Silenciosa
Estou vencendo os medos,Mas Vencer a companhia mais silenciosa aos tímpanos mais aguçados” Bem,é difícil “.Grito na mente mais cativante no local mais brilhante o medo assola o céu que brilha.
Dentro da tempestade vem a esperança,Sendo a última que morre e a mais dolorosa quando se vai.
“Sou o mal em disfarce, sou rápida e silenciosa, minha potência negativa é avassaladora, minha voz paira sobre seus pensamentos, vivo em um mundo sem cor e tenho uma legião de seguidores, quem sou eu?
Resposta: Ansiedade
Fui até o escritório, guardei os prêmios e terminei a noite silenciosa na companhia solitária de um troféu, uma garrafa de vinho esquecida num canto, um charuto que só servia de enfeite e o escritório abarrotado de livros mudos. Terminei minha noite ao lado de um troféu estático, tendo a solidão como brinde. Ilusória essa coisa chamada fama.
Eu adoro me pegar desprevenida
Com o lápis na boca
E a vigília silenciosa
Pela palavra carregada no vento
Por vê-la brilhosa reluzir no céu
E encaixar nua
Confortavelmente
Nas linhas de ouro
Que criei para elas
OBSERVANDO
Observando a noite e a lua,
Noite escura,
Noite silenciosa,
Olho para o céu,
Vejo no véu,
Vejo pela janela,
Uma linda estrela,
Que fez-me,
Ficar á mercê dela,
Lembrar...!
Lembrei-me de algo,
Da delicadeza do meu olhar,
Vi a grande estrela brilhar,
De uma forma tâo intensa,
Que me fez até gaguejar,
Da suavidade,
A sua divindade,
Convidando-me para lhe apreciar,
Tua imagem,
Reflete na paisagem,
Minha razão,
Tem um sentido,
Oh céus,
Como tu és "BONITO",
Fico feito um bobo,
Te paquerando sem noção,
Olho-te daqui,
Invadindo tua beleza,
Sem ao menos sua permissão,
A minha vontade,
Está na sua explicação,
E continuo aqui,
Alí,
Ou lá,
Vivendo no mundo da lua
Da fantasia sem sentido
Meus pensamentos habitam nas ruas,
Ruas essas sem nomes,
Nas galáxias do céu infinito,
Da utopia que tenho vivido.
Autor :José Ricardo
Mulher, que é mulher, é perfeição!
Silenciosa e com o olhar tristonho,
Uma mulher calada é pior do que arma apontada,
Quem a olha sorridente a imagina como um sonho,
Desafia o tolo e amedronta a espada;
A mulher aguenta tudo e nada a supera,
Ela fere como Naja com perfume de mulher,
Homem fraco ela dá de cara,
Só se importando com o que realmente quer,
Triste é o homem que a enfrenta,
Essa força vem do ventre,
Mais triste é o homem que tenta,
Ser derrotado pelo o sangue muito quente,
Mulher é vespa assassina,
Mata vários no ferrão,
É víbora venenosa que engatinha,
Perigosa serpente sem razão,
Mas a mulher é rosa, e é flor,
É néctar da flores, é razão,
É jardim perfeito, é amor,
Mulher é tudo, é paixão,
Um doce de ternura,
Um lindo favo de mel,
Desafiar a mulher é loucura,
Mas se você domar é o céu!
Sinônimo de mulher é desse jeito:
É amor, é paz e é paixão,
É beleza, é cor, sem defeito,
Mulher, que é mulher, é perfeição!
RONDA SILENCIOSA
Solidão cerrada, aquietada, escura
Afora a janela, o cerrado tão calado
Na imensidade do céu não fulgura
Um só brado, um ermo imaculado
Cá dentro, a mudez flébil murmura
E a melancolia no vento é fustigado
Escoriando a alma, áspera candura
Em um rasgar do silêncio denodado
Ecoa surdamente sôfrega bofetada
De escora frouxa, completamente
Aflando ali a apertura tão abafada
E, a letargia, assim, vorazmente
Faz tácitos claustros de morada
Em ronda silenciosa, lentamente
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 5 de dezembro, 2019
Olavobilaquiando
A roupa dos dias
A elegância sempre aparecia silenciosa.
Não disputava com as cores dos dias nem com o brilho dos céus em tempos de proclamo.
A elegância é muda.
Modificava de estação e nunca de alinho.
Misteriosa e sem explicação.
Discreta e sabiamente sensacional, a elegância tinha seu espaço sem brigas no mundo interrogado.
Ardilosa era a verdade desvestida.
Sem medos e sustos desfilava com finura.
Era mágica, emblemática, sem artifícios.
Acordava faminta e dormia com todas as dúvidas sangrando.
Não, nunca, jamais queria ser reconhecida e seu caminho de fuga era desaparecer.
A elegância induz sem duelos.
O artifício era ser semelhante e macia, como um idêntico caçador. A elegância não era loura nem trigueira, transpirava calada e nos encontramos.
Meu coração não acelerou, a pressão permaneceu inalterável, o estômago não borbolhetou anseios, inalterou e persistiu no mesmo lugar.
Fiquei a olhar se aproximar toda emudecida, sucumbindo ao total silêncio.
E todos os ares emudeceram, a elegância estampou serena, densa e indissolúvel.
Tinha os olhos pequenos, obliculares, maquiados de preto.
No mimetismo que a escondia ela desfilou manchada por segundos,
com cuidado entre as burcas do capim cerrado. Tive inveja do ser bicho.
Onça.
E o animalesco da covardia em mim passa a permanecer e desafiar
a benevolência, somente aspirando bom gosto.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Estendida e silenciosa dorme a noite,
Serenidade outonal que paira sobre o mar.
Noite que abraça a terra em singelo amor,
Lentamente na aragem fresca dos dias...
Serena e descalça, percorro os olhos na noite
E ate que se faça o frio, falo com as estrelas.
O olhar vai sendo acariciado, seduzido,
Iluminado pela mansidão desse negro manto.
Noites serenas, sem vento, sem frio, sem calor.
Noites suspensas numa pausa mágica, celeste,
Vozes que se fazem murmúrios na brisa que vem do mar...
Noites serenas de sonhos e canção,
E ate que um novo dia rasgue esta serena solidão,
Quero ficar recostada em plácido silencio,
Perdida em sonhos nesta noite de outono...
Oportunidade silenciosa
Onde se pode ouvir o luar
Onde te posso sentir respirar.
Olhando as estrelas do céu
Perdidos num tempo meu
Fugindo do mundo
Cobertos por um véu.
Este estado humano
Não nos deixa viver
Não nos faz esquecer
Aquela sanidade mental
Que por vezes nos afecta
Que por vezes nos faz mal.
Instante afortunado
Se estás a meu lado
O coração bate mais forte
Aperto-te
Apercebo-me da sorte.
Peço-te te acredites
No sonho que eu anulei
Mas que devido a ti
Lutei
Sacrifiquei
Só depende de ti
Eu voltar a acreditar
Reforça a palavra “Amar”.
É na hora da agônia dos simples problemas
e na época silênciosa do caos particular
que teremos a confirmação, de quem é digno
de ser convidado para a festa de volta por cima.
Lembranças de infância de um novo amor.
Não há mais problemas, nesta noite chuvosa e silenciosa.
Fecho meus olhos, e penso no caminho que peguei dessa época, que roubou o melhor de mim.
Um ano novinho em folha, esta chegando ao seu fim. Eu me recordo de ver a minha mãe na cozinha, o meu pai no chão assistindo televisão. Era uma vida maravilhosa. Velas de canela queimando, sorriso embaixo de cada nariz e acima de cada queixo. Desperdicei meus desejos, nestas noites de sábado... Nossa, o que eu faria por apenas mais um sonho assim.
Família toda reunida, presentes empilhados, geada em todas as janelas, que noite maravilhosa. Amoleci meu coração, choquei o mundo.
Você ouve a minha voz?
Você sabe o meu nome?
Estou tão feliz.
Tão feliz que acharam, que o amor estava ao meu redor. Tiro a poeira antes de eu voltar pra dentro, e sigo feliz com meu novo amor.
Tu és estranha como uma garotinha silenciosa
faz-me sentir duvida, mal-estar
és diferente como uma moda escandalosa
mas nem sempre desejo lhe parar
Deixa-me perdido em amargura
choro por dias, crio frases melosas
estranhamente tu também traz-me ternura
visto por pessoas de fora, reações duvidosas
Existem situações em que lhe imploro por paz
tudo tem um fim, a vejo indo pelo ar como uma doce musica
Oh saudade, tu me mostras algo incapaz
porque sentindo-lhe vejo que amo alguém, uma pessoa única
“A sede de conhecimento! O desejo que não sacia! A observação silenciosa!
A busca do melhoramento interior! O olhar de ternura! O abraço que envolve! O sorriso sincero! As mãos que acariciam...
Entre idas e vindas, chegadas e partidas, mudanças e estagnações, reinventar-se a cada instante, sem macular a Essência... Eis o Amor!”
A realidade é incolor inodora insípida e silenciosa. São nossas percepções sensoriais que identificam e transformam fótons em imágens, vibrações em sons e ruidos e reações quimicas em cheiros e gostos
Caricatura agreste
A suposta teoria
é a da luz remota
absorta na simulação
branda e silenciosa
do solene mistério.
E vem de muito longe
amoldando a face
lapidando a imagem
tristemente cômica
fosca, fluída e feia
como água dos córregos
em lápis de giz,
rabiscando com gás,
com faísca elétrica
o rude contorno
tosco da caricatura
de risível forma
de aroma agreste
da agoniada alma.
A doença maldita chegou.
Doença maldita, silenciosa de cinismo incomparável, fria e calculista.
Primeiro os cabelos, depois a saúde e agora a estima.
Destrói tudo com graça e ousadia.
Muitos são os motivos para desistir, mas as amizades de quimioterapia, as histórias e experiências trocadas na sala de espera, nos dão forças para lutar.
Doença maldita que teima em resistir.
Sua mama ela não há de destruir nem tão pouco possuir.
Não a sua!
