Selva
vejo a vida caindo por la
adianta tentar mudar?
selva de pedras vem devorar
toda leveza que o mundo nos dá
quando sento na varanda
e o vento vem visitar
lembro que o mal repele
a paciência que eu devia andar
mas tudo calmo então fica claro
a mansidão dentro do olhar
fugir pra alcançar
parar para continuar
veja dentro de si
o paradoxo transversal
a juventude transviada
no eterno singular
o mundo só precisa se respeitar
não censure a vida alheia
ferir seu semelhante
não vai adiantar
2x
no mundo há tanta fome
para se matar
então por que julgar o homem
sendo tu também errante
qual é o teu lugar
dentro do singular?
fugir pra alcançar
parar para continuar
veja dentro de si
o paradoxo transversal
a juventude transviada
no eterno singular
o mundo precisa se respeitar
não censure a vida alheia
ferir seu semelhante
não vai adiantar
2x
no mundo há tanta fome
para se matar
então por que julgar o homem
sendo tu também errante
qual é o teu lugar
dentro do singular?
Am Dm G ( C G/B )
Am Dm G
Am Dm
SELVA-ME
Estrelas no chão
deitadas de ventre
Rio incestuoso
onde a noite tem caroço
Incêndios
Não me salves,
selva-me!
Tânia Tomé © Livro - " Agarra-me o sol por trás"
Nunca outro alguém ousou o contestar,
Deixou a selva rude, nomeada de urbana,
Aquilo nunca mais seria o seu lar,
E não se contentou, nem com uma cabana.
"....uma selva desconhecida, cheia de detalhes com espinhos, flores, folhas novas e velhas; ando descalço sem medo, porque a essência é boa e a paisagem encanta...."
_No amor sem relva um mundo sem selva_
_Sou selvagem que deixou o amor da selva_
_Muitos momentos se queimaram_
_Vestir tua vontade ainda assim morrer num mundo sem vegetação_
_No credo sou do clero até ser indigna alma que carrego no sonho que vivo...
_Aos seus pés estive te amei até queimar...
A terra chorou no mento que morreu ainda assim somos filho de pátria a feri o fogo como cultura...
"Nesta selva sou caçador e não caça, sou feroz e astuto, reino sempre absoluto, pois quem me criou me fez caçador, tornou-me cabeça e não cauda."
Eu vivo em uma selva de pura pedra e aço,
Negociei meu coração com a leoa... Em troca de segurança.
Peguei meus princípios e construí um abrigo.
Minha verdade é uma lança.
Me vesti de esperança...
Vivi alerta, alma trancada mas com uma janela aberta.
Queria ver o sol, queria ver a lua...
Queria muito ver além...
A beleza da vida pura e nua...
A pedra me atingiu
O aço feriu
A leoa partiu
O abrigo sucumbiu
A lança se partiu
Esperança hoje vejo que jamais realmente existiu.
O sol afetou minha visão.
A lua não posso ver, se escondeu na escuridão.
A vida desnudou minha solidão.
A cada palavra ecoa seu nome...
Ele dança na minha mente acompanhando o compasso dos versos...
Nao ouso colocar meu nome nessa obra...
Não é minha... Ela é sua...
Então pegue e assine...
Esse nome que não sai da minha alma...
Esse que é tão simples
Francine...
A letra (A) tem meu nome
Eu vim da Selva
meu sobrenome é Silva
Deus é Verba !
Escravo de um homem
O Ser humano a célula
Em um estado de decomposição...
Nessa selva de pedra, costumam dizer que não importa quem atirar primeiro,
Vivem de desejos, segredos,
quantos soberbos lutam por dinheiro?
Nos olhos dos nobres, assumem nitidamente a vergonha que tem do probre,
Todos os dias muros se levantam,
Diferenciando o que tem de quem pode ter,
Do que se vê do que se crer,
Na fome de crescer, já derrubaram mais de três,
Mas culpam a corrupção,
Usada pra justificar qualquer a ação,
Dos que roubam, dos que não tem nada,
Vale mais amar a Pátria,
Justificando ser bons de coração,
Onde se perdem todo os dias,
A troco de nenhum tustão.
O ódio vira combustivél,
Guiando mais um colonizador,
Devastando mais uma vêz essa terra de índio.
Medita, se eleva, relaxa, releva, a vida entrega e pega de volta. Na volta da selva a salvo é o santo, na lágrima interna o sorriso é um pranto. A testa relaxa, a nuca se solta, coluna ereta, poeta na escolta.
É só substituir essa vida q levamos, por uma vida na selva, agir com instintos. Nesse terreno, só os mais fortes sobrevivem. É uma luta diária, que resiste a quase tudo, que tem suas armadilhas, seus desafios. "quem tem fome", vai a luta! Nunca desiste, essa é a lei. Não tem regras, so existe vontade de sobreviver, de vencer o frio, a solidão, as lutas. Nas dificuldades, se aprende mais, e esse é o momento de pôr em prática. O novo dia nasce, para q possamos aproveitar as oportunidades, agir de maneira diferente e não errar da mesma maneira. Seja o rei da sua selva, receba os momentos difíceis de braços abertos, ele são excelentes professores.
"No embaço do ato do homem fardado eu sou igual a você bicho do mato na selva de pedra eu sou igual a você debaixo do sol soldado de guerra."
O mundo é uma selva de humanos famintos por poder, para sobrevivermos teremos que enfrentar um tigre todos os dias.
Não é moleza não!
Antonia Diniz
