Rrases sobre Literatura Portuguesa
Chibata
Da lua se vê o brilho pratear,
a sua beleza divulgar,
pele negra brilhando ao luar.
Sob a água que prateada
brilhava, morada de Olucun,
Inaê, Janaína e Yemanja,
Da força de Kisanga, de seu
encanto Kianda, sereia do mar.
Pele negra de prata, que passou
por chibata, de sinhô que
açoitava, a negra escrava.
De cara caçava, nem motivo inventava,
a sonata cantava, o grito em pranto escutava.
O sangue corria, ela era
violada e lágrima caia, com
seu brilho prata!
Pele negra marcada,
mente negra sem cor, esquecendo a dor,
lembrava com fé de Olocun sim, seu sinhô.
Apanhar não matava, morrer não era medo, era fuga era desejo!
A'Kawaza
Na maioria dos filmes e séries, em algum momento, há alguma fala que desonra ou menospreza Deus, a Bíblia ou o cristianismo e seus ensinamentos. Às vezes de maneira sutil, outras vezes de forma direta, mas, mesmo quando não há uma ofensa ao Criador, ocorre a distorção de algum ponto das Escrituras.
As histórias nunca acabam... mesmo que os livros gostem de fingir que sim. As histórias sempre continuam. Elas não terminam na última página, tanto quanto não começam na primeira página.
Dia de hoje
No outro rumo,
No amor, a separação
Te torna uma mentira
Ingênua, convencional
Que te consome e absorve
Até tu te integrar
Por inteiro
Por um ser
Que te enlouquece,
Te aquece,
Te adora
Dos dedos dos pés
Deslizando até o pescoço
Te alimenta
E cresce contigo o fogo,
Faz dos brancos das nuvens
Inesquecível rascunho
Desse esplêndido
Dia de hoje!
Nostalgia
Uma escrita em rastros
De lágrimas…
Um bilhão de despedida
Em cem encontros,
E um sofrer em distância.
Somos acostumados
A viver, e a sofrer
Em distância,
E no fundo nem sempre
Há solução.
As histórias distópicas podem ser mais sombrias, mas elas também mostram às pessoas a possibilidade de encontrar força na adversidade. São livros que reconhecem as dificuldades do mundo, mas que também sugerem caminhos para seguir adiante.
Ela passou a maior parte do dia lendo e estava se sentindo um pouco fora da realidade, como se sua própria vida se tornasse insubstancial diante da ficção em que ela foi absorvida.
O verdadeiro objetivo da minha vida talvez seja apenas este: que meu corpo, minhas sensações e meus pensamentos se tornem escrita, isto é, algo inteligível e geral, minha existência completamente dissolvida na cabeça e na vida dos outros.
A ficção nos permite deslizar para dentro dessas outras cabeças, para esses outros lugares, e olhar através de outros olhos. Então, no conto, paramos antes de morrer, ou morremos de forma indireta ou sem prejuízo e, no mundo além do conto, viramos a página ou fechamos o livro e terminamos de viver nossa vida.
A vida é tão bela que a mesma ideia da morte precisa de vir primeiro a ela, antes de se ver cumprida.
Cansei de gente que aponta. Que fica dedilhando os erros dos outros. Que julga, sem entender a história, sabe? Essa gente que procura o momento certo pra ganhar a intimidade intimidando. Que fala, pejorativamente, dos defeitos alheios. Cansei dessa galera que fica apontando quem passa na rua. Que tira prints de quem engordou ou emagreceu, quem casou ou separou. Cansei dessa reportagem toda da vida alheia. Sei lá, viver pra mim tem sido mais interessante. Quero descansar com gente que aponta pra fé, apenas. E, quando eu precise, me ajude a remar. Do resto, quero distância segura.
Esse é meu texto, minha forma de descrever:
onde Pixote grita mais forte, aqui Lampião não é herói nem vilão. É ser humano com fome de pão e arma na mão. Che vai viver e Marielle ninguém vai te esquecer. Este é meu estilo meu jeito de escrever!
Os homens gostam das mulheres que escrevem. Mesmo que não o admitam. Uma escritora é um país estrangeiro.
É a falta de noção do que estamos experimentando quando o vivenciamos que multiplica as possibilidades de escrever.
