Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Quando escrevo, raramente volto aos meus textos, pois fico achando que vou achar minhas palavras ridículas e apagarei tudo. Já aconteceu algumas vezes. Ultimamente tem sido diferente, volto a eles e gosto do que escrevo. Acho que estou começando a me aceitar como escritora.
Quando o dia nasceu
Vi seus olhos nos meus
Os meus sonhos, nos seus
Pendurados num fio!
É a nossa estrada!
Preenche o quarto vazio
Da minha casa
Vem correr no meu rio
Ser a minha calçada
Sentir meu corpo no teu
Como toalha molhada
Vem colher sua flor
Bem no fundo do céu
Já não quero mais nada
(Quando o dia nasceu)
Inspirada na musica
A pele que há em mim
Oh! Oceano Atlântico!
Porque quando eu fecho os meus olhos
eu respiro a poesia de Vossas ondas
e eflúvio de saudade?
Oh! Oceano Atlântico!
Porque quando eu abro os meus olhos
eu transbordo os versos salsos da Vossa maresia
e eflúvio de serenidade?
Eu sei
que Vossa mercê sabeis
que a minha alma
É bordada com o Vosso sal.
Ah! Se eu fosse corajosa ...
escreveria meus pensamentos e versos nos muros, nos postes, nas barcas, nos ônibus, nas esquinas,
nas praças gastronômicas dos shoppings centers, nos botecos, nas trilhas, nas lagoas e praias da minha Niterói ,
sem me importar com a zombaria, a indiferença ou o possível interesse dos passantes ... eu queria ser grafiteira da poesia !
Os pensadores e poetas atuais deveriam ter essa coragem de tentar chegar lá onde a poesia e a leitura já não chegam tão facilmente... no nosso povo tão sofrido e oprimido.
Talvez seja
por que todos
os meus passos
me levam até Ela.
"- Ela quem?",
perguntou o Tempo.
- Quem, senão ela?!
A Poesia!
✍©️ @MiriamDaCosta
( Trecho de "Diálogos poéticos")
Dizem que o medo mora perto das idéias loucas. Mas eu enfrento meus abismos, e quero viver minhas loucuras! De um jeito ou de outro elas estão aqui flutuando em minha cabeça só não sei ainda como pegá-las.
Cacto
"Sou um cacto, conheço-me bem, meus espinhos são meu adorno. Abraçar o mundo seria doloroso, então me privo de muito, não porque me excluo, mas porque me recuso a ser a dor que eles não suportariam.
Ao invés de lamentar, ouço atentamente cada espinho, pois suas historias contam minha vida. Escrevo-as em papel, com tinta permanente porque não tenciono esquecer detalhes da razão de ser de cada um.
Talvez quisesse eu deixar de ter espinhos, mas teria de renunciar minha identidade, minhas diferenças, negar minha face à troco da aceitação, arrancar a alma da minha essência. Isso era perder tudo, para ganhar o mundo.
Mas eu sou um cacto e conheço-me bem, meus espinhos são meu adorno".
Eternizei você no meu amor,
pois se a saudade se espalhar pela nossa história,meus olhos sempre irão te revelar.
