Saudade de um Velho Amigo
Podemos dizer que a Bíblia judaica - Velho Testamento -, tem cunho capitalista e defende a propriedade privada. Se tudo pertencesse a todos não haveria motivo para uma lei que proíbe o roubo e que consta no decálogo - "não roubarás". Nem tampouco faria sentido as grandes propriedades de terra e criação de gado mantidas pelos patriarcas judeus - Abraão, Isaque e Jacó.
o velho e fútil amor que insiste em voltar.
Te quero, não nego,Te quero intensamente,
Com todo ardor e alma, te quero.
Porém, bem longe daqui.
Ao ponto de esquecer a minha existência,
Porque da tua, não sobrou mais nada em mim.
"Em algum lugar ele observou, que o velho se desfaz,margem à beleza, para renascer, vivo e altivo para para a vida."
AS ÁGUAS
Eu sou as águas...
Amazonas Paraná, rio Nilo, velho chico...
Olhe ai o São Francisco, Solimões
O Yangtzé, Mississipi Missouri, Yenisei
Tenho águas tenho peixes orcas tubarões
Estou indo! Que saudades!
Será que volto?
Tive uma morte honrada
A onde morria no mar
Hoje minha morte e desgraçada
Morro todo dia!
Pelas nascentes, pelas margens
Eu sei que vou me acabar.
Eu sou o rio de lagrimas após o arpoar
Lagrimas, derramadas pelo amor
Lagrimas aos ventos de dor de amar
Sou o rio, sou rota sou caminho
Sou energia para sua vida
Carreira para sua canoa
O cais do porto o embarcar
Ninho para o seu Iate
Balança para a sua lancha
Balsa para suas cargas
Viagens, apoios para seus navios
Eu sou o rio que hoje...
Seca pelo efeito do seu estio.
Fui induzido
Perdi as nascentes
Para as ignorâncias das gentes.
Descabelaram o meu leito
Poluíram as minhas lagrimas
Eu sou o rio e já matei muita sede
Semeei vidas
Atiraram-me redes
E com meus frutos, sanaram as suas fomes
Sou o rio...
Todavia explorado pela mão do homem
Roubaram as minhas pedras
Meu ouro
Meus tesouros
Fiquei fraco esmoreci
Não consigo mais fazer estouros
Gasoso, evaporo aos céus
E caio como chuva orvalho
Faço cachoeira
Como enxurradas corto atalho
Embelezo os jardins os risos
Amplio a bonança disperso prejuízo
Sou a fonte que vem dos montes
Sou vida dos mais, pequenos
Ate aos grandes como os elefantes
Olhe o banho olhe a comida
Estou na panela na cacimba
Eu sou o rio... Sou vida.
Antonio Montes
E o mundo continua na sua infinita ignorância, homofobia, machismo e o bom e velho racismo de sempre.
01 de novembro: Dia de Todos os Santos! Agora que eu me lembrei de que hoje vou cobrar um velho devedor meu que me prometeu de pagar sua dívida no "dia de são nunca"!!!
Sou demasiado velho para ter aquele tipo de morte espetacular. Para mim, cometer suicídio ou morrer de overdose seria... Inapropriado.
O HOMEM DO COBERTOR VELHO
Todos os dias no mesmo horário eu descia do ônibus e subia a passarela para pegar a segunda condução em direção ao trabalho. Quase sempre estava atrasado e passava feito um foguete, sem olhar para os lados. Naquele local, entre o ponto e a passarela, desviava de algo que atrapalhava o meu caminho.
Certa vez me esqueci de mudar o horário de verão, e saí de casa com uma hora de antecedência - fui perceber apenas quando estava no ônibus. Estava mais tranquilo e sereno, andando com calma e olhando o caminho percorrido, o que nunca acontecia. Ao descer do ônibus, reparei o que era aquela coisa que eu desviava todos os dias entre o ponto e passarela. Tratava-se de um velho cobertor, cinza, áspero, com um volume por baixo. Curioso, levantei o velho cobertor e dentro havia um homem dormindo, que nem percebeu que o descobri.
O homem debaixo do cobertor velho fedia a cachaça. Talvez por isso não tenha percebido que levantei o cobertor. Em frente ao ponto e a passarela havia uma padaria. Fui até lá e pedi um chocolate quente e um pão com manteiga na chapa, e levei ao homem debaixo do cobertor velho. Mesmo receoso, o rapaz agradeceu.
Passei a fazer do ato a minha rotina. Todos os dias eu comprava um chocolate quente e um pão com manteiga, e levava ao homem que sempre estava no mesmo local.
Um dia eu entreguei o pão com manteiga e fiquei olhando o homem degustá-lo. Ele, com a boca cheia e deixando cair migalhas no velho cobertor, indagou-me:
- Por que me ajuda?
Fiquei refletindo por um tempo antes de responder:
- Acho que não preciso de motivo para ajudá-lo.
Ele então se levantou e saiu andando pela primeira vez desde que o conhecera. Todos os dias eu o aconselhava a sair daquele local, procurar algo melhor para a vida. Queria que o homem reagisse, pois tratava-se de um bom rapaz, porém perdido.
Em um certo dia que desci do ônibus, segui em direção à passarela, e só estava o cobertor velho no chão. Mesmo assim, comprei o achocolatado e o pão com manteiga e deixei no mesmo lugar de sempre. Ele nunca mais apareceu no local.
Escolhi, então, pressupor que o homem melhorou de vida, pois, caso contrário, ele teria o alimento naquele cantinho.
Na padaria o proprietário me questionou:
- Por que você ajudava aquele homem? Era apenas um bêbado de rua.
Respondi:
- Porque aquele homem precisava de mim, mesmo que por apenas um tempo. E eu preciso de pessoas melhores no mundo.
Encostado nas paredes do além,
A olhar para o infinito azul do céu,
Ali está o triste velho Zé Manoel,
Tocando sua arpa dizendo amém.
Amém àqueles que o abandonaram,
Na vil encruzilhada da vida,
Pedindo a Deus rezando na ermida,
Perdoando àqueles que o abandonaram.
Entre soluços cantigas tristes,
Apenas triste olhando o infinito,
Olhando co'o coração contrito,
Sem uma palavra que inferiste.
Apenas uma esperança está em Deus,
Naquele asilo abraçando os irmãos,
Mui unidos todos eles dando as mãos,
E aos filhos não esquecidos último adeus.
É foda não poder compartilhar um sonho, velho.
Ta na ponta da linguá,
nas únicas letras do teclado,
na melhor parte de toda uma musica perfeita.
A frase permanece na boca,
mesmo após a certeza
de que ela nunca será dita.
Quem me inspira está bem longe,
perto de onde meu juízo se esconde.
É foda não poder compartilhar um sonho, velho.
E é assim que tem de ser. O velho, é passado, acabou...Lute pelo novo, pelo hoje, pelo agora. O resultado com certeza será mais que surpreendente...
Coisas da idade.
Quando a gente é novo não pensa em ficar velho, quando vai ver já é velho.
Apesar de ser uma catástrofe, não me pareceu catastrófico ficar velho. A gente vai se acostumando e quando vê a velhice já chegou, e com ela a certeza que não dá para voltar.
E a idade não é como para certas bebidas, não te deixa melhor mas pode ensinar a sobreviver com essas “velhices”.
Eu por exemplo, me irritava com qualquer barulho, com alguma coisa fora de lugar ou com a ignorância das pessoas.
Não que eu tenha me acostumado ou que goste, mas criei uma certa tolerância que me faz bem, provavelmente na medida inversa que me incomodava.
E o que resta?
Ouvir Billy Paul!
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