Sinto o Vento na Janela
cabelos ao vento
tampam nossa visão
nossa ilusão
nosso pensamento
nosso sentimento
nossa paisagem
nossa sensibilidade
nossa vida
nossa paixão
nossa dor
nossa alegria
nosso rancor
nossa sabedoria
nosso pavor
nosso olhar
nosso amor
nosso choro
nosso valor
nossa esperança
nossa lembrança
nosso furor
nosso estado de torpor
de transe
tão distante da realidade
e busco nos sonhos
da minha fragilidade
tbém busco ser forte
na necessidade
e busco em toda vida
a praticidade
de amar intensamente
e ter afinidade
sob a dor da saudade
a doce felicidade!!!
Tempo, tempo, tempo...
Quisera ser o tempo e transformar-me em pensamento...
Quisera no tempo voltar e novamente amar.
Amar porque o amor é como o vento, escrito em um determinado tempo, onde a paixão perdurava por mais de um momento...
tudo é muito especial,
por ser quem é seja única,
em algum momento começou a chover...
tento ter respostas para um sentimento...
entre respingos que inundam a cidade,
sinto tuas lagrimas em tua solidão...
na distancia vejo sentimentos
que sob o luar elevam a outros mundos sua dor.
não é possível ver seus olhos num status que tantos curtiram.
e encontro verdade diante o tempo
meros delírios deixados por mais uma noite.
se a música devora alma em redenção,
tudo pode ser especial quando o amor
é derradeiro num mundo que até existe,
mas, ninguém compreende a verdade...
torna-se parte de uma história desconectada,
versos ganham momentos num distante...
desejo que eterniza no algoz e mais que fel,
voraz o ador que se dilui sem noção...
para o paradoxo de sua vida mil palavras
traduzem em uma escala que viola.
sofrimento árido
ardo sentimento
busca sem fim...
solidão...
pena que se cumpre
num amor sem destino
morte em vida.
Palavras de amor são jogadas ao vento ao toque das cordas de um violão, amor não é só emoção, risos são expressões de contradição que demonstram amor, mas também ilusão...
quando a chuva cai do céu e o vento não cala, mantêm-se as cores sombrias desta primavera empalidecida, resta o sol na memória de primaveras risonhas...
Ah...eu poderia lhe amar,
se não fosse como o vento
que vem, toca, suaviza,
mas jamais se deixa prender
em nenhum momento
Palavras o vento leva, assim diz a frase clichê, mas minhas palavras nunca foram dedicadas a você...
Meu epitáfio será o vento, o silêncio, a maré vazante.
A morte vai ficar chateada
Porque não haverá carpideiras
Nem lágrimas no meu velório.
Ninguém precisará ficar triste,
Porque tudo que existe
Será como o vento, o silêncio e a maré vazante.
Quando eu morrer, quero música.
O Vôo
As vezes lento
Atento
No sopro do vento
Deixando o pensamento
Ir ao encontro do tempo
Buscanco nas páginas do coração
O passado remoto de sua existência
O Vôo
O Vento
O tempo
A gota do sentimento...
E o dia amanheceu tão lindo... pelo raiar do sol, vimos as nuvens dançarem pelo céu sendo dissipadas pelo vento
De uma noite onde contemplamos as estrelas em seu confinamento
Que reluziam estaticamente trazendo seu acalento
Quando não sabemos a que porto estamos indo, qualquer vento é favorável.
Enfurnado além das montanhas para lugar nenhum
Estuário invisível, encontro de furações senhor despertador de vulcões
Oscilador de centelhas anunciador do começo e dissipador do fim
Frescor que aproxima calor que se expande
Dos tridentes quentes salvação e também a perdição
A arrepia seus ouvidos pelos tambores que anunciam
Clarões no céu e os escurecer de rajadas o denunciam
Quimera mudar o guerreiro é o opressor
Que se façam rajadas pelos quatro cantos
Se prepare para sofrer, pois não se vencer sem cair e perseverar
Plante nas cerejeiras o desflorescer do amor
Espalhe as pétalas para acontecer
A brisa vai viajar até os confins que puder granjear
Mareie meus olhos e esfria meu pecado
Faça nascer nessa geração uma nova lei
Encarne se desobstrua dos seus vínculos e abrace para que foi feito
O senhor dos ventos astucia e virtuosismo lhe deram brado
Mas a pergunta que não quer calar dá onde vieste mesmo?
Noite fria
Trouxe a chuva num zumbido
agourento
Vozes a sussurrar recônditos
segredos
Incansavelmente, repetida vezes
Predizendo a longa e ruidosa
tormenta
Vindo do leste em movimentos
ensaiados
Arrastando a madrugada à procura
do amanhecer
Bailando por corredores de
álgido concreto,
Obras de meros mortais
subalternos
Deslizando pela fresta da gasta
janela
Rastejando por entre o estreito
vão da porta,
Como uma astuta e vil serpente
Impregnando o quarto com a
aspereza da noite lá fora
Afagando o espesso cobertor
de lã
Revelando a solidão que o
preenche.
