Revolução
Anestesia
Está dor que ele disse que sente
Não há anestesia que cure
Está dor que ele disse que sente
O lavado de memória anestesiou a mente dele
E assim ele não viu o pesadelo que está a saúde no Brasil...
Queria eu ter uma oportunidade maior para gritar contra esta vergonha Brasileira...
"Os selvagens" conseguem furar o pré-sal
O pós-sal, para buscar o ouro negro
Nas não conseguem fazer hospitais modelo FIFA
Para o proletariado...
Agora é hora de dizer não a corrupção
Um não a toda anestesia da mente
Para acordar deste pesadelo onde morrem pessoas nas filas do SUS
Até quando sonhar com campeonatos de futebol
Se meus camaradas já se foram, os bons de bola...
Mamãe, não aguento tanta ignorância
Desta dança do rebola, rebola
Adeus camaradas!
A agricultura e os agrotóxicos
O ar e as fumaças
A terra e o lixo descartável
Que para colocar dentro das sacolas precisa mesmo de sacolas...
Eh! Mamãe, como pode acontecer?
O povão andando de viseira
Olhar para o lado e saber como votar
Não faz mal não!
Não estou podendo beber água
A saúde dos rios está me matando...
Eh! Mamãe, não posso parar por aqui
Convoco você e todos bons camaradas
Para mais uma jornada de revolução
Contra a anestesia da mente do povão!
Acorda, Brasil!
CLASSE TRABALHADORA
Carrega nas mãos alguns calos;
Da luta diária,
Labuta,
Trabalho.
E quando cai a noite,
Em seu leito precário
Se deita em descanso do seu malho
E a noite é quente-
Em seu barraco.
Antes que a vela se apague no sopro
Traga o último gole amargo
O gosto, seu suor operário.
E a luz que ilumina bem pouco-
Clareia em seu rosto ferrado
Vestígios da fome que tem seu salário!
As favelas foram criadas pelo despreparo. . E continuam ainda hoje pelo conformismo.. Ainda somos escravos.. Os senhores de engenho hoje são os grandes empresários, derramando migalhas em nossos pratos enquanto se deliciam com banquetes regados a champanhe e a nosso suor.. Assim como era no início,tu continua na latrina, deixe de ser presa, você é ave de rapina..
A luta é pra todos né truta? Um limpa, outro suja. Um trás a doença, outro a cura. Um bom vivã, outro Juca.
Juventude.
É a juventude nascida fria,
o tentamento ao novo,
o que vos jura que faria,
morre, mas nega-se pedir socorro.
Ouvira chamar ao longe,
o chamado de guerra que quer.
O que mais quer se esconde,
quer a guerra, vinho e mulher.
Joga tudo por luta,
não tem respeito ao perigo,
mesmo que a derrota seja dura,
a tua alma anseia o risco.
Ávido, impetuoso e brilhante,
com aspecto bastante nítido,
de forma incessante,
quer o que nunca foi tido.
Forte ficaste tua alma,
em caminhos percorridos,
em busca da chegada,
daquilo que não lhe foi prometido.
Pátria amada, Brasil
Ó, pátria querida
Amo a ti desenfreadamente
Saboto sua autossuficiência
Minto descaradamente
Reclamo de política quase que diariamente
Esse políticos me roubam até o palito de dente
Nossa, olha o troco do padeiro da esquina
Deu-me dez pratas a mais, que sorte a minha
Ah, mas a corrupção deve acabar
Vamos bater panela, quem sabe eles não escutam
Mas olha o tamanho dessa fila, que absurdo
Deixa eu dar só uma cortadinha, saiam que eu quero passar
Chegou a hora de revolucionar
E o gigante adormecido, faremos acordar
Lutaremos até o fim, portanto não desista
Só um minuto meu amigo, preciso postar minha revolução no insta.
Vejo essa geração sem vontade nenhuma de revolucionar, de mudar, sem vontade nenhuma de fugir da mesmice. Isso entristece.
O governo cerceia de todas as formas os trabalhadores, só não retira o pão cotidiano para que uma revolução não aconteça.
O DITADOR
Se eu fosse o ditador da Síria, da Líbia ou do Iêmen
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu atiraria rosas, lírios e tulipas,
recitaria poemas e entoaria canções:
eu mataria de amor.
Se eu fosse o ditador do Egito, do Iraque ou da Jordânia
– lutando pelo poder –
não atiraria balas, não lançaria bombas:
a revolução não se curva às armas.
Eu lembraria histórias, causos e mentiras,
compraria um circo e contaria piadas:
eu mataria de rir.
Se eu fosse um sangrento ditador,
eu deixaria de ser um sangrento ditador.
Não atiraria balas, não lançaria bombas, não faria nada:
eu mataria de tédio.
O ser humano só consegue estar apaixonado por uma coisa de cada vez. Qualquer coletivo de viés político move e é movido por paixões. Essas manifestações, à direita ou à esquerda, são realizadas por pessoas que não estão apaixonadas. Ou melhor, que estão apaixonadas pela causa política. Os apaixonados entre si, entre pessoas, passeiam no parque e lambem sorvete de bola, alheios aos problemas políticos.
Marx problematizou a luta de classes, Gramsci viu o empecilho da fé, mas nenhum deles pensou na mais profunda e clara alienação do apaixonado. A revolução sempre sucumbirá ao amor.
Mentalidade revolucionária é fábrica de escravos, a mentalidade contra-revolucionária é fábrica de homens livres.
Vacina o povo não tomou
Uma insatisfação popular se instaurou
Canudos em uma guerra se transformou
E Antônio Conselheiro, famoso ficou
Sob péssima condição a Marinha vivia
Má alimentação, excesso de trabalho e chibata todo dia
Em 22 de novembro de 1910, marinheiros se revoltaram
E a oficiais prenderam e mataram
Mas meu amigo
A História não acaba aqui não
O povo não para de se meter em confusão
Em Santa Catarina
João Maria atacava com seus aliados
Por disputa de terra
Muitos moradores foram retirados
E por causa de PR-SC
Nasceu a Guerra do Contestado
Um movimento religioso
Que a muitos tinha matado
Homens e mulheres foram dispersados
E finalmente, a guerra tinha acabado
Relativo interessante
Incessante atividade
A disputa por reaças
Comunhão de desgraças
Aquele movimento de outrora
Esperam que volte
Que traga alívio aos assimilados
S.A.M - S.A.M - S.A.M
Talvez algo diferente pode se mostrar
Talvez algo de novo
Surreal, temos que ser
Surreal, temos que agir
Artistas sem dinheiro
Relendo sapiências
Entendendo o abstrato
