Frases do Sertão que vão tocar fundo na alma nordestina
"Arraiá da Minha Infância"
Lá no sertão da lembrança, num cantinho do meu chão,
há um arraiá danado que mora no coração.
Era fita, era bandeira, era milho na fogueira,
e o céu, todo enfeitado, de estrela e brincadeira!
Tinha cheiro de canjica, de pamonha e de baião,
e o som da sanfona velha mexia com o coração.
Menino de roupa xadrez, chapéu de palha e alegria,
corria feito passarinho, até a noite virar dia.
A quadrilha era um encanto, com noiva toda enfeitada,
e o noivo, suando bicas, com a cara atrapalhada.
"Anarriê!" — gritava o moço — "Alavantú, minha gente!",
e o povo dançava junto, todo mundo tão contente!
Tinha pau de sebo e sorteio, tinha forró no terreiro,
e um velho contando história de um santo milagreiro.
Tinha reza e tinha riso, tinha fé e brincadeira,
e o céu era um véu bordado por Deus a noite inteira!
Hoje, quando fecho os olhos, volto logo àquele lugar:
vejo meu pai com a risada, mamãe a me abraçar...
É o tempo que vai passando, mas dentro da alma alcança
o arraiá tão bonito da minha doce infância.
O sertão parece ser tão calmo,
Até o anúncio da irrigação,
O solo se torna alvo,
Na seca se encontra o pão.
Barra do Corda, Joia do Sertão
Barra do Corda, terra de encantos mil,
Entre rios que dançam sob o céu anil.
Corda e Mearim, em sagrado enlace,
Guardam tua história, que o tempo não desfaz.
Berço ancestral, de tribos primeiras,
Ecoam teus mistérios pelas ribanceiras.
Antes mesmo de seres fundada,
Já eras sagrada, já eras amada.
Manoel de Melo, em teu seio chegou,
E diante de ti, seu coração se encantou.
Viu nos teus rios um espelho do céu,
Na tua paisagem, um poema fiel.
Colinas te abraçam, chapadões te guardam,
Teus caminhos vermelhos memórias resguardam.
Tua cultura é viva, tua alma é forte,
Barra do Corda, és do Maranhão o norte!
Hoje, ao soprar teus cento e noventa janeiros,
Celebro contigo, entre cantos e festeiros.
És sertaneja, és centro, és raiz,
Terra que pulsa, terra feliz.
Que os teus dias sigam em paz e progresso,
Com teu povo altivo, firme e promesso.
Barra do Corda, orgulho e paixão,
Eterna estrela do meu coração!
Trago tintas nas mãos.
Cara respingada.
Paredes brancas, que eram ...
Nova imagem do sertão ficou e tem cor, cor de calor..
Mãos que criam,
que pintam e escrevem sem medo.
Sem travas.
Que travas??
Não se trava
Quais são suas placas, suas palavras, seus riscos?
Não diga nada.
Não critique, se tu não faz e não tem os teus.
A arte é livre...então crie.
Arte que se renova.
Todo dia ela levanta cedo e troca de roupa.
Nem as palavras que foram ditas, cantas e escritas.
Nem a tinta que ficou rente as unhas, não ficou pronta.
não foi terminada
Do meu ventre sai...a vida!
Da minha cabeça sai imagem em plena ação.
Nunca paro, nunca durmo.
Nem nossa arte
Nossa arte.
[Minha arte.]
Nossa poesia.
[Minha vida.]
indivíduo.
Ser que também não é sozinho.
Chuvinha cai no sertão, molha a sementinha que luta com bravura na secura do árido chão, sendo regada pelo próprio Deus, no renovo da beleza e o amor do criador, vai florir de novo a natureza, brotando, tomando a brisa do vento e vivendo ao relento, mostra seu talento e valor, e para encantar a gente, em pouco tempo a feia semente será uma linda flor.
Mesmo na tecnologia da cidade, em qualquer idade, quem nasceu no sertão vai sempre se lembrar do privilegio e a felicidade de amar sob a luz do luar.
Flor silvestre do meu sertão, no seu olhar vejo vida e paixão, o seu amor é flor nascida no coração.
A flor doméstica perfuma a cidade, a flor silvestre os campos do sertão, a nossa amizade é a flor que perfuma o nosso coração.
Flor nasceu; no capim do sertão e no Jardim da cidade, no seu coração pra mim nasceu, a flor da sua amizade.
No sertão ou na cidade, uma multidão sem noção e racionalidade, vivendo uma incoerência, parecendo uma demência; querem a construção de um mundo melhor, mas não focalizam o bom e o melhor de verdade, viralizam alto e bom som o pior da humanidade.
A flor do jardim, perfuma a cidade, a flor do capim, perfuma o sertão, a flor da nossa amizade perfuma o coração.
No chão do jardim, eu plantei uma flor do meu sertão,você com o seu olhar , plantou seu amor no meu coração.
Viajando pelo sertão, tocando minha boiada e cortando estradão, eu vigiava para o gado não ser roubado, mas eu encontrei uma mulher que roubou meu coração, apeei do meu cavalo, não toquei boiada mais não, minha vida sofreu um abalo, coração estremeceu ao ser roubado por uma morena que até hoje não me devolveu.
Levando a boiada nas estradas do sertão, minha boiada sentia, falta de alimentação, mas sempre se alimentava um pouquinho do capim da beira do caminho, mas este peão sentia no coração, a falta dos seus carinhos.
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