Se Voce Chora eu Choro
FINADOS
Perdida é a paixão no finados, ó Deidade!
Dentro do silêncio das lembranças, o choro
Dos que já se foram. Vácuo no peito em coro
E as orações repetindo o lamento, piedade!
Tantas flores pra tantas covas, pesar em goro
Tantos prantos pra tantas dores, familiaridade
Desfiando suspiros, em tal trágica fatuidade
No ocaso de glórias num plangor tão canoro
Devagar é o enterro no aflitivo perdido laço
Onde os olhares, passam, sem dar passo
Murmurando no vazio que o coração brade
Cada qual pega na alça do triste compasso
De conta em conta na magoa num repasso
Deixado as lágrimas e, arrastando saudade
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
A saudade aperta
Quando as lembranças vem
Choro por não ter vc aqui
Mas me alegro quando te fazia rir
Por que teve que partir?
Um vazio na minha alma
Me faz refletir
O que poderia impedir?
Mas com as forças que ainda me restam
Irei ficar aqui
Fazendo com que a sua essência
Permaneça em mim.
Saudades.
Calar pra quê? Ouvir, talvez!
Fingir por quê? ser o que é, é bem melhor.
Medo de quê? Choro então, qual razão?
Se jogue e se deixe levar.
Se ame e queira amar.
Se entregue e também possua.
Permita-se ser, ouse viver o que te faz feliz.
Vou seguindo...
Vou no choro;
Vou no riso;
Vou na luta;
Atravessando meus abismos.
Em todo amanhecer
tem recomeços;
Vou seguindo...
Nem sempre vou tranquila,
mas sempre vou agradecida.
Quando abro meus olhos e coloco meus pés ao chão, a esperança teimosa, gruda no meu coração.
É por isso que vou seguindo...
Quando me falta forças, da esperança vem a razão; Com coração cheio de fé, continuo com emoção.
A vida é altos e baixos;
Aprendi a viver o agora, o passado foi embora e o amanhã ainda não existe.
É por isso que eu vou seguindo...
#Autora #Andrea_Domingues ©
Direitos autorais reservados 13/12/2018 às 14:15
"Ela era aquele arco-íris após a tempestade. O sorriso após o choro. O abraço após a angústia. Ela era o ponto de paz que fazia sua vida inteira valer a pena."
Fato! Hoje somos o espelho que reflete nossas escolhas pretétiras. Engole o choro, levanta e percorre um novo caminho, de modo que no futuro tenhas um farta colheita da tua plantação.
Ela!
Ela é paz! É amor, é aconchego! Ela luz, é choro, é sorriso! Ela é abraço!
Ela é ciúmes e carinho! Ela é raiva, é briga! Ela é perdão, é oração! Ela é inspiração! Ela é inteligência, é astúcia, rapidez! Ela é incerteza! Aaahh! Ela é incerteza! Ela é dúvida, é clareza! Ela não é reflexão, é supetão! Ela é arrependimento! Ela é contentamento! Ela é força e fraqueza! Ela é calor e frio! Ela é amizade, é lealdade! Ela é meu amor, amor de verdade!
Tudo vai passar. A menina da rua estreita que entregava pedaços de fartura. O choro da criança dos anos trinta e a fome que finta aquelas datas marcadas de desnutrição. Tudo vai passar. A fome cantada na década de quarenta, homens de "enta" que foram na vinda sem antigos abrigos na barriga. Tudo vai passar, aqueles arames farpados, o primo português, o preso sem peso, feiuras do estado novo. Tudo passará, até eu que nem sei escrever um poema que cabe numa grande mulher. Tudo passará. Essas peles da antiga juventude, num tempo que se ilude. Ou morre-se, ou vive-se morrendo. Tu já não morre. Tudo passa, até morte passa de uma só vez. O mundo tem girado no canto da boca, num mundo à parte, ao norte que sopra vitupérios. E tudo passará. Quem saberá escrever um poema para um livro vivo. É necessário antes que tudo passa e a memória perca glória.
Não sou a fortaleza que imaginam!
Sim, sou como todo mundo:
Rio, choro, me alegro, me entristeço;
Ingratidões e grosserias me ferem,
delicadezas me enternecem!
Essa sou eu!
Não posso mudar a essência do meu ser.
Cika Parolin
Às vezes só o choro é o desabafo necessário, pois o recebimento é palavras desnecessárias parece que o peso carregado foi em vão, elas maltratam sem se importar com seu interior sem saber se vai deixar sequelas pois quem sente é quem recebeu...
Meu choro não existe além das minhas lágrimas,
Pois elas só escorrem no meu próprio rosto.
O buraco da ferida só curva quem o leva
Triste ando, pensando em mim me vejo
Pois nesse caso sou o dono do buraco,
Me deixa inconsciente ao tempo que penso
Sera que penso certo sobre oque penso
Ou cada decisão vinda é um tiro pela culatra?
Deus é meu amigo,meu analista. É com ele que choro, que reclamo, que imploro é suplico. Muitas vezes conto os minutos para ir para o banho, ligar o chuveiro, e falar, falar, falar...
Hoje
Hoje sorri com alegria
Hoje tive choro de tanto rir
Hoje foi um bom dia
Hoje conversei com um irmão
O hoje ainda não acabou
Mas já tive mais de uma conclusão
Quero que o esforço para sorrir seja constante
Que a vontade de evoluir seja para sempre
E o querer e fazer para a salvação seja eterno
Ainda tenho algumas horas neste dia
Já tenho compromisso marcado nesta tarde
Depois lerei um bom livro
Estudarei o que preciso
Planejarei o necessário
E pensarei como devo pensar
Reconstruirei um ser que um dia se quebrou
Direi o que quero e quem sou
Apenas um cara pensativo
Que se tornou diferente de antes
Mas em um instante uma renúncia foi feita
Minha vida já não será a mesma
Sei que minha escolha fez a diferença
CHORO OCULTO
Se me escorre bochornal pesar
Da alma inquietada e tão sofrida
Parece-me afliges querendo voar
Dos lamentos desta copiosa vida
E a minha triste cisma dolorida
Em lágrimas opacas põe a rolar
Nas tristuras e do silêncio saída
Não esquecida, insiste em pisar
E fico, cabisbaixo, olhando o vago
No peito o gosto pálido e amargo
E minha emoção duma cor marfim
Assim, eu choro, um choro velado
Ninguém os vê brotar de tão calado
Ninguém os vê arando dentro de mim!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
29, agosto de 2019
Cerrado goiano
Cheguei nu, aos prantos.
Agora choro nos cantos.
Olho pela janela ao dealbar do dia.
O raiar ilumina meus pensamentos.
Em tudo vejo um muro.
Da ignorância
Da insensatez
Da estupidez.
A espécie se corrompendo
O meio sendo destruído
Os amigos se vendendo.
Estamos perdendo uns aos outros.
Digitalizando-nos sob máscaras virtuais.
Alimentando-se de curtidas em vaidades desnutridas.
Saciando o vazio que há em si.
Continuo aos prantos.
Quando penso, paro, sinto, sofro, choro, mas, continuo a lutar... pois meu lema é... jamais desistir de tentar.
O CHORO
E o choro pouco a pouco secou com o vento da esperança que chegou cedo demais
Pedindo licença e avisando que a vida é tão efêmera quanto um dia feliz.
A BELEZA ESTÁ
A beleza está no choro da criança ao sai da barriga da mãe
A beleza está nas imperfeições significantes do dia a dia
A beleza está no aperto no coração de um pai ao largar a mão do filho no primeiro dia de aula
A beleza está no silêncio que antecede o choro,
Na lágrima de uma mãe ao achar um filho desaparecido
A beleza está no olhar de um mendigo ao receber o cobertor,
Está no flanelinha ao receber um trocado
A beleza está na completa falta de jeito daquele menino para a dança
A beleza está no primeiro passo, na primeira queda, na primeira lagrima.
A beleza está nas cicatrizes que relembram a infância
A beleza está no vazio que me faz lembrar você.
A beleza está em um pedido de desculpa inesperado
A beleza está no abraço de uma mãe a um filho recém-regresso da guerra
A beleza está na face mais escura da lua pouco antes de amanhecer.
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