Poemas sobre samba

Choro de alegria.
Autor: Ricky Henry

Hoje a mãe poesia de alegria chora...
Por mais um samba que nasceu...
Embalado pelo violão nasce a mais linda melodia...
batizada com o cavaquinho e harmonia...
Avisa o reco reco que o samba nasceu...
.
tamborim marcando presença...
Com o padrinho pandeiro...
Na palma da mão ao som do refrão.
Hoje é festa que vai até o dia raia...
.

ref:
Hoje a mãe poesia de alegria chora...
Por mais um samba que nasceu...
Embalado pelo violão nasce a mais linda melodia...
batizada com o cavaquinho e harmonia...
Avisa o reco reco que o samba nasceu...
.
Tan tan com todo carinho, chama toda rapaziada pra festejar..
Com a verdadeira batucada...
Vamos todos cantar...
Que hoje o Samba nasce...
Em nosso peito faz a sua morada.
Deixa de onda e vem pagodear.

ref:
Hoje a mãe poesia de alegria chora...
Por mais um samba que nasceu...
Embalado pelo violão nasce a mais linda melodia...
batizada com o cavaquinho e harmonia...
Avisa o reco reco que o samba nasceu...

Inserida por chd

Na vida já fui aprendiz
Ricky Henry.
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Nas esquinas da vida eu vi e vivi...
Nas rodas de samba foi onde curti..
Na escrita do destino que Deus escreveu...
Onde eu sofri e aprendi...
Amar e ser feliz...
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Se tem amor de verdade...
Tem que segurar...
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Mais se for de mentira e de ilusão...
Então deixe partir...
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Amizade verdadeira!
Tem que cultivar...
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Se for falsa e perigosa!
tem que se afastar!!!
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As criança carinhosas!!!
Vamos embalar até ninar...
Mais as crianças perigosas...
Vamos orar e ajudar!!!
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Pra que no amanhã um futuro elas podem conquistar!!!

Inserida por chd

Meu samba vai correr em tuas veias
Ricky Henry.
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Quem é bamba canta sem perder o tom...
Ouve Candeia, Jovelina, Aniceto e Zé Ferreira...
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Nos tempos de outrora..
Na harmonia da verdadeira viola...

Marcado no surdo, pandeiro, bandolim se entende com a cuíca que chora...
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Chocalho, afoxé, repique, prato e frigideira...
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Fazendo a batida perfeita...
No couro a voz das velhas senhoras...
Fazendo bonito, com olhos vertendo lagrimas...
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No rebolado da negra faceira...
O miudinho do moço ciscando no pé...
Pra chamar atenção da linda mulher...
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Vem na roda que meu samba vai correr em tuas veias...
Vem todo mundo que hoje vai ter samba de Donga e candeia...
Vem se alegrar no verdejante desse lugar...
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É o quintal da vovó que meu samba não vai parar...
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Clareia a lua cheia...
Vamos para o samba ioiô e iaiá.
De braços dados com a minha senhora...
Vou versando cantando sambas de outrora...
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Minha preta sambando em volta da minha cadeira...
É respeito a minha pessoas...
Sou paulistano venho da terra da garoa...
Fasso versos e não fico a toa!!!!
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Vamos versar, vem na palma que já vou começa!!!
(versos)
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Sou paulistano venho da terra da garoa...
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Mais é nas palmas que me fascina..
Ganhei o dia quando beijei minha neguinha...
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Sou paulistano venho da terra da garoa...
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No improviso procuro ficar esperto...
Se não vou complicar meu dialeto...
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Sou paulistano venho da terra da garoa...
Ricky Poeta é assim que sou conhecido...
minha intenção é levar amor paz no coração....
E assim vou fazendo mais uma canção!!!
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Sou paulistano venho da terra da garoa...
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Vou ficando por aqui pois preciso ir...
Pra minha neguinha com meus filhos eu vamos o dia curtir!!!

Inserida por chd

Sou Jane do samba e Neymar da bola.
Ricky Henry
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refrão:
Sou Jane do mangue de santos do morro e asfalto...
Eu sou... negra, parceira, leal e fiel...
Na vida, eu bato de frente se na razão eu estiver...
Pra todos...
Com meu Samba eu deixo o meu axé!!!
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É...com frigideira, prato, cavaco, pandeiro e ganzá...
Vou versado, cantando, falando de Samba, raça e Neymar...
Somos cultura, samba, bola e felicidade...
Batucada é o refúgio da igualdade...
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refrão:
Sou Jane do mangue de santos do morro e asfalto...
Eu sou negra, parceira, leal e fiel...
Na vida, eu bato de frente se na razão eu estiver...
pra todos, com meu Samba eu deixo o meu axé!!!
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Em tropeços aos trancos e barrancos...
E vi um menino lutar e conquistar o mundo...
Em polêmicas, críticas, elogios...
Sofreu com racismo, mais um absurdo...
É fundação, filho, amigos, muleke, responsa que irradia...
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E...se liga, o futebol e o samba já virou epidemia...
Sou Jane no canto e Neymar nos campos...
Unidos e levando a paz, samba, futebol e alegria.

Inserida por chd

**Meu Samba nossa escola**
Ricky Henry
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Refrão:
Vouuu...
Sair curtindo, pelas agremiações da lida...
De Santos, vou a Sampa...
Depois para o Rio sem demora...
E assim quero ouvir samba, Batuque carioca, paulista, e santista...
Paixão que carrego pra toda vida...
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Mais, confesso que nos bares, e nas esquinas eu aprendi a cantar...
Da vila Belmiro, Unidos da baixada, na X9 santista amei o suingue, gingado das passistas...
Fiz as malas vou subi a serra, feliz da vida...
Cheguei no Bixiga, saudei o Tobias, ao som bateria do mestre Tadeu...
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Passei no Rosas, uma escola mistura de anônimos e artistas...
Que linda harmonia quase chorei...
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Na Gaviões entrei...
O manto preto e branco...
Sambando, versando, saudando os parceiros, também...
Sai fui para Vila Maria, que homenageava, Nenê, Camisa,Tucuruvi, Mocidade, a Pérola negra que samba meu bem...
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De SAMPA eu fiz a ponte pro Rio sem escala ao lado do Cristo passei...
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Ao Desembarcar corri para império Serrano ao show de Arlindo Cruz...
Meu telefone tocou, erá Martinho pedindo pra eu ir a Vila Isabel...
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De lá vou passar na Mangueira, Salgueiro, e na Beija flor...
No Domingo me despeço na Imperatriz, e vou comer uma feijoada ao som de um agogô...
E assim eu vou que vou...
Encerrando a minha turnê ao som da bateria e agogô...
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improviso:
(só a batucada ágora).

Inserida por chd

O nosso negócio é samba bom!
Ricky Henry
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É último domingo do ano, na varanda vou descansando...
E inspirado a escrever e sou abençoado com mais uma composição...
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Na poesia sublimemente inspirado a falar desse meu dom...
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Poeta sei que sou, mais ainda não sou de primeira...
Pacientr vou passo a passo com os pés no chão...
Ouvindo, se atendendo nas melodias de poetas dos tempos de don don do Andaraí...
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Com Aniceto, Candeia, Luiz Carlos, Xangô da Mangueira, Casquinha, Agimiro, Cartola,Jamelão...
Tem também, Zé Kett, Nelson Rufino e Cavaquinho, Leci, Beth, assim vou na Luz de Moacir...
Feliz da vida...
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No tum tum do pandeiro minha sina é ser partideiro, pego carona na Herança Popular com Nailson Mota e Fábio Henrique...
Vou as 20 encerrar meu partido é na sedinha na zona sul de SAMPA na presença dos meus mestres chapinha, Almir, Reinaldo e Santaninha...
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Luz da minha inspiração...
A sorrir, eu vou levando a vida...
Toca aí nesta viola...
Porque o nosso negócio é samba bom

Inserida por chd

Bola e Samba!
Ricky Henry
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(Vamos de partido alto)
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Refrão:
É cavaco e banjo...
Vamos pro samba versa..
É bola e campo...
De chuteira e no samba representa...
É Jô que chegou com a rapaziada pra somar...
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Dona Tânia prepara a mesa que o negro tá preste a chegar...
Daril põe a cerveja na geladeira e carne na churrasqueira que o bicho vai pegar...
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Refrão:
É cavaco e banjo...
Vamos pro samba e versa..
É bola e campo...
De chuteira, e no samba representa...
É o Jô que chegou com a rapaziada pra somar...
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Veio Ronaldinho, Fenômeno, Gil, Coelho, Love com a família...
Neymar, Robinho, Elano, e Dentinho, cheio de fome, e louco pra sambar...
A vizinhança que não canta se encanta, quando o samba começa...
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Refrão:
É cavaco e banjo...
Vamos pro samba versa..
É bola, e campo...
De chuteira, e no samba representa...
É o Jô que chegou com a rapaziada pra somar...
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(improviso)
Vamos de verso...
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Jô, na bola de meia, com pandeiro e frigideira, versa sem deixar o samba parar...
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É cavaco e banjo...
Vamos pro samba versa...
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Chegou o Ronaldinho, tocando tantanzinho e versou deixando sorriso no ar...
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É cavaco e banjo...
Vamos pro samba versa...
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Robinho no cavaquinho, Neymar no miudinho, na palma Elano e Dentinho chamou o Vágner pra versa!!!
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É cavaco e banjo...
Vamos pro samba versa...
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Chegou bem no sapatinho, William, David Luiz, Bernard, Tevez, Vampeta e Edílson que veio pra resenhar...
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Refrão:
É cavaco e banjo...
Vamos pro samba versa..
É bola, e campo...
De chuteira, Jô representa em campo...
É Jô que chegou com a rapaziada pra somar...

Inserida por chd

Clareia meu samba amor
Autor: Ricky Henry.(Partido alto)

É complicado a toasem fazer nada
Eu vou pra rua , olhar a iluminada
No brilho da luz da lua que me inspira e ilumina
Fiz um samba, em uma linda noite
Que me fez esquecer de quem me fez chorar

Refrão:
É menina, sei o que vou fzr...
Escrevi um samba pra me alegrar..
É menina o melhor que fiz pra eu não chorar...
Fiz rimas, versos, e bate na palma cantei até clarear
É menina esse meu samba vai dar o que falar
Clareia meu samba que me fez parar de chorar

É clareia , clareia meu amor...
Hoje vivo em paz, com o presente que Deus mandou...
É clareia, clareia meu amor ...
Chorei com a Lua, mais sorri quando
O dia clareou ....
É clardia, clareia meu amor...
Escrevi um samba que me alegrou
Clareia , clareia meu amor
Vamos bater na palma que meu samba clareou

(Improviso) vai mudar o partido , vou
Dizer!!!

Meu sorriso voltou, meu sorriso voltou ...
Quando o dia clareou ...
Meu sorriso voltou , ieie meu sorriso voltou...
Quando o dia clareou...

Pode chegar menina, pode chegar
Que o preto aqui tem mto pra ti dar
Pode chegar menina , pode chegar...
Eu sou canto , sou poeta sou poema
sou amor eu soi o canto
Pode chegar menina, pode chegar...
Se andar na linha eu prometo sempre te amar
Pode chegar menina, pode chegar ...
Tô chegando pra te amar !!!
To chegando menina , aí é só alegria agora ...
To chegando menina , aí é só alegria agora....
Voltei a sorrir, pois ganhei vc que vai ser a minha senhora

Inserida por chd

Cleonice chegou no samba
Autor: Ricky Henry

Cleonice menina mulher fogosa
Que chegou causando no samba de roda...
Levantendo comentários, é o maior zum, zum zum...

Menina faceira tem ginga e malicia
Se malandragem da bobeira ....
Fica sem destino chega a perder o juízo

A nega sambando na ponta do pé ...
É ginga, beleza, alegria que contagia
O molejo das cadeiras de Cleonice , é um feitiço que seca qualquer pimenteira...

A meio desengano , é atração e acalanto
Chega abre a roda e rouba a cena
Deixando conflito aos comprometidos aqui no botequim
Do Zé da ralé é Cleonice sambando no pé

(Vou rimar )
Cleonice incendeia , quando chega
É conflito, admito e admiro Cleonice sambando o samba de alrlindo.
É no bar da ralé que cleonice diz no pé
Na minha frente ela rebola, e provoca não respeitando a minha senhora
É no bar do zé da ralé que cleonice diz no pé
Tá na hora, vou sair fora ja arrumei confusão com a minha senhora por que a cleonice é linda e dadivosa
É no bar do zé da ralé que cleonice diz no pé
Minha nega já está de braços cruzados..
Me esperando do lado de fora
Do bar do zé da ralé...
Quem não dança segura a criança
No bar do zé da ralé
Sabes que vou partir com os olhos razos dagua
Do bar do zé da ralé...

Ricky Henry

Inserida por chd

02 de dezembro/ Dia Nacional do Samba

Samba, Brasil !

Entra em cena meu coração
no palco da vida batucando
sons que fazem a alegria
junto ao povo que dança gingando
O samba é do pandeiro
mais agogô e reco reco,
o cavaco só chora ligeiro
pelo banjo que faz o eco,
O samba não tem preconceito
alegra a todos sem distinção,
samba até que não leva jeito
porque traz alegria ao coração

Inserida por neusamarilda

"Samba de um Coração Silencioso"

Naquela manhã de fevereiro, o Rio acordou coberto de purpurina. O vento carregava restos de serpentinas e risos embriagados, enquanto Clara caminhava pela orla de Ipanema, os pés ainda marcados pelo salto que abandonara na noite anterior. Tinha vindo à cidade para escrever sobre o Carnaval, mas o Carnaval escrevera nela uma história que não saberia terminar.

Foi no Arpoador, enquanto o sol nascia tingindo o mar de mel, que ela o viu pela primeira vez. Rafael estava sentado na pedra, dedilhando um cavaquinho como quem conversa com o vento. A música era doce e triste, um chorinho que se misturava ao barulho das ondas. Ele usava uma camisa aberta, a pele dourada como se fosse feita da própria luz do Rio. Quando sorriu, Clara sentiu algo desabar dentro de si, como aqueles prédios antigos de Santa Teresa que se deixam engolir pelo mato.

— Você é estrangeira? — perguntou ele, em um português arrastado que a fez rir.
— Metade. Minha mãe é carioca — respondeu, mentindo sobre o frio que sentira no peito ao ouvir sua voz.

Nos dias seguintes, o Carnaval os engoliu. Dançaram na Lapa debaixo de arcos iluminados, onde o suor e o cheiro de cerveja se misturavam ao aroma de pastéis fritos. Rafael ensinou-a a sambar, as mãos dele firmes em sua cintura, os olhos brilhando mais que as lantejoulas de seu cocar. Clara vestiu-se de baiana, rodopiou até perder o fôlego, e em cada esquina ele aparecia com um sorriso e um copo de caipirinha gelada.

— Você é minha estrela — dizia ele, enquanto subiam os degraus de Santa Teresa, vermelhos como um coração aberto.
Ela não perguntou quantas outras "estrelas" haviam brilhado para ele naquela semana.

As noites eram quentes, mas havia algo frio nas pausas entre um samba e outro. Rafael falava de Salvador, de um amor que deixara lá, com a mesma voz suave com que falava do mar. Clara ouvia, fingindo que as palavras não doíam. Escrevia em seu caderno: *"O Rio é uma cidade que ri até de dor. Talvez por isso eu me sinta em casa."*

Na terça-feira gorda, enquanto o Cristo Redentor se cobria de névoa, ele a levou a uma rua deserta de Santa Teresa. As máscaras de Carnaval penduradas nas janelas pareciam rir deles.

— Clara... — começou ele, segurando suas mãos como se fossem de porcelana.
Ela interrompeu-o com um beijo, doce e apressado, como quem tampa um vulcão com um dedo.

— Não — ele sussurrou, afastando-se. — Minha alma ainda dança com outra música.

O bloco "Cordão da Mentira" passou naquele momento, com seus tambores abafando o silêncio. Clara riu, porque no Rio até a tristeza tem que ser disfarçada de folia.

Na manhã seguinte, ele partiu sem avisar. Deixou apenas um bilhete no café da pousada: *"Até mais, estrelinha."* Ela rasgou-o, misturando os pedaços às pétalas murchas que cobriam a rua.

Na despedida, enquanto seu avião sobrevoava o Pão de Açúcar, Clara abriu o caderno. Escreveu: *"O Carnaval é um amor não correspondido. A cidade te abraça, te beija, te faz sentir única... e no dia seguinte, te esquece. Mas talvez seja assim mesmo: o Rio não é de ninguém. E alguns amores são como o samba-enredo — brilham por uma noite, e depois viram cinza."*

O avião virou, e ela jurou ver, lá embaixo, um vulto de camisa aberta tocando cavaquinho na praia. Mas era só a imaginação, ou o jeito que o Rio tem de nunca deixar ninguém partir inteiro.

Inserida por MatheusHoracio

UM SAMBA EM RÉ MENOR


Não é tristeza, é melancolia
um tipo fatal de abstinência
não é dor de corno nem sofrência
é a falta de beleza e poesia.

Ainda escuto, como punição
relembrando tudo que vivi
a música boa que tocava à beira mar
quando te conheci.

Sem a Bossa Nova, “Chega de Saudade”
num bar em Ipanema, que dia agradável
sem você e tudo isso
a vida não poderia ser suportável.

Ainda assim sangra a poesia
o vento sopra e traz esperança
não é desespero é falta de alegria
um tipo fatal de abstinência
não é tristeza, é melancolia...


UM SAMBA EM RÉ MENOR

Inserida por EvandoCarmo


Na candência do samba
Eu conheci você
Dançando ciranda
E o maculelê.

Inserida por EvandoCarmo


NA CANDÊNCIA DO SAMBA

Na candência do samba
Eu conheci você
Dançando ciranda
E o maculelê.

Você era a beleza
Em forma e nuance
Eu, um poeta comum
Só queria romance.

Viajamos na noite
Sob a lua de maio
Sem promessa partiste
Me deixando tão triste
Te olhando em soslaio.

Inserida por EvandoCarmo

⁠NA CADÊNCIA DO SAMBA

Na cadência samba
conheci você,
dançando ciranda e o maculelê.

Morena brejeira dos olhos de mel
não és Julieta, e eu não sou Romeu
somos versos da história
que o amor escreveu.

Morena bonita
de endoidecer
eu fiz este samba pra lhe enaltecer
na rua ou no asfalto
meu partido alto é você.

Na cadência samba
conheci você,
dançando ciranda e o maculelê.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O SAMBA NÃO PODE MORRER,

Eu faço samba noite a dentro
Não perco tempo
Espero raiar o samba

Já fui um bamba
Na ladeira da Rocinha
A letra é minha,
Só me falta a melodia.

O samba se harmoniza
Mas não morre
Quem me socorre
É a poesia

Se alguém perguntar por mim
Diz que subi o morro
Pra cantar com o meu povo
Um samba novo, pra lançar no carnaval.

Do fundo do quintal
Escuto a voz de um coral
A me dizer, que o samba não pode morrer.
Que ele precisa renascer.

Que é preciso ver de novo
A alegria deste povo
Na Estácio, na mangueira.
Na ladeira da Rocinha
Já fui um bamba, hoje o samba
É quem dita a minha vida.

Na ladeira da Rocinha
Subi o morro para cantar
Junto com povo
Para aprender um samba novo
Para lançar no carnaval.

Inserida por EvandoCarmo

SAMBA PERFEITO

⁠Eu fiz um samba quadrado
Na mesa de um botequim
Só que a mesa era redonda
E o samba ficou ruim.

Um samba sem parceria
Não consegue agradar
É preciso poesia
para o mundo encantar.

Todo mundo quer um samba
Mas a vida é uma dureza
Estão queimando a Amazônia
Destruindo a natureza.

Todo mundo quer sambar
Mas o mundo é uma tristeza
Como pode o poeta inventar
Um samba bom?
Sem a letra do Vinicius
E sem a música do Tom?

Um samba pra ser perfeito
Não escolhe ocasião
Não precisa de instrumentos
Cavaquinho ou violão
Ele vive lá no peito
E se tratado com jeito
Pula pra palma da mão.

Eu fiz um samba quadrado
Na mesa de um botequim
Só que a mesa era redonda
E o samba ficou ruim.

Inserida por EvandoCarmo

No quesito felicidade
Todas as sua alegorias
Desfilam perfeitamente
No samba enredo do meu
Coração.

Inserida por HannaLessa

⁠*Se for pra falar de samba e de favela*
*Tem de conhecer a minha rapaziada*
*É que minha comunidade só tem gente bamba*
*E o nome dela é o "QG DA BAIXADA"*

*Gente que trabalha*
*Não foge da raia e pega no batente*
*Malandros maneiros tão inteligentes*
*Canetas nervosas da inspiração*
*Que trás no improviso dos versos o samba rimado*
*Que desce do morro levando pro asfalto*
*O partido alto sem vacilação* *(olha aí, se for...)*

*Se for pra falar de samba e de favela*
*Tem de conhecer a minha rapaziada*
*É que minha comunidade só tem gente bamba*
*E o nome dela é o "QG DA BAIXADA"*

Inserida por PezaodaTimba

Arrêia a grade da boemia que hoje é dia de samba-enredo.

Inserida por DaniLeao