Recordação
A solidão me faz viajar nas reminiscências; logo, as recordações de um tempo bom; da inocência de outrora, a maturidade da vida; não existe outro caminho; agora meus passos têm direção segura; sigo rumo ao fim de uma aventura e conclusão de uma obra chamada vida.
O estágio mais deplorável do ser Humano: Quando vive de recordações. “Eu era...”, “Eu tinha...”, “Nos meus tempos...”
Temos por Deus uma entidade que por sua essência Ele É! Ora se nós somos a imagem e semelhança de Deus é justo que nós também sejamos!
Apegar-se a certas recordações é o mesmo que guardar carne podre na geladeira. Por isso, em minhas orações, peço a graça do esquecimento. Quando eu esquecer, é sinal de que terei perdoado a quem não foi correto comigo. E a carne podre estará, finalmente, onde deveria estar desde o início: na lata de lixo.
O bálsamo que acalenta a dor da saudade tem sua raiz plantada no jardim das recordações.
Gonçalvesdarocha
Sabedoria amiúde
Uma doce recordação de uma grande emoção
há muito tempo vivida, e jamais esquecida...
E já se passaram 65 anos...
O amor é lindo, quando vivido com sinceridade,
amizade, respeito e diálogo...
UMA VALSA PARA NÓS
Marcial Salaverry
A orquestra começou a tocar...
Sorriste-me... chamei-te para dançar...
Enamorados, principiamos a valsar...
Os suaves acordes espalhando-se pelo salão,
entrando diretamente em meu coração...
Contemplando tua linda imagem,
embarquei em doce viagem...
Uma viagem ao mundo do amor...
Inebriado, mergulhei em doce torpor...
Em teus olhos vi tanta doçura,
tanto amor, tanta ternura...
Logo descobri que jamais poderia deixar-te...
Descobri que iria assim amar-te,
por toda minha vida...
Uma valsa cheia de Fascinação,
trouxe para minha vida uma suave emoção...
E continuamos sempre valsando pela vida a fora,
sem jamais querer ir embora...
E agora, com os limites impostos pelos anos de vida,
ainda seguimos valsando com nossas lembranças,
e nossa imaginação, enquanto Deus nos permitir...
Marcial Salaverry
Soneto das Recordações Imaginárias
Nas festas só de memórias imaginadas,
Vivo eu, limitado em existencialismo.
Caprichos meus, fantasias aladas,
Loucura e ingenuidade em abismo.
Serpente sou, em harpas melódicas tocadas,
Nobiliárquico em desgraças, sem otimismo.
Das sensações humanas, já fatigadas,
Nas veredas antigas, encontro o cinismo.
Meus deuses, iníquos, tecem a fábula da vida,
Onde cada ato é farsa, cada dor é conhecida,
E a verdade se esconde, velada e esquecida.
Em minha alma, ecoam vozes, perdidas,
Nesse palco de sonhos, onde a fé é partida,
Sou espectro vagando, em jornadas extintas.
SABEDORIA DO SILÊNCIO
Tenho mais recordações do som das chineladas do meu pai, do que o som da sua voz, mas aprendemos mais com atitudes do que com palavras e no silêncio da sua voz ele me ensinou 3 coisas.
1°= A família é a coisa mais importante na vida de uma pessoa
2°= A palavra do homem tem que ter mais valor do que dinheiro.
3°= Amizade tem que ser tratada com amor e respeito, porque podemos contar nos dedos quantos amigos fazemos ao longo da vida.
Em páginas do tempo, guardamos no coração
Momentos doces, vivas recordações.
Um sorriso ao sol, um abraço apertado,
O cheiro de café, o vento dançado.
Belas memórias, eternas em nós,
Sussurram segredos, sem precisar de voz.
Nos fazem sorrir, mesmo em dias nublados,
Guardadas no peito, são nossos legados.
RECORDAÇÃO DO MEU TEMPO NO SERTÃO
Versão Urbana ou Pardal
Eu já fui Curió,
Que só vive no mato,
Não vive na cidade.
Hoje sou Pardal,
Que não vive no mato,
Só vive na cidade,
Por circunstâncias,
Ou por necessidade.
Acho que sou um Curial,
Mistura de Curió com Pardal.
Acho que sou um Pardió,
Mistura de Pardal com Curió.
Como não consigo definir,
Deixa assim que é melhor.
Vez em quando dói o coração,
Na cabeça vem recordação,
Do meu tempo no Sertão.
Quando não aguento a saudade,
Junto vara de pesca e carabina,
Deixo a cidade e vou pro sertão,
Pescá recordação e matá saudade.
Minhas filhas me dão tanta alegria,
Enviando fotos e vídeos de pescaria,
Ver os nétos aprendendo a usar vara,
Prá pesca lambari, bagre, lobó, piapara...
Não importa tipo e modelo de vara.
Nem espécie e tamanho de peixe,
Mas só a alegria de pescar,
Escutando seus pais falar:
Sobre catar e chupar guavira,
Guabiróba, guapeva, jaracatiá,
Coquinho pindó, macaúba, bocajá,
Comer marolo, goiabinha do campo,
Comer ariticum cagão,
Pouco prá não dar diarréia,
Comer jabuticaba do mato,
Pouca prá não entupir,
Tirar palmito, mel de európa e jatei...
Essas e muitas coisas que eu vivi...
Por isso é tanta recordação...
Quanta saudade do sertão...
Saudades dos parentes,
Povo bom e boa gente,
A grande maioria vivia,
Em sítios e fazendas,
Dentro dos sertões.
Longe das cidades.
Tantas recordações,
Quantas saudades...
Marsciano
Definição original
Música: Desperta a descontração,
as emoções e recordações.
Canção: Desperta o romantismo,
a conquista e a paixão.
Hino: Desperta o desejo de louvar,
adorar e engrandecer a Deus.
Por vezes no silêncio da noite, a saudade ecoa ao longe, recordações dançam na mente dos momentos vividos , lembranças trazem a tona toda emoção !
A saudade é um buraco no peito que quanto mais tentamos preenchê-lo com recordações, mais ele se aprofunda.
Em breve partirei
Não quero recordações
Não quero lamentações
Me deixe partir sem rancor,ódio e tristeza.
Me deixe partir sem lágrimas nos olhos.
Me deixe partir com alegria.
Apenas me deixe partir sereno e pleno.
Em breve partirei
Poema de Neilton Silva Nogueira.
" ANDARÁ "
Hão de ficar lembranças na memória,
imagens, fotos e a recordação
dos tempos juntos, presa ao coração,
marcando o que se fez por nossa história!
Por mais que haja mudanças e a intenção
de se deixar pra lá, fraca, ilusória,
tentando um rumo novo à trajetória
terás, ainda assim, saudade, então.
Que os fatos não te impeçam de ir adiante
mantendo o passo firme, são, constante,
em busca de um futuro aventurado…
Mas, saiba que presente e verdadeiro,
qual se sentisses dele, ainda, o cheiro,
o amor sempre andará, junto, ao teu lado!
Embarcadas em mim estarão as boas recordações. Todavia, nos meus porões levo as decepções. Pois na cabine da minha vida eu sou o piloto. Na minha classe executiva tenho a certeza de que em breve dividirei o melhor de mim com alguém que mereça tripular lado a lado a minha vida.
"MATEANDO SAUDADE"
Mãe
Matear na sua ausência só me traz recordações e saudade,
De um tempo que pra mim éra só felicidade
Cevava o mate e sentava na presença da senhora. Hoje meu peito chora de saudade minha mãe
Mulher forte e honrada , topava qualquer parada pra ver todos bem e felizes
Ah minha mãezinha...
Quanta saudade sua. À noite eu olho pra lua e converso com a senhora. Imagino nós dois sentados como era, lado a lado, felizes e conversando.
Mas hoje está tudo mudado , pois não a tenho mais ao meu lado e só ficou saudades suas.
Lembranças na verdade, que ficarão em meu coração.
Hoje eu sigo meu caminho, mas nunca estou sozinho. Esta é a verdade.
Pois quando me sinto carente , me levanto e vou em frente, e sigo mateando saudade.
MODO
Saudade não tenho, sem ter algo à recordação
sinto, gasto em presunção, consumo em apelo
quero ter explicação e caio em nenhuma razão
nada revivo, e o meu coração, ando a contê-lo
Inquieto, o poetizar é tão frágil em sensação
prede o meu sentimento, mas sem prendê-lo
não me dão suspiros ou muito pouca emoção
só sussurra, cânticos, tão frios como um gelo
Odeio a rima sem sentindo, apenas estando
lamento sem causa haver, lamentando vejo
o silêncio no peito, vazio de desejo, suporte
A solidão acossa, a poética vive chorando
no sentimental nem sei mais o que almejo...
E, eis o modo em que estou por vós, sorte.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 maio, 2024, 19’49” – Araguari, MG
