Coleção pessoal de LEANDROCK

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"O sonho de todo mundo é do mesmo tamanho. O que muda é o tamanho da vontade de cada um."

Lubya H.

"Pensa comigo: o que te define? O que te move? O que te faz ser quem você é (ou não é) se não teus atos que um dia foram palavras e tuas palavras que um dia foram pensamentos? O que te define se não a mais perfeita indefinição? Basicamente somos o resumo de tudo o que precisamos ser, defeituosos, alguns remendados, outros nem ainda machucados. Dentro de cada um, um mundo. Então por que ainda tentamos decifrar o que não precisamos? Vida: cada um só tem uma para se ter uma chance de marcar em outras sem se esquecer de viver a própria."

Lubya H.

"Cada tentativa de ser feliz é quase como tentar completar as reticências infinitas com um novo ponto final. Você não quer desistir mas não consegue encontrar um caminho que te leve até lá. Mas aí você percebe que a felicidade é o próprio caminho. Então recomeça outra vez. Então fraqueja. Então coloca outro ponto final. Resumindo, nossas tentativas de felicidade são como as reticências; queremos sempre terminar o livro mas não sabemos qual ponto final vai dar início à nossa jornada."

Lubya H.

Num momento, minha bolha protetora explodiu (ou implodiu) impedindo minha proteção da mente. Borbulhou tudo aqui dentro, desde as unhas roídas até os calcanhares calejados. Acordei pensando em como sobreviver ao meu cérebro estalado de emoções e como colocar outras novas. Meu coração iria parar de bater a qualquer momento. Por um motivo qualquer, por um alguém qualquer. “Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir”, quem diria que Humberto me deixaria pairando nas nuvens de chumbo dentro do meu lar de algodão… Não existe pecado se não podemos julgar, não existe perdão se não pecamos. Então para onde vamos? Quem me entende? Levanta o dedo e aponta pro mar. Vamos remar. Por um momento pequei por pensar que não poderia amar. Pequei por pensar que me matando eu me livraria do mundo e o mundo se livraria de mim. Por tantas vezes pecamos por não saber o que é pecado… E daí? Não é pecado pecar. Não é pecado duvidar. Não é pecado deixar de ser mais do que é pra ser. Pecado mesmo é não pecar. E alguém duvida que todos nós temos pecados em comum?

Lubya H.
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“Somos deuses do nosso próprio destino, da nossa carne cheia de hematomas e do nosso mundo cheio de nós. Somos os criadores de nossas histórias mais hilariantes e somos donos dos sorrisos curandeiros. Somos a estrada para o desatino, a cura para a saudade que não quer calar. Somos o silêncio que dorme de mãos dadas com as palavras, somos como a pedra não lapidada, esperando pelos devidos contornos de felicidade. Somos a ruína de tudo o que passa pelos olhos e atrasa o tempo, somos a alma calejada e cheia de desesperos. Somos a água que corre nos olhos da nostalgia e chega arrasando o coração. Somos o que a vida pediu pra ser. Somos todas as explosões juntas e que criam um só ser pronto pra viver e ser feliz. Somos feitos pra durar. Somos feitos para amanhecer junto com o amor reluzente em nossos olhos. Somos. Quer coisa melhor do que ser?"

Lubya H
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Ontem sonhei com você. Hoje vou orar antes de dormir!

Desconhecido
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Vi um monte de gente compartilhando no face que o Halloween no Brasil deveria ser boicotado, já que era uma data americanizada, e em seu lugar deveríamos comemorar o "Dia do Saci". Bem, em apoio à vcs, PATRIOTAS, queria dizer que devemos boicotar o Natal! Sim, o Natal é totalmente de origem européia, afinal, o pinheiro não é uma árvore típica do Brasil, não temos neve e aquele simpático idoso de barba branca não se daria nada bem no nosso clima tropical com aquele casaco vermelho super quentinho. Então não esqueçam, ressaltando o nosso patriotismo, nada de trocar presente, juntar a família para ceiar, nada de montar árvores e nem deixar aquela meinha pendurada, afinal, a maioria das casas não usam chaminés! Aproveitando o embalo, joguem fora todas as suas bolsas Louis Vuitton, seus cremes Victoria Secrets, I-pads, I-phones, qualquer coisa made in USA, ahh, também as made in China, made in Paraguay. Afinal, somos todos "patriotas"!

Hipocrisia e falso patriotismo, agente vê por aqui.

Kamila Sales
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Como é difícil viver neste mundo atual


Estamos vivendo em tempos muito difíceis de entender, de compreender realmente o que esta se passando a nossa volta.
Quanto mais modernidade, mais ficamos perdidos em vários sentidos da vida.
Estamos nos tornando cada vez mais individualistas, egoístas e por que não dizer, maus mesmos. Só queremos vantagens, passar a perna, levar lucro, não importa em que situação seja, temos sempre que ganhar alguma coisa. Não podemos perder, sou bom se passo meu próximo para traz e ainda levo vantagem em alguma coisa relacionada a ele.
A realização maior é quando cometemos um ato desse e nos vangloriamos internamente, isso quando não falamos a alguém, simplesmente para sermos bem vistos e parecer que somos os tais.
Quanta falsidade e hipocrisia! Quanta desonestidade!
Hoje é normal ser assim, faltar com a verdade, enganar, ludibriar, crescer na vida a custas do sofrimento de outras pessoas.
Hoje o ter é mais importante, eu tenho isso, eu tenho aquilo, (é meu), o que importa é ter, possuir, não importando como conseguiu estas coisas, isso é ser bem visto (ser o cara) o dono da verdade.
Para conseguir alguma coisa vale tudo, não importando se alguém vai sair perdendo ou sofrendo, o que importa sou eu e o que eu vou conseguir.
Estas situações acontecem de todas as formas e jeitos, Muitas vezes somos sugados ao extremo em nosso trabalho por um chefe que quer aparecer, por um colega que não aceita que você trabalhe Melhor.
Às vezes por ciúmes de uma função que você esta executando, Usa-se de mentiras, fofocas, indiretas, conchavos, acusações de diversas maneiras para tomar seu lugar, para te desestabilizar, com o simples proposito de levar alguma vantagem.
Geralmente quando você esta fazendo alguma coisa boa e que esta dando certo, isto parece que incomoda as pessoas, ai vem às criticas, os julgamentos, muitas vezes injustos e sem proposito.
Tudo é feito para destruir aquilo que é bom, copia-se, denigre, desmerece. Quanta falta de honestidade e respeito, se bem que com pessoas deste calibre, isso é normal. É nestas situações que aparecem o verdadeiro caráter das pessoas, elas mostram como são realmente.
Pobres seres com tão poucas virtudes e valores, com mentes pequenas e mesquinhas que apenas enxergam seu próprio beneficio. Partem “da premissa de que” “Se não for eu que faço outro não pode”, só que não fazem nada, apenas falam, não produzem e não deixam outras pessoas fazerem coisas boas.
E por ai vai, a várias maneiras e modos de se prejudicar alguém em beneficio próprio.
Este é o mundo em que estamos vivendo.
Deus me livre deste mundo, de rivalidade, ganancia, falsidade, mentira, perda de valores e caráter. Vivemos todos nele, que bom que fosse diferente, mas infelizmente não é!
Se cada um de nós vivesse com mais respeito um pelo outro, só isso já bastaria para melhorar muito este mundo, são pequenas atitudes com relação ao próximo que produz bons frutos.
Não adianta querer fazer grandes coisas, faça o que esta dentro do seu alcance, mas faça de coração e com vontade de realmente fazer. Faça o bem, seja menos individualista, coloque-se na pele da outra pessoa que esta ao seu lado, imagine-se no seu lugar quando é maltratada, insultada, desrespeitada, pense!
A vida nos ensina muito, mas muitas pessoas passam a vida inteira sem aprender nada, sem fazer nada para melhorar seu modo de conviver com seu próximo.
Rezamos, oramos, pedimos a Deus no céu que nos ajude em várias situações em nossas vidas, mas ao fazer mal, passar para traz, enganar, mentir, explorar outra pessoa, não está fazendo ao próprio Deus este mal. Se Deus esta em nós, então estou fazendo tudo isso de errado ao próprio Deus que quero que me ajude. Acho que é uma grande ironia, não é mesmo?
O que fizer a outra pessoa, seja o bem, seja o mal, estou fazendo ao próprio Deus. E um dia com certeza Ele vai me cobrar. Não pensamos nisso quando fazemos às coisas as outras pessoas apenas achamos que fizemos para nosso bem, e nem importamos o mal que causamos.
Por isso é tão complicado viver e fazer o bem aos outros, se nem a nos mesmos conseguimos fazer.
Sufocamos nossos próprios pensamentos quando somos traídos por eles em relação a alguma coisa errada que fazemos, não damos a mínima a nossa voz interior que nos avisa que aquilo é errado, deixamos para lá estas coisas. Enganamos a nós mesmos com outros pensamentos, tentando justificar nossas atitudes erradas.
Não será o próprio Deus nós avisando que estamos fazendo tudo errado?
Acredito que sim, Tomemos consciência que precisamos melhorar primeiro a nos mesmos, para depois conviver e fazer o bem ao meu próximo.
Sem engana-lo, sem explora-lo, sem levar vantagem sobre ele, somente assim poderemos ser chamados de filhos de Deus. De outra maneira Não somos.

Marcelo Martins
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Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Desconhecido

*VAMOS FALAR DO ATENTADO NA SOMÁLIA?*

CORPOS PRETOS NÃO COMOVEM!

Somália é um país africano.
(Não. A África não é um país! É um continente com uma diversidade de países.)
Porque eu estou falando da Somália? Bom se você depende apenas da grande mídia para se informar, talvez você não saiba que no último sábado (14), houve um ataque duplo a bomba no país, que já contabiliza mais de 300 mortos.
O MAIOR ATAQUE TERRORISTA DESDE O 11 DE SETEMBRO.
- Que? Acha! Você tá exagerando! Se fosse tudo isso mesmo, estaria passando toda hora nos jornais, estaria havendo plantões, estaria..

Estaria! Se fossem brancos, se fosse na Europa ou na América.
- Ai vai começar o vitimismo, o radicalismo! Nem vou mais ler! Não tem essa! Todas as vidas importam! Que coisa feia ficar criando disputa entre tragédias!
Ok. Não vou te obrigar a ficar. Mas antes de ir só me responda algumas coisas:

Todas as vidas importam, mas cadê as hashtags de apoio pra esses pretos?
Todas as vidas importam, mas cadê a notícia em destaque estampando as capas dos grandes veículos de comunicação?
Cadê o plantão na globo?
Cadê a comoção entre as celebridades?
Quem está fazendo show beneficente para ajudar?
Quem são as pessoas que morreram? Cadê a humanização? Mostrando o rosto, nome, história e sonhos que se perderam?

Não tem.
Foi até difícil para eu achar uma imagem do ocorrido no GOOGLE! Pois ninguém se importa em registrar..
Corpos pretos não comovem, sangue preto não comove.
Enquanto isso seguimos lambendo nossas feridas, e vendo nossas tragédias se tornarem notas de rodapé...

Infelizmente, porque culturalmente naturalizamos o sofrimento de pobre, preto, muçulmano e africano. Mas ainda que houvesse forte resposta emocional a tamanha violência politicamente motivada, começaríamos a trilhar o caminho de evitar que ela se repetisse? Certamente, seria melhor do que a indiferença. Mas bastaria? Tendo a achar que precisamos de mais do que nossos corações; precisamos analisar, com a cabeça, como a violência sistêmica, objetiva e perene, se converte em banhos de sangue. Qual o efeito que cada modalidade de violência tem sobre nós e por quê.

A pouca manifestação solidária que houve seguiu um padrão de tentar formar uma corrente solidária pela via da exclusão. Como se, incapazes de sentir empatia genuína pelo sofrimento daquelas pessoas histórica e ideologicamente construídas como sub-humanas, tentássemos estabelecer, na repulsa pelo assassino, a ligação com a vítima. Nas declarações de condenação da comunidade internacional – que, via de regra, chegaram com dois dias atraso, como se a empatia também tirasse folga no fim de semana – abunda a palavra “bárbaro”.

Embora hoje, associemos o termo a violento, desumano e cruel, “bárbaro” tem uma etimologia reveladora: vem do grego bárbaros, que quer dizer “estrangeiro”. Ou seja, bárbaro é sempre o “outro”, nunca nós mesmos. Ao atribuir este adjetivo a um atentado ou seu perpetrador, inconscientemente (ou não), o colocamos fora da comunidade humana; ele incorpora a figura do “outro” que, como tal, não é digno de identificação e, logo, empatia. Ou seja, esta comoção opera em chave negativa: a solidariedade com a vítima brota da negação da humanidade do algoz.

Será que o algoz é “outro” de fato? Ou criar o outro é o recurso psicológico que temos para lidar com a violência absoluta e, assim, nos abstermos de procurá-la dentro de nós mesmos? Não estou evocando uma solidariedade cristã do tipo “ame seu inimigo” a quem perpetrou tão covarde ato de violência contra civis inocentes. Estou dizendo que precisamos buscar meios de solidariedade positiva com as vítimas. E talvez, por culpa de anos de desconstrução da humanidade dessas pessoas, ela não venha pela via emocional. Talvez precisemos construir caminhos intelectuais de desenvolvimento da empatia.

Este exercício depende de uma análise um pouco mais profunda das condições somalis – sabendo que não vamos conseguir, sequer minimamente, apreender a complexidade da colcha de retalhos de descaso, imperialismo, colonialismo, racismo, diplomacia falha, crueldade institucional, ganância e hipocrisia que compõe a história recente da Somália (e da África, de forma geral). Trata-se de tentar fazer a solidariedade ultrapassar a comoção inicial para buscar ressignificar intelectual e objetivamente o jogo geopolítico que nos trouxe ao ponto em que estamos agora. Até porque, são grandes as chances de percebermos que o “bárbaro” e sua violência são menos estrangeiros do que parecem.
Esse texto pode parecer, mas não é insensível. É um apelo pelo compromisso com o potencial revolucionário da sensibilidade. Não basta que encontremos a melhor hashtag para expressar nossa solidariedade às vítimas do horror que assola a Somália. Precisamos buscar as raízes da nossa falta de compromisso com o estancamento do sangue. É só a partir daí, que conseguiremos enfrentar objetiva e intelectualmente a barbárie que nos é inerente.

Desconhecido
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Não há nenhuma dor que se compare à perda de um ente querido. Não há nada que repare o sofrimento de ver alguém que amamos partir. Para quem fica, resta a saudade, a tristeza e a inconformidade. O tempo não irá apagar a dor e a saudade, mas certamente irá apaziguar e amenizar tamanho sofrimento.

Diante da morte não há nada que possamos fazer a não ser rezar. É preciso rezar por aquele que amamos e que partiu, para que descanse em paz e encontre a luz para continuar crescendo espiritualmente. Mas é preciso rezar também por aqueles que ficam, para que encontrem conforto e consigam enviar pensamentos de paz para quem agora já não está entre nós.

Não podemos nos entregar ao sofrimento. É preciso seguir adiante com a vida, o nosso caminho ainda está por fazer. Levemos viva conosco a lembrança de quem perdemos, lembremos com amor e carinho sempre, mas honremos a sua memória vivendo a nossa vida em paz e com alegria. Os meus mais sinceros pêsames pela sua perda. Que Deus ilumine você!

Desconhecido

A vida tem vários mistérios, e o maior deles é a morte. Nunca poderemos entender o porquê de um ente amado ter que partir. A dor que sentimos é imensurável. Nestas horas não há nenhuma palavra que possa ser dita que seja capaz de confortar os nossos corações. Tudo parece perder o sentido e ficar pequeno diante de tamanho sofrimento.

A única coisa que nós, amigos e familiares, podemos fazer é nos colocarmos à disposição para ouvir no momento em que quiserem falar, e oferecer os nossos ombros e coração amigo para apoiar vocês.

Não há nada capaz de reparar uma perda como esta, mas em nome da amizade e amor de quem fica, e em honra da memória de quem se foi, é preciso continuar vivendo. É preciso transformar o luto em uma luta pela vida e pela felicidade, e transformar a dor em saudade e serenidade. Os meus mais sinceros pêsames!

Desconhecido

Compreendi que viver é ser livre… Que ter amigos é necessário… Que lutar é manter-se vivo… Que pra ser feliz basta querer… Aprendi que o tempo cura… Que magoa passa… Que decepção não mata… Que hoje é reflexo de ontem… Compreendi que podemos chorar sem derramar lagrimas… Que os verdadeiros amigos permanecem… Que dor fortalece… Que vencer engrandece… Aprendi que sonhar não é fantasiar… Que pra sorrir tem que fazer alguém sorrir…Que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos… Que o valor está na força da conquista… Compreendi que as palavras tem força… Que fazer é melhor que falar… Que o olhar não mente… Que viver é aprender com os erros… Aprendi que tudo depende da vontade… Que o melhor é ser nós mesmos… Que o SEGREDO da vida é VIVER!!!

E umas das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi criadora de minha própria vida.

Desconhecido
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Pobre acredita em tudo, irmão! A única riqueza que pobre tem é a crença...

Miguel M. Abrahão em obra O Ônibus

Sempre preferi aqueles que admiram mais aos outros do que a si. Não por desamor, não por auto-estima decadente. Mas é que essa coisa de se auto-massagear nos trava. Nos tira de um ciclo de evolução. Faz com que fiquemos a estabelecer comparações constantes.
Gosto de quem tem ciência da própria desimportância. Me encanta essa gente que vai buscar nas diversas fontes do universo um sentido para a fome da alma. Que produz mais dúvidas do que conclusões. Me apego a quem seduz sem afirmar ‘sou’, muito menos ‘tenho’; mas que diz ‘vamos descobrir’. Ahhhh, descobrir o mundo a dois.
Que meus passos sejam guiados pelo mistério. Que meus erros escrevam meus manuais. Meu corpo, tão passageiro, sendo apenas instrumento para descobrir o gosto que viver tem.
No fim, aqueles que admiram aos outros mais que a si, tornam-se admiráveis por gostarem mais de pessoas do que de reflexos.
Que eu evapore e você solidifique. Mas, quando juntos, sejamos água transparente. Molhando e deixando embaçado o espelho na nossa frente.

Fábio Chap
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Perder a viagem

Você pede ao patrão para sair mais cedo do trabalho, pega um ônibus lotado, vai para um consultório médico que fica no centro da cidade, gasta seus trocados, seu tempo e seu humor, e, ao chegar, esbaforido e atrasado, descobre através da secretária que sua hora, na verdade, está marcada para semana que vem. Sinto muito, você perdeu a viagem.

Todo mundo já passou por uma situação assim, de estar no lugar errado e na hora errada por pura distração. Acontecendo só de vez em quando, tudo bem, vai pra conta dos vacilos comuns a qualquer mortal. O problema é quando você se sente perdendo a viagem todos os dias. Todinhos. É o caso daqueles que ainda não entenderam o que estão fazendo aqui.

Estão perdendo a viagem aqueles que não se comprometem com nada: nem com um ofício, nem com um relacionamento, nem com as próprias opiniões. Estão sempre flanando, flutuando, pousando em sentimento nenhum, brigando por idéia nenhuma, jamais se responsabilizando pelo que fazem, pois nada fazem. Respirar já lhes é tarefa árdua e suficiente. E os dias passam, e eles passam, e nada fica registrado, nada que valha a pena lembrar.

Estão perdendo a viagem aqueles que, em vez de tratarem de viver, ficam patrulhando a existência alheia, decretando o que é certo e errado para os outros, não tolerando formas de vida que não sejam padronizadas, gastando suas bocas com fofocas, seus olhos com voyeurismo, sem dedicar o mesmo empenho e tempo para si mesmo.

Estão perdendo a viagem aqueles preguiçosos que levam semanas até dar um telefonema, que levam meses até concluir a leitura de um livro, que levam anos até decidir procurar um amigo. Pessoas que acham tudo cansativo, que acreditam que tudo pode esperar, que todos lhe perdoarão a ausência e o descaso.

Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a televisão pode tranqüilamente substituir as emoções.

Estão perdendo a viagem aqueles que se entregam de mão beijada às garras do tédio.

Martha Medeiros
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Amizade de verdade não tem nada a ver com se ver todo dia, conversar toda hora, ser da mesma família ou morar na mesma cidade. Amizade verdadeira é ficar muito tempo sem se ver e quando se encontrar, ter a mesma cumplicidade de sempre. É se ver todos os dias e o assunto nunca acabar. É gostar de usar seu tempo com a pessoa. É perceber quando o outro precisa de você. Amigos de verdade se conhecem tão bem, que ás vezes nada precisa ser dito, um simples olhar fala tudo. É rir, chorar, desabafar, compartilhar.

Amizade de verdade é quem levanta sua auto estima quando parece que o mundo virou as costas. É quem te liga pra saber de você, pra saber como você está, se você precisa de alguma coisa. Amizade verdadeira é muito mais do que sentar numa mesa, beber e dar boas risadas. Amizade é companheirismo, mas não é apenas companheirismo. Amizades de verdade se baseiam em afeto, carinho, sinceridade e respeito. Principalmente respeito. Saber respeitar o outro, suas decisões, seus medos, seu tempo. Existem amigos que não tem absolutamente nada a ver com o outro, que se tivessem que dividir a mesma casa provavelmente um jogaria o outro pela janela, mas que possuem uma relação de afeto e respeito tão verdadeiro, que ser diferente um do outro acaba sendo vantagem.

Amizade de verdade é saber ouvir e principalmente, saber falar o que precisa ser dito. É reconhecer os méritos, parabenizar pelas vitórias e apoiar nas derrotas. Amigos de verdade não sentem inveja (nem que seja a tal inveja boa), não querem ter o que é do outro. Eles querem compartilhar as coisas boas, viver os bons momentos, aproveitar coisas boas juntos. Quem é amigo de verdade está junto, mesmo morando a 800 km de distância. E quem não é amigo, prova todo dia que pode morar no apartamento da frente, te ver todos os dias, ligar cinco vezes por hora e mesmo assim não merecer compartilhar da sua vida. Tenho amigos de verdade, bem poucos mas tenho. Espero estar sendo uma amiga de verdade para eles e espero não perdê-los. Amigos de verdade não vem e vão, eles chegam e permanecem.

Cheyane R. Costa
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Dos ficantes aos namoridos

Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".

Martha Medeiros
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Oração dos Desesperados

Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho...
- 12% na segunda-feira,
- 23% na terça-feira,
- 40% na quarta-feira,
- 20% na quinta-feira,
- 5% na sexta-feira.

E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...

Que assim seja!!!

Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último.
Um dia, você acerta.

Desconhecido
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há dias em que nos sentimos imbatíveis. Com ou sem erros primários o que interessa mesmo é não sofrer gol.

Leandrock