Revolução
Eu tô vazia. E tô porque quero. Não faz mais sentido continuar levando algo que me sobrecarrega. Eu tô vazia. E quero continuar. Eu prometi a mim mesma que esse ano eu iria mudar e esse é o primeiro passo. Dá pra sentir no vento que uma grande revolução vai acontecer. E eu tô pronta. E tô vazia. Para o que chegar.
Percebemos o seu anseio por mudança, seu faro não se engana. Sabemos bem a falta que faz a esperança, mas o gritar, por si, não adianta.
É preciso arregaçar as mangas, exemplificar as ânsias, e falar com as mãos. Obrigar as vítimas de sua voz a pensarem duas vezes antes de lhe dizer não.
Os antigos jovens, que as caras pintaram, envelheceram. Sua geração, seus heróis e necessidades, há tempos morreram.
Só você se conhece e entende, somente a ti o antigo jovem se rende. Seus pulmões têm mais ar. O seu brado mais potência. Seus sonhos ainda não se encerram ao despertar, pois em ti não há sinal de desistência.
Então sonhe, mas o faça acordado. Não renegue o seu âmago indignado. Organize-se, não tema o novo processo. Entenda e aceite as bandeiras, evite o retrocesso.
As ruas, marchas e gritos são apenas metade do caminho. O seu fito precisa de direção e altruísmo, pois política é um lastro que não se constrói sozinho.
Aproveite enquanto o tempo lhe concede passagem, pois esta era és tu quem domina. Não deixe para o seus filhos o seu passado, sua dor, sua luta, sua sina.
Lagrimas de um revolucionário
Sabes qual foi o meu maior erro?
Foi ter sido sensível a vida.
Foi ter amado o próximo.
Foi por ter rejeitado as ideologias dos humens, e ter seguido o meu coração.
Foi por ter me importado pela humanidade.
E hoje vocês me negaram a mão.
Me negaram o vosso amor.
Me despresaram.
Não me levaram em consideração...
De que me valeu ter renunciado a vida por vocês, se nem o vosso obrigado me deram?
Desde que o mundo é mundo as maiores proezas foram conquistadas através da violência, paz após guerra, direitos após revoluções.
Em Brasília, dezenove horas,
política preterida a futebol.
Mais perto, mais rápido, na órbita,
Da Vinci é de marte,
Nietzsche de plutão,
e o velho comunista
esqueceu sua revolução!
Resistir, sorrir, verbos que terminam com “ir” de ir à luta,
Engano seu achar que lutar é somente chorar e sofrer.
Venha me dê à mão, vamos juntos buscar a revolução!
O momento é agora,
Lutar sem demora,
Unidos conseguiremos conquistar a glória.
Como um só corpo destruiremos o velho e ergueremos o novo,
Amor à liberdade,
Ódio à desigualdade.
Aquele que, experto nas doutrinas políticas, não guarde qualquer cuidado de prestar o seu concurso à República; esse não é, com efeito, "a árvore que na margem da ribeira dá frutos sazonados", mas antes um abismo funesto, que devora para jamais devolver.
O mártir da corrupta liberdade!
Lute!
Lute pelo que é certo, ou pelo que o achar
Lute pela história que consola este país
Lute!
Lute pela ideia dos que sofreram sem uma chance
Pelas dores que lhe fizeram suportar
Lute pelas glórias de um povo corrompido
Destruído, com seus sangues espalhados pelo chão
Chame!
Clame aos teus pais, amigos, irmãos,
Mostre a tua voz, seja aquele que conduzirá o teu futuro
Jogue duro, lute, não baixem as guardas
Não se ganha a batalha sem o prazer da luta
Não se vence a guerra sem o poder das armas:
almas, amor, caneta e papel
Lute!
Entregue aos incrédulos os teus ideais, que leais seguirão seus planos e sonhos
Alcance ao longe com tua voz a anti-democracia dos ímpios
E ainda que sinta resquícios de um povo corrompido
Deixará nas lápides dos seus túmulos o rumo do futuro libertário
Trilhada em suas vidas, uma escolha para seguir como mártir da revolução
Fará evolução com suas mãos e arte com teu sangue
Deixai que os sigam adiante, para a prosperidade da espécie
Trombetas, tambores, aos gritos e flores
Faremos escutar os intocáveis, o poder da voz que emana dos que lutam
Será como um suspiro que alivia a dor
Será da seita o bárbaro que busca livrar das mãos dos tiranos, a liberdade
Liberdade de escolha, de vida, de sonho, de cultura, de amar
E até o fim, lutareis ao lado dos corrompidos, perdidos, sem rumo a seguir
Deixará de lição, então, um caminho de escolhas, não de opressão.
Louvados são!
Amados serão!
Libertos dirão!
Cumprida missão!
Dançando Negro
Quando eu danço
atabaques excitados,
o meu corpo se esvaindo
em desejos de espaço,
a minha pele negra
dominando o cosmo,
envolvendo o infinito, o som
criando outros êxtases...
Não sou festa para os teus olhos
de branco diante de um show!
Quando eu danço há infusão dos elementos,
sou razão.
O meu corpo não é objeto,
sou revolução.
Eu penso que ser uma revolucionária, é se sentir livre, desacorrentada da prisão escrava de um sistema opressor e manipulador.
Como as ideiais só podem existir em pensamentos nececita-se de um organismo para torna-lo vivo.
Quando o organismo se torna maior do que o ideal ele sente a nececidade natural humana de evoluir o ideal, porém uma "mini-megalomania" corrompe a evolução dos ideais e a procrastinação atrofia-nos à uma nova era, uma nova revolução intelectual.
A utopia é, provavelmente, um dispositivo social necessário para gerar esforços sobre-humanos sem os quais nenhuma grande revolução é alcançada.
Pessoas revolucionárias são aquelas que pensam além do limite, têm mente aberta e criam suas ideologias, não aquelas que se prendem em ideias existentes.
Se a gente se unir, a ratoeira vai ficar pequena. E a cidade inteira vai entrar em choque de medo com a nossa revolução. Porque a gente existe. E a gente vai lutar por justiça.
faço poesia
de rebeldia
faço rebeldia
de poesia
me salvou de várias fita
depressão
repressão
compressão
rebelião, saca?
escorrega pelos meus dedos escrevidentes
processa na minha mentelente
minha boca gritante contra a corrente
faz revolução!
Diante dos acontecimentos políticos desse mundo pós moderno que vivemos, tem ação mais revolucionária que dizer a verdade, denunciar a mentira, a corrupção e ser honesto? A bomba atômica da moral e da coragem individual, parece ser mais eficaz que os manuais de guerrilha coletiva.
Não há mais luta no Brasil porque vivemos no vácuo do sofismo narcísico. Há teorias, convicções, mas a práxis foi amputada pelo desejo irrefreável de contemplação do próprio pensar. Com a Internet, viramos cérebros sem corpo flutuando deslumbrados num oceano de parábolas e, consequentemente, incapazes de ação. É justamente neste hiato entre a ideia e a paralisia que as bestas ocupam o lugar dos revolucionários.
