Sabor
Estou cansada de tudo isso. Da mesmice da vida. Dos dias todos iguais, sem cor, sem sabor. Só queria alguma coisa diferente, um novo capítulo cheio de emoção no livro da minha vida.
O BEIJO:
A sala de estar do coração
Caminho da felicidade,
Flama, sabor da paixão
Lascívia, volúpia, lubricidade.
A flor da pele um desejo
Alígero, impulso fugas
Lesto, precípite, lampejo
A sensação gostosa de paz.
Se estamos em um mundo novo, porque ainda resta o sabor do dessabor de ver os velhos hábitos entrelaçados na velha prática da corrupção?
AMOR CONTROVERSO
Cada encontro, um desencontro,
Preciso entender do ponto,
Pra não deixar o sabor do espanto,
Um suspiro calmo, ao ritmo do pranto.
O que tem atrás da curva,
Pode ser parreira e uva.
A mão que pede a luva,
Ara a terra e espera a chuva.
O peito fica apertado,
Como a dor do corpo atropelado.
Nos delírios dos sonhos encabulados,
Vontades e desejos são cabulados.
E a vida vai girando, voando,
Sem rumo e sem mando,
Destemperando poder e comando,
Que na esteira da sorte vai rastejando.
O tempo passou!
Nas alegrias que no tempo trafegaram,
Fatias fatiadas ficaram.
Nas desventuras da vida
Pede-se uma nova partida,
Com coragem atrevida,
Conquistarás a paz distraída.
Com agrado ou desagrado,
Leve ou pesado,
O peso do fardo, tantas vezes carregado,
Deixou escaras no coração magoado.
Chorar por dentro é água represada,
É a mentira da alegria deslavada.
Na busca da conquista não planejada,
Encontrarás muitas portas abertas,
Algumas delas estarão fechadas.
Élcio José Martins
QUISERA SER.
O vinho gelado
De sabor adocicado
Desejando você...
Nos lábios molhados
Com sabor de pecado
Paixão frenesi tudo misturado
Lambuzados apaixonados...
Resultado da uva aveludada
Colhida no sereno da madrugada
Amassada trituradas
Em garrafas armazenadas...
Irá Rodrigues
A confiança é como a rede do pescador, pode trazer bons peixes e também criaturas de sabor amargo, mas esses podemos descartar e escolher apenas os melhores!
Como esquecer do sabor? Como não me lembrar do cheiro? Como deixar para traz aquele momento?
É triste perceber que tudo foi apenas um erro, pois ficou marcado em mim como se fosse o maior acerto da minha vida.
Doce amargo sabor da cafeína.
Sentado de frente a minha janela,
Uma xícara de café,
Lá fora a fina chuva vai mansamente causando-me uma infusão,
Na mesa,
Meu caderno de rascunhos fica como testemunha dessas horas que parecem nunca passar,
Um gole aqui,
Outro gole alí,
O doce amargo sabor da cafeína me faz ter uma visão,
Cravo a grafite nas folhas já rasuradas,
E um desenho emerge diante do meu olhar,
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São as estrelas junto a garoa fina e fria que caem dos meus olhos,
Fazendo-me delirar nos meus próprios pensamentos,
E também me fazem chorar com uma canção...
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
O amor é como uma vela ao sabor do vento. Quanto mais fortes são as brisas, mais desesperada é a vontade da chama agarrar-se ao pavio.
Nas profundezas clamo seu nome...
Sinto o sabor da sua alma...
Seu coração sangra em lembranças vivas...
Invoco os mortos seres que esperam o sono perpétuo...
Sua alma sabe que nós unimos num ritual pagão...
Seus olhos queimam como os livros dos mortos...
Reis voltam a vida para serem levados ao seus destinos e o poder me pertence...
Canto para que volte a vida e sinta meu coração...
Milhares de anos se passaram para que encontrei...
Os cães do sub mundo clamam por sangue.
MATINADA
Um alvor. Um feixe doirado
do arrebol, um doce sabor
e, alvoroçado no enredado
da trepadeira, um beija flor
Delgado, assim, apressado
fremente e leve, um primor
cá pras bandas do cerrado
num bailar de brando amor
Neste cenário, a borboleta
numa vermelha flor, poeta
tão mimosa, tão iluminada
Neste fulgor do amanhecer
cantarolas, voejadas a tecer
aclamando a sutil matinada
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 março/2022, 05’47” – Araguari, MG
Meus passos já são lentos
sigo ao sabor do vento
o céu já não é tão azul
mas ainda me encanta o cruzeiro do sul
aferi
Ondas 'Grãos d'Areia'
Aqui nesta praia...
onde as ondas de areia caminham,
e correm ao sabor das outras 'ondas',
... do mar !
-- josecerejeirafontes
Até que eu vi passando pela esquina
A vista meio turva com o sabor da caipirinha
O glitter jorrava dos corpos se separando
E eu cambaleava ao som que ia me guiando
Doce Poema
Doce Poema
Te escrevo com sabor de mel e fel.
E é com muita alegria e dor no coração que
queimas e arde em mim como fogaréu.
Na alma,
O tamanho das lacunas são infinitas.
Mas bem eu sei,
Tudo tem seus significados e seus propósitos.
Vitórias,
Se não são para serem aqui.
Serão todas então,
No Céu.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
