Frases do Sertão que vão tocar fundo na alma nordestina

O ABC do Sertao

Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê.

Inserida por chachabrasil

Apologia ao Jumento

É verdade, meu senhor
Essa estória do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão
A vida desse animal
Padre Vieira escreveu
Mas na pia batismal
Ninguém sabe o nome seu
Bagre, Bó, Rodó ou Jegue
Baba, Ureche ou Oropeu
Andaluz ou Marca-hora
Breguedé ou Azulão
Alicate de Embau
Inspetor de Quarteirão
Tudo isso, minha gente
É o jumento, nosso irmão
Até pr'anunciar a hora
Seu relincho tem valor
Sertanejo fica alerta
O dandão nuca falhou
Levanta com hora e vamo
O jumento já rinchou
Bom, bom, bom
Ele tem tantas virtudes
Ninguém pode carcular
Conduzindo um ceguinho
Porta em porta a mendigar
O pobre vê, no jubaio
Um irmão pra lhe ajudar
Bom, bom, bom
E na fuga para o Egito
Quando o julgo anunciou
O jegue foi o transporte
Que levou nosso Senhor
Vosmicê fique sabendo
Que o jumento tem valor
Agora, meu patriota
Em nome do meu sertão
Acompanhe o seu vigário
Nessa terna gratidão
Receba nossa homenagem
Ao jumento, nosso irmão

Inserida por chachabrasil

Baiao de Sao Sebastiao

Vim do Norte
O quengo em brasa
Fogo e sonho do sertão
E entrei na Guanabara
Com tremor e emoção
Era um mundo todo novo
Diferente meu irmão
Mas o Rio abriu meu fole
E me apertou em suas mãos

Ê Rio de Janeiro
Do meu São Sebastião
Pára o samba três minutos } bis
Pra cantar o meu baião

Ai meu São Sebastião
Te ofereço este baião } bis

No começo eu tive medo
Muito medo meu irmão
Mas olhando o Corcovado
Assusseguei o coração
Se hoje guardo uma saudade
É enorme a gratidão
E por isso Rio amigo
Te ofereço este baião

Inserida por chachabrasil

Respeite Januario

Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar(zombar) de Januário
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho
Como nêgo empareado
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
"De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é omaior!"
E foi aí que me falou mei' zangado o véi Jacó:
"Luí" respeita Januário
"Luí" respeita Januário
"Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, "Luí"
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!

Eita com seiscentos milhões, mas já se viu!
Dispois que esse fi de Januário vortô do sul
Tem sido um arvorosso da peste lá pra banda do Novo Exu
Todo mundo vai ver o diabo do nego
Eu também fui, mas não gostei
O nego tá muito mudificado
Nem parece aquele mulequim que saiu daqui em 1930
Era malero, bochudo, cabeça-de-papagaio, zambeta, feeei pa peste!
Qual o quê!
O nêgo agora tá gordo que parece um major!
É uma casemiralascada!
Um dinheiro danado!
Enricou! Tá rico!
Pelos cálculos que eu fiz,
ele deve possuir pra mais de 10 ontos de réis!
Safonona grande danada 120 baixos!
É muito baixo!
Eu nem sei pra que tanto baixo!
Porque arreparando bem ele só toca em 2.
Januário não!
O fole de Januário tem 8 baixos, mas ele toca em todos 8
Sabe de uma coisa? Luiz tá com muito cartaz!
É um cartaz da peste!
Mas ele precisa respeitar os 8 baixos do pai dele
E é por isso que eu canto assim!

"Luí" respeita Januário
"Luí" respeita Januário
"Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
Nem com ele ninguém vai, "Luí"
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!

Inserida por chachabrasil

⁠A lua quando aparece
E clareia o meu Sertão
Todo ser vivo se esquece
Da noite de escuridão.

Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
26 junho 2024

Inserida por gelsonpessoa

⁠FLORES DO SERTÃO

Quantas belas mulheres fortes
Brotaram da terra vermelha,
Dos espinhos do cacto mandacaru
Trazendo vida, alegria e flores
Esperança, que no lajedo habitas,
E um sorriso cativo perseverante,
Que a seca faz da fé abundante
Tornar-se a fonte de seus cuidados.

Singeleza, como era muito linda
A beleza pálida da bisa Maria
Mulher submissa porém cálida
No amor, no aconchego e no zelo
E que seus olhos viram Maria Bonita,
Flor zelosa como uma mãe cabrita.
Mulher que não saía do fogão
Vinha comida à lenha e à carvão.

A flor do sertão nunca envelhece
És a rosa do deserto que não morre
A água em ti demora, mas escorre
Do céu onde a esperança rejuvenesce.
Mulheres sofridas, mas amorosas
Não tem frescura co'as mãos nas roças.
Sem temerem a escaveirada morte
É de Deus o sopro da vida e da sorte.

Inserida por luizfelipelimasilva3

⁠Sertão


Na raça ou no talento influenciado pela devoção e pela resistência continuei a caminhar pelo solo árido em busca do que da vida as coisas.

Sol latente, ar seco, cactos espinhosos, lagartos atenciosos e lá no alto as únicas sombras eram dos urubus que me seguiam, segundo eles na minha própria marcha fúnebre.

Bem ao longe, mesa farta, bodes pulando, vozes de felicidade eram ouvidas, corri e corri com todas as minhas forças parecia próximo o barulho do rio corrente, mas do nada as imagens começaram a ficar turvas, os sons não se ouviam mais, me dei conta em prantos que aquele cenário era uma aterrorizante miragem. Cai e por horas as sombras de poucos cactos e urubus fiquei a beijar o solo quente imaginando que ali aconteceria a frase, " do pó viestes ao pó voltarás".

Devoto, enraizado na crença das orações milagrosas fiquei de joelhos e por longos minutos fiz um oração daquelas que faz tremer o chão e abrir os céus.

Então continue a caminhar e subi um morro alto e dali pude ver uma grande árvore e em toda sua volta uma vegetação rasteira e mais ao longe uma chuva gigantesca estava indo embora na direção oposta porém deixou um belo arco íris de recordação pelo presente das águas deixadas em abundancia.

No ninho da desolação o suor derramado e o poder da oração cativaram o meu coração e me deram a direção e o fio da esperança reascendeu na minha terra, nas minhas crenças e na minha honra.

Inserida por Ricardossouza

⁠No sertão de nossa vida,
Uma chama pode arder,
É a amizade querida,
Que nos faz tanto crescer.

Não precisa ser pra sempre,
Nem promessa imortal,
Mas enquanto ela estiver,
Seja forte, sem igual.

Amigo é como um farol,
Noite escura, a brilhar,
Mesmo que o tempo passe,
Sua luz vai nos guiar.

Se um dia for embora,
Lágrimas podem cair,
Mas o que foi vivido,
Jamais vai se extinguir.

Na lembrança vai ficar,
Como um verso de cordel,
A amizade é uma estrela,
Que nos leva ao céu.

Que seja infinita então,
Enquanto durar a chama,
Pois o valor de um amigo,
Nunca se apaga na alma.

Inserida por matheushruiz

⁠Não tem humidade no chão!
A solidão obscura!
Tristeza que não tem cura?
E a rosa do sertão?

Inserida por MIssias

⁠Labuta do Nordestino.

O despertador do sertão
são os pássaros no pé umbú;

Logo o cabra sabe que é 4 da manhã, e se levanta dizendo: "Graças a Deus";

No café da manhã não pode faltar, um chupa vidro, o curimatã,
Ovos caipira com fubá milho,
Pronto! satisfeito e forrado,
só falta subir o pico;

De baixo da colina no meio das veredas, andarilho acompanha
os passo do sabido,
Muitas vezes ele ora e fala sozinho, conversando com a natureza e se lembrando de quando era menino;

Ele chora e sorrir, fazendo do seu dia ardente, proveitoso e vantajoso,
cuidando com muito esforço o que Deus o retribu;

Na volta da brocada, as mãos inchadas e os pés feito tição, já na hora do crepúsculo, levanta seu chapéu e agradece a papai do céu por mais um dia de jornada;

O nordestino nos ensina
A sermos gratos, com o que temos.

Inserida por jefferson_monteiro

⁠Sertão de saudade
Ao ver o sol se desbotando, se escondendo do brilho da colina, a lua do alto das montanhas, lá de cima da serra branca, os pássaros escondem. O som que se ouve, é do vento assobiando as veredas da serra ,
O bule cheio de café e a varanda cheia de matuto, contando causos de assombro e mentiras engraçadas , ai que saudades do calor dos amigos e das conversas animadas, os mais velhinhos já dormem,
Por que às 4 da manhã ao romper os raios da aurora, e de novo no meu quarto ouço a batida do café no pilão e minha avó fazendo o quarentão com charque temperado, oh! que tem saudades da simplicidade das rotinas do meu sertão.

Inserida por jefferson_monteiro

Mote: Tudo que foi de Beleza/ Deus colocou no Sertão

As estrelas encravadas
Reflete a luz no chão
E no sertão a visão
É sempre mais contemplada
O povo faz feijoada
Tudo come de fartura
E a brincadeira que dura
Vai ser sempre o peão
Tudo que foi de beleza
Deus colocou n o sertão

Inserida por MissolaArezza

Meu sertão pode ser seco d' agua, mas enche meu coração de orgulho...

Inserida por Anonimadamente

⁠O sertão...
O sertanejo cultiva vida, rega a esperança e aguarda na fé a chuva pra molhar seu pedaço de chão, por muitas vezes ela não vem, e ao ver o pé de algaroba ficar seco, se desespera. Ora a única arvore verde no meio da seca não resistiu, essa também secou!
E a única água que cai são suas lágrimas regando suas orações, esperando do alto as comportas abrir! Deus vendo sua fé, o retribui inundando o sertão. Aprendemos com o sertanejo que nada é nosso tudo é de Deus, a perseverança e a fé é provada todo tempo no homem do campo.

Inserida por jefferson_monteiro

⁠"Rede no sertão"

No sertão, em uma rede, de uma tarde tranquila debaixo de uma grande árvore e um sol radiante. O barulho do vento no céu do sertão , É lá o meu meu sossego onde me refugio em meu bom e doce lar.

Na sombra de uma arvore me repouso para descansar fico olhando as paisagens sem fim, à me fascinar ,a vida no sertão é um poema a me ninar silenciosamente ,no sertão adormeço na compania dos pardais e dos sábias.

Nem tudo no sertão, é calor e desafiador, em partes é amor. Na rede deixo minha imaginação me levar, no embalo da brisa, em um leve agitar das folhas, o céu a se misturar no solo do sertão à me acalentar.

Inserida por Artfati

NO MEU SERTÃO

Hoje no meu sertão o Bode tem que estar cercado, amarrado, vigiado, caba armado, acordado e com os olhos arregalados e ainda assim o Bode é roubado.

Inserida por Negreiros

⁠SERTÃO EM CHAMAS

Aguenta Umburana.
Suporta Umbuzeiro.
Que o Bombeiro tá chegando
Pra acabar com esse braseiro.

Corre Susuarana
Foje Veado Campeiro.
Que o Bombeiro tá chegando
Pra acabar com esse braseiro.

Resiste Xiquexique.
Força Catingueiro.
Que o Bombeiro tá chegando
Pra acabar com esse braseiro.

Inserida por Negreiros

⁠MONTE DAS CRUZES

A Caatinga imponente e valente.
Reina no sertão nordestino.
Ajoelha e reverência,
Aquele que ela endeusa.

Vencida pela força da ondas.
Nesta infinita peleja.
Onde o Sertão encontra o Mar
Profetizando a Mãe Natureza.

Inserida por Negreiros

⁠
Casos e Ocasos

"Duas janelas tem a minha casa:
-Uma para o mar e outra para o sertão.
Duas portas tem o meu coração:
- Uma para os casos e outra para os ocasos.
Minha vida, minhas virgulas...
Meus hiatos, minhas fantasias...
E eu entre um brinde e outro,
à espera de um ponto final!"
Haredita Angel
09.09.17

Inserida por HareditaAngel

A maior lição do sertão é a superação

Essa superação certeira como a ribeira,

Que como a veia do coração renova



Com bondade e nos enche de paixão,

E invade com a sua pujante pulsação

Colocando o amor em plena flutuação.



O doce amor da minha vida

Dança ao som da viola menina,

Nunca vi nada igual nessa vida

O amor que ele sente por [Jacobina,

Cidade com nome de mulher bonita

Com saia esvoaçante rendada,

Doce rebolado de baiana apaixonada

E com a cabeça com laço de fita.



Quem dera se nessa vida toda cidade,

Ao menos tivesse 31 cachoeiras

Não passariam pelejas d’alma,

O mundo seria invadido de amor

E todo mundo viveria com paz n’alma,

Um dia vou até [Jacobina só para

colocar o meu amor na garupa

Eu irei amá-lo com toda a calma.



Quem dera se as guerras fossem de outro [jeito,

Se elas tomassem a forma de cantoria nordestina,

O mundo inteiro seria perfeito - e tomaria [jeito,

Todos viveriam com a boa fé do povo [sertanejo,

Fé que enfrenta a seca com vibração e beleza,

Porque ele vive o amor com doçura e grandeza,

Essas cachoeiras de [Jacobina parecem rendas,

Que provocam uma cobiça que não se explica,

Ouço cada barulho como uma sinfonia [cristalina.

Inserida por anna_flavia_schmitt