Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Quisera viver minha vida
Amando muito e ardentemente
Quisera viver os meus dias
Vivendo de te amar somente
Eu queria te dizer que o meu amor
É amor tão grande
Que até pode haver no Mundo
Outro coração que ame
mas tão grande amor não sente
Amor exuberante
Diante de você
Meus olhos ficam simplesmente exultantes
Amor que te alcança aonde estiver
Portanto, nunca hei de estar distante
As palavras que escrevo
E as flores que te dei
Não podem expressar
A maneira que te vejo
Mas querem te pedir que me veja
Sob o prisma da mesma lente
E que sinta no meu peito
Este coração pulsante
Que se cala diante de ti
Feliz
Vivendo de te amar somente
Que a vida venha desgrenhada
igual aos meus cabelos de menino
venha e seja difícil transpor
Qual fosse mata fechada
a gente passa um pente fino
e vai vivê-la
A gente se embrenha
pra poder conhecê-la
A gente vai descalço
sempre que hover espinhos
Onde não houver dificuldade
Eu crio uma
Sempre que eu vir espaço
conveniente para criá-la
Que minhas mãos se encham de calos
Que a vida venha
Só não quero passar por ela sem vivê-la
E que ela se vá um dia
do mesmo jeito que um dia veio
Não peço facilidades para mim
Quero apenas
que entre o início e o fim
Eu possa deixar algo ali no meio
Senhor Meu Deus
Sejais pela eternidade
O Pai de meus pensamentos
Senhor Jesus
Eu sei que dás ordens ao Sol
E também aos Mares e aos Ventos
Te peço neste e em todos os demais Natais
Que olheis por toda a Humanidade
E que todas as crianças deste Mundo
Tenham direito de conhecer
Tuas verdades
E que o Engano seja banido
de todos os corações desertos
Que o erro seja finalmente
Reconhecido como errado
E que seja visto como correto
Somente o que for
Realmente certo
Que o ato de amar esteja presente
E o amor renasça em cada lar deste Mundo
Abençoa, meu Pai
Cada criancinha que nascer
e que todas elas conheçam teu amor
Não desejo e nunca desejei
Receber mais que aquilo que eu mereço
Te peço hoje, Meu Pai
O Teu olhar e Teu Perdão
Como o meu presente de Natal
Que Tua Compaixão
Se espalhe por todo o Mundo
e alcance a toda Humanidade
Restaura, Senhor, a visão
Àqueles que tem olhos e não veem
e que este seja um Mundo de verdades
Que o quente seja quente
Que o frio seja frio
Que o claro seja claro
e a escuridão seja somente
um lugar escuro onde possa entrar
Tua luz, mesmo com as portas fechadas
E nunca mais nenhum homem
Se afaste desta crença
Creio que isto é tudo
Te envio, meu pai, neste Natal
Meu desejo de receber o Teu abraço
Que toda a Humanidade durma em paz
Dorme em paz também, Jesus
Quando nascer um novo dia
Não seja apenas o dia uma coisa nova
Que o amor esteja restaurado
em cada coração
Amém.
Escrever poesia
Foi a forma tardia que eu encontrei
Pra contar aos meus filhos
meus irmãos
e principalmente
Àqueles que não me conhecem
Coisas que eu vivi
Que gostaria de viver
e principalmente
As coisas que eu nunca vi
Não passei e não senti
Eu precisaria viver mil vidas
Pra poder escrever tudo isso
e tudo isso ser verdade
Eu as escrevo simplesmente
Pra poder expressar
e principalmente
Não deixar que fuja
Aquela inspiração que me invade
lentamente, sorrateiramente
Em algum lugar da mente
Que eu nunca vou saber qual é
Dizem que o Poeta mente
Creio que seja verdade
Mas eu às vezes acho
Certas mentiras muito lindas
e acredito que serão bem vindas
Nas almas e no coração
De muita gente que as vai ler
E dizer pra si mesmas
Que o Poeta fez um bom serviço
Pois elas sim, sentiam tudo isso
Mas não sabiam como dizer.
Eu procuro sempre segurar os meus sonhos nas mãos, se as mãos estiverem ocupadas eu os ponho nos bolsos, quando tenho sono eu os guardo embaixo do travesseiro, quando eu acordo, eles fugiram. Talvez eu os tenha sonhado...
Se eu soubesse,
em meus tempos primeiros
Ah, se eu conhecesse
Os reais motivos
de cada passo dessa dança
Teria feito um acordo com o tempo
Ainda nos meus tempos de criança
E, pode ser que hoje
Eu não vivesse como eu vivo
Com certeza eu não sofreria tanto
Talvez eu até nem sofresse
Porém, creio eu
Que se Deus me tivesse dado isso
Eu jamais teria aprendido
O real valor
de cada degrau de uma escada
E vivesse
Sem ao menos perceber
Que antes de mim,
Alguém a construiu, pra que eu subisse
E, como tanta gente
Somente me queixasse
Do imenso trabalho
Que se tem para galgá-la
Enxergando cegamente aquela escada
Como algo que sempre esteve lá
Desde a criação do Mundo
e mais nada.
Às vezes penso há quanto tempo vivo,
e há quanto tempo existo
Há quantas andam meus pensamentos
e no que tenho feito pelos outros
e para os outros
E naquilo que haverei de deixar
e penso que talvez o tão procurado
segredo da vida
esteja na diferença que interpretamos
as palavras viver e existir
deixar e fazer
e no peso da palavra "Quanto?"
Talvez você leia meus pensamentos e me julgue um poeta medíocre, outros lêem e podem me achar profundo. Não escrevo nem para um e nem para outro. Escrevo pelo prazer que sinto em escrever e saber que amanhã poderei voltar aqui e sentir por um instante aquilo que sentia no momento em que escrevi: Tristeza, alegria, esperança, raiva...tudo é sentimento e é melhor sentí-los de que não sentir nada.
Se os traduzo em poemas bons ou ruins, não sei, o que me dá prazer são as imagens que vão surgindo em minha mente enquanto eu escrevo e que sei que também poderão surgir na sua. As palavras podem vir e ir ao vento, da mesma maneira que se vão, haverão de voltar daqui à 200 anos. Eu não estarei mais por aqui, mas as palavras, estas permanecem igual à árvores centenárias. Pode ser que uma criança do futuro sente-se em sua sombra e me dirija uma oração.
É manhã e eu sou criança
minha mãe mandou-me ir
buscar o pão e depois
servir café para meus irmãos
há fila para comprar o pão
e eu entro na fila
então eu me lembro
que ontem
eu não era mais criança.
há anos nem pisava nesta vila
Eu voltei a ser criança?
Arfa, então, meu peito:
Meu Deus, isso é perfeito!
Meu coração Jubila
meus olhos brilham tanto
de alegria e de encanto
que reluzem, da retina à pupila
meu peito rejubila
olhando a luz do dia
que no Céu cintila
inesperadamente
estupidamente
minha razão oscila
então
eu penso:
Será que isto é um sonho?!
maldito pensamento!
aquele breve e feliz momento
era tão frágil quanto a argila
Eu volto a ser quem era
acabou-se o esquecimento
aquela sensação
deixa alegria e sofrimento
trocaria este dia
por apenas um momento
um momento que havia
recebido
como grata cortesia
por tão feliz que era
fui me perguntar
se era apenas fantasia,
deveríamos sempre aceitar
e nunca questionar
aquilo que nos faz felizes
quem duvida da felicidade
torna-se infeliz
por toda a eternidade
O Sol queima meu rosto
é final do mês de Julho
Quando é noite
Eu tento dormir
Porém os meus sonhos
me acordam
O silêncio no meu quarto
ressuscita barulho insondável
O sono, outrora tão amável
hoje é inefável falso amigo
A minha alma não encontra
Abrigo em meu corpo cansado
A desordem em que se acham
Meus pensamentos
A cada dia e a cada hora
cada vez mais lentos
A cada hora mais tementes
de novos tormentos
Me fazem duvidar
Que o Sol de agosto
Haverá de trazer-me
Qualquer qualidade
de alento
Procuro e não encontro
Motivos para as coisas
Que me acontecem
Se os há, não me lembro
Não há motivo que me leve a desejar
Que a vida continue acontecendo
Quando o Mês de Setembro chegar
Hoje
Com a força do pensamento
Te mando Flores
Te mando um beijo
Te envio finalmente
Meus sentimentos de saudade
Saudade da boa
Dor da melhor qualidade
Vontade de Poeta
Emoção de Sertanejo
Tristeza de Verdade
Daquelas da qual
Não se fala à toa
E nem se sabe
Simplesmente
Se Sente
E quando a gente sente
Dá Vontade de Ver
Urgentemente
Hoje
Eu queria te dizer
Mais uma vez
A vida passou
E você
Perdeu a Oportunidade.
Juliana.
Menina linda
Minha linda menina
Amor de criança
Que nos meus
tempos de menino
Fez conhecer
A luz do Divino amor
Amor que ensinou
O quanto a vida
Pode ser bacana
Às vezes a vida engana
e chega a parecer triste
pra mais tarde a gente ver
A Luz que da Luz emana
Luz que vem de Juliana
Só quem te conhece pra saber
O quanto é bom viver
E poder ver
O sorriso que sempre sorriste
Quando me via chegar
Meu coração leviano
também bate
Por Lavínia e Alessandra,
Ana Júlia e Beatriz
Outros poemas já fiz
Por Marina ou Mariana
Outros sorrisos eu dei
Por Giulia e Nathaly
Por Simone ou por Luana
Por Larissa ou por Andressa
Por Aline e por Vanessa
Por Alice e Maria, Laurinha ou Giovana
Meu coração se arrepia de lembrar
do momento solene
Do dia que conheci Shirlene
e toda menina que mereça
Permanecer assim, na cabeça
Assim como sempre penso
Em Ana Paula ou em Verônica
Manuela, Isabella, Mirella ou Carlinha
Por Patrícia, Menina bobinha
E por Sandra, Menina malandra
Amor que no peito fica
Quando lembra da Vivica
Porém, hoje eu escrevi
Um poema pra dizer
Que meu coração
desde sempre
Bateu contente
por você
E é claro que a gente precisa
Lembrar da Maria Luiza
Mas...você não é mais uma
Você é única e divina
Você é e sempre foi
Minha linda menina
Hoje eu mando este simples poema
Qual se fosse uma oração
Que eu oraria uma semana
Cantaria esta canção
pra você
E somente pra você
Juliana.
Desejo uma boa semana
A todos os meus amigos
E Espero sinceramente
Que encarem com alegria
O nascer de mais um dia
E se esqueçam dessa mania
De querer que ele passe depressa
A gente só vive uma vida
Pra que vivê-la nutrindo
Esse lado contrariado
Me lembro que em meu passado
Em pisava uma trilha de barro
Pra chegar à condução
Hoje vejo gente reclamando
Da infindável distância
Que é o trajeto pavimentado
Que o leva até o carro
Quinta-Feira não tem mais nome
Hoje é véspera de sexta
Quem mata o tempo
É suicida
Que se engana pensando que a vida
É apenas um resumo
Daquela alegria besta
De beber e enxergar as coisas
Saindo fora do Prumo
O maior presente de Deus
É a vida em plenitude
Pra vivê-la plenamente
O segredo está na mente
E na mudança de atitude
O maior Talismã de sorte
Capaz de mudar sua vida
Se chama "dia atual"
Enquanto não encontrá-lo
Haverás de achar que a vida
É um mal
Haverás de compreender
Que o tempo não retrocede
Não queira que o tempo vôe
Cuidado com as coisas que pede
Um dia a chuva de saudade
Molha o chão de seu coração
E o tempo passado inunda
Aproveita bem teu dia
Te desejo uma boa Segunda
Deus!
Peço humildemente examine o canteiro do meu coração,
Mesmo que conheças a mim e os meus pensamentos.
Se houver alguma muda de pecado,
guia-me pelo caminho da redenção e do perdão.
Não permita, que essas ervas dadinhas se espalhem.
Se por ventura me oferecerem sementes impuras, ajude-me a resistir.
Pois sementes estas como o da ganancia, soberba, ira ou da inveja.
De nada lhe agrada e me da falsa sensação de saciedade.
Afastai de mim esses males, não permita que semeiem o meu coração,
ruis são as sementes e amargos são seus frutos!
Para doenças espirituais não existem remédios pois a ciência é do homem, assim como os pecados são da carne.
Peço auxílio ó meu senhor, que concedeu a mim e ao meu semelhante o mesmo dom da vida, permita-me receber as sementes do amor, felicidade, esperança, empatia, paciência, perdão, resiliência e gratidão.
Para que eu possa cultiva-las e oferecer ao meu próximo o mais doce dos seus frutos. Amém!
Hoje
Eu gosto de saber
O quanto é curta a vida
Longe
Encosto meus ouvidos
Na parte estreita
Escondida nas dobras do tempo
Pois o tempo sim, se curva
Estronda uma trova
Um dobrado
Apito de trem
Um grito que me vem
do outro lado
Prova
Que apesar de ser
Curta a vida
A vasta estrada continua
Basta saber
O túnel
Que deve ser atravessado
depois da próxima curva
Onde existe um rio de águas turvas
Ou uma linda alameda
Que culmina
Em límpida queda d'água
e envereda
Noutra estrada
Esta, bem colorida
Onde se vive
Pro resto d'outra vida.
Edson Ricardo Paiva.
"Eu quis fazer a seleção
dos meus melhores "quases"
Mas a minha sucessão
de quases foi tão imensa
Que penso ter sido, talvez
A unica vez na vida
Que quase não tive dúvida
Eu quis fazer e não fiz
E eu quase fiquei feliz
...mas não deu!"
Edson Ricardo Paiva.
Cerro meus olhos todo dia
Na esperança de guardar aqui
A toda fantasia
E poesia que se encerra
No final de cada olhar ao longe
E também cada alegria não vivida
Que eu dividi comigo mesmo
Nos tempos mal vividos
Que o caminho abrange
Pois a sorte desta vida
Não consiste em deparar
Com o diamante bruto
Que a cada um de nós
Há de esperar pelo caminho
E, sim, reconhecê-lo
Agradecer-lhe, com o devido zelo
Pois cada um de nós
Um dia há de encontrá-lo
Mas, nem sempre
Vê-lo
E lapidá-lo
Longe de toda malícia
Distante de qualquer olhar astuto
Somente a mansa gratidão
Que qualquer criança
Encerra dentro de si mesma
Quando tem na mão
Um brinquedo de papel
Um desenho que ficou bonito
E um coração escrito
E cerra os olhos
Na esperança de guardar ali
A sensação de fantasia
Que todo dia finge em reviver
No final de cada olhar ao longe
Que o tempo não deixou guardar.
Edson Ricardo Paiva.
No dia em que eu houver
De deixar ao mundo algo de mim
Pretendo deixar meu pior.
Desatar meus liames
Esquecer-me
De tantas mágoas e tristezas
E tudo que houver de nefasto
E tudo que houve de nefando
O melhor do lado ruim da vida
A tudo eu hei de abandonar aqui
Quando, enfim, eu tiver que partir
Pois é pra isso que serve a vida
Ela existe, pra que a gente viva aqui
A toda essa carga negativa
Que encaramos, que enfrentamos
Enquanto gente viva
Convivendo com gente assim
A carga é bastante pesada
Pra no fim, não levar-se nada
Eu rogo ao infinito que leve
O que houver de leve em mim
Pois o mundo empenhou-se tanto
Em tirar-me tudo
Eu deixo ao mundo meu pranto
Que é tudo que eu tinha
O que havia de bom
Não foi de interesse
No mais, minha alma é bem leve
E de nada ela serve pro mundo.
Edson Ricardo Paiva.
"Desde muito cedo
Antes mesmo de nascer meu Sol amigo
Me prestei e esquecer meus medos
E me emprestei a um ser só
Que era eu
Trazendo nas mãos, nada mais que dez dedos
Escondi no coração muito mais que vinte medos
Do lado da minha paz
Minha paz, há muito esquecida, espalhei
Meu Sol se pôs
Meu medo escondido, só pra mim guardei
Pra depois do fim da vida."
Edson Ricardo Paiva.
A chuva ensaiou
Flutuante
Eu abri minhas janelas e cortinas
Acendi meus abajures
e uma vela para agradecer
Convenci flores ausentes a ficar
Recolhi correntes
Pus meus dentes num sorriso
Ensaiei minha melhor risada
Pois a chuva é quase nada
Nada, quando ela chove
Deitei vinho à taça
Ele não veio
Vinha a chuva que passou
Porque toda chuva um dia passa
E ela passou
Infértil...meio indiferente
Sem sorriso e folha nova
Eu chorei
Pois o tempo ensina e prova
Compreende quem quer
Aprender não é preciso
A lágrima é.
Terra e chuva são dois
Pra depois serem uma coisa só
Pois a terra inválida, invalidada
Compreende a dor de ver-se abandonada
Sem laços, desatados nós
Mas depois que um rio flutuante
Impávido e ausente
Num dia qualquer
Passar pelo espaço infinito
Vazio e bonito e distante
Ali, bem diante dos olhos
Pra depois, num mero instante
Dar adeus, partir e não chover.
Edson Ricardo Paiva.
