Ruas

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Homem que reza para um pneu é mesmo que esta nas ruas fazendo passeatas e marchando na frente de quarteis.
Homens que criam seus Deus para engrandecer o político.
Homem vive por sua falsa fé dentro do sistema de alienação intelectual.
Os dízimos e ofertas feitas para paradoxo do enriquecimento.
As flores mortas pelo destino e vendidas por sua fé.
Deus está em todo universo menos nessa casa de Deus.
Santo seja aquele salva vidas...
Mais profundo sentido entramos num abismo social

O silêncio tecnológico e alienação motora.


Não mais um bom dia nas ruas
Pessoa bots... Pessoa assim então...
Vizinho te ignora como foste um fantasma.
Ser tem ter sentido sensorial ativo,
Mas,
É um bot humano...
A hora do almoço chega parece que estou sozinho na cidade...
Todos conectados nos celulares.
Os fones de ouvido no máximo . ..
Enquanto os livros se tornam um fenômeno do realismo a batida da música sem ritmo ou letra toca ao fundo...
Anoitece na cidade o metrô cheio pessoa com olhar cansado e vazio...
As luzes são artificiais e também as pessoas são apagados como consumidores de mundo complexo deixado pela feudo tecnológico.

Nas ruas o calor devasta.
O clima enlouquece por convivência do ser humano.
O laços que fazem a chuva desabafar...
O bicho chamado homem devasta e polui.
Nada é realizado apenas acometido e assim vemos o abismo continuar
O calor, a seca, a falta de vergonha na cara...

​O Eco do Vale
​Nas ruas vazias em ruínas, o frio traduz o sentimento que ganha forma e contorno.
O frio cedo, quase rarefeito com neblina, rebobina o sono quase preguiçoso.
Nos desejos, apenas o cansaço da noite, como a ressaca do sono.
​O chuveiro resolve qualquer problema, mas o frio contrasta com a feira de rua:
Pessoas passam com pressa em suas prisões mentais.
O barulho do vento contrasta com o desejo de ver o pôr do sol,
Mas a fome parece sair de uma ficção científica.
​A luz tímida do tempo nublado mistura-se ao frio cortante.
Cachorros latem e dão eco no vale, como na planície em outras horas no passado.
​Vejo notícias e vejo também modinhas, que se traduzem como algo insípido...
Pois quem entende o que os humanos fazem?
Deepfakes mostram um novo aliado: o ar de beleza exposta em um cenário caótico.
​Política dentro do final de semana parece cerveja quente sem álcool...
E ainda com sabor de frutas.
​O cheiro de churrasco definha meus pensamentos.
Ao longe, barulhentos rumores de chuva; a música barata tira o silêncio.
​Até os pássaros têm frio.
Por Celso Roberto Nadilo
O rio sujo ar pesado fumaça das fábricas é simplicidade o final de semana.

Entre ruas e memórias


Eu não te levaria para Barcelona.
Te levaria para conhecer a Itália,
o país pelo qual nós dois temos uma fascinação em comum.


Caminharíamos por ruas que atravessaram séculos, admirando cada detalhe como quem descobre um novo mundo.


Te levaria para ver o Coliseu,
onde o tempo parece ter parado,
e para contemplar as mais belas obras de arte,
porque algumas delas só podem ser compreendidas quando vistas com o coração.


Também te levaria
ao país onde a sua cantora favorita
empresta a voz a canções
que atravessam tantos corações,
e onde a língua soa como poesia,
tão sedutora
que até o silêncio parece ter sotaque.


Faríamos questão de nos perder
pelas pequenas ruas de pedra,
tomar um café em uma praça qualquer,
ver o pôr do sol colorindo os telhados antigos
e descobrir que as melhores lembranças
nascem dos momentos que não estavam nos planos.


Mas, para falar a verdade...


O meu lugar favorito nunca seria um país.


Seria qualquer canto do mundo
onde eu pudesse segurar a sua mão,
ver o brilho dos seus olhos diante de algo novo
e guardar, em silêncio,
a felicidade de estar vivendo aquilo ao seu lado.


Porque existem lugares inesquecíveis,
obras que desafiam o tempo
e paisagens que roubam o fôlego.


Mas nenhuma delas
seria mais bonita
do que a expressão do seu rosto
ao viver tudo isso pela primeira vez.


No fim,
eu não te levaria apenas para conhecer a Itália.


Eu te levaria
para colecionarmos memórias
que nem o tempo
seria capaz de apagar.

Felicidade são ruas que todos querem achar.

"Um dia seu nome será apenas memória no vento das ruas…
mas suas atitudes continuarão caminhando invisíveis,
como passos que o tempo nunca conseguiu apagar.”

⁠Ando confuso pelas ruas,que parecem uma vitrine sem fim.
Vejo pessoas lindas bem vestidas desfilando,não sei são manequins,ou apenas corpos vazios.

“O problema do tráfico não se combate apenas nas ruas, mas na raiz — é na educação das crianças que se corta o ciclo e se planta um futuro de escolhas, não de correntes.”

Chuva! Chuva... Alagou tudo,
fez esquecer sua falta, causou tristeza,
Alagou as ruas, mas segundo a televisão,
nem chegou na represa...

Nas esquinas das ruas
e das nossas memórias,
fazia sol o chuva,
O sorriso era gratuito
até quando íamos buscar
o prêmio escrito no palito.


Sempre debaixo do guarda-sol
para carrinho de picolé,
vendendo sorvetes ou balas,
Era ponto de orientação
para voltar para casa:
tudo muda, o tempo passa...


Vendo gerações crescer
ou até mesmo se casar,
Nunca mais vi nenhum
por onde tive de passar,
O sorveteiro virou história
para muita gente lembrar.

O ódio, antes contido, hoje se veste de virtude nas redes e nas ruas, alimentando um ciclo implacável de hostilidade gratuita e impiedade.

Entre caminhos desertos e ruas escuras, vou dando os meus passos a espera de um dia encontrar a luz de que eu preciso para me encontrar

Inserida por LEANDROCK

Degusto um bom vinho,
em uma taça antiga,
que me lembra as antigas ruas de Viena,
lembrando-me, por algum acaso, do brilho das doces moças das peles claras e olhos claros,
sem ter nada contra, é claro, das índias brasileiras, doces também, de fato.

Escrevo com delicadeza, estas letras sensíveis,
para que teus olhares, as vendo, sejam puros e delicados,
como um fino papel, não resistente a nem uma gota de mísera chuva,
e muito menos, as lágrimas de uma moça vítima de adultério.

Sonho em apenas imaginar teus olhares emaranhados em minhas linhas neste poema,
linhas singelas que pretendem alterar seus sentimentos somente para te tê-la em meus braços,
delicada donzela,
dona de meus pensamentos, mesmo que esteja lúcido ou com os olhos fechados,
pois mesmo assim, estarei ligado e sonhando com ti.

Inserida por danilofina

NASCE, CRESCE, FILHO DA RUA

Desde o ventre da minha mãe que conheço as ruas. Minha mãe é zungueira de profissão, já desde o ventre que tenho acompanhando-lha nas suas zungas. Presenciou as caminhadas que ela faz para nos sustentar, as muitas corridas que faz e sofre dos fiscais e os senhores policiais para não perder o negócio que nos é rentável. Outras vezes ela não escapa e é nos cassumbulado o negócio, fonte do nosso sustento. Muitas vezes chicoteada por reivindicar que até sinto a dor da chicotada.
Fui gerado na rua porque até aos nove meses a minha mãe zungava a necessidade é enorme, para completar o enxovalhe e a panela em casa não entrar em greve. Esqueceu-se do dia, mês, hora que vinha ao mundo, acabei por ser gerado na rua e assim me familiarizei com a rua.
Três, quatro mês depois comecei a gatinhar minha mãe decidiu que já era o momento oportuno de acompanhar-lha na zunga, não há dinheiro para mim, ir a creche e ela não pode ficar parada ou seja ficar em casa. Apesar de requerer ainda muitos cuidados materno, porque se não morremos de fome.
Passo toda a minha infância na rua ao lado da minha mãe, sem crianças a minha volta porque as deixei todas no bairro em que vivemos e assim vou crescendo.
Sou da rua, alimentam-me, tomo banho, vestido na rua ao céu aberto ou seja ar livre.
Deste modo vou familiarizando com a rua, conhecendo-as do musseque à cidade. Quando completo os meus 5, 6 anos. Já sei fazer o mesmo trajecto me é familiar. Conheço-o tão bem que perco o medo de andar sozinho, criança que só. Esquecendo que as ruas são tão violentas e perigosas, criança e inocente. Mas como posso ter medo se presenciei as mesmas muito antes de andar nelas, sozinho.
Com os meus 10, 12 anos as ruas adoptam-me e passo a vida a lavar carros. Os grandes jipes, carros que só via nos filmes. Hoje tenho o prazer de os lavar e ver o seu interior fico fascinado com o que vejo, lavo para ganhar algum trocado.
Se puder depois vou para à escola aprender alguma coisa, de momento aprendo mesmo aqui, na rua mal ou bem. Essa é a vida que levo, prioridade para mim, agora é mesmo kumbo. Porque tenho que ajudar a velha com as despesas no cúbico.
Tenho os meus irmãos, mas novinhos que precisam encontrar outro cenário, talvez estudem para saberem alguma coisa para contornarem o caminho que segui. Terem um futuro, destino diferente do meu. Porque se tivesse escolha talvez não é esse o destino que queria para mim.

Inserida por MENOOREAL

Olhe em minha Face
Olhe em minha Alma se possível
Olhe meu andar pelas Ruas
E pergunte pra Deus o porque estou assim tão triste
E ele te respondera:"Olhe o amor da sua vida
não deixe ele passar.Pois obstáculos
e brigas sempre haverá
Mas grande é o amor que permanecera".

Inserida por Werveton-Almeida

"...Estrelas caem ao meu redor e sua luz quente incendeia as ruas com seu fogo dourado e vermelho. Derrepente eu sinto um irônico frio apesar do fogo e sinto um tremor incontrolável em minhas pernas. Meus olhos hesitam a se abrir. O meu coração começa a bater mais rápido do que eu acreditava ser possível,num ritimo desgovernado e involuntário..."

(Eu e a minha velha mania de tentar descrever o indescritível, algo como a sensação de ser beijada por voce)

Inserida por Isa-bel

O flautista e seus versos – Rafael Rocha
15/09/2012

Essas ruas são tão perigosas
Não sabemos quem está nos olhando
Quem está nos vigiando
Os carros vão correndo
Enquanto pedestres vão caminhando

Os loucos são tratados em locais fechados
Protegendo a sociedade
Loucos que sofrem calados
Seria mais justo proteger os loucos
De toda essa seriedade
Somos inocentes
Essa é a verdade

Pois o mundo é perigoso
Vamos cuidar dos nossos filhos
Num lugar melhor
Onde a loucura seja um dom
E assim não me sentirei tão só

O problema de alguns líderes
É saber de todo o seu poder
E assim eles governam
Dizendo o que querem dizer
E nesse governo
Não há espaço pra você

Perfeição não se baseia
No que deveríamos ser
E sim no que somos de melhor
Eu sempre fui mais perfeito
Que você
Mas nunca foi meu direito
Isso dizer

E sábio aquele que não precisa
Ser valorizado pra saber seu valor
Vive fortemente na luta e na dor
Ninguém precisa dizer
O quão importante é você



O ódio é um sentimento alternativo
Para quem nunca aprendeu a amar
E uma especialidade
Para quem sabe enganar
Eu estou mudo
Eu posso falar
Mas ninguém pode me ouvir
Não importe o quanto eu grite
Não posso pensar em fugir

Eu conquistei o passado
E mereço o futuro
Não, isso está errado
Vigie á sua esquerda
Vigie a sua direita
Veja quem está do seu lado

O passado lhe mostra
Quem merece sua confiança
Porém tolo é quem quer ter confiança
Unicamente pelo passado
Vigie á sua esquerda
Vigie a sua direita
Veja quem está do seu lado

E as ruas ainda são perigosas
Devemos olhar para os dois lados
Antes de atravessar
Devemos correr antes de andar
E devemos não ter medo de amar

E nossos filhos estão crescendo
Na terra prometida
Um paraíso sem saída
Uma ilusão boa de ver
Uma vida inteira pra te amar
Um mundo perfeito
Para eu e você.

Inserida por rafaelRocha

Comecei a deixar meu cheiro pelas ruas da sua vida, e você com toda essa sabedoria que só os sabidos têm, sentiu o cheiro de dia bom... aquele de dia calmo...

Rebeca

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Inserida por Nectardaflor

No pensamento dos desconhecidos que passam por nós por essas ruas, seremos eternamente jovens apaixonados.

Inserida por alaianemotta