Sal
Eu fui repousar depois de tirar momentos de inspiração com minha bíblia aberta nos salmos, e quando -me despertei lembrei que havia sonhado com um mundo mais justo e mais feliz. Então resolvi voltar a dormir.
Ser sal da terra, é fazer que o sabor das coisas aqui em baixo, fiquem agradáveis ao paladar de Deus.
Graça irresistível uma ova!!!
O Apóstolo Paulo, em 2° Coríntios 6.1 ensina que a aplicação da salvação é SINÉRGICA: "E nós, na qualidade de COOPERADORES (συνεργεω - Synergéō) com Ele, também vós exortamos a que não recebais em vão a Graça de Deus."
Sob o céu da
minha boca
há um oceano
na garganta
Quando dia
sinto o seu sal
Quando noite
sinto sua falta .
Antes eu queria mudar o mundo, agora quero ganhar dinheiro para poder usar parte dele ajudando a salvar o mundo. Sem dinheiro é difícil salvar qualquer coisa que seja, quanto mais o mundo.
O REFUGIADO A NADO
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O sal das lágrimas
misturava-se ao das águas:
só queria vida, só queria um chão.
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Mas encontrou as armas, nas mãos de um guarda.
Encontrou o exército, de todos os países do mundo,
e a serviço de todas as burocracias do Universo.
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Ele pedia um lugar, e implorava pão;
mas encontrou um muro,
para além dos muros
(não bastassem as águas
contra as quais nadava).
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O Refugiado a Nado
construiu seu escafandro
com garrafas e boias de plástico.
Conseguiu quebrar a violência das ondas...
Mas não conseguiu derreter o coração das autoridades.
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Duros, e como a um peixe, devolveram-no ao mar
– ao mar da morte, e da vida em morte –:
ao mar cinza dos apátridas
a quem não se quer.
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Devolveram-no
– ao Refugiado a Nado –,
como se nunca o tivessem recebido.
Entregaram-no àquela vasta extensão de oceano
– desoladora, fria, e muito mais implacável –
para além do Mediterrâneo,
e de todos os mares:
para aquém da Terra.
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Depois que ele se foi,
como se não tivesse chegado,
rasgaram sua presença como uma foto incômoda.
No fim, os noticiários o deglutiram ao avesso
como uma fome indigesta...
qual mera curiosidade
para sessão da tarde
.
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[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Crioula, nª31, 2023]
"Sal, açúcar e pimenta"
O primeiro representa os dissabores inerentes à vida, são as situações difíceis e dolorosas que somos obrigados a enfrentar. Ainda que de caráter indesejável, nos trazem lições importantes e oportunidade de amadurecimento.
O segundo refere-se aos prazeres que vivenciamos, às alegrias que nos fazem sorrir, aos momentos que desejamos nunca ter um fim.
O terceiro, não menos importante, denota ousadia e intensidade. É a coragem que despendemos para experimentar coisas esplêndidas, é o quanto nos doamos para algo ou alguém, é a representação da nossa profundez.
Essa mistura é o equilíbrio que há em mim.
@cstrsc
Quando eu achei que estava tudo perdido, eu tomei um café numa cafeteria pequena e esse café me salvou. Estava tão gostoso! Eu nem acreditei que podia ter algo tão delicioso assim no mundo.
A afirmação de Jesus sobre sermos sal e luz do mundo carrega um paradoxo profundo.
O sal simboliza essência, propósito e aliança, enquanto a luz representa reputação, propagação e exposição.
O desafio é que alguém pode manter a reputação mesmo tendo perdido a essência ou a unção, assim como pode estar cheio do Espírito Santo sem necessariamente estar em evidência.
Chego à conclusão de que a luz, mesmo oculta sob um cesto, ainda brilha e, mesmo que se apague temporariamente, há quem possa reacendê-la. Já o sal, quando perde seu sabor, por mais branco e puro que pareça, torna-se inútil e acaba sendo lançado ao chão, pisado pelos homens. Se o sal se torna insalubre, sua utilidade chega ao fim, sem possibilidade de restauração.
Isso nos lembra que, diante de Deus, a essência sempre precede a exposição, e que, enquanto a luz pode ser reacendida, o sal sem sabor não pode ser restaurado.
