava mil raios de luz se apagando e desaparecendo enquanto o eco ia enfraquecendo entre os muros da casa. Casa esta — como qualquer outra — com seus muros brancos, suas fotos empoeiradas, seus jardins úmidos, e seus moradores de coração partido.

Inserida por anaclaudiatxavier

ALMA DESERTA (soneto)

A minha alma está deserta
Oca de silêncio, de barulho
Deserta de presença, oferta
O sonho tornou um engulho

Desabou em andarilha, referta
Esquecida em um embrulho
Num deserto e ali descoberta
O teu mapa virou um entulho

Minha alma tornou-se deserta
Lembranças vazias, um arrulho
Sem sombra e sem um alerta

Minh'alma está um pedregulho
De mim mesmo está deserta
Eu sem ela, estou um bagulho

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
01 de maio, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

É melhor viver em um mundo onde não haja ninguém, do que conviver com teu profundo silêncio.

Inserida por EmilioRibeiro

SONETO EM SILÊNCIO

Este é o azarado malfeito no amor
Que os sonhos afoga na garganta
E, solitariamente, vive no dissabor
Aos olhares outros nunca encanta

Deixado, no escuro e sem assessor
Vaga. E, ao cabo de solidão tanta
No desejo pouco coexistiu amador
E com o tempo o vazio só agiganta

Coração deserto, lágrimas e pranto
O silêncio no peito é um pesar tonto
E aos lábios frios a carência acaricia

Num beijo sem calor e sem manto
Onde está sensação é sem pesponto
E a emoção sem apaixonada poesia

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/03/2020, 06’45” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO INDOMÁVEL

Ó pranto! À dor, quando, entranho
Fico sem rumo certo pelo cerrado
O anoitecer, quando, chega calado
Tudo é solidão, e em nada é ganho

Tristura, fria, que pesa no passado
O vento é poeira de ardor estranho
E a hora lenta e tão sem tamanho
Que o olhar vazio, alheia, fissurado

No meu alvo silêncio, rude insônia
Clamo por todo o arrimo, em vão
Nada escuta, indigente cerimonia

Invento um verso, tento, e tento
E rasgo-o, continuas sem demão
Tudo é indomável no sentimento

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 de março de 2020 – Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Silêncios
"Em minhas fugas e buscas conheci muitos silêncios.
Aquele que é refugio. Abrigo de muitas saudades. Guardiã de minhas lembranças. Arquivo das memórias mais sagradas.
Já busquei, desesperadamente, o silêncio.
Nele procurava um esconderijo para meus gritos, que de tão fortes, não cabiam nas palavras...
Já fugi do silêncio. É que seus gritos acordavam meus medos e ameaçavam meus segredos...
Gosto do silêncio que aflora meus sentidos e é música para meus ouvidos. Que conversa com minha solidão e sabe de mim mais que as palavras. Do silêncio que revela, na ocultação dos sons, meu mundo de sonhos e desejos.
Silêncio que se faz morada de tudo que vivi ou sonhei viver. Que me acompanha, mesmo quando os barulhos internos/externos são ensurdecedores e ameaçam minha paz.
O silêncio é sempre bem-vindo, pois me renova e me faz perceber, cada vez mais, o valor das palavras.
Gosto do silêncio nascido da paz!"

Mossoró/RN, 31/07/2015

É te vendo que te desvendo.


⁠No teu silêncio escuto ecoar teu grito...
É amargurado, solitário, dolorido.
Não percebes a mão ali, pronta, ao teu lado, à espera.
Queres que alguém te puxe daí desse teu abismo.
Anseia por uma mão que possas chamar de amiga e reclamas:
_ Não há uma só!
Deveras, não há só uma mão a tua espera. São muitas!
E elas aí estão, frente ao véu de tua cegueira.
Por que não me puxam, então? _ perguntarás.
Porque teu abismo é um raso degrau;
Porque ao te puxarem não sairás do lugar;
Porque é de ti que deve partir o encontro das mãos.
Tantas vezes já tentaram e não te alcançaram!
Quando acreditavam te agarrar,
Atravessaram um espectro que não se deixa palpar.
Vejo-te clamar em silêncio sem aceitar resposta.
Sinto teu olhar suplicante fincado no chão.
Queres abrigo, mas enjeitas o amigo.
Alma em noite escura,
Espreito teu amanhecer.
Ao menor sinal de abertura,
Estarei aqui para te acolher.

Inserida por sumapedrosa

⁠Eu sou feita de silêncios e muito barulho, sou calmaria e tormenta; brisa e vendaval; tranquilidade a agitação. Fui reconstruída de muitos pedaços, retalhos, em parte bem costurada em outros, falhos; sou feita de expectativas e desilusões. Sou de grandes alegrias e profundas depressões; sou riso e lágrima, acerto e erro, solidão e...

Inserida por Ayelli

Sou um homem fragmentado, silencioso. Somente a escrita constrói pontes entre os meus abismos, somente ela dá voz e eco à solidão dos meus penhascos.

Inserida por regis51

⁠O problema de sermos bons ouvintes é que muitas vezes não somos "escutados" e aos poucos vamos perdendo a capacidade de falar.
O silêncio e a solidão acabam sendo nossos únicos confortos.

Inserida por ketantonio

⁠Cala-te

Das mais terríveis respostas que aprendi a suportar e compreender é o silêncio.
Na dúvida é o melhor conselheiro.
Na certeza não briga contigo.
Nos amores perdidos te consola.
Nas decepções como ar te invade.
Em silêncio tu pode na tua mente viajar imaginar lugares incríveis ou simplesmente o balançar silencioso da rede, chuva fininha e cafuné.
Fique em silêncio mas, não fique só.

Inserida por marciobragarjrj

Tem dias que o silêncio, é a palavra que tem que ser dita!

Inserida por leandro_rodrigues_8

E se a gente se afastar
Se a gente se calar
Se eu não te procurar
Saiba que existe amor a distância
É possível amar em silêncio
Há amor na lembrança

Inserida por IbrahimOssame