Seco
Troca de pessoa.
Mudança, avança
A longo período seco.
Meto
Nariz onde não sou "chego"
Chegado de confiança!
Amor cansa?
Moeda compra tudo que não se sente...
Planta a rigor de pessoa
Que manifestou boa
Lembrança...
Ventania no Cerrado
Chia o vento no cerrado seco
Num grito fugaz de melancolia
Zumbindo a sequidão num eco
Nos tortos galhos em poesia
Este vento que traz solidão
E também traz especiaria
Dando aroma a esta emoção
E combustão a esta ventania
Calado pelo canto da seriema
Que com o sertão tem parceria
Choraminga o cerrado em poema
Das folhas secas em sua correria
Desenhando no vasto céu dilema
Do rústico e o belo em poesia
Musicando a natureza suprema
Da diversidade em sua agonia
(Vai o vento em sua romaria.)
Luciano Spagnol
Mistura de calor, frio, seco, molhado, verde, marrom...
Cochicho de folhas que se desprendem, se soltam, sem a preocupação de onde pousar.
Árvores despindo-se num silêncio gostoso, sem a preocupação se a primavera há de voltar.
Nesse ar, o cheiro do café, do chá e do chocolate são mais saborosos.
Sim, o cheiro tem sabor, e dos bons.
A cama dificilmente arruma-se e o sofá sempre possui um travesseiro.
Se eu fosse uma estação, seria Outono de carne, ossos e sangue!
Chão cerrado
Seco ou molhado
Jatobás, Ipês, pequis
Plano ou enrugado
Quaresmeiras, buritis
Chão cascalhado
Mangabas, sucuris
Me vi besuntado...
Multíplice cerrado
Diversidade...
Vida diversa, virilidade
Luciano Spagnol
21/05/2016
Cerrado goiano
Eu faço tudo pra chamar sua atenção, de vez em quando eu meto os pés pelas mãos, engulo a seco o ciúme, quando outra apaixonada quer tirar de mim sua atenção
“Quem sabe o fruto dessa solidão,
Que agora engole a seco,
Não seja a arvore que plantou,
No jardim da tua indiferença.”
Naquele diálogo você soou uma pergunta com um ar seco, em meios a tantas palavras frias algo saiu " você ainda me ama" eu parei por uns minutos eu não queria te responde aquilo era tão real que me doía por um momento eu te disse que não queria te responde, depois parei pensei mas um pouco talvez aquela seria minha chance de te demostra que acabou pra mim do mesmo jeito que pra você quando na verdade nem começou, minhas palavras foram mas secas que sua pergunta "eu te amo, mas que parei de falar e ruim dizer te amo sozinha" eu queria ter falado toda verdade te cuspido na sua cara todas as palavras que me feriste eu queria te rasga o coração embora sua certeza é não me amar e não querer tá ali sabe amado eu tenho pena dá pessoa que se tornas-te, eu percebi que o momento que mas precisa de cuidado é agora quando tu me dá mas desprezo, eu vou sair dá tua vida um hora ou outra, mas ainda vou permanecer por umas uns instantes até você se curar desse sentimento pricioneiro que te tornou assim
Seco sertão!
Olhando uma imagem assim
É de cortar o coração
não podemos fazer nada
Com essa situação
Quem pode finge não ver
Querem cada vez mais poder
Esquecem nosso sertão.
INSPIRAÇÃO.
Mil e um rascunhos, nem um texto, nem um poemazinho sequer, estou meio seco, um tanto vazio sei lá, me falta palavras para dizer tudo o que quero, esta entalado aqui um turbilhão de pensamentos.
Um café sem açúcar por favor, acho que combina com o meu dia que ainda nem começou direito.
Só ela para me colocar em sintonia com os versos, só ela para me deixar a vontade com papel, caneta e pensamentos.
Por onde tu andas morena?
Preciso de um pouco de paz, desta paz que só o teu aconchego me traz, preciso de música, e a melodia perfeita quem carrega é tu aí debaixo do teu peito.
Traz para perto de mim o teu coração, e me faz dormir enquanto acaricia os meus cabelos.
Chão seco!
A você peço licença
para abrir meu coração
te falar da dor imensa
de ver seco meu sertão
mesmo a tanta desavença
a cabeça ainda pensa
em lutar por esse chão.
ASSIM, O CERRADO
O cerrado, quando empoera
Ressequido o vento no ar
Chora seco folhas desespera
No azul do céu a bailar
O horizonte se põe a embaçar
Na miragem da atmosfera
Embaralhando o olhar
Na imensidão em quimera
Ah! Se o frescor assim espera
O tempo de chuva, pra se revelar
Retorcidos galhos esclera
Num cinza a cromatizar
Assim, o cerrado, se gera
Vida diversa, lato lugar
De exótica primavera
Quem te conhece, só amar...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Não importa se faz frio ou calor
Se é noite ou quase dia
Repouso meu cansaço sobre o galho
Seco pela seca que entristece e perpetua
Me lanço sem rumo em esperança incontida
De saciar minha sede na benta fonte da vida
Ele era so um garoto.<br>
Um garoto com sonhos de criança! E o tempo o deixou frágil, e seco assim como as folhas de outono.
A solidão invade fazendo engolir seco, um cafe e um cigarro servem de remédio,
O céu se torna uma tela onde as cenas são reais, pois reflete os pensamentos que atormentam o coração.
O cigarro ilude a alma e o café é pra forçar, dar o doce pro amargo, um falso acordar..
Acorde garoto, não adianta mais chorar, a solidão não ouve, a solidão só sabe falar..
Grita alto pensamento, que um dia fico surdo,
Grita alto pensamento que um dia fico mudo...
Não te ouvirei, não falarei, não pensarei...
Um homem rodeado de pessoas é o mais solitário, pode ter um milhão do lado, mas não adianta se não for notado...
Tudo que é ruim, vem de dentro de você, são coisas que se sente e ninguém consegue ver...
O pior de estar só, que se esfrega isso na cara, o coração avisa que tudo isso mata...
Ninguém acredita por que quando acontece já morreu,
Se o pensamento não mata, mata esse cigarro seu...
A MINHA VIDA
A minha vida é um deserto
É um simples seco areal
As flores que vou tocando
Perdem todas as folhas
O caminho é inseguro
E a minha estrada é fatal
Pois alguém vai semeando o mal
Para que eu o possa recolher
As minhas ilusões derretem
Como o gelo num mar de fogo
Os sonhos são bandos de pássaros
Entre tantos, tantos medos
A minha vida é um seco areal
Nos abismos de trilhos marcantes
A flor que toco simplesmente morre.
É que eu sou do sertão!
Sou um fruto travoso demais!
Sou lá de longe do morro seco, sim.
As emoções são quentes por lá.
As lágrimas são mais salgadas.
A sede é incessante no verão.
O bigode delas é de Portugal.
Mas o cabelo é latino.
O agreste é holandês no Brasil.
Mas o sertão é um Brasil espanhol.
O gênio é de drama lá.
Mas o amor é apimentado.
Eu vim para o norte.
Aqui faz calor o ano todo.
Mas também sempre chove forte.
Trouxe minha força de sobrevivência.
Mas aqui o ritimo é de crenças.
Dançam a magia da floresta.
Amam como colhem o açaí.
Adoçam frutos ácidos.
Aqui mudei o ponto de vista.
Não há briga de touros na empoeirada avenida.
Mas sim de araras no céu nublado.
Não falta agua limpa nas torneiras.
Mas falta acesso a muitos direitos constitucionais.
Mas eu continuo aqui tentando sorrir mais.
O desafio é meu como mulher de fibra.
A conquista depende da minha coragem.
Eu vim de lá do sertão.
Aprendi cedo a respeitar pai e mãe.
Mas também a defender minha vida na unha.
Essa cara feia feia de sábado com ar de segunda.
Eu não estou sempre sem ela.
Mas ela não diminui meu caráter.
É que sou brava, mas tambémm justa.
Eu sou sertaneja de raiz numa cidade nutella.
Hoje sou do mato indústrial.
Mas já fui poeira vermelha.
Eu sou seca só de expressão.
Mas de coração não.
No sertão nasceu o meu.
Mas foi no pulmão do mundo que se perdeu.
Mesmo assim, ainda bate em mim uma saudade.
A de ver outra vez minha serra da russa.
Antes de chegar nno alto sertão.
A RAIVA É COMO UMA BRASA EM UM MILHARAL SECO,RAPIDAMENTE SE INFLAMA CAUSANDO DESGRAÇA E TRANSTORNO AS PESSOAS PROXIMAS A NÓS. PORÉM NOSSA MENTE FUNCIONA COMO UMA NUVEM CARREGADA EM UM DIA DE TEMPESTADE E DEPENDE APENAS DE NÓS FAZER COM QUE A NOSSA PACIÊNCIA SEJA COMO AS ÁGUAS DESSA NUVEM E ACALME A FURIA DO FOGO POR MAIS FEROZ QUE ELE SEJA.
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