Ruas

Cerca de 1923 frases e pensamentos: Ruas

Amor não compartilhado é igual trafegar sem o endereço certo, dando guinada por todas as ruas que entrar.

O Vazio das Ruas


Você foi embora.
Disseram-me que estava fora,
Talvez no sítio, em São Bento,
Ou vendendo o apartamento que guardava o seu teto.
Se parti com você em lembrança,
Espero ter deixado algum bem na mudança.


Tive vinte mil projeções na mente,
Escrevendo sobre o autor do meu afeto.
E sou redundante, sim, propositalmente:
Te amo com o afinco dos poetas antigos,
Com a dor sagrada que as mães trazem consigo,
E a paixão urgente de uma menina.


Quem diria que, na minha idade,
Eu seria escrava dessa insanidade?
Um amor que pesa mais que o meu próprio corpo,
Que me carrega, me arrasta, me domina.
Uma loucura sã, impossível de esquecer,
De controlar ou de me perdoar por querer.


Por que, meu Deus, fui escolher você?


Você me bloqueou, me cancelou, seguiu o vento.
E agora as ruas estão vazias de você.
Choro lágrimas de ausência, mas celebro o teu momento.
Se um dia voltar para visitar o teu menino,
Venha conhecer o meu novo canto, o meu destino.


Uma semana antes de partir, te viram passar por aqui...
Achei que te veria caminhando, livre e renascido.
Hoje sinto falta de ouvir-te, do som que se perdeu.
Fracassada por não te esquecer? Talvez.
Mas convicta de que ninguém te amou como eu.

(Estrofe 1)
Quero sair pelas ruas do mundo
Sem colocar hora pra voltar
Deixar o tempo falar mais profundo
E o meu peito aprender a escutar

Ver a beleza escondida nas folhas
Ouvir o vento contando quem sou
Cada caminho guarda memórias
Que o coração nunca abandonou

(Pré-Refrão)
E quando a noite me beija devagar
Um novo sonho começa a acordar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Estrofe 2)
Quero tocar o silêncio das águas
E me banhar de sentido e razão
Ver as estrelas pintando estradas
Que só se enxergam com o coração

Cada paisagem me chama pra dança
Cada sorriso me pede canção
Viajar é renovar a esperança
Que nasce forte dentro da mão

(Pré-Refrão)
E quando o dia vier me encontrar
Eu sei que a noite vai me acompanhar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Ponte – mais suave, estilo MPB intimista)
E se um dia eu perder o caminho
Eu me encontro no som do luar
Pois a vida é só um passarinho
Aprendendo a voar

(Refrão Final – crescendo emocional)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou
Eu vou…

Se eu pudesse aliviar a mente e escolher um novo caminho, talvez não andasse mais por estas ruas. Elas parecem frias demais agora. A vida perdeu parte do brilho que um dia teve, e o mais estranho é que tudo isso aconteceu diante dos meus olhos, lentamente, sem que eu percebesse.

Às vezes temos tanto a fazer, tantos deveres, tantas expectativas, e ainda assim encontramos maneiras de estragar aquilo que mais importa. Procuramos respostas dentro de nós mesmos, mas é difícil encontrar algo quando nem sequer sabemos ao certo do que somos feitos.

Por aqui, a busca por compreensão parece inútil. A solidão se tornou uma sombra persistente, dessas que permanecem mesmo na mais profunda escuridão. Ela caminha ao lado de cada pensamento, de cada lembrança, de cada silêncio.

Aqui não existe sentido na busca por apoio ou compreensão, a solidão é como uma sombra que assombra na maior de todas as escuridões. O que resta é encontrar o final até que o final esteja aqui.

Os maiores campos de batalha não estão nas ruas, mas dentro da mente. Quem aprende a administrar seus pensamentos transforma cicatrizes em sabedoria e dificuldades em combustível para crescer.

Fugiu numa noite gélida,
Logo caiu nas poções encantadas,
Não imaginou as ruas tão violentas,
Mais uma usuária viciada.

SUAS: Farol de cuidado
Nas ruas apressadas das cidades,
nos silêncios escondidos dos lares,
há mãos que se estendem sem exigir nome,
há portas que se abrem para acolher.


O SUAS nasce do princípio
de que a dignidade não é privilégio,
mas direito tecido na esperança
de um país que aprende a cuidar dos seus.


Ele caminha ao lado da infância protegida,
da mulher que busca recomeços,
do idoso que carrega histórias,
da família que enfrenta tempestades.


Nem sempre foi simples sua trajetória.
Entre desafios, escassez e incertezas,
permaneceu firme como quem sabe
que a solidariedade também é política pública.


Em cada CRAS que orienta,
em cada CREAS que ampara,
vive a certeza de que ninguém
deveria enfrentar a dor sozinho.


Porque cuidar é um ato de coragem,
e garantir direitos é semear futuro.
O SUAS é a voz que diz, em meio às ausências:
"Você importa. Sua vida tem valor."


E assim segue, discreto e necessário,
costurando vínculos, reconstruindo caminhos,
fazendo da proteção social uma ponte
entre a vulnerabilidade e a esperança.


Que nunca nos falte a sensibilidade
de reconhecer sua importância:
pois uma sociedade se revela, sobretudo,
na forma como acolhe quem mais precisa.

As Antigas Ruas de Pedras Lavadas


As antigas ruas de pedras,
as casas com cercas de ripas,
cobertas de rosas da roseira
que se alastrava
e se emendava com a da vizinha.


Colorindo.
Perfumando.
Um tempo que deixou saudade.


Na lembrança de um menino
que pensava como quem amava.
Inspirando versos.
Cresceu.
Tornou-se poeta.


Hoje ele vê
nas ruas antigas enfeitadas de roseiras
ruas de pedras lavadas
que ainda inspiram poemas.


Tempo de um tempo
onde ser criança
era viver a beleza encantadora da vida.


O menino cresceu
sem perder a essência.
Hoje é romancista. é poeta.


Marcio Melo

⁠se ela me purifica
o que será de mim sem sua luz?
quando ando pelas ruas
e em cada esquina
há uma venda
e neste comércio
a alma é o negócio
não a vejo
não sinto seu esplendor
se ela me purifica
por que recebo o açoite
pela mão de quem se diz pastor?
promessas de um céu
em troca de metais produzidos
pelo trabalho de pequeninas mãos
e onde estão as minhas mãos
nesta hora?
entre o bolso e a prece
entre a sanha e a pressa
de erguer-se a mais um clamor
se ela me purifica
e perdoa os meus desvios
os desvarios
os devaneios
e os anseios
de quem deseja ter fé
e a cada esquina ainda encontra o mercador
disposto a traficar crenças
com a promessa do paraíso-além
porque aqui na carne
no corpo
na face
é só inferno e pronto!
– apenas isso se tem…
[se ela me purifica
a chave vive na dor]

"Apoio o povo venezuelano. Espero, portanto, que a ida da população às ruas sirva também para se manifestar contra os marginais que praticaram 'rachadinhas' em seus gabinetes, contra aqueles que embolsaram joias, relógios e armas do acervo do Estado, e contra os que venderam poços de petróleo para a China a preço de banana, possivelmente recebendo propinas. Espero que esse povo consiga identificar, com os próprios olhos, quem deseja implantar uma ditadura familiar usando o nome do povo!"

"O funk domina as ruas da periferia. Suas letras confrontam uma cultura ou anunciam um novo modelo social?"

Toda cidade guarda em suas ruas
aquilo que um dia foi apenas sonho
de seus primeiros habitantes.

Meu nome é Marcos Kamorra.


Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.


Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.


Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.


Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.


Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.


Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.


Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.


Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.


Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.


#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade

"Transformei ruas em caminhos quando escolhi enraizar memórias para germinar identidade."


projeto Trilho365

"Um dia seu nome será apenas memória no vento das ruas…
mas suas atitudes continuarão caminhando invisíveis,
como passos que o tempo nunca conseguiu apagar.”

"Ruas existem porque precisamos transitar entre vidas"


projeto Trilho365

Eu tentei te esquecer nos caminhos errados,em ruas que não levavam a lugar nenhum. Mas toda volta me trazia de novo,
pro mesmo ponto...você!!!


DeBrunoParaCarla

O verde e amarelo colorindo as ruas
As bandeirolas sacodindo nos telhados
O coração cheio de orgulho se renovou.


Gritos de gol, festa, amigos de desiguais fé e partidos finalmente unidos,
Adversário marcou, o sonho acabou.

É difícil identificar quem é cristão nas ruas
e nos relacionamentos; mas em nossas atitudes, falase comportamentos podemos
fazer toda a diferença.

10:34 11 de setembro de 2024


"Sonhei andando de bicicleta com meu esposo, em ruas muito largas e bem desertas, parecia um lugar muito longínquo, onde já estivemos antes, mas o cenário estava bem diferente. Eu estava perguntando ao meu esposo, para qual estrada eu deveria ir, para chegar no local onde eu queria, que era outro estado e estava muito longe de casa, eu segui sozinha pela grande avenida, muito larga, havia montanhas no horizonte dela e áreas verdes, eu segui pedalando, mas com muito medo de entrar em uma estrada errada, porque eram avenidas muito largas, desertas e bifurcadas, que direcionavam á vários lugares diferentes"