Silenciosa
A lua silenciosa passa ignorando os latidos; Assim os homens probos, calmos e honrados sorriem dos insultos e das línguas hipócritas.
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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Entrar no canal do WhatsappMe busco em músicas que dão ritmo ao que sinto de forma silenciosa e me busco em trechos de livros que revelam idéias que mantenho ainda embaralhadas.
Desajeitada, incomum, inconstante, distraída, louca, sonhadora, forte, silenciosa, falante, caretas, medo, amor, distância, amizade, abraço, desenho, dúvida, mau humor, sorrisos, sincera, filmes, família, desejos, Deus. Prazer, eu.
No toque dos dedos a ternura silenciosa das palavras mudas.
O desejo de se encontrar nua
Despojada de sentimentos entendiantes
Sentir apenas o toque do perfume
De um silêncio brando e desejado.
É por isso que na graça eu me mantive sentada, quieta, silenciosa. E como em uma anunciação. Não sendo porém precedida por anjos. Mas é como se o anjo da vida viesse me anunciar o mundo.
Acredito que nunca conseguirão me desvendar. Aparentemente sou transparente aos olhos de quem me ver, porém nem imaginam o quão enigmática e difícil sou. Aos olhos... doce, meiga e compreensível, talvez exista meias verdades aí, pois cada um tem oque merece de mim. Aprendi que as pessoas só conhecem de você o que você permite que elas conheçam e eu sempre as a presento minha melhor versão. Sou sensível, pequenas coisas me fazem chorar, mas não pense que sou fraca, sou mais forte do que muitos. Sou calada, mas minha mente fala e articula o tempo todo. Sou educada, mas não se engane... Falo palavrões, gírias e costumo ser bem louca entre os amigos. Falando em amigos, eles são as pessoas que chegam mais perto de me conhecer. Sobre o amor, o meu meu coração está cheio dele, sim é verdade! Porém ele é bem seletivo. Sim eu tenho medo e também muitas dúvidas, elas me cercam e são como barreiras na minha vida, mas eu também tenho muitos sonhos, e apesar de não compartilhá-los com ninguém, eles existem, são o alimento da minha vida e a angústia da minha alma.Tambem pensei sobre a morte e descobrir que eu não temo ela, também descobrir que tenho dois lados, é como se eu fosse uma espada, que reflete a luz quando se vira para ela, mas o lado oposto está sempre escuro, como se nada ali habitasse, é vazio e tão frio.
Não sei a razão pela qual escrevo essas palavras, e estranho eu me sinto como um barco a deriva em um mar de águas calmas, eu não sei qual é o meu objetivo e muito menos o caminho que devo seguir, eu tenho medo de ficar a deriva até chegar o fim, eu quero velejar, mas eu não sei como. Por tudo isso... Não tente me entender, ficará louco assim como eu.
Não se deve contar com a minoria silenciosa, pois o silêncio é algo frágil. Um ruído alto... e está tudo acabado. O povo está amedrontado e desorganizado demais. Alguns tiveram a oportunidade de protestar, mas foram como vozes gritando no deserto. O barulho é relativo ao silêncio que o precede. Quanto mais absoluta a quietude, mais devastadoras as palmas.
Por quê?
Por que a noite se arrasta tão longa?
Por que a madrugada se cala silenciosa e fria?
Por que a saúde não contamina feito a doença?
Por que a poesia nasce do sofrimento com mais facilidade?
Por que o coração percebe o que a mente não sabe?
Por que o sonho se dissolve, assim, rapidamente?
Por que a saudade dói sem solução?
Por que o espelho mente para o olhar da solidão?
Por que a morte não respeita a paixão?
Soli Deo Gloria.
Parte de mim deseja se submeter às correntes, a uma vida cativa e silenciosa. Mas eu já vivi uma vida assim, na lama, nas sombras, numa cela, num vestido de seda. Jamais serei submissa de novo. E jamais vou parar de lutar.
(A Rainha Vermelha)
Os tímidos com sua característica silenciosa, são os mais sábios, pois no silêncio é dita a verdade.
Cada dia é, sim, uma despedida silenciosa.
De versões nossas que não voltam, de instantes que não se repetem, de palavras que escolhemos dizer, ou calar.
Talvez a pergunta não seja apenas como queremos ser lembrados,
mas como estamos vivendo enquanto ainda estamos aqui.
Ser lembrado pelo afeto que oferecemos.
Pela presença que não pesou, mas acolheu.
Pelas palavras que curaram mais do que feriram.
Pelo olhar que viu o outro inteiro, não só por partes.
Porque, no fim, não ficam os grandes feitos,
ficam os gestos simples carregados de verdade.
O cuidado. A escuta. O amor possível.
E você,
se hoje fosse uma despedida,
o que deixaria vivo em quem cruzou o seu caminho?
Ressurreição Silenciosa
Eu tenho vivido como quem caminha entre escombros — tentando juntar os pedaços do que sobrou de mim, tentando entender onde foi que o brilho se perdeu. Às vezes, sinto o cheiro do fim antes mesmo de acordar, como se o dia viesse com um aviso: hoje vai ser pesado de novo. E é.
É como viver dentro de um corpo que não responde, uma alma que não sente, um coração que cansou de pedir socorro.
Já tentei gritar.
Aos céus, ao travesseiro, ao silêncio.
Já segurei a própria garganta, tentando expulsar a dor por onde pudesse sair.
Mas meu grito nunca teve som — só ecoava dentro de mim, como um trem desgovernado, como a música que eu sempre escolho porque fala a língua da exaustão que carrego.
E mesmo assim… Deus ouviu.
Eu pedi anjos, Ele me enviou pessoas.
Gente que consegue me alcançar quando ninguém mais vê, que percebe minha ausência mesmo quando estou presente, que insiste em me segurar quando tudo em mim está escorregando.
Eu não sei agradecer, não sei sorrir do jeito que gostaria.
Quimicamente, emocionalmente, fisicamente, estou esgotada.
Mas por dentro, há gratidão — quieta, mas viva.
No meio desse caos organizado que sou — dessas ideias que nascem de sentimentos embolados, dessas certezas plantadas num chão de dúvidas — eu tento existir.
Mas confesso: às vezes, viver dói.
Respirar dói.
Levantar dói.
Ser forte por quem precisa de mim dói ainda mais.
É um dilema cruel: enquanto luto para não desistir de mim, preciso ser força para quem enfrenta batalhas visíveis, enquanto as minhas são todas internas.
E, mesmo assim, algo em mim insiste.
Uma faísca minúscula, quase apagada, mas ainda ali.
Talvez seja fé.
Talvez seja o amor pelo meu filho, meu potinho de mel, que um dia segurou meu dedo como quem segurava meu futuro inteiro.
Talvez seja o desejo de deixar algo meu — um conselho, um afeto, uma verdade — que permaneça quando eu não conseguir mais permanecer.
Eu não quero romantizar nada.
O que eu vivo é bruto, cru, real.
É depressão, ansiedade, burnout, dor física, dor emocional, dor espiritual.
É anedonia.
É o vazio que engole até o que era mais bonito em mim.
Mas ainda assim… há algo aqui dentro que se recusa a morrer.
Talvez eu seja mesmo uma fênix cansada.
As asas queimadas, o peito em cinzas, a voz quase sem som.
Mas ainda assim… cinzas não são fim.
São começo.
Então, Deus, se por acaso ainda houver em mim qualquer sopro de recomeço, qualquer possibilidade de renascer, eu te peço:
seja bálsamo para as minhas dores, sustento para a minha alma.
Me ajude a ressurgir.
A encontrar no silêncio um pouco de paz.
A reconstruir o sorriso que perdi pelo caminho.
A reencontrar a luz que um dia brilhou nos meus olhos.
Porque, mesmo que eu não me sinta viva todos os dias,
mesmo que eu caminhe tropeçando entre sombras,
eu ainda acredito — lá no fundo —
que a fênix que existe em mim ainda pode se levantar.
Nem que seja devagar.
Nem que seja quase sem forças.
Nem que ninguém veja.
Mas eu…
eu ainda quero renascer.
10 de Dezembro 2024
Agora
já frio o coração
(mas a alma, entretanto, ainda ferida)
resta-me a amarga e silenciosa convicção,
de só tão tarde ter percebido
que nem sequer existi em tua vida.
